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Cidades

Jovens aprendem a criar projetos para construir o futuro da bacia do rio Doce

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Cerca de mil jovens de 15 a 29 anos de 41 municípios participam do Lideranças Jovens, um projeto de formação que promove o protagonismo e empreendedorismo juvenil na revitalização da bacia do rio Doce. Ao longo deste ano, os jovens participam de aulas em educação à distância para aprenderem a elaborar projetos e captar recursos, entre outros temas. Na sequência, vão desenvolver iniciativas próprias nas áreas ambiental, econômica, cultural ou social para o futuro da bacia do rio Doce. Todos os projetos propostos receberão aporte financeiro da Fundação Renova.

A ação é realizada em parceria com cinco instituições, cada uma com um plano de ação baseado em um levantamento dos anseios e vontades dos jovens presentes em sua área de atuação. Além de uma formação geral, focada na revitalização na bacia, jovens de diferentes regiões terão acesso a conteúdos socioambientais articulados com fundamentos de robótica, expressões artísticas e culturais, fortalecimento de identidade, vinculações territoriais e protagonismo.

  • Alto Rio Doce: Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD);

  • Calha do Rio Doce: Fundação Geraldo Perlingeiro Abreu;

  • Médio Rio Doce: Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds);

  • Baixo Rio Doce: Associação Mineira das Escolas Famílias Agrícolas (Amefa);

  • Foz do Rio Doce: Lumiar Ambiental.

Cada uma das instituições realizou um diagnóstico com os jovens dos seus territórios e elaborou uma proposta de atuação com base nos conteúdos sugeridos pelo edital, respeitando os objetivos de envolvimento e engajamento com a revitalização local e regional dos territórios. As propostas levaram em conta alguns aspectos como:

  • a mobilização e engajamento dos jovens na revitalização do rio Doce;

  • a percepção dos jovens sobre a realidade do território em que vivem;

  • a contribuição para o fortalecimento de uma rede de atores e ações que trabalham com o protagonismo juvenil;

  • e o fomento de práticas de educação em rede para a revitalização da região.

Formação dos jovens

A primeira parte do programa envolve 30 horas de aulas comuns para todos os jovens dos cinco territórios. Depois entra a fase de formação específica por território, contabilizando mais 56 horas ministradas pelas instituições selecionadas. Ao todo, os jovens passarão for 86 horas de formação.

“Estamos iniciando agora o processo formativo que se dará em três módulos: um que discute o rio Doce, que tem como tema ‘navegando o rio Doce’; outro sobre liderança, e o último que vai discutir juventudes e protagonismo juvenil. Associados a esses módulos, os jovens participarão de pesquisas temáticas em seus municípios e de oficinas de elaboração de projetos”.

Ana Marta de Souza Inez, coordenadora do projeto Raízes e Asas do Uatú Nek, desenvolvido pela Fundação Geraldo Perlingeiro Abreu em parceria com a Fundação Renova

Elaboração dos projetos

Após o período de aulas, os jovens vão iniciar a fase de elaboração dos próprios projetos dentro das temáticas ambiental, econômica, cultural e social, sempre tendo como pano de fundo a revitalização da bacia do rio Doce. Nesta etapa, com previsão para iniciar entre julho e agosto de 2021, eles receberão mentoria e terão a liberdade de sugerir e implantar os projetos que acreditam. As iniciativas elaboradas pelos jovens terão aporte e subsídio financeiro garantidos pela Fundação Renova.

Para Cleiton de Souza Pereira, de Periquito (MG), o Programa Lideranças Jovens será importante para criação de um projeto que vá colaborar para apoiar a recuperação do seu o município, atingido pelo rompimento da barragem de Fundão.

“Creio que o Lideranças Jovens tem muito a oferecer para nós, para termos uma cidade melhor, ter voz ativa na comunidade e poder fazer alguma coisa acerca de tudo o que aconteceu após o rompimento, nos ajudando a elaborar uma ideia que possa minimizar um pouco a situação. Com essas mentes trabalhando juntas, temos a oportunidade de apresentar alguma coisa que faça a diferença.”

Cleiton de Souza Pereira, 27 anos, participante do programa

Yuna Ana Reis morou em Belo Horizonte por nove anos e há dois voltou para sua cidade natal, Governador Valadares, motivada a atuar mais pelo município. Ela viu no projeto uma oportunidade de colocar seus planos em prática.

“O meu objetivo é deixar algum legado para minha cidade a partir das experiências formativas que tive lá fora. É uma contrapartida social que acho que devo fazer. E, para mim, isso é o mais legal do projeto, essa ideia da rede, de se conectar com pessoas que tenham a mesma ambição de trabalhar o social junto comigo. É muito difícil você desenvolver determinadas ações sozinha. Encontrar parcerias nesse sentido é o que constrói a possibilidade de os projetos saírem do papel, ganharem o mundo e permanecerem.”

