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Medicina e Saúde

Jejum intermitente sem acompanhamento pode causar desnutrição

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Protocolo alimentar pode trazer benefícios à saúde desde que orientado por um especialista; saiba os prós e contras da prática

É comum ouvir falar sobre o jejum intermitente na internet e nas redes sociais. Trata-se de um protocolo alimentar no qual há um horário definido para iniciar e terminar as refeições diárias. 

A cantora Kelly Key, que tem a prática como estilo de vida, e recentemente revelou que fica cerca de 16 a 18 horas sem comer, hábito que a levou a perder 15kg.

Mas, apesar de eficaz como método de emagrecimento, se o jejum intermitente não for orientado e acompanhado por um especialista, a janela alimentar e o tempo de jejum podem se tornar um gatilho para distúrbios alimentares ou para problemas como desnutrição. 

“Muitas pessoas associam que quanto menos comer, mais fácil será de perder o peso, mas isso é muito perigoso. Se a pessoa não tiver uma boa distribuição nutricional, ela não vai atingir as necessidades nutricionais e acaba não tendo os benefícios que ela poderia ter com o jejum intermitente, porque não está com o corpo nutrido, só tem um corpo com restrição calórica”, explica Camila Marques, nutricionista especialista em comportamento alimentar e emagrecimento pela Unifesp.

De que forma o jejum intermitente é feito?

Em uma rápida busca pela internet é possível ver relatos e dicas milagrosas de pessoas que passaram até 24 horas sem comer em busca do corpo ideal e conseguiram perder os quilos indesejados, fazendo apenas uma refeição por dia e arcando com as consequências da restrição.

No entanto, a especialista destaca que o jejum intermitente é implementado de maneira individual, por um especialista que vai levar em consideração o histórico médico e alimentar do paciente, sua rotina, as dietas que ele já tentou e qual sua condição emocional para lidar com o protocolo, além de não servir apenas para fins estéticos de emagrecimento.

“São indicações diferentes para o que queremos do corpo enquanto metabolismo e não enquanto estética. O que será priorizado durante o jejum vai depender se a busca é por uma resposta mais específica de emagrecimento, por um controle de glicemia, por uma redução da resposta inflamatória do organismo, ou se é um tratamento específico de saúde, para pacientes oncológicos, por exemplo”, afirma Camila.

A forma como o organismo reage ao jejum também precisa ser observada, mesmo que a perda de peso ocorra ou que a pessoa se adapte aos horários de refeição, há alguns sinais que podem indicar que o corpo não está indo na mesma direção.

“É preciso estar atento porque às vezes o paciente consegue fazer o jejum, ele diz que se sente bem mentalmente e está perdendo peso, mas o intestino parou de funcionar. Ou a pessoa passa um período em jejum, tranquila, mas na hora de comer não consegue ter consciência sobre isso e come exacerbadamente, o que pode desenvolver alguns transtornos alimentares”, explica a nutricionista.

Neste sentido, o tipo de alimento ingerido durante a janela alimentar também conta para que o jejum seja feito de maneira saudável.

“Não é só o período que a pessoa vai ficar sem comer, mas o que ela vai priorizar quando for se alimentar, quais nutrientes ela precisa fornecer para o corpo, qual vai ser o comportamento dela durante essas refeições e qual o nível de consciência para fazer essas escolhas”, afirma a nutricionista.

Camila ressalta que o jejum intermitente, apesar de ser um estilo de vida para algumas pessoas, também pode ser usado de forma transitória, alternado com outros protocolos alimentares, e não de maneira rotineira.

“Isso é importante para ver como o corpo fica, se a pessoa vai conseguir controlar a fome. Trabalho com protocolos de 8 a 14 horas, 18 no máximo para casos específicos. Mas 12 horas de jejum é interessante para a maioria das pessoas, com um jantar às 20h e a primeira refeição às 08h, que é naturalmente o que muita gente faz”, explica.

Quais são os prós e contras do jejum intermitente?

Se realizado de forma correta e com acompanhamento especializado, além de auxiliar na perda de peso, o jejum intermitente pode trazer benefícios à saúde e contribuir para melhorar o relacionamento com a comida, segundo Camila Marques.

“Alguns estudos associam o jejum a uma melhor capacidade de concentração e, na prática, vejo muito que os pacientes relatam menos ansiedade por comer e isso de uma forma indireta já ajuda muito no processo de emagrecimento. A pessoa não fica pensando em comida o tempo todo e aí podemos trabalhar a questão da consciência alimentar, sobre a pessoa saber se está com fome, se quer comer e como está a composição do prato”, explica a nutricionista.

Por outro lado, se feito de forma errada, o jejum intermitente pode causar sérios danos à saúde, como:

– desnutrição

– problemas hormonais e intestinais

– impactos na qualidade do sono

– queda de cabelo 

– enfraquecimento das unhas

– problemas gastrointestinais 

– baixa imunidade.

