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Medicina e Saúde

Inseto no ouvido? Saiba o que fazer e o que não fazer caso isso aconteça

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No início desse mês uma influenciadora carioca ficou 24 horas com uma barata no ouvido até conseguir ajuda médica. Tentar remover o inseto em casa pode ser pior

Uma influenciadora do Rio de Janeiro passou por momentos de grande aflição após uma barata entrar no ouvido dela. O inseto ainda ficou 24 horas dentro do ouvido até que ela conseguisse retirá-lo. O caso que aconteceu em Cabo Frio, Região dos Lagos, no Rio de Janeiro no domingo (5), provocou uma onda de questionamentos em várias regiões do país, entre eles, o que fazer caso isso aconteça.

Na ocasião, Aline buscou atendimento na rede pública de saúde da cidade, mas não conseguiu ajuda por que as unidades não tinham o equipamento necessário para remover a barata. O socorro chegou no dia seguinte, depois que um médico viu uma publicação da influenciadora nas redes sociais e ofereceu ajuda.

Segundo especialistas, antes de mais nada é importante confirmar se realmente existe algum inseto no interior do ouvido. Para isso, podem ser utilizadas uma lupa (lente de aumento) e uma lanterna. Outro ponto importante é não tentar retirar o inseto com cotonetes ou outros objetos, por exemplo. Há o perigo de empurrar mais o inseto para o interior do ouvido. 

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Saiba como agir ao notar um inseto no interior do ouvido

Algumas orientações são fundamentais para impedir que a situação fique pior. Na dúvida, leve a pessoa imediatamente para um atendimento médico.

1) Por mais difícil que seja, procure manter a calma. No caso de ser uma criança, tente deixa-la sossegada e não a deixe ficar tocando na orelha;

2) Em hipótese alguma tente fazer a remoção usando hastes, grampos, pinças ou palitos. O inseto pode avançar para a parte mais interna do ouvido;

4) Procure ajuda médica o quanto antes; 

Como é feita a remoção do inseto do ouvido?

Segundo o médico otorrinolaringologista Danilo Anunciatto Sguillar, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, ouvido pelo portal de notícias R7, o ideal é sempre buscar atendimento médico. Qualquer tentativa caseira de remover o inseto, pode dificultar a retirada. No caso dele estar morto, é retirado com pinças específicas para

“O especialista pode fazer uma lavagem do ouvido com água morna para que esse inseto seja removido por completo e aí sim, em posse de um otoscópio, aparelho que usamos para avaliar o ouvido, ele vai avaliar, após a remoção, os danos que porventura esse inseto tenha causado na região, tanto da orelha externa quanto da orelha média”, explicou.

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No caso do inseto estar vivo e se movimentando para tentar sair, a recomendação, segundo o otorrino, é pingar uma gota de óleo no ouvido: azeite, vaselina e mineral, por exemplo. A substância faz com que ele fique paralisado, “e então essa pessoa tem que imediatamente procurar a ajuda de um otorrinolaringologista”, alertou.

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Medicina e Saúde

Covid-19: com casos em alta, procura por autotestes cresce na Grande Vitória

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Nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128% no Espírito Santo

O Espírito Santo vive uma nova onda da covid-19, com número de novos casos em alta. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128%.

Com mais pessoas com sintomas ou com contato com pacientes que testaram positivo para a covid-19, a procura por autotestes também tem aumentado. A venda desta modalidade de teste para identificar a presença do coronavírus começou em março, mas farmácias da Grande Vitória começaram a registrar um aumento de vendas nos últimos dias.

Um levantamento realizado pela reportagem do Folha Vitória constatou que a procura pelo autoteste cresceu na última semana, quando o número de novos casos registrados chegou a cinco mil por dia. O autoteste é encontrado por cerca de R$ 70. 

