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Medicina e Saúde

Lacen/ES realiza em três meses o equivalente a 20 anos de rotina de testagem

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Em três meses de processo, desde a habilitação por parte do Ministério da Saúde, o Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES) já realizou cerca de 20 mil testes para a detecção do novo Coronavírus (Covid-19). 

A pandemia da Covid-19 representou ao Laboratório uma nova realidade na rotina de trabalho. Em 2019, de março a maio, o Lacen/ES realizou 444 testes para detecção de vírus respiratórios, enquanto no mesmo período de 2020 já são 20.611 testes.

Segundo o coordenador do Lacen/ES, Rodrigo Rodrigues, em um ano a testagem para doenças respiratórias cresceu 4.642%.  “Durante o ano de 2019 foram realizados 1.051 testes de RT-PCR em tempo real para vírus respiratórios. Para realizar o mesmo quantitativo de laudos liberados nos últimos três meses, levaríamos perto de 20 anos”, explicou.

O coordenador disse que desde o início do ano o Lacen/ES vem se preparando para o enfretamento da pandemia, com a compra de equipamentos, insumos e reagentes, uma vez que o laboratório é responsável pelo diagnóstico da Covid-19 por meio da técnica de PCR em tempo real. Entretanto, nos últimos meses tem encontrado dificuldade na compra de reagentes para realização dos testes.

“A técnica que trabalhamos no Lacen/ES, de RT-PCR em tempo real, traz a vantagem da agilidade e do alto grau de sensibilidade e especificidade. Entretanto, esses exames são realizados utilizando kits compostos por insumos que vêm faltando no mercado devido ao aumento da demanda mundial, o que compromete a realização dos testes diagnósticos não apenas no Estado, mas em todo o Brasil e em vários países no mundo”, informou coordenador.

Dificuldades para compra de insumos

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Rodrigues afirma que o laboratório enfrenta dificuldade no recebimento de reagentes específicos para a extração do RNA viral das amostras adquiridas. “Tivemos que remodelar nossa estratégia de processamento com o objetivo de zerar a demanda reprimida e retomar o tempo resposta padrão do Estado, que é de 24 a 36 horas”, contou o coordenador.

A estratégia citada se refere ao envio, nesta quinta-feira (28), de 3.100 amostras reprimidas ao Instituto de Biologia Molecular do Paraná, unidade referenciada e parceira do Ministério da Saúde. “Nenhum laboratório no Estado tem capacidade de processar e liberar gratuitamente o quantitativo de exames que será enviado ao Paraná. A previsão para liberação dos laudos é para a próxima semana”, garantiu.

O envio das amostras estava previsto para acontecer no início desta semana, entretanto, por problemas logísticos e de malha aérea, a empresa que faz o translado só conseguiu a realizá-lo na tarde desta quinta-feira (28).

O Lacen/ES recebe, em média, cerca de 630 a 750 exames com suspeita do novo Coronavírus diariamente. O Laboratório tem capacidade de realizar a testagem de até 1.000 exames PCR por dia, havendo kits de extração disponíveis. Além disso, o laboratório conta, atualmente, com mais de 168 mil testes PCR disponíveis para a Covid-19.

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Medicina e Saúde

Brasil ultrapassa marca de 130 milhões de vacinas Covid-19 aplicadas

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Campanha de vacinação avança rapidamente, mais de 58% do público-alvo já tomou a primeira dose

O Brasil atingiu a marca de mais de 130 milhões de doses de vacinas Covid-19 aplicadas nesta sexta-feira (23). São mais de 93 milhões de pessoas que já receberam a primeira dose do imunizante. Isso significa que 58% da população-alvo, de mais de 160 milhões de brasileiros maiores de 18 anos, já completou esta etapa da vacinação.

