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Brasil

Justiça do Trabalho proíbe Ford de fazer demissões em duas fábricas

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Decisões na Bahia e em São Paulo impedem desligamentos em massa, venda de bens e preveem punições por descumprimento

A Justiça do Trabalho da Bahia e de São Paulo determinaram que a montadora Ford está proibida de fazer demissões em massa em suas fábricas de Camaçari (BA) e em Taubaté (SP).

Em decisão de sexta-feira (5) à noite, o juiz Leonardo de Moura Landulfo Jorge, da 3ª Vara do Trabalho de Camaçari, determinou a interrupção imediata dos desligamentos porque, segundo o magistrado, a companhia estaria burlando as negociações coletivas com o sindicato da categoria e fazendo acordos individuais com os trabalhadores.

Landulfo Jorge afirma que a Ford não pode praticar “assédio moral negocial, de apresentar ou oferecer propostas ou valores de forma individual aos trabalhadores, durante a negociação coletiva, devendo, caso seja do seu interesse, informar a coletividade das tratativas através de comunicados oficiais”.

A montadora anunciou no início deste ano que deixaria de fabricar carros no Brasil. As fábricas de Camaçari (BA) e Taubaté (SP) foram fechadas em janeiro. Continuaram em produção no país apenas algumas peças de reposição e a a planta da Troller em Horizonte (CE), que será fechada no fim de 2021.

A Justiça do Trabalho baiana atendeu a um pedido do Ministério Público do Trabalho.

Com a decisão, a Ford não poderá suspender o pagamento dos salários e das licenças remuneradas dos trabalhadores.

O juiz determinou que, caso a liminar não seja cumprida, poderá ser aplicada uma multa de R$ 1 milhão por item descumprido, mais R$ 50 mil por trabalhador prejudicado.

Em Taubaté, a juíza Andréia de Oliveira, da 2ª Vara Federal do Trabalho, também na sexta à noite, publicou uma decisão no mesmo sentido, proibindo as demissões mas também a venda de maquinário. Segundo ela, a montadora recebeu dinheiro do BNDES para fazer as compras e, por isso, não poderia se desfazer dessa forma de todos os bens.

A juíza de Taubaté determinou que a empresa apresente, em 30 dias, um cronograma de negociação coletiva com os funcionários.

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Brasil

Casal morre afogado ao pular em cachoeira para fugir de abelhas

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Em desespero, mulher pulou de altura de três metros nas águas e namorado saltou na cachoeira para tentar salvá-la

Um casal de namorados morreu afogado em uma cachoeira na zona rural de Barão de Cocais, a 100 km de Belo Horizonte, após fugir de um ataque de um enxame de abelhas. A tragédia ocorreu neste sábado (8). 

Cristiane da Conceição Rosa dos Santos Teixeira, de 41 anos, e o namorado Fabrício de Andrade Ferreira, de 33, estavam caminhando em uma trilha que leva á Cachoeira da Cambota, quanto a mulher teria sido atacada pelos insetos. 

Para se livrar das picadas, Cristiane pulou de uma altura de três metros dentro da água.

Ao ver a companheira se afogando, Fabrício também saltou na cachoeira. 

De acordo com a Polícia Militar, que foi acionada por pessoas que estavam no local, a mulher conseguiu ser resgatada por testemunhas, que chegaram a fazer manobras cardíacas, mas ela não resistiu.

Já o homem teve o corpo retirado de um poço a três metros da superfície por um grupo de voluntários. 

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Brasil

Jovens do ES são os que menos usam camisinha no Brasil

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Entre os que tiveram relação sexual nos 12 meses anteriores ao levantamento, apenas 18,1% informaram ter usado preservativo em todas as relações

Quando o assunto é o uso de preservativos, os números do Espírito Santo preocupam. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no país, os jovens capixabas são os que menos levam a sério o uso da camisinha. O estado tem o menor índice de utilização de preservativos na faixa etária a partir de 18 anos.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), foi divulgada na última sexta-feira (07), e trouxe dados coletados em 2019. Entre os que tiveram relação sexual nos 12 meses anteriores ao levantamento, apenas 18,1% informaram ter usado preservativo em todas as relações. Esse foi o menor percentual registrado no Brasil.

No Espírito Santo, o IBGE contabilizou que 94,2% das pessoas com mais de 18 anos tiveram relação sexual pelo menos uma vez na vida. A idade média da primeira relação foi estimada em 17,6 anos

De acordo com a ginecologista e sexóloga Lorena Baldotto, as justificativas para não usar camisinha são culturais e costumam ser sempre as mesmas. “As justificativas de não uso, normalmente, são por ter um único parceiro, ou até o uso de outro método contraceptivo; como se a camisinha servisse apenas para evitar gravidez. Ela serve para isso, mas, mais importante que isso, protege contra doenças sexualmente transmissíveis”, lembrou.

“As doenças sexualmente transmissíveis mais comuns são Hepatite B, HIV, sífilis, gonorréia e algumas infecções bacterianas. Candidíase não é considerada DST, mas pode ser piorada pelo sexo. É muito importante ter esse cuidado”, pontuou.

A questão cultural também é forte. De acordo com a especialista, ainda há quem diga que usar preservativo interfere na relação. “Muitas pessoas acreditam que usar camisinha tem alguma interferência na sensibilidade, por exemplo. 

Mulheres são as mais afetadas

Lorena explicou que mais que uma questão cultural, o não uso da camisinha é uma questão de gênero. “No nosso Estado, os números de feminicídio são altíssimos. Vemos muito no consultório relatos de mulheres que não usam, porque o companheiro questiona a questão da confiança”, disse.

De acordo com a ginecologista, mais do que consciência sobre a importância do preservativo, é preciso empoderar as mulheres. “A mulher normalmente é a mais prejudicada. As infecções mais prolongadas normalmente acontecem mais na mulher, então a mulher precisa cada vez mais se impor, impor a sua vontade pensando na saúde”, finalizou.

Recomendações do Ministério da Saúde

Por que usar o preservativo?

O preservativo, ou camisinha, é o método mais conhecido, acessível e eficaz para se prevenir da infecção pelo HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), como a sífilis, a gonorreia e também alguns tipos de hepatites. Além disso, ele evita uma gravidez não planejada.

Existem dois tipos de camisinha: a masculina, que é feita de látex e deve ser colocada no pênis ereto antes da penetração; e a feminina, que é feita de latex ou borracha nitrílica e é usada internamente na vagina, podendo ser colocada algumas horas antes da relação sexual, não sendo necessário aguardar a ereção.

Onde pegar os preservativos?

Os preservativos masculino e feminino são distribuídos gratuitamente em qualquer serviço público de saúde. Caso você não saiba onde retirá-los, ligue para o Disque Saúde (136).

Saiba que a retirada gratuita de preservativo nas unidades de saúde é um direito seu; por isso, não devem ser impostas quaisquer barreiras ou condições para que você os obtenha. Retire quantos preservativos masculinos ou femininos você julgar que necessite.

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