Em uma farmácia da Rede Drogasil, em Cariacica, eram vendidos, em média, dois testes por dia há cerca de duas semanas. Nos últimos dias, a média de venda diária saltou para dez por dia.

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Na Serra, uma drogaria da Rede Farmes também registrou aumento. Segundo os funcionários, o teste para covid-19 é realizado de forma gratuita no Terminal de Laranjeiras, que fica próximo ao estabelecimento, mas por conta da fila, muitas pessoas preferem comprar o autoteste.

Em uma farmácia da rede Santa Lúcia, em Vitória, a busca pelo autoteste também cresceu. De acordo com os funcionários, a procura é maior durante os fins de semana. No último, foram vendidos cerca de oito testes por dia.

A situação se repete em Vila Velha. Uma farmácia da Rede Pacheco vendeu 60 testes somente entre sexta-feira (01) e domingo (03). No mês de junho inteiro, foram vendidos 32 testes.

Como usar o autoteste do covid-19?

O exame, segundo especialistas, é simples de ser utilizado. Ele se assemelha com o teste rápido de antígeno da farmácia, em que é recolhida uma amostra de secreção nasal ou saliva por meio de um swab — semelhante a uma haste com algodão na ponta. No teste das farmácias, é necessário auxílio de um profissional de saúde.

Já no autoteste, a pessoa pode fazer o exame sozinha em casa, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. A recomendação é que seja feito entre o primeiro e sétimo dia de sintomas. Por isso, é preciso ter muita atenção.

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Como cada fabricante apresenta uma maneira diferente de condução, é fundamental ler a bula com calma. Ao seguir o passo a passo, você evita o risco de fazer o teste de maneira errada e ter um resultado impreciso. 

Com o kit em mãos, é feita a coleta da secreção da boca ou do nariz com um cotonete. Logo em seguida, a haste é introduzida em um recipiente com um líquido químico para a testagem.

Depois, é preciso pingar algumas gotas desse líquido no campo de teste (uma plaquinha retangular) e esperar de 30 a 40 minutos até que o resultado apareça. Caso surjam duas linhas, o teste indica que o paciente positivou para a covid-19.

Quais sintomas podem indicar que estou com covid-19?

O autoteste é recomendado para pessoas com sintomas que apontem para a covid-19. Entre eles:

– Dor de garganta;
– Febre;
– Cansaço;
– Dores no corpo;
– Tosse;
– Perda do paladar ou olfato.

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Beber álcool corta o efeito do remédio: verdade ou mito?

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Tudo depende de onde o medicamento é metabolizado, afirma especialista

Atire a primeira pedra aquele que nunca pensou em curtir um happy hour com os amigos depois de uma semana cansativa de trabalho. Para os que tomam remédios controlados ou até mesmo em casos eventuais, no entanto, há a preocupação de a ingestão de álcool interferir diretamente nos efeitos dos medicamentos no organismo. Mas, afinal, existe mesmo essa relação?

Segundo a psicóloga e nutricionista Thais Araújo, tudo depende de onde o medicamento é metabolizado. Se for no fígado, a possibilidade de ele não surtir efeito é grande.

— O álcool é metabolizado na enzima hepática, a mesma que metaboliza alguns remédios. Nesses casos, a pessoa tende a sofrer com os efeitos colaterais, porque é como se o fígado ficasse “ocupado” com outra substância, não dando espaço para o medicamento agir — explica a especialista.

— Os antidepressivos misturados às bebidas alcoólicas não vão ter a ação esperada. O álcool é um depressor do sistema nervoso central, então vai piorar o quadro de depressão — avisa Thais.

Para Rafael Cangemi, especialista em medicina de família e comunidade, a discussão sobre o álcool vai além das interferências sobre um medicamento. Deve-se considerar os danos que essa substância pode causar no organismo se ingerida em excesso. Entre eles, comprometimento do fígado, órgão responsável pela produção de bile, substância fundamental para a digestão da gordura e detox do corpo.

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