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Política e Governo

Investimentos em infraestrutura e equilíbrio nas contas públicas para retomada econômica são caminhos apontados em audiência pública

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Em audiência pública realizada na noite de quinta-feira (23), na cidade de Cachoeiro de Itapemirim (ES), promovida pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara Federal que reuniu diversos segmentos para debater a retomada econômica no pós-pandemia, os investimentos em infraestrutura e a manutenção do equilíbrio das contas públicas foram apontados por especialistas como os caminhos para região gerar emprego e renda com a superação dos efeitos da covid-19.

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O encontro foi uma iniciativa do deputado federal Da Vitória (Cidadania-ES), que preside o Cedes e relata o estudo com o tema “Retomada Econômica e Geração de Emprego e Renda no Pós-pandemia”. Participaram o Diretor de Programa do Ministério da Economia, Bruno Negris; o Diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM) Guilherme Santana; o governador Renato Casagrande; o deputado federal Neucimar Fraga (PSD-ES); deputados estaduais; 16 prefeitos da região e representantes de mais de 30 municípios; da Federação das Indústrias do Espírito Santo e segmento empresarial; e da sociedade civil.

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O deputado federal Da Vitória relatou que investimentos importantes em infraestrutura no Estado têm saído do papel, como a implantação das rodovias do Contorno do Mestre Álvaro e da BR-447, a concessão da BR-262, as cobranças para o andamento da duplicação da BR-101, o início da implantação da Estrada de Ferro 118 (no trecho de Cariacica até Anchieta), e projetos de portos em Aracruz, Presidente Kennedy e São Mateus. “A atuação da bancada em conjunto com o governo federal e o governo do Estado têm destravado os projetos em infraestrutura. E isso representa uma melhora logística do Espírito Santo para que possamos atrair empresas e, consequentemente, emprego e renda aos capixabas”.

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O parlamentar, que também é coordenador da bancada federal capixaba, apontou ainda a necessidade de qualificação profissional para ocupar as oportunidades que irão surgir nos setores da mineração e a necessidade de o Congresso dar andamento às reformas. “O País precisa de uma Reforma Tributária mais robusta, que simplifique as regras e dê segurança a quem empreende. Hoje, temos mais de 390 mil normas tributárias. Um emaranhado que afasta o investidor”, pontuou Da Vitória.

O governador Renato Casagrande destacou que as contas equilibradas no Espírito Santo têm dado segurança aos capixabas. “Os responsáveis pelo desenvolvimento são as pessoas físicas e as empresas. Trouxemos as fábricas da Suzano, o Laticínios Porto Alegre e daqui uns dias teremos a inauguração da nova fábrica da Selita. Os investimentos públicos precisam servir para atrair investimentos privados. E, a Região Sul, como sabemos, ficou um pouco atrás do Norte e da Região Metropolitana e por isso precisamos colocar a mão do Governo do Estado nos investimentos para que possamos atrair desenvolvimento, gerar emprego, renda e oportunidades aos capixabas”.

O Diretor de Programa do Ministério da Economia Bruno Negris destacou que o aumento das despesas obrigatórias tem dificultado que a União, assim como os estados e municípios, a definirem os investimentos discricionários, ou seja, aqueles que o gestor pode decidir onde aplicar. Ele pontuou que os investimentos nas ações de enfrentamento à pandemia garantiram renda e movimentação econômica para milhões de brasileiros. E finalizou destacando a necessidade do equilíbrio das contas públicas. “Tanto a Câmara quanto o Senado têm apoiado o Governo Federal na aprovação das reformas necessárias, como foi a da previdência. São mudanças importantes para o futuro”, disse Negris.

Guilherme Santana, diretor da ANM, destacou que a atualização do Código da Mineração, que é discutida por um grupo de trabalho na Câmara Federal, vai desburocratizar e impulsionar o setor de rochas ornamentais, forte na região Sul do Estado. E pontuou que a exploração do sal-gema – mineral usado pela indústria – no Norte capixaba vai promover uma mudança econômica em todo Estado. “O sal-gema colocará o Espírito Santo, na questão de emprego, renda e investimentos, em outro patamar.”

Vice-presidente da Findes, Tales Machado, avaliou que a ampliação do sistema portuário do Sul do Estado, com o projeto do Porto Central em Presidente Kennedy, é essencial para o setor de rochas e ressaltou que o segmento tem evoluído com o trabalho realizado pelo governo e pela bancada federal.

O prefeito anfitrião e presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo, Victor Coelho, falou sobre as medidas de equilíbrio das contas que tem adotado na cidade e como elas permitem investimentos em diversas áreas de melhorias da cidade.

Na mesma toada, Marcelo Santos, que é vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, destacou o programa de revitalização da malha viária capixaba. “O setor de obras e infraestrutura é essencial neste momento de retomada econômica, especialmente projetos estruturantes do Poder Público, pois gera emprego e riquezas. Mas, para isso, é preciso que o trabalho que iniciamos na Assembleia vá adiante e desburocratize o setor.”

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Gilson Daniel na campanha de Sérgio Moro

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A Executiva nacional do Podemos designou o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, para coordenar e organizar as chapas de estadual e federal para a eleição do ano que vem. Isso porque o presidente estadual da legenda, Gilson Daniel, vai compor a equipe que irá coordenar a campanha do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro.

Ex-ministro Sergio Moro.