“Quando se fala em desnutrição, as pessoas pensam em uma pessoa raquítica, com a aparência de doente, e não é assim, a desnutrição está presente tanto em obesos como em pessoas com excesso de peso. No jejum intermitente se faz menos refeições ao longo do dia, então é muito comum ocorrer essa deficiência nutricional que resulta em todos esses problemas”, explica Camila.

Além disso, o jejum intermitente pode causar um efeito contrário do desejado.

“A perda de peso ocorre porque o metabolismo vai utilizar o estoque de gordura durante o período em que a pessoa não está comendo. Mas nem sempre o jejum intermitente vai funcionar assim, em alguns casos o organismo vai entender que ele precisa retirar essa gordura da parte muscular, então a pessoa acaba perdendo massa magra”, ressalta a especialista.

A nutricionista destaca que nem todas as pessoas podem aderir ao jejum como protocolo alimentar, sobretudo quando há alguma alteração de saúde que não esteja controlada, como diabetes e hipertensão.

“Em pacientes com diabetes tipo um, por exemplo, que fazem uso de insulina, é necessário respeitar o índice glicêmico e manter uma estabilidade de glicemia, para não ocorrer picos e cair de uma vez. Então se a pessoa faz jejum por muito tempo, ela pode ficar descompensada”, explica.

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Banho frio faz mal para a gripe? Descubra a verdade por trás desse e outros mitos

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Vamos aproveitar a oportunidade para tirar suas dúvidas sobre outros mitos famosos sobre gripes e resfriados

gripe é uma doença extremamente comum e antiga. Quase todo mundo tem uma receita para tratar e um manual do que fazer e o que não fazer para se cuidar.  Mas afinal de contas, será que tomar banho frio faz mal para gripe

verdade é que tomar banho frio não causa e nem piora um quadro de gripe. Por se tratar de uma doença viral, ela só é causada pelo contato do vírus da Influenza com o organismo. Da mesma forma, o banho frio por si só não irá piorar um quadro de gripe, o único problema é se isso causar mais desconforto para a pessoa doente. 

Em alguns casos, como febres muito altas e que não cedem mesmo após tomar um antitérmico, o banho frio se torna até mesmo um aliado para baixar a temperatura, promovendo a troca de temperatura entre o corpo e a água. 

Ainda não se convenceu? Não se preocupe! Ao longo desse artigo, vamos mostrar os fatos que comprovam que não passa de mito que o banho frio faz mal para a gripe. Além disso, vamos aproveitar a oportunidade para tirar suas dúvidas sobre outros mitos famosos sobre gripes e resfriados.

Mitos sobre a hora do banho e a gripe 

Como falamos anteriormente, existem muitos mitos sobre a gripe que são passados de geração em geração. Coincidência, muitos deles envolvem a temperatura do banho. Para auxiliar no tratamento correto da gripe, vamos separar o que é verdade e o que não é. Confira! 

Banho frio faz mal para a gripe 

Essa já respondemos, mas vale a pena reforçar alguns fatores. O banho frio, com água em torno de 20 °C, ou seja, abaixo dos 37 °C de temperatura corporal que normalmente apresentamos, não causa nem piora um quadro de gripe

A única ressalva é que, como tomar banho frio diminui a temperatura corporal, quando a pessoa começa a apresentar a febre, não é indicado usar esse método para poder acompanhar o desenvolvimento dos sintomas

Veja bem, a febre é uma resposta natural do corpo para tratar uma infecção, seja ela uma gripe ou outra doença. Na gripe comum, a febre alta fica acima dos 38 °C, nesse ponto, tomar um antitérmico já deve dar conta de controlar a alta na temperatura para diminuir o desconforto. 

Porém, em caso de Dengue, Zika e Gripe H1N1, para citar algumas, a febre pode chegar a temperaturas mais altas e oferece maior dificuldade em ceder. Para não dificultar o diagnóstico, recomenda-se tomar o banho frio como medida de controle para febres acima de 39 °C, além de procurar atendimento médico, de acordo com outros sintomas que estiver apresentando. 

Tomar banho quente e sair no frio faz mal para a gripe 

Quem nunca ouviu, principalmente dos mais velhos, que tomar banho quente e sair no frio faz mal? Bom, com todo respeito aos nossos avós, isso também não é verdade. Assim como no caso do banho frio, essa atitude em si não provoca nem é capaz de piorar a gripe. 

Novamente, a única causa para a gripe é o vírus da Influenza. O choque térmico não é capaz de causar a gripe. Ele até pode dificultar a resposta do sistema imunológico a microorganismos, porém, para que isso ocorra, seria preciso tomar vários banhos quentes seguidos de tomar correntes de ar frio por dias, para ter um efeito notável. 

Para quem já está gripado, vale o mesmo. Apenas o fato de tomar banho quente e sair no frio não piora o quadro. No entanto, isso pode provocar algum desconforto, como aumento nos calafrios. Porém, nada com consequências duradouras. 

