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Medicina e Saúde

‘Janeiro Branco’: conheça os alimentos que ajudam no combate à depressão e ansiedade

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O mês de janeiro é o escolhido para colocar os temas da Saúde Mental em evidência, com a finalidade da prevenção ao adoecimento emocional. Para representar a prevenção, instituições públicas e a sociedade civil simbolicamente adotam a cor branca para representar o alerta. No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande sancionou a Lei Estadual nº 11.078, em 06 de dezembro de 2019, que instituiu no Calendário Oficial do Estado o ‘Janeiro Branco’. O objetivo é sensibilizar a população para a importância da prevenção à depressão e à ansiedade e estimular o cuidado com a saúde mental e o bem-estar.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que a depressão atinge 5,8% da população brasileira e distúrbios relacionados à ansiedade afetam 9,3%. No entanto, o número de pessoas diagnosticadas com alguma doença emocional tem aumentando e isso, segundo a OMS, indica também que um número maior de pessoas está realizando o tratamento para sua saúde mental. Nesse caso, também é possível fazer da alimentação uma boa aliada para melhorar o bem-estar. 
De acordo com a nutricionista Nathammy Stein, alguns alimentos aumentam a quantidade de serotonina, o neurotransmissor conhecido como “um dos hormônios da felicidade”, por promover sensação de prazer e bem-estar e que ajuda no controle da mudança de humor, na saúde do sono, diminuindo a ansiedade e ajudando a manter a saúde mental. 
“Os alimentos que aumentam a serotonina são fontes de um nutriente chamado triptofano. Ele é um aminoácido essencial por ser um precursor da formação da serotonina no nosso organismo”, explica a nutricionista.
Nathammy Stein acrescenta que alguns alimentos como os de origem animal, a exemplo do peru, dos ovos e do salmão; das frutas, como a banana, o abacaxi e o abacate; e dos vegetais, como a couve-flor, o brócolis, a beterraba e as ervilhas, possuem maior quantidade do triptofano, aminoácido essencial ao organismo, que age como precursor na formação da serotonina no corpo. 
A nutricionista ressalta também que o essencial é aliar uma alimentação indicada com a prática de exercícios físicos para, desta forma, manter um corpo mais equilibrado, físico e mentalmente.
Quem também confirma o consumo de alimentos indicados como aliados no tratamento da depressão e dos transtornos de ansiedade é a psicóloga clínica e psicanalista Cristiane Palma. Segundo a especialista, a importância da alimentação balanceada precisa estar alinhada a um estilo de vida saudável, ou seja, não fazer uso de substâncias prejudiciais à saúde física e mental.
“Ter uma vida saudável não é só ter uma boa alimentação. É também não fazer uso de nicotina, de drogas e do álcool, substâncias que são depressoras do sistema nervoso central. Outro ponto importante é evitar o consumo de açúcares e a farinha, que são carboidratos simples, pois eles estimulam a liberação rápida de dopamina no organismo, que pode piorar o estado de depressão”, explica Cristiane Palma. 
Ela ainda enfatiza que uma boa alimentação pode ajudar a produzir mais estimulação de serotonina, responsável por aumentar o bom humor. Entretanto, segundo ela, não se pode substituir o tratamento da doença, que deve ser feito com medicação e tratamento psicoterápico e/ou psiquiátrico.
Sobre a importância de consumir e encontrar alimentos com qualidade, o diretor-presidente da Centrais de Abastecimento do Espirito Santo (Ceasa/ES), Fernando Rocha, ressalta que a Ceasa tem um papel essencial na cadeia de abastecimento dos alimentos para a população capixaba e dos Estados vizinhos. Segundo ele, o papel da Ceasa tem contribuição direta no auxílio aos tratamentos de cuidado da saúde mental. 
“A depressão e a ansiedade são consideradas doenças como o mal da modernidade que atingem uma considerável parcela da população mundial. As ações preventivas e sensibilizadoras são fundamentais. O tratamento destas doenças, bem como da maioria das outras, passa muito mais pela prevenção, com uma alimentação balanceada e atividades físicas. Diariamente, a Ceasa dispõe aos comerciantes e usuários em geral uma variedade de alimentos com procedência certificada“, ressaltou Fernando Rocha. 
Onde buscar atendimento
Uma pessoa que necessita de tratamento em saúde mental deve, primeiro, buscar acolhimento na Rede de Atenção Básica de Saúde mais próxima de seu domicílio. Em caso de surto psiquiátrico, é preciso acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), para ser encaminhado para o atendimento de urgência e emergência mais próximo.
Para receber atendimento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), a pessoa deve, primeiro, procurar a unidade de saúde básica mais próxima de sua casa. Havendo necessidade de um tratamento de maior complexidade, a própria unidade faz o encaminhamento ao Centro.
Muitos chegam espontaneamente ou encaminhados pela equipe de Saúde da Família, ou de hospitais e prontos-socorros. Além disso, todos os casos passam por uma avaliação feita por uma equipe multiprofissional. Caso o paciente se encaixe no perfil do Caps, ele é integrado à instituição.