Yuna Ana Reis, 29 anos, participante do programa

Veja o número de jovens e municípios que serão atendidos por região:

Pandemia

Em adequação ao cenário de enfrentamento à pandemia do coronavírus, as aulas ocorrem de forma remota. Os alunos inscritos nas formações realizadas em 41 municípios, participam de atividades por streaming (transmissão em tempo real) e aulas pré-gravadas. Os conteúdos são reforçados por meio de quizzes (jogos de perguntas), discussões em fóruns e leitura de e-books, entre outros.

 

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Cidades

Obra de saneamento é apresentada em Vila Velha

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Projeto da Cesan para a Grande Terra Vermelha, em Vila Velha, foi o assunto debatido em audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia

Interligar todas as residências em uma única rede de esgoto, com a ligação das casas até a tubulação da rua e construir duas estações de tratamento para atender todos os bairros do entorno. Esse é o trabalho que será realizado pela Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) na Região 5, conhecida como Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. O cronograma de obras foi apresentado em audiência pública promovida pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (Ales) na noite de quarta-feira (15).

O encontro aconteceu na Escola Estadual de Ensino Médio Mário Gurgel, em Jabaeté, e contou com a presença de autoridades, especialistas, líderes comunitários e moradores da região.

De acordo com o gerente de projetos da Cesan, Luiz Cláudio Victor Rodrigues, a universalização do saneamento básico na maior região do município, que hoje conta com cerca de 100 mil moradores, vai custar R$ 228 milhões e  tem previsão de entrega para o primeiro trimestre de 2024. 
Os recursos para as obras são oriundos do governo do Estado, Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) e Banco Mundial. 

“A universalização levará rede coletora e tratamento para todos os bairros da região, inclusive Ponta da Fruta, Balneário Ponta da Fruta e Barra do Jucu. São 184 quilômetros de estrutura. A ordem de serviço já foi dada, a equipe de topografia já está no local e tem até seis meses para concluir o projeto e colocar a obra em andamento. Estamos conversando com as empresas para viabilizar a contratação de mão de obra local”, disse Rodrigues.

Os impactos socioambientais para os moradores das localidades envolvidas nas obras estão sob fiscalização de uma empresa contratada para acompanhar o processo. Segundo a gestora social do projeto, Danielle Érica da Silva, a população está sendo ouvida.  

“Nosso objetivo é levantar possíveis riscos para os moradores dos locais afetados pela obra, mitigando possíveis danos e perdas para quem vive nesses locais”, afirmou.

Proponente da audiência pública, o presidente de Comissão de Saúde, deputado Doutor Hercules (MDB), abordou a necessidade de levar à comunidade as informações necessárias acerca das mudanças nas comunidades que serão contempladas. Ele informou que uma nova reunião será realizada na Câmara de Vereadores de Vila Velha.

“A pedido de lideranças e do vereador Joel Rangel, nós vamos fazer uma nova reunião, mas será no Legislativo municipal. É fundamental a participação dos moradores para que sejam esclarecidos todos os pontos. Os representantes dos bairros vão tirar suas dúvidas sobre diversos pontos relacionados ao fornecimento de água e saneamento básico na região”, pontuou.

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Cidades

Seag e Sebrae-ES oferecem oficinas e consultorias para impulsionar a agroindústria familiar e empreendimentos rurais

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A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está dando continuidade ao programa “Agrolegal” em 2021. A estruturação do projeto teve início no ano passado e tem como principal objetivo o aperfeiçoamento de políticas públicas que visem a impulsionar o desenvolvimento da agroindústria familiar e de empreendimentos rurais.

Segundo o coordenador de Agroindústria e Empreendedorismo Rural da Seag, Jackson Fernandes de Freitas, atualmente estão sendo desenvolvidas oficinas no formato on-line e consultorias para produtores e donos de empreendimentos, em parceria com o Sebrae-ES. À medida que participam das oficinas, os produtores passam a ter acesso às consultorias. O plano para os próximos meses é continuar com as oficinas e promover capacitações para municípios e produtores.

Outra ação a ser realizada nos próximos meses é a publicação de uma portaria com a definição dos critérios para a utilização da logomarca criada para os produtos da agroindústria familiar e produtores originais do Espírito Santo. 

O setor da agroindústria é essencial para promover inclusão social e produtiva às famílias rurais por meio da participação nas mais diversas etapas de produção. O principal foco da iniciativa é executar ações que estimulem o desenvolvimento das agroindústrias familiares e de pequeno porte e do empreendedorismo rural no Estado do Espírito Santo. São mais de 1.500 empreendimentos de agroindústria familiar em todo o Estado.

O projeto conta com quatro grandes eixos de atuação: 1) fortalecimento do serviço de inspeção municipal; 2) orientação técnica e qualificação dos agricultores, dos empreendimentos e dos servidores que prestam suporte; 3) ampliação de mercado para as agroindústrias; e 4) Fomento à inovação e outras atividades empreendedoras. As ações planejadas envolvidas nesses quatro eixos vão desde a realização de capacitações e articulação de espaços para comercialização até o apoio a projetos de pesquisa, por exemplo.

Texto: Camila Borges

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