Molhar a cabeça gripado faz mal 

Na mesma linha de raciocínio, temos a ideia de que, quando se está gripado, é melhor não molhar os cabelos para não piorar os sintomas. Da mesma forma, muitas pessoas acreditam que assim você acaba pegando um resfriado. 

Mas isso também não é verdade. Molhar os cabelos não altera ou potencializa a gripenem é capaz de provocar um resfriado, que também é uma infecção viral, causada por diversos tipos de vírus, como o Rinovírus e o Parainfluenza. 

De onde vem todos esses mitos? 

Não existe uma origem única para esses mitos. De um lado, temos a sazonalidade da gripe, que é sim uma doença mais comum no outono e inverno, quando a temperatura está mais fria.  

Mas esse aumento nos casos de gripe ocorre principalmente porque o clima fica mais seco, dificultando a ação dos cílios que filtram microorganismos do ar nas vias respiratórias, além da temperatura aumentar a sobrevida do vírus.. 

Além disso, temos a tendência de ficar mais aglomerados e em locais fechados durante os meses mais frios, o que facilita a propagação do vírus de uma pessoa para outra.  

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Gripe: variante Darwin já circula no ES, afirma secretário de Saúde

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A informação foi passada pelo secretário de Saúde do Estado, Nésio Fernandes, em coletiva na tarde desta segunda-feira (17)

nova variante de gripe, chamada Darwin, — uma das linhagens do vírus H3N2 — já circula no Espírito Santo. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em coletiva na tarde desta segunda-feira (17). 

“Nós vivemos ainda um cenário da nova curva em concomitância com epidemia de influenza, que ainda não acabou. A Fiocruz confirmou a circulação da variante Darwin no Espírito Santo, o que já era um cenário previsto e adotado como fato ao longo das análises de cenários. Isso redobra a necessidade de alerta e cuidados em toda população”, disse o secretário.

Segundo Nésio, o Espírito Santo ainda vive um momento de aceleração rápida da curva de casos. Sete municípios  registram mais de 10 casos por mil habitantes: Vitória, Ponto Belo, Linhares, Rio Bananal, Mucurici, São Gabriel da Palha e Guarapari.

“Vivemos um momento de aceleração rápida da curva de casos. Sete municípios alcançam uma taxa de incidência superior a dois dígitos em números de casos por mil habitantes. Nos demais, um percentual importante deles já se encontra em franca fase de aceleração. Desta forma, nós reconhecemos que ainda existe uma possibilidade de comportamento do crescimento da curva de casos muito superior ao observado até o momento”, disse o secretário.

Quarta onda e ponto máximo da expansão da curva de casos

Nésio destacou também que o Estado tem adotado medidas de resposta desde o reconhecimento da quarta onda de casos da covid-19, impulsionada pela circulação comunitária da variante Ômicron. 

“As medidas de resposta que estão sendo adotadas com os municípios visam reduzir o impacto da circulação do vírus, do contágio das pessoas, romper a cadeia de transmissão e permitir que o Estado e o sistema de saúde não entrem em situação crítica, que possa impedir a garantia do acesso ao serviço de saúde”, disse ele. 

Ao longo das próximas semanas, segundo o secretário, o Espírito Santo pode viver o ponto máximo da expansão da curva de casos de covid-19. 

Esperamos que ao longo do mês de fevereiro passamos a viver uma fase de recuperação dessa expansão. No entanto, a repercussão em internações e óbitos, que será alcançada com essa expansão, não deve alcançar as mesmas proporções que alcançaram as curvas anteriores”, explicou Nésio. 

Novo recorde de casos no Painel Covid-19

Durante a coletiva, o secretário afirmou ainda que o Painel Covid-19 deve ter um novo recorde de casos nesta segunda-feira. 

“Nós devemos ter um novo recorde de casos no Painel Covid-19 no dia de hoje. Na atualização parcial, já tínhamos mais de 7 mil casos confirmados notificados e é necessário aguardar o final do dia para ter o total de casos. Entendemos que esse número deve representar, de fato, o comportamento esperado neste momento da fase de aceleração da curva de casos”, disse o secretário. 

Casos de covid-19 entre profissionais da Saúde do ES

“Estamos vivendo, nos serviços municipais, situações em que 60% dos trabalhadores da mesma unidade de saúde estão infectados pela covid-19, com dificuldade de preenchimento imediato do impacto dessa ausência por conta de uma rapidez na transmissão do vírus. O impacto também atinge os serviços hospitalares do Estado, mas até o momento, temos logrado cobrir as faltas com plantões extras, com extensões das atividades dos trabalhadores, de modo que o serviço não está comprometido”, afirmou Nésio. 

Uso de máscaras deve continuar

“Percebemos que parte da população abandonou o uso das máscaras em espaços públicos, em atividades com diversas pessoas. É preciso reconhecer que essa variante é muito mais transmissível, inclusive em ambientes com aglomerações, mesmo que aconteçam em espaços abertos.”

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