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Luiz Adriano se defende após furar isolamento e atropelar ciclista

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Jogador do Palmeiras testou positivo para o novo coronavírus, mas mesmo assim foi ao supermercado e se envolveu em acidente

Luiz Adriano, atacante do Palmeiras, se defendeu por meio das redes sociais após se envolver em um acidente na terça-feira (6). O jogador acompanhava a mãe no supermercado instalado em um shopping center na Zona Oeste de São Paulo quando, na saída do estabelecimento, atropelou um ciclista. Em um vídeo que circula na internet, é possível ver o jogador parado, cercado por dezenas de pessoas, enquanto assiste o atendimento dos socorristas ao ciclista.

O que todos não sabiam é que Luiz Adriano sequer poderia estar ali. O atacante testou positivo para o novo coronavírus na leva de testes do dia 1º de abril e, desde então, tem como recomendação do Departamento Médico do Palmeiras o isolamento social, já que, mesmo assintomático, o jogador pode transmitir o vírus para outras pessoas.

Por conta do teste positivo, Luiz Adriano está fora do duelo com o Defensa y Justicia, válido pela primeira final da Recopa Sul-Americana, que será disputado na Argentina. Por meio das redes sociais, o jogador lamentou a ausência na partida e ainda se justificou sobre seu envolvimento em um acidente de carro, numa situação em que ele sequer deveria ter saído de casa. 

Essa é a segunda vez que o atacante contrai o novo coronavírus. Dessa forma, foi orientado pelos médicos do clube a cumprir o período de isolamento, como determinado pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

“Fui orientado a ficar em casa de quarentena sob o acompanhamento do DM, porém ontem fui ao supermercado do shopping levar minha mãe que não sabe dirigir, sem sair de dentro do meu carro e de máscara, mas acabei me envolvendo em um acidente em que uma bicicleta bateu no carro na saída do estacionamento. Permaneci de máscara e afastado a todo momento, porém não poderia deixar de prestar socorro a pessoa que sofreu o acidente. Todos estão bem. Sim, não deveria ter saído de casa, errei, reconheço!”, disse o atacante no Instagram.

“Vivemos momentos difíceis, precisamos todos nos cuidar e respeitar os protocolos de segurança. Sempre podemos ajudar de alguma forma e, principalmente, reconhecer e aprender com nossos erros”, completou Luiz Adriano.

Saída em meio a recordes de mortes pela covid-19

Ao registrar 4.195 mortes por covid nas últimas 24 horas, o Brasil atingiu um novo recorde do número diário de óbitos na terça-feira (6), de acordo com os dados enviados pelos estados ao Ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). Só o Estado de São Paulo registrou 1.389 óbitos nas últimas 24 horas, um novo recorde.

O número de novos casos registrados foi de 86.979. Com o balanço de ontem, o país contabiliza 336.947 mortes e 13.100580 pessoas diagnosticadas com a doença. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de recuperados da covid-19 é de 11.558.784.

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Entregador de pizza na pandemia, capixaba Esquiva Falcão admite dificuldade

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Com cartel invicto no boxe profissional, lutador precisou de complemento de renda na pandemia: ‘Tive de me reinventar’

Esquiva Falcão é medalhista olímpico e possui uma carreira invicta no boxe profissional, com 28 vitórias consecutivas, sendo 20 delas por nocaute. Isso, porém, não livra o boxeador de lutar contra dificuldades financeiras.

No início de abril, uma postagem do atleta chamou atenção nas redes sociais, com ele anunciando que, para ajudar o restaurante de mini pizzas administrada por sua mulher, no Espírito Santo, ele seria o entregador. Rapidamente a foto viralizou, com muitos se questionando se Esquiva estava realmente passando necessidades.

A verdade é que sim. Até mesmo um atleta com uma carreira de sucesso, medalha de prata nos Jogos Olímpicos Londres 2012, não possui estrutura para desenvolver a sua carreira. Ainda mais em um momento de pandemia.

“Minha esposa criou a empresa de mini pizzas e eu sou o entregador. E quando eu divulguei, isso emocionou muitas pessoas nas redes sociais. Foi uma história de superação, de garra. Durante a pandemia, muita gente que estava acostumado a fazer uma coisa, não podia mais fazer. Aconteceu exatamente isso comigo. Eu passei a vida toda dentro do boxe. E tive que me reinventar. E precisei disso para completar a renda, já que eu estou