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Segurança

Internos participam do Enem 2019 para pessoas privadas de liberdade no Estado

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Internos de 31 unidades prisionais do Estado vão participar do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2019 para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL). Ao todo, 2.472 pessoas vão participar das provas que acontecem, nesta terça-feira (10) e quarta-feira (11), no período da tarde.

Neste ano, o exame conta com 404 participantes a mais que o ano passado, quando 2.068 inscrições foram realizadas. As provas dos dois dias de exame incluem as áreas de conhecimento em Linguagens, Códigos, Redação, Ciências da Natureza, Matemática e suas respectivas tecnologias. O resultado oficial do exame está previsto para janeiro de 2020.

Atualmente, 3.500 internos cursam Ensino Fundamental e Médio nas unidades prisionais do Espírito Santo, seguindo a modalidade de Educação para Jovens e Adultos (EJA). A Lei de Execução Penal garante ao interno estudante a remição da pena. Três dias de estudo, somados a 12 horas de aula, permitem reduzir um dia da sentença.

Preparação

No Centro Prisional Feminino de Colatina (CPFCOL) participam do Enem 55 internas que cumprem pena na unidade. Na semana passada, um aulão com as disciplinas de Língua Portuguesa e Redação foi realizado com as estudantes a fim de relembrar conteúdos e exercitar possíveis temas propostos no exame. As provas serão aplicadas às 13h30, durante os dois dias do Exame Nacional.

A professora Daciane Braz ressalta que o aulão é fundamental para que as participantes consigam um bom desempenho na prova.

“Com o aulão, trabalhamos um leque de assuntos que podem ser abordados no exame nacional. Relembramos também conteúdos básicos, já que muitas internas terminaram os estudos há muito tempo. Desenvolvemos na aula as mudanças da nova ortografia, a interpretação de texto, bem como o uso das principais conjunções, crase, uso de pronomes e as dicas de redação, além de temas atuais como as novas tecnologias. Todas se mostraram muito dedicadas e participativas”.

A professora também fala sobre o sentimento de auxiliar no avanço da educação das internas. “É satisfatório e gratificante contribuir com o processo de aprendizagem de pessoas que não tiveram muitas oportunidades, pois acredito que as opções de vida só podem ser melhores por meio da educação. Com o aulão, acredito que as estudantes internas absorveram informações valiosas que irão auxiliar e, muito, no exame”, explica a professora.

A interna estudante, Juliane Maria da Silva Pires, de 22 anos, está confiante. Ela concluiu o ensino médio há alguns anos e diz que muito conteúdo pôde ser relembrado no aulão. “Aprendi bastante com as aulas e pude relembrar muitas coisas e atualizar outras. Agora estou mais confiante e tenho fé que vai dar tudo certo”, diz.

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Segurança

Homem se passa por mulher, comete estupro virtual e obriga amigo a engolir moeda

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Suspeito finge ser mulher por anos, se relaciona com melhor amigo, exige fotos íntimas e manda ele cumprir “tarefas” como até comer fezes

A Polícia Civil de Fortaleza, no Ceará, indiciou um homem de 27 anos por crimes de estupro virtual, falsa identidade e extorsão contra o próprio amigo. O suspeito conseguiu fotos íntimas do amigo após se passar por mulher na internet e obrigava a vítima a fazer “tarefas”, como engolir moedas.

Segundo a polícia, Ayrton Andrade Pereira da Silva conhecia a vítima há quase dez anos, mas fingiu ser mulher, manteve um relacionamento virtual com o amigo, que tem 24 anos, e, após conseguir fotos íntimas dele, passou a extorqui-lo.

O agressor ameaçava a vítima até com fotos de caixões, dizendo que mataria parentes dele caso não fizesse o que o suspeito queria.

Ayrton obrigava a vítima a fazer algumas “tarefas” que deveriam ser filmadas, além de pedir dinheiro. Para provar que estava fazendo as “atividades”, a vítima era obrigada a gravar as ações, como engolir uma moeda colocada em um copo com água.

A vítima também foi obrigada a colocar um copo de vidro no ânus, que se quebrou e a machucou. Foi por isso que o homem relatou o crime à família, que registrou uma denúncia na polícia. Outras “tarefas” incluía comer as próprias fezes e beber a própria urina retirada do vaso.

O caso foi denunciado pela vítima em 2020 e, desde então, era investigado pelo 5º Distrito Policial, que localizou Ayrton no Maranhão. A Polícia Civil ainda investiga o caso para identificar outras possíveis vítimas do suspeito.

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Segurança

Empresário suspeito de lavagem de dinheiro é preso pela PF em Vitória

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Operação “Masqué”, feita em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, combate crimes contra o sistema financeiro nacional

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quinta-feira (13), em Vitória, um empresário suspeito na participação de um esquema milionário de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. 

O detido foi alvo da terceira fase da “Operação Masqué”, feita para combater crimes contra o sistema financeiro nacional. A PF realiza em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal.

De acordo com a PF, a ação deveria cumprir dois mandados de prisão preventiva. Porém, o outro suspeito não foi encontrado em Vila Velha e foi considerado foragido pela Justiça. O nome do empresário será inscrito na lista de procurados da Interpol, composta por 190 países.

Como se trata de captura e prisão, os nomes não foram divulgados em razão da Lei de Abuso de Autoridade.

A investigação apurou a existência de uma organização criminosa dedicada a lavagem de capitais a partir da aquisição de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros e à evasão de divisas.

Os suspeitos responderão por três crimes: lavagem de dinheiro (prisão de três a dez anos e multa), organização criminosa (prisão de três a oito anos e multa), evasão de divisas (prisão de dois a seis anos e multa). 

Entenda as fases da operação

Na primeira fase, deflagrada ainda em 2019, a investigação apurou um esquema de evasão de divisas com a utilização de empresas que falsificavam e repetiam documentação para enviar dinheiro para o exterior. 

Naquele momento, a Justiça Federal decretou o sequestro de dezenas de imóveis avaliados em cerca de R$ 40 milhões.

Já na segunda fase, o objetivo foi investigar o crime de lavagem de dinheiro praticado pelos envolvidos na primeira fase da operação policial de mesmo nome, em especial, mediante a compra de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros, além de empréstimos feitos fora do mercado formal de crédito.

O nome da operação é uma referência a ação dos investigados que buscava mascarar a real propriedade de vultoso patrimônio adquirido ilegalmente por meio das atividades da organização criminosa.

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