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Internacional

Itália: polícia e manifestantes têm confronto após toque de recolher

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Centenas de pessoas protestaram contra o toque de recolher e a perspectiva de lockdown por causa do aumento de casos de coronavírus

O toque de recolher obrigatório em Campânia, das 23h às 6h, e o anúncio do fechamento total desta região da Itália nos próximos dias, desencadearam uma noite de protestos na capital Nápoles, que culminou com o confronto entre manifestantes e policiais com o lançamento de pedras e contêineres de lixo sendo incendiados.

Por volta das 23h, centenas de pessoas se reuniram em frente à sede da região da Campânia, em Nápoles, e em pouco tempo teve início o conflito com os manifestantes atirando pedras contra os policiais, que reagiram.

Alguns contêineres foram queimados e outros virados por grupos de jovens encapuzados que começaram a atacar as viaturas da polícia.

Grupos de pessoas também bloquearam o acesso às ruas do centro histórico em protesto contra o presidente da região, Vincenzo de Luca.

“Esta noite testemunhamos um verdadeiro comportamento criminoso contra a polícia. Nenhuma condição de desconforto, por mais humanamente compreensível, pode de alguma forma justificar a violência”, disse o comissário da polícia de Nápoles, Alessandro Giuliano.

Os protestos também eclodiram em Roma, onde comerciantes fecharam suas lojas uma hora antes do toque de recolher obrigatório imposto pela região de Lácio.

Os comerciantes protestaram pois acreditam que a crise provocada pela falta de turismo, levará a fechamentos mais cedo, o que levará muitas empresas à falência.

O presidente do Governo, Giuseppe Conte, afirmou que seu objetivo é evitar um segundo confinamento total, mas novas medidas mais restritivas estão previstas para este fim de semana, como reduzir ainda mais o lazer e as viagens, além da hipótese de toque de recolher nacional e o fechamento de bares e restaurantes a partir das 18h, de modo que os cidadãos se desloquem apenas durante o dia, para ir à escola ou ao trabalho.

Os dados na Itália são muito preocupantes e ontem, 19.143 novas casos e 91 mortes foram registradas.

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Internacional

Reino Unido: Variante Delta da covid é 60% mais contagiosa

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Cepa descoberta na Índia já corresponde à maior parte dos casos no país e pode obrigar governo a atrasar reabertura

A variante Delta do coronavírus, dominante no Reino Unido, é 60% mais contagiosa que sua antecessora, Alfa, afirma um estudo publicado na sexta-feira (11), antes de o governo britânico anunciar uma decisão sobre a suspensão das últimas restrições.

O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, havia declarado recentemente que o percentual era de 40%.

Mas, de acordo com um estudo do Serviço de Saúde Publica da Inglaterra, foram detectados 42.323 casos no Reino Unido, 29.892 a mais que na semana anterior, desta nova cepa que já representa mais de 90% dos novos contágios.

“A variante Delta se associa com um risco aproximadamente 60% maior de transmissão no núcleo familiar em comparação à variante Alfa”, identificada em dezembro no sudeste da Inglaterra e que provocou uma disparada de casos, que resultou em quase quatro meses de confinamento.

Internações seguem estáveis

O estudo, no entanto, considera “encorajador” que este novo aumento não seja acompanhado por um aumento semelhante nas hospitalizações. Quase mil pacientes com covid-19 estão atualmente internados em hospitais britânicos.

“Os dados indicam que o programa de vacinação continua a mitigar o impacto desta variante nas pessoas que já receberam duas doses da vacina”, afirmou o organismo.

Embora a vacinação “reduza o risco de caso grave da doença, não o elimina”, ressaltou Jenny Harries, diretora-geral da agência de segurança sanitária britânica.

O Reino Unido, país europeu mais afetado pela pandemia, com quase 128.000 mortes, iniciou uma campanha de vacinação em larga escala que em seis meses administrou duas doses a 77% dos adultos.

Após um longo confinamento durante o inverno, o governo começou a flexibilizar muito gradualmente as restrições. Mas a suspensão das últimas medidas, prevista inicialmente para 21 de junho, se vê ameaçada pelo recente aumento dos contágios, que superam 6.000 ou até 7.000 novos casos diários.

De acordo com o jornal The Times, o governo de Boris Johnson está considerando adiar a última etapa em quatro semanas, uma decisão que deve ser anunciada na segunda-feira.

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Internacional

China pretende vacinar crianças a partir de 3 anos contra a covid-19

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Farmacêutica Sinovac vai publicar resultados de testes com crianças e adolescentes em revista científica

A China se prepara para vacinar crianças a partir dos três anos de idade contra o coronavírus, o que deve fazer do país o primeiro do mundo a imunizar nesta faixa etária, anunciou um porta-voz do laboratório farmacêutico Sinovac.

O país, onde a covid-19 surgiu no fim de 2019, já administrou quase 800 milhões de doses de vacinas, até agora apenas em pessoas com mais de 18 anos.

Pequim, que praticamente erradicou a epidemia em seu território desde maio de 2020, espera poder vacinar ao menos 70% de sua população até o fim do ano, ou seja um bilhão de habitantes.

Um porta-voz do laboratório Sinovac, que produz uma das três vacinas autorizadas no país, afirmou à AFP que o imunizante Coronavac poderia ser oferecido aos menores de idade.

“Foi aprovado (o uso da) vacina da Sinovac nos últimos dias para a faixa de três aos 17 anos”, declarou, sem informar quando serão aplicadas as primeiras doses.

O laboratório concluiu os testes clínicos em crianças e adolescentes, cujos resultados devem ser publicados pela revista britânica The Lancet, acrescentou.

Além da Sinovac (duas doses), a China aprovou o uso dos produtos da Sinopharm (duas) e Cansino Biologics (uma).

Os fármacos da Sinovac e da Sinopharm receberam a aprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para administração em adultos.

Em outros continentes, União Europeia (UE), Reino Unido e Estados Unidos aprovaram o uso da vacina da Pfizer/BioNTech a partir dos 12 anos.

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