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Segurança

Justiça mantém júri popular de Georgeval Alves, acusado de matar filho e enteado em Linhares

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Ele é acusado de estuprar, espancar e assassinar o filho e o enteado em Linhares, em 2018

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) negou o recurso da defesa de Georgeval Alves, acusado de estuprar, espancar e assassinar o filho e o enteado em Linhares, em 2018, e confirmou que ele será levado a júri popular. A decisão foi tomada durante sessão na tarde desta quarta-feira (23).

Na ocasião, a relatora do caso, desembargadora Elizabeth Lordes, negou o pedido da defesa, para que Georgeval não fosse levado a julgamento, e deferiu a sentença do juiz de primeiro grau, André Bijos Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares, que, em maio de 2019, decidiu pela pronúncia do réu.

“A decisão do Tribunal de Justiça, de manter a pronúncia em desfavor de Georgeval se dá com base no vasto arcabouço probatório já contido nos autos, que mostra, com toda clareza, que Georgeval praticou os crimes nos quais ele está respondendo”, destacou o assistente de acusação do caso, Siderson Vitorino.

Na sessão do TJES, também foi apreciado o recurso de apelação, apresentado pelo Ministério Público Estadual (MPES), contra a decisão de não levar a júri popular a mãe das vítimas, Juliana Sales. No entanto, a relatora do caso pediu vistas e a matéria voltará a ser julgada em outro momento.

“Quanto ao recurso de apelação, este permanece no Tribunal de Justiça, para que a desembargadora melhor analise os argumentos trazidos pelos assistentes de acusação, na pessoa da dra. Lharyssa (Carvalho, também assistente de acusação do caso)”, ressaltou Vitorino.

O assistente de acusação explicou ainda que a data do júri só será marcada quando o processo retornar para a Vara Criminal de Linhares. “A defesa do réu ainda pode ingressar com uma série de recursos, então ainda não dá para ter uma previsão de quando o júri será marcado”, pontuou.

Já a defesa de Georgeval afirmou que já esperava a decisão do TJES e que ainda vai tomar conhecimento para avaliar quais serão os próximos passos no processo.

A produção da TV Vitória/Record TV tentou, mas não conseguiu localizar a defesa de Juliana Sales.

Entenda o caso

Georgeval é acusado de estuprar, espancar e atear fogo no enteado, Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos, e no próprio filho, Joaquim Alves, de 3 anos, enquanto as duas crianças ainda estavam vivas. O crime aconteceu no dia 21 de abril de 2018, na casa da família, em Linhares.

No dia 2 de maio de 2019, o juiz André Bijos Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares, decidiu que Georgeval Alves deveria ser levado a júri popular. Ele responderá pelo crime de duplo homicídio qualificado, estupro de vulnerável e tortura.

O magistrado também entendeu que Juliana deveria ser impronunciada dos crimes, na forma omissiva, de homicídio duplamente qualificado e estupro de vulneráveis. Ela também foi absolvida do crime de fraude processual.

Segundo o magistrado, Juliana Sales não estava em Linhares na madrugada do dia 21 de abril do ano passado, quando aconteceu o incêndio na residência onde a família morava. 

Além disso, ainda na decisão, o juiz diz que não consta nos autos do processo provas cabais para convencer o magistrado de que a mãe dos irmãos tenha sido omissa.

O MPES, no entanto, alega, em seu recurso, que Juliana foi omissa em relação aos crimes atribuídos ao marido, Georgeval Alves. O Ministério Público pede que ela responda pelos mesmos crimes do companheiro.

Em suas alegações, o MPES reforça que Juliana sabia dos riscos de deixar os filhos sob os cuidados de Georgeval, em razão do comportamento apresentado pelo suspeito dias antes do ocorrido. 

Um dia antes da morte de Joaquim e Kauã, Juliana havia viajado para o município de Tófilo Otoni, em Minas Gerais, e deixado as duas crianças com Georgeval em Linhares.