O ritmo acelerado da campanha reflete na situação epidemiológica da pandemia no país: só na última semana, de acordo com o último boletim epidemiológico, o Brasil registrou redução de 14% nas mortes em relação à semana anterior. A média móvel de óbitos registrada na terça-feira (22) – 1,2 mil – é a menor dos últimos quatro meses.

Mais de 600 milhões de doses estão contratadas pelo Ministério da Saúde até o fim de 2021, após acordos com diferentes laboratórios. Somente em agosto, está prevista a chegada de mais de 63 milhões de doses.

Até o momento, mais de 164 milhões de doses foram distribuídas a todos os estados e o Distrito Federal. A imunização no Brasil pode ser acompanhada pela plataforma LocalizaSUS.

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Medicina e Saúde

Estudo: Pfizer é mais eficaz contra Delta com intervalo de 8 semanas

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Bula indica 21 dias entre doses, Brasil e outros países usam 12 semanas de distanciamento; Reino Unido vai mudar para 2 meses

Um intervalo de oito semana entre a primeira e segunda duas doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 proporciona um nível maior de anticorpos do que um intervalo mais curto, concluiu um estudo britânico, embora haja uma queda brusca nos níveis de anticorpos após a primeira dose. 

O estudo pode ajudar a traçar estratégias de vacinação contra a variante Delta, que reduz a eficácia de uma primeira dose da vacina contra a covid-19, ainda que duas doses sejam eficientes na proteção. 

“Para o intervalo mais longo de doses, os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante Delta foram induzidos de maneira fraca após uma única dose, e não se mantiveram durante o intervalo até a segunda dose”, apontaram os autores do estudo, que está sendo conduzido pela Universidade de Oxford. 

“Após duas doses da vacina, os níveis de anticorpos neutralizantes eram duas vezes maiores após o intervalo mais longo de doses se comparado com o intervalo mais curto.”

Os anticorpos neutralizantes são considerados importantes no papel de construir imunidade contra o coronavírus, mas não agem sozinhos, já que as células T também desempenham um papel. 

O estudo descobriu que os níveis gerais de células T eram 1,6 vez menor com um intervalo longo se comparados com o cronograma mais curto de entre 3 a 4 semanas, mas que uma proporção mais alta era de células T “ajudantes”, que fortalecem a memória imunológica.

Os autores enfatizaram que qualquer um dos intervalos produziu uma resposta forte de anticorpos e de células T no estudo feito com 503 profissionais de saúde. 

A bula do imunizante sugere que o intervalo entre as aplicações seja de 21 dias, mas Brasil, Reino Unido, Canadá, França e Alemanha optaram por ampliar esse período para 12 semanas. 

As descobertas, divulgadas em um estudo pre-print, suportam a visão de que embora uma segunda dose seja necessária para garantir a proteção total contra a variante Delta, o distanciamento de oito semana pode providenciar imunidade mais duradoura, mesmo se isso significar uma proteção menor a curto prazo. 

O Reino Unido a partir desta sexta-feira (23) recomenda um intervalo de dois meses entre as duas doses da vacina para que mais pessoas fiquem protegidas contra a variante Delta mais rapidamente, enquanto ainda maximiza as respostas imunológicas no longo prazo.

“A recomendação original de 12 semanas se baseava no conhecimento de outras vacinas, que frequentemente um intervalo mais longo dá ao sistema imunológico a chance de dar a resposta mais alta. A decisão de colocá-lo em oito semanas equilibra todas as questões mais amplas, os prós e os contras, duas doses é melhor do que uma no geral. Além disso, outros fatores precisam ser equilibrados, o suprimento de vacinas, o desejo de se abrir e assim por diante. Acho que oito semanas é o ponto ideal para mim, porque as pessoas querem receber as duas vacinas [doses] e há muito Delta por aí agora. Infelizmente, não consigo ver esse vírus desaparecendo, então você quer equilibrar isso com a obtenção da melhor proteção possível”, disse Susanna Dunachie, pesquisadora da Universidade de Oxfor e coordenadora do estudo.

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