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Medicina e Saúde

Sobe para 7 no ES o número de infectados pela varíola dos macacos

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Segundo a secretaria de Estado da Saúde (SESA), outros 52 estão em investigação. Até agora, o Espírito Santo tem 82 casos notificados da doença

A secretaria de Estado da Saúde (Sesa) atualizou nesta quinta-feira (11), os números da varíola dos macacos no Espírito Santo. Segundo o boletim epidemiológico, referente a SE 32 (semana epidemiológica), outros dois novos casos da doença foram confirmados, subindo para sete o total de testes positivos.

Até agora, o Estado soma 82 notificações da monkeypox, 35 a mais que os computados não semana anterior. Desse total, 52 estão em investigação e outros 25 foram descartados. De acordo com o boletim, os pacientes são todos do sexo masculino: quatro têm entre 30 e 39 anos de idade, um tem entre 20 e 29 anos, um entre 40 e 49 anos e outro entre 60 e 69 anos. São moradores de Guarapari (2), Vila Velha (2) e Vitória (3).

A Sesa divulgou que até agora nenhum caso autóctone foi registrado no Estado. Isso significa que a doença não foi adquirida na área da residência do enfermo, ou seja, as infecções aconteceram fora do território capixaba.

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Principais sintomas apresentados pelos pacientes do ES infectados pelo vírus

Entre os sintomas da doença, alguns se apresentaram em maior quantidade no sete pacientes capixabas: erupção cutânea, febre súbita, cefaléia, adenomegalia (crescimento dos linfonodos, também conhecido por “íngua”), astenia (fraqueza), suor/calafrios e dor de garganta. 

Saiba como prevenir a doença

Além do isolamento tanto para casos leves, feito em casa, quanto para casos mais graves (hospitalar), outras medidas são necessárias:

– Evitar contato próximo com casos suspeitos e/ou confirmados, como toques e beijos, especialmente daqueles que estejam com sintomas visíveis;

– Manter superfícies limpas;

– Higienização constante das mãos;

– Uso de máscara caso for preciso estar próximo de casos suspeitos e/ou confirmados, como utilizar o mesmo cômodo;

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Medicina e Saúde

China identifica novo vírus que passa de animal para humanos e relata 35 infectados

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Patógeno, detectado pela primeira vez em dezembro de 2018, causa febre e outros sintomas semelhantes aos de uma gripe

Cientistas reportaram na revista The New England Journal of Medicine 35 pessoas infectadas na China pelo vírus Langya, parente dos vírus Hendra e Nipah.

No artigo, eles acrescentam que a descoberta se deu por meio de vigilância-sentinela de pacientes febris e exposição animal no leste da China.

“Um henipavírus filogeneticamente distinto, denominado Langya henipavirus (LayV), foi identificado em uma amostra de swab de garganta de um paciente por meio de análise metagenômica e vírus subsequente isolamento. […] Investigações subsequentes identificaram 35 pacientes com infecção aguda por LayV nas províncias de Shandong e Henan da China, entre os quais 26 foram infectados apenas com LayV (nenhum outro patógeno estava presente)”, descrevem.

Todos os 26 pacientes que tinham apenas um vírus apresentaram febre. Outros sintomas observados foram: cansaço (54%), tosse (50%), perda de apetite (50%), dor muscular (46%), náusea (38%), dor de cabeça (35%) e vômitos (35%), acompanhados por anormalidades de baixo nível de plaquetas (35%), baixo número de glóbulos brancos (54%) e redução da função hepática (35%) e renal (8%).

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O vírus foi identificado pela primeira vez em 2018, nas mesmas duas províncias chinesas. Não há até o momento relato de mortos.

Os autores também tentaram buscar os possíveis animais que teriam transmitido o vírus às pessoas, já que não se trata de um patógeno que circula entre humanos. 

Eles encontraram o material genético do vírus em 3 de 168 (2%) das cabras analisadas e em 4 de 79 (5%) dos cães. 

Ao expandirem a análise para pequenos animais selvagens, os autores acharam o material genético do vírus Langya em 71 de 262 (27%) musaranhos, “um achado que sugere que o musaranho pode ser um reservatório natural” desse agente, afirmam eles. 

O grupo de pesquisadores também diz que não há transmissão entre humanos relatada para o vírus Nipah, da mesma família, e minimiza essa possibilidade para o Langya.

“Não houve contato próximo ou histórico de exposição comum entre os pacientes, o que sugere que a infecção na população humana pode ser esporádica. O rastreamento de 9 pacientes com 15 familiares de contato próximo não revelou transmissão de LayV de contato próximo, mas nosso tamanho de amostra era muito pequeno para determinar o status da transmissão de humano para humano para LayV.”

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Em Taiwan, o vice-diretor-geral do Centro de Controle de Doenças, Chuang Jen-hsiang, afirmou ao jornal Taipei Times que, apesar de não haver indícios da transmissão entre pessoas, o território vai trabalhar no desenvolvimento de um teste de material genético para detectar o vírus.

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