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Mundo Cristão

Jovens cristãos não estão preparados para enfrentar o ambiente acadêmico, diz professor

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Como professor universitário de Direito Religioso, Ética e Teologia, o escritor e pastor Valmir Nascimento acompanha de perto o grande desafio que o jovem cristão enfrenta ao ingressar em uma universidade, quando tem suas convicções confrontadas por ideologias ateístas e vê seus valores sendo colocados à prova.

Como professor universitário de Direito Religioso, Ética e Teologia, o escritor e pastor Valmir Nascimento acompanha de perto o grande desafio que o jovem cristão enfrenta ao ingressar em uma universidade, quando tem suas convicções confrontadas por ideologias ateístas e vê seus valores sendo colocados à prova.

Sua experiência no ambiente acadêmico reflete no seu currículo, que inclui formação em Direito e Teologia, mestrado em Teologia, pós-graduação em Estado Constitucional e Liberdade Religiosa pela Universidade Mackenzie, Universidade de Coimbra e Oxford University.

Autor de obras importantes pela Casa Publicadora das Assembleia de Deus (CPAD), Nascimento escreveu um livro que aborda especialmente a temática da universidade, que é “O Cristão e a Universidade”.

Pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Cuiabá (MT), ele concedeu uma entrevista ao Gospel Prime que foi divida em duas partes.

Na primeira, o teólogo e jurista falou sobre Constituição e política, este tema de outra obra conceituada de sua autoria, “Entre a Fé e a Política”.

Nesta segunda parte, Valmir Nascimento responde perguntas sobre a Educação no Brasil.

Leia à íntegra:

Gospel Prime – Por que um número tão grande de jovens se afastam da Igreja quando ingressam na universidade?

Valmir Nascimento – Há várias razões para isso, mas gostaria de citar dois aspectos principais. Primeiro, ao chegar na juventude, a pessoa adquire maior liberdade e autonomia. Se não tiver uma mente centrada, o jovem se afastará da igreja em busca de outras experiências.

E isso se aplica não somente aos jovens que vão para a universidade. Pesquisas indicam que um número muito grande de jovens também abandona a fé logo após o término do ensino médio, mesmo não ingressando em um curso superior.

Em segundo lugar, muitos jovens não estão preparados bíblica e teologicamente para enfrentar os desafios do ambiente acadêmico, tanto os desafios intelectuais quanto os relacionais.

Isso é resultado de uma fé sem raízes e frágil. Mas também, é fruto de uma vida cristã ausente de experiências verdadeiras com Deus, de oração e busca constante. Não adiante ter argumentos em favor do cristianismo se o jovem não vive e experimenta essa fé que ele quer defender.

Como o cristão pode manter sua identidade no ambiente acadêmico?

É preciso sempre ter em mente que somos dependentes de Deus e carecemos da graça dEle, sempre. O jovem jamais pode se esquecer que é natural ter dúvidas sobre a fé, mas com estudo e auxílio de pessoas mais experientes é possível saber lidar com elas.

O fato de não ter respostas para eventuais questionamentos não significam que elas não existam. Além disso, tenho aconselhado que o cristão mantenha os vínculos com a igreja após o início dos estudos. Isso foi importante para mim no período em que estive da faculdade.

É inegável a existência de um confronto ideológico no ambiente universitário. De que forma o cristão pode defender a fé?

Acho que é importante fazer uso de uma apologética contemporânea, menos racionalista, capaz de dialogar e criar pontos de contato com aqueles que pensam de forma diferente.

Isso passa pela necessidade de ser conhecer os pressupostos dessas ideologias antagônicas ao cristianismo, assim como uma sensibilidade espiritual para entender as pessoas que as defendem, como indivíduos que carecem de conhecer a verdade.

Para que isso aconteça o cristão deve investir em boas leituras, a começar pelas Escrituras, e também em bons livros cristãos e também não cristãos, para que tenha uma visão cultural abrangente.

O que mais lhe preocupa em relação a Educação no Brasil?

A falta de planejamento a longo prazo, a utilização de premissas ideológicas radicais na educação, levando ao pragmatismo e ao relativismo, e, por fim, a perda da ênfase na formação liberal e integral do indivíduo, que era a base da educação clássica.

Allan Bloom discorre sobre isso em seu livro O Declínio da Cultura Ocidental.

Em O Cristão e a Universidade, o senhor dedica um capítulo para aconselhar os estudantes. Qual considera ser o principal conselho?

Mantenha a humildade em Cristo! É sempre importante lembrar que o fato de ter chegado à universidade deve-se à graça divina.

Por isso, é preciso tomar cuidado com o orgulho e o desprezo para com aqueles que não tiveram essa mesma oportunidade. Infelizmente, muitos jovens cristãos, após serem aprovados no vestibular, passam a desprezar pais e líderes cristãos.

A humildade é uma virtual essencial para nos manter focados em quem nós somos, isto é: crentes que vivem, se movem e existem em Deus, para usar as palavras de Paulo (At 17.28).

O que podemos esperar para o pós-pandemia?

Um mundo diferente com o “novo normal”, mas ainda assim o mundo de Deus, que carece do Evangelho e da esperança cristã.

