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Mundo Cristão

Igreja processa app Zoom após culto online ser hackeado com vídeo pornográfico

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A ferramenta de videoconferência Zoom se tornou mundialmente famosa durante a quarentena de combate ao novo coronavírus, e uma igreja que decidiu usa-la para transmitir seu estudo bíblico online teve a transmissão invadida por um “criminoso conhecido” que postou vídeos pornográficos durante a transmissão.

Uma igreja registrou uma ação coletiva contra a Zoom Video Communications por não proteger culto online de ser “bombardeado” com pornografia. O hacker invadiu a videoconferência desativando outras contas e depois postou vídeos pornográficos perturbadores.

A Igreja Luterana de São Paulo em San Francisco, Califórnia (EUA), entrou com uma ação contra o Zoom na última quarta-feira, 13 de maio, no Tribunal Distrital. Heddi Cundle, administrador da igreja argumentou na denúncia que a empresa não conseguiu garantir a conferência e forneceu suas informações pessoais a terceiros.

“O Zoom usa ferramentas de mineração de dados para coletar informações pessoais dos usuários e as compartilha com terceiros sem o consentimento dos usuários. O Zoom permite que esses terceiros usem essas informações pessoais para direcionar usuários com anúncios”, afirma a reclamação.

Em outro trecho da ação, a igreja alega que “o Zoom também falha na implementação de medidas de segurança adequadas para proteger a privacidade dos usuários e proteger suas videoconferências. Como resultado, o ‘Zoombombing’ de participantes não convidados se tornou frequente”, destacou.

A denúncia argumenta que o Zoom violou, entre outras coisas, a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia, a Lei de Remédios Legais para Consumidores e a Lei de Concorrência Desleal: “Neste momento turbulento de uma pandemia, a importância da sacralidade [para a igreja] de São Paulo não pode ser exagerada, mas o Zoom – um gigante tecnológico multibilionário que experimenta um crescimento exponencial como resultado da pandemia do COVID-19 – violou essa sacralidade”.

O portal The Christian Post procurou um representante da empresa, e recebeu a seguinte resposta: “Ficamos profundamente chateados ao ouvir sobre esse incidente, e nosso coração se solidariza com os afetados por esse evento horrível. Palavras não podem expressar a força com que condenamos esse comportamento”.

A empresa acrescentou ainda que “no mesmo dia em que descobrimos esse incidente, identificamos o agressor e ação para bloquear o acesso à plataforma e denunciá-lo às autoridades relevantes”.

“Incentivamos os usuários a relatar quaisquer incidentes desse tipo ao Zoom, para que possamos tomar as ações apropriadas ou diretamente às autoridades policiais. Também incentivamos todos os organizadores [de videoconferências] a aproveitarem os recursos de segurança atualizados recentemente do Zoom e seguir outras práticas recomendadas, incluindo a garantia de não compartilhar amplamente os IDs e senhas das reuniões online, como parece ser o caso aqui”, concluiu.

Um grande número de igrejas começou a usar o Zoom para cultos e estudos bíblicos online, como parte da estratégia de enfrentamento ao novo coronavírus. Como resultado do aumento de grupos usando a ferramenta digital, houve um aumento na prática de invasões, no qual uma pessoa ou grupo de pessoas sequestra uma reunião e publica material ofensivo.

Por exemplo, a Igreja Congregacional do Tabernáculo de Salem, no estado de Massachusetts, foi alvo de uma invasão hacker em 19 de abril, durante um culto transmitido ao vivo. Um grupo de pessoas entrou no culto e postou imagens de uma reunião da Ku Klux Klan com gravação cruzada, e também fez várias ofensas de cunho racista.

O pastor da igreja, Joe Amico, disse que eles imediatamente alertaram a polícia. Desde então, a igreja fez ajustes em seu culto online: “Removemos os links para nossos cultos das mídias sociais e apenas fornecemos os links para nossa lista de e-mails. Sentimo-nos mal porque recebemos visitantes para participar do culto. Agora, as pessoas precisam entrar em contato conosco para obter o link e serem avaliadas pela forma como nos conhecem”, contou.

A Zoom Video Communications anunciou na quarta-feira que aprimorou sua segurança, que inclui a aquisição da empresa Keybase para melhorar a criptografia de contas pagas: “Com o fluxo recente de usuários iniciantes, estamos nos concentrando em fornecer configurações de segurança fáceis de usar para usuários iniciantes e clientes corporativos existentes, a fim de proporcionar a todos uma experiência sem atrito e altamente segura”, disse a empresa.