Arnaldinho disse que as chapas já estão quase completas. “Estou empenhado e animado, pois acredito que vamos fazer três ou quatro deputados. Já na federal, acredito que faremos dois federais”. Gilson Daniel é pré-candidato a deputado federal e o vice-prefeito de Vila Velha, Victor Linhalis (SD), deve se filiar ao Podemos e também ser candidato a uma cadeira na Câmara Federal.

Já para o Senado, o partido mira no secretário estadual de Controle e Transparência, Edmar Camata, segundo Gilson Daniel. Ele disse também que Moro vai se filiar ao Podemos no próximo dia 10 (novembro) num evento em Brasília. O partido da “Lava-Jato” quer que Moro seja candidato à Presidência da República.

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“Eles querem que eu fique calado?”, questiona Colnago mirando cúpula tucana

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O ex-vice-governador César Colnago (PSDB) não vai recuar de trabalhar sua pré-candidatura ao governo. Mesmo sem o apoio da Executiva estadual e do presidente do partido, Vandinho Leite, ele disse que continuará se reunindo com lideranças e viajando pelo interior. Houve mal-estar na cúpula do ninho tucano o anúncio de Colnago de que vai disputar o governo do Estado.

“Coloquei a candidatura porque entendo que o partido precisa. E reforça a candidatura nacional, assim como nossas teses. Vou trabalhar para ser o candidato do partido, mas sei que dependo da decisão final que será na convenção”, disse Colnago.

Ele participou na manhã de sábado (23) do evento “Conversas com Eduardo Leite”, em Vitória. O governador do Rio Grande do Sul veio ao Estado por conta de sua campanha para disputar as prévias do partido, que acontecem no dia 21 de novembro. Colnago já tinha feito uma manifestação anterior pró-Doria – que disputa contra Leite para ser o nome tucano na eleição para presidente da República no ano que vem.

Colnago chegou a citar a visita de Eduardo Leite para justificar o anúncio da pré-candidatura e rebateu seus críticos. “Eu tenho conversado com o partido. O que Eduardo Leite está fazendo aqui? Eduardo e Dória são precipitados por fazer pré-campanha? Não. Eles querem que eu fique calado? Como fundador do partido, com a história que tenho? Não. Eu vou colocar minha pré-candidatura para ser construída, tanto na sociedade como no ambiente interno do PSDB. Sou um democrata, sempre fui um democrata. Agora, com a história que tenho, com as diversas secretarias e mandatos, desejar e querer colocar o meu nome à disposição para ser o pré-candidato, que precipitação tem nisso? Se fosse assim não estaríamos aqui discutindo as prévias. O PSDB está fazendo a coisa mais inteligente desse país, que é antecipar o debate porque o Brasil quer mudar e o Espírito Santo também”, afirmou Colnago.

A postura do ex-vice-governador aumenta ainda mais o desconforto dentro do partido. Tucanos que são da base do governador Renato Casagrande – a quem Colnago já está mirando sua artilharia – não estão nada confortáveis com a situação.

Executiva não definiu

Tanto durante o discurso no evento, como depois, em entrevista para a coluna, o presidente do PSDB capixaba, Vandinho Leite, foi categórico ao afirmar que candidaturas majoritárias não serão debatidas e nem postas agora pelo partido. “Vamos definir nossas candidaturas majoritárias após a definição das prévias. Isso não está posto no momento. Nós decidimos na Executiva, e é uma decisão coletiva, de que nós só vamos debater palanque no Espírito Santo, após a decisão sobre o nosso presidenciável”, disse Vandinho.

Sobre a possibilidade de um palanque duplo envolvendo o PSDB, Vandinho também adiou a discussão. O PSB estuda a possibilidade de, se não tiver candidatura própria a presidente da República, o palanque de Casagrande apoiar dois presidenciáveis de partidos diferentes. De acordo com o presidente do PSB-ES, Alberto Gavini, uma das possibilidades é apoiar os candidatos do PT (Lula) e do PDT (Ciro), e a outra é apoiar os candidatos do PDT (Ciro) e do PSDB (o que vencer nas prévias). Em troca, esses partidos no Estado apoiariam a reeleição de Casagrande e ocupariam postos-chaves, como o nome do vice na chapa e/ou o nome do Senado.

“Temos um excelente diálogo com o governador Casagrande. É claro que, a partir do momento que o partido do governador nos dá um sinal, um sinal gentil, a gente agradece. Mas não estou entrando ainda no debate com os partidos, para respeitar a decisão da Executiva”, disse Vandinho. Se vingar o acordo para o palanque duplo envolvendo o PSDB, os tucanos não terão candidato ao governo e o palanque do presidenciável do partido será o mesmo de Casagrande.

Decisão local

Ao ser questionado se o PSDB teria palanque no Estado, o presidenciável Eduardo Leite disse que a decisão será da Executiva estadual. “O Espírito Santo é um estado muito importante para nós, um bom exemplo para políticas públicas. Nós queremos sim ter um palanque aqui no Estado, acho que é importante, agora respeitamos o encaminhamento que os tucanos do Espírito Santo farão. Um partido quando se forma busca protagonismo, é legitimo aspirar e buscar uma candidatura ao Executivo, mas você não pode fazer isso sem entender que eventualmente outra candidatura, em outro partido, possa representar algo semelhante ao que pensamos e que possamos colaborar”.

E o Arthur?

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já veio duas vezes ao Estado. O governador paulista, João Dória, uma vez. Só o ex-senador Arthur Virgílio, que também disputa as prévias do PSDB, é que ainda não sinalizou uma visita ao Estado.

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