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‘Bíblia Manuscrita’ será lançada nesta terça no Templo de Salomão

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Cópia do Livro Sagrado começa a ser escrita hoje. Bispo Edir Macedo será o primeiro a escrever uma das passagens Bíblicas

Nesta terça-feira (7), às 17h, no Memorial das Doze Tribos de Israel, localizado no Jardim Bíblico do Templo de Salomão, será lançada a Bíblia Manuscrita, uma cópia do Livro Sagrado que começa a ser escrita hoje e será produzida de modo colaborativo por mais de 30 mil pessoas, cada uma transcrevendo um dos seus versículos. O Bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, será o primeiro a participar, escrevendo de próprio punho uma das passagens Bíblicas. A obra é uma iniciativa da Unigrejas (União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos). 

Lideranças evangélicas e autoridades serão convidadas para participar da produção da Bíblia Manuscrita. Os versículos serão copiados em páginas em branco que v]ao ser distribuídas pela Unigrejas em todo o Brasil. A ação terá início em todas as capitais, simultaneamente.

“A Bíblia é um livro que fala de Fé, esperança, de perdão, de amor ao próximo e de tolerância”, explica o presidente da Unigrejas, Bispo Eduardo Bravo. “É difícil acreditar que um livro como esse esteja sendo tão bombardeado, inclusive com leis criadas para impedir a presença da Bíblia em bibliotecas e em lugares públicos”, comenta.

“A partir dessa situação, desse combate que está ocorrendo contra a Bíblia, surgiu a ideia de chamar a atenção para o Livro Sagrado e mostrar a todos que a Bíblia é uma obra atual. Aqueles que leem essa Palavra adquirem sabedoria, porque recebem instrução de uma obra inspirada por Deus.”

A edição da Bíblia Manuscrita terá o apoio e a supervisão da Sociedade Bíblica do Brasil, uma entidade sem fins lucrativos.

Depois de concluída a cópia, o volume será encadernado e exposto ao público.

“Nosso objetivo é chamar a atenção das pessoas para a Bíblia. Busca-se o conhecimento em faculdades e em livros, mas a Bíblia é a verdadeira fonte da sabedoria”, conclui o presidente da Unigrejas.

Agenda – Lançamento da Bíblia Manuscrita

Data: terça-feira (7)
Horário: 17h
Local: Memorial das Doze Tribos de Israel, localizado no Jardim Bíblico do Templo de Salomão. Av. Celso Garcia, 605 – Brás, São Paulo (SP)

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Mundo Cristão

Frequência à igreja cai e congregações lutam para encontrar voluntários

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A pandemia de Covid-19, ainda em andamento, está afetando os hábitos das pessoas em relação à frequência à igreja no Reino Unido

Isso é o que diz a Aliança Evangélica do Reino Unido (EAUK, sigla em inglês) em seu relatório “Changing Church” (Igreja em Mudança, em tradução livre) publicado em novembro de 2021. Cerca de 1.600 membros da igreja e 550 líderes da igreja do Reino Unido participaram da pesquisa.

Quase todas as igrejas, diz o relatório, voltaram às reuniões pessoais semanais (95%). Mesmo assim, 6 em cada 10 igrejas decidiram continuar a oferecer algum tipo de serviço online (abaixo dos 84% ​​no outono de 2020, quando as restrições eram maiores).

“A participação presencial caiu de uma média de 124 participantes antes da Covid para 85 no outono de 2021” no Reino Unido. O número de entrevistados dizendo que frequentam os cultos da igreja pessoalmente em uma base semanal também caiu, de 92% antes da crise da Covid-19 para 68% agora.

“De acordo com nossa amostra de membros da igreja, uma grande proporção reduziu a regularidade de sua frequência à igreja de semanal para uma ou duas vezes por mês”.

Um número ainda alto de 23% dos cristãos comprometidos pesquisados ​​dizem que participam de alguma forma de atividades da igreja online uma vez por mês.

Mas 13% dizem que não vão mais à igreja que frequentavam antes da pandemia. “9% estão frequentando uma igreja diferente pessoalmente, 2% estão frequentando uma igreja diferente online”, diz o relatório.

Menos voluntariado

6 em cada 10 líderes de igreja pesquisados ​​dizem que perceberam “uma diminuição no voluntariado em sua igreja”. 3 em cada 10 membros da igreja admitem que passam menos tempo servindo no contexto da igreja, em contraste com 5 em cada 10 que dizem que seu tempo dedicado ao serviço não mudou.

Entre as possíveis razões para a queda do número de voluntários estão: “voluntários que veem a Covid-19 como uma oportunidade de ‘se aposentar’” ou “voluntários que perderam o hábito de frequentar a igreja e outros hábitos o substituíram”.

Doações financeiras para a comunidade da igreja também sofreram uma queda nos últimos dois anos. Enquanto 15% dos líderes da igreja relataram um aumento nas doações financeiras, 60% descreveram uma diminuição .

Ministérios de crianças e jovens

Os ministérios de jovens e crianças também sofreram. 24% das igrejas que ofereciam ministério para jovens antes da pandemia não estão mais oferecendo.

Quando questionados sobre o ministério infantil, 19% das igrejas não estão mais oferecendo devido à crise da Covid-19. Outro relatório recente focado no trabalho com crianças nas igrejas também pinta um quadro negativo do impacto da pandemia. “O ministério com crianças não foi tão priorizado como o ministério com adultos”, concluíram.

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