As alegações do Ministério Público são baseadas em depoimentos prestados durante o inquérito policial que apurou os fatos e em conversas que Juliana e Georgeval tiveram por meio de aplicativos de mensagens. 

Segundo o MPES, mesmo diante das evidências de que o marido teria matado seus dois filhos, Juliana nunca o questionou sobre o que de fato ocorreu e sempre procurou encobri-lo de qualquer acusação.

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Segurança

Homem é preso em flagrante com R$ 50 mil em notas falsas em Vila Velha

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O suspeito foi preso em flagrante no momento em que retirava o pacote com as cédulas em uma agência dos Correios no bairro Santa Mônica, em Vila Velha

Um homem foi preso em flagrante por aquisição de cédulas falsas na tarde desta sexta-feira (30), em Vila Velha. O dinheiro falso estava sendo enviado pelos Correios. O suspeito foi preso no momento em que tentava retirar a encomenda em uma das agências.

A prisão aconteceu após um trabalho conjunto entre Polícia Federal e Coordenação de Segurança Corporativa dos Correios no Espirito Santo. 

As investigações tiveram início após uma notícia crime ter sido repassada pela área de segurança dos Correios, a qual detectava um pacote destinado à Vila Velha e que nele teriam cédulas falsas.

Durante as investigações, foi descoberto que o investigado iria se apresentar no Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) dos Correios no bairro Santa Mônica, em Vila Velha, para retirar a encomenda. 

No local, o suspeito foi preso em flagrante. No interior do pacote foi encontrada uma grande quantidade de cédulas falsas distribuídas em notas de R$ 100, R$50 e R$ 20,. Todo o material foi apreendido.

O preso confessou o crime. Segundo ele, dentro do pacote havia aproximadamente R$ 50 mil em cédulas falsas.

Após a apreensão das notas foi observado que não se tratava de uma falsificação grosseira e, por isso seria capaz de enganar qualquer pessoa.

As cédulas foram adquiridas pela internet (por meio de um grupo de Whatsapp) e encaminhadas de outro estado. 

Agora, a investigação vai prosseguir com a realização da perícia das cédulas e do material apreendido.

O suspeito vai responder pelo crime de adquirir ou guardar cédulas falsas. A pena varia de três a 12 anos de prisão.

Lei sobre falsificação de cédulas

Art. 289 – Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro:

Pena – reclusão, de três a doze anos, e multa.

§ 1º – Nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa ou exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circulação moeda falsa.

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Segurança

Secretário de Segurança do ES e prefeito sofrem acidente em rodovia no Sul do Estado

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Alexandre Ramalho e o prefeito de Presidente Kennedy, Dorlei Fontão, cumpriam agenda na região, quando o carro em que eles estavam foi atingido por um caminhão-baú

O secretário de Estado de Segurança Pública do Espírito Santo, Alexandre Ramalho, o prefeito de Presidente Kennedy, Dorlei Fontão, e outras duas pessoas se envolveram em um acidente, na tarde desta quinta-feira (29), na rodovia ES-060, no município do Sul do Estado.

O prefeito e o secretário visitaram a Escola Municipal de Marobá, que será no futuro uma Escola Cívico-Militar, e a divisa entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro, onde será instalado um posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE-ES).

O acidente aconteceu, por volta das 15h30, quando eles voltavam para o município para visitar um terceiro local. O carro onde estava a comitiva do secretário e do prefeito foi atingido por um caminhão-baú. 

O motorista do caminhão perdeu o controle e bateu em uma árvore. Ele chegou a ficar desacordado por alguns minutos. 

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), no carro estavam, além do secretário e do prefeito, o subsecretário interino de Integração Institucional, coronel Marcio Celante, e um integrante da equipe de segurança do secretário, que dirigia o veículo. 

O motorista do carro oficial se feriu levemente. Já os demais ocupantes saíram ilesos.

A prefeitura informou que o estado de saúde do prefeito Dorlei Fontão é estável. Ele foi levado para o Pronto Atendimento Municipal de Presidente Kennedy.

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