“Além de trabalhar em nossos planos de criptografia de ponta a ponta, focaremos nos aprimoramentos do recurso Sala de Espera, senhas e mais maneiras de aproveitar esses dois recursos juntos. Também estamos explorando controles adicionais de compartilhamento de tela para conhecer os usuários”, finalizou.

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Justiça condena Ministro da Educação por sua opinião contra homossexualidade

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Juíza aplicou multa de R$ 200 mil que será paga pela União

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi condenado pela Justiça de Federal de São Paulo por sua opinião contrária a homossexualidade, em uma multa de R$ 200 mil que será paga pela União.

A sentença divulgada na quinta, 13 de maio, considera que o ministro proferiu falas “homofóbicas” durante entrevista em setembro do ano passado.

Em uma ação civil pública movida por entidades de defesa dos direitos da população LGBT, que pediam indenização no valor de R$ 5 milhões, o ministro foi acusado de estimular a segregação e fomentam a violência contra essa comunidade.

Na sentença proferida pela juíza Denise Aparecida Avelar, da 6º Vara Cível Federal de São Paulo, o valor foi reduzido e, como a declaração do ministro foi feita no exercício das suas atribuições, foi repassada a multa para a União, que deverá depositar o dinheiro no Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

“A situação se reveste de maior gravidade justamente pelo fato de se tratar de ato praticado por Ministro de Estado, a quem compete, institucionalmente, o estabelecimento de políticas públicas para a erradicação das diversas formas de discriminação ainda presentes na sociedade”, destacou a magistrada.

Entrevista

A entrevista do ministro ocorreu em setembro do ano passado, quando ele falou ao Estado de São Paulo, sendo questionado sobre educação sexual em sala de aula. Na ocasião, o ministro falou sobre a importância de discutir o tema para evitar gravidez precoce, mas se posicionou contra erotização de crianças e propaganda aberta da ideologia de gênero.

“Acho que o adolescente, que muitas vezes, opta por andar no caminho do homossexualismo, tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato, e caminhar por aí. São questões de valores e princípios”, disse o ministro ao Estadão.

Em nota divulgada pelo ministro, ele afirma que jamais pretendeu discriminar ou incentivar qualquer forma de discriminação e destacou que trechos da fala foram retirados de contexto.

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Especialista: ‘Anticristo irá controlar o mundo através da economia’

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Durante entrevista à CBN News, o especialista financeiro e apresentador de rádio, Chuck Bentley, fez várias considerações a respeito da pandemia do novo coronavírus e sobre o fim dos tempos. Os alertas dele, que já tinha sido exibidos em março, voltaram a ganhar destaque na emissora, durante esta semana

– A crise por Covid-19 é considerada um cisne negro, um evento que ocorre uma vez em um século e que afeta o mundo inteiro. Preparem-se, porque se isso for verdade, mais dificuldades virão pela frente – declarou.

Bentley é autor do livro Sete Cisnes Cinzentos: Tendências que Ameaçam Nosso Futuro Financeiro.

Ele falou ainda que a pandemia passará pelos chamados “eventos do cisne cinza”, e explicou o termo.

– Um cisne cinza é um evento óbvio, é algo que já está acontecendo, mas as pessoas não estão vendo. Elas só sabem que está lá e entendem que é uma ameaça significativa, mas tendem a ignorá-lo e não fazer nada a respeito.

Chuck disse que uma transição já teve início desde o surgimento da pandemia. Segundo ele, entre os sete cisnes cinzentos está a moeda digital. O especialista apontou que a moeda física já está ameaçada e haverá uma sociedade sem dinheiro.

– Nossa moeda física pode estar contaminada com o vírus. E, com o tempo, o anticristo controlará o mundo por meio da economia e, portanto, acho que precisamos estar cientes e nos prepararmos para isso, conforme diz a Bíblia.

Ele avaliou ainda questões como crise, auxílio financeiro temporário, que as pessoas estão tendo durante a pandemia, biometria, inflação e cultura do cancelamento.

De acordo com Bentley, o anticristo irá controlar o mundo através da economia. Confira as declarações dele, no vídeo abaixo:

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