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Mundo Cristão

Líderes evangélicos fazem chamado para ato político em favor de Bolsonaro

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Líderes evangélicos influentes como Cláudio Duarte, Silas Malafaia, Estevam Hernandes e Renê Terra Nova, gravaram um vídeo com um chamado para as manifestações políticas em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, marcadas para o dia 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, na Avenida Paulista.

No vídeo, que foi produzido pelo movimento NasRuas, líderes religiosos como os pastores Silas Malafaia, dono do canal em que o vídeo foi publicado, Cláudio Duarte, Renê Terra Nova, Estevam Hernandes e outros, que são apoiadores de Bolsonaro, aparecem, aproveitando suas influências no meio evangélico, convocando fiéis para comparecerem ao ato.

“Povo abençoado do Brasil, 7 de setembro, a partir das 14 horas, todos nós na Avenida Paulista”, conclama Malafaia.

“No dia 7 de setembro nós vamos estar em São Paulo, na Avenida Paulista, e eu gostaria de convidar vocês para estar conosco, vai ser muito especial”, disse pastor Cláudio Duarte.

“Dia 7 de setembro, dia da independência, eu estarei na [Avenida] Paulista. Eu te espero e vamos marchar para uma grande vitória no nosso Brasil”, convoca o pastor Estevam Hernandes.

Outros líderes religiosos que se manifestaram no vídeo foram os pastores Magno Malta e Samuel Câmara, além do apóstolo César Augusto. O porta voz do movimento Nas Ruas, Tomé Abduch, afirmou que o protesto será em defesa da democracia, da Constituição e da liberdade de expressão.

Um dos principais pontos defendidos pelos manifestantes será a aprovação do voto impresso auditável, tema que já foi derrotado em votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Além disso, a manifestação será a favor de Bolsonaro e contra as prisões determinadas pelo STF contra apoiadores de Bolsonaro, como Roberto Jefferson (que teve a prisão preventiva decretada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, por envolvimento em uma milícia digital que atua contra democracia) e Daniel Silveira (preso em flagrante pela Polícia Federal após divulgar um vídeo fazendo apologia ao AI-5 e atacando os ministros do STF).

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Mundo Cristão

Mais da metade dos franceses não acredita mais em Deus, revela pesquisa

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Uma pesquisa divulgada na quinta-feira (23) mostra que pouco mais da metade dos franceses (51%) não acredita mais em Deus. O estudo foi feito pelo instituto Ifop para a Associação dos Jornalistas de Informação para as Religiões.

“Fala-se cada vez menos de religião”, escreve o jornal católico La Croix. O distanciamento dos franceses em relação à religião não é uma surpresa, acrescenta o cotidiano.

A pesquisa mostra que a religião é muito mais presente nos meios rurais do que nas cidades. Além disso, as pessoas com menos de 35 anos ou mais de 65 são as mais ligadas à crença.

“Você acredita em Deus?” foi a pergunta feita a 1.028 pessoas, numa amostra representativa da população da França com mais de 18 anos, nos dias 24 e 25 de agosto.

Este ano, 51% dos entrevistados disseram “não”. Em 2011 e 2004, 44% responderam não acreditar em Deus. Em 1947, 66% dos franceses afirmaram crer em Deus.

A pesquisa mostra também que a pandemia da Covid-19 não interferiu significativamente na prática religiosa. Apenas 9% dos entrevistados disseram que a crise sanitária os fez aproximar de uma religião.

Outra questão levantada foi se o incêndio da catedral de Notre-Dame de Paris, em 2019, suscitou sentimentos religiosos ou de “teor espiritual” – 79% responderam que não, mas 21% falaram que sim.

A pesquisa mostra também que os franceses falam cada vez menos de religião em família: 38% atualmente, contra 58% em 2009. Hoje em dia apenas 29% das pessoas falam sobre o assunto entre amigos, contra 49% em 2009.

Sobre o papa Francisco, 41% pensam que ele “defende bem” os valores do catolicismo, enquanto 44% opinam que “nem bem, nem mal”, e 15%, “mal”.

Para 54% dos interrogados, “todas as religiões são válidas”.

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Mundo Cristão

Padre é preso por desviar dinheiro da igreja para orgias gays e drogas

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Ao menos 200 pessoas serão ouvidas por participarem de festas de Francesco Spagnesi, que atuava na cidade de Prato, na Itália

Um padre católico italiano, conhecido por suas brilhantes missas, foi preso na última quarta-feira (22) suspeito de roubar cerca de 117 mil euros (o equivalente a R$ 732 mil) da igreja e de doações para financiar orgias gays e compra de drogas que ele próprio organizava.

O padre Francesco Spagnesi, de 40 anos, era muito conceituado na localidade de Prato, perto de Florença, na Itália. Ele está em prisão domiciliar enquanto a polícia entrevista 200 pessoas que teriam comparecido às festas nos últimos 2 anos. A informação é do jornal britânico The Times.

A polícia italiana começou a investigar Spagnesi após, supostamente, descobrir que seu colega de apartamento importou da Holanda um litro da droga GHB para “estupro”, que pode ser usada para incapacitar vítimas de agressão sexual.

Os detetives alegam que os dois homens usaram sites de namoro online para convidar pessoas para festas onde drogas eram compartilhadas e vendidas. 

Na operação, que contou com busca e apreensão no apartamento de Spagnesi, a polícia encontrou garrafas que teriam sido adaptadas para fumar crack.

Spagnesi é um ex-estudante de medicina, que abandonou a faculdade e a trocou pelo sacerdócio aos 26 anos, dizendo que encontrou “plenitude e alegria em me colocar à disposição dos outros”.

As suspeitas começaram quando um contador da paróquia descobriu que Spagnesi havia sacado mais de 100 mil euros da conta bancária da paróquia (cerca de R$ 626 mil). Essa atividade levou o bispo local a intervir e acabar com o acesso do padre à conta. A polícia acredita que ele estava usando o dinheiro para comprar drogas.

Quando Spagnesi não conseguiu mais sacar dinheiro da conta da igreja, ele supostamente começou a pegar as doações dos fieis e a pedir recursos diretamente dos paroquianos, que  eram informados de que ele estava arrecadando dinheiro para famílias de baixa renda.

O jornal local La Nazione relata que os paroquianos tinham “grande fé em seu padre jovem, brilhante, envolvente e refinado”, mas agora iniciaram uma ação legal para pedir o ressarcimento das doações. Pelo menos duas ações judiciais por fraude chegaram ao gabinete do procurador, disse a publicação.

De acordo com o diário italiano Corriere Della Sera, Spagnesi culpou uma “recaída em cocaína” por suas ações e também revelou que é HIV positivo.

“Eu não me reconheço mais, o vício da cocaína me engoliu”, disse ele em prantos diante dos advogados. “A droga me fez trair meus paroquianos, me fez contar mentiras, me fez agir de que me envergonho. Agora sou HIV positivo”, revelou.

Spagnesi acrescentou que estava tomando medicamentos antirretrovirais, o que significava que não poderia transmitir o HIV.

Ele prometeu devolver o dinheiro e vender tudo o que possui, até mesmo sua casa, para reembolsar os paroquianos

“Peço perdão a todos”, disse ele.

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