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Internacional

Itália: polícia e manifestantes têm confronto após toque de recolher

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Centenas de pessoas protestaram contra o toque de recolher e a perspectiva de lockdown por causa do aumento de casos de coronavírus

O toque de recolher obrigatório em Campânia, das 23h às 6h, e o anúncio do fechamento total desta região da Itália nos próximos dias, desencadearam uma noite de protestos na capital Nápoles, que culminou com o confronto entre manifestantes e policiais com o lançamento de pedras e contêineres de lixo sendo incendiados.

Por volta das 23h, centenas de pessoas se reuniram em frente à sede da região da Campânia, em Nápoles, e em pouco tempo teve início o conflito com os manifestantes atirando pedras contra os policiais, que reagiram.

Alguns contêineres foram queimados e outros virados por grupos de jovens encapuzados que começaram a atacar as viaturas da polícia.

Grupos de pessoas também bloquearam o acesso às ruas do centro histórico em protesto contra o presidente da região, Vincenzo de Luca.

“Esta noite testemunhamos um verdadeiro comportamento criminoso contra a polícia. Nenhuma condição de desconforto, por mais humanamente compreensível, pode de alguma forma justificar a violência”, disse o comissário da polícia de Nápoles, Alessandro Giuliano.

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Os protestos também eclodiram em Roma, onde comerciantes fecharam suas lojas uma hora antes do toque de recolher obrigatório imposto pela região de Lácio.

Os comerciantes protestaram pois acreditam que a crise provocada pela falta de turismo, levará a fechamentos mais cedo, o que levará muitas empresas à falência.

O presidente do Governo, Giuseppe Conte, afirmou que seu objetivo é evitar um segundo confinamento total, mas novas medidas mais restritivas estão previstas para este fim de semana, como reduzir ainda mais o lazer e as viagens, além da hipótese de toque de recolher nacional e o fechamento de bares e restaurantes a partir das 18h, de modo que os cidadãos se desloquem apenas durante o dia, para ir à escola ou ao trabalho.

Os dados na Itália são muito preocupantes e ontem, 19.143 novas casos e 91 mortes foram registradas.

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Internacional

Estados Unidos confirmam primeiro caso de varíola do macaco

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Paciente é um homem que tem histórico de viagem recente ao Canadá; ele está internado no estado de Massachusetts

O governo do estado norte-americano de Massachusetts confirmou na quarta-feira (18) o primeiro caso de varíola do macaco. O paciente é um homem adulto que tinha histórico de viagem recente ao Canadá. De acordo com o Portal R7, autoridades sanitárias estão rastreando contatos próximos dele para tentar rastrear a cadeia de transmissão do vírus.

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Internacional

Espanha avança na adoção de licença médica menstrual, medida sem precedentes na Europa

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O governo espanhol apresentou, nesta terça-feira (17), um projeto de lei que estabelece licença médica para mulheres que sofrem com menstruações dolorosas, uma medida inédita na Europa

“Somos o primeiro país da Europa a regular pela primeira vez uma incapacidade temporária paga integralmente pelo Estado por menstruações dolorosas e incapacitantes”, celebrou a ministra da Igualdade, Irene Montero, em uma coletiva de imprensa após reunião do conselho de ministros.

“A menstruação vai deixar de ser um tabu (…) Acabou o ‘ir trabalhar com dor’, acabou ‘se dopar’ (tomar muito remédio) antes de ir trabalhar”, disse a ministra, que faz parte da formação de esquerda radical Podemos, um parceiro minoritário dos socialistas no governo de Pedro Sánchez, que se afirma feminista.

Montero havia indicado anteriormente na televisão pública que esta autorização, que deve ser assinada por um médico, não terá limite de dias.

Uma versão preliminar do projeto de lei, divulgada na semana passada pela mídia, mencionava uma licença de três dias que poderia ser estendida até cinco em caso de sintomas agudos.

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O texto, que gerou debate dentro do Executivo e entre os sindicatos, ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo é minoria, para entrar em vigor.

Se receber luz verde dos deputados, a Espanha se tornará o primeiro país da Europa – e um dos poucos do mundo, seguindo o Japão, Indonésia e Zâmbia – a legislar sobre o assunto.

Essa licença médica menstrual é uma das principais medidas de um projeto de lei mais amplo que também pretende fortalecer o acesso ao aborto nos hospitais públicos, onde são realizadas menos de 15% dessas intervenções devido à uma objeção de consciência dos médicos.

Também dará a menores de 16 anos a chance de fazer um aborto sem a permissão dos pais, removendo essa exigência introduzida por um governo conservador em 2015.

O aborto foi descriminalizado na Espanha em 1985 e legalizado em 2010, mas a interrupção da gravidez permanece como um direito difícil de exercer em um país de forte tradição católica, onde os movimentos antiaborto são muito ativos.

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O projeto de lei prevê também o fortalecimento da educação sexual nas escolas, assim como a distribuição gratuita da pílula anticoncepcional do dia seguinte nos postos de saúde e de anticoncepcional nas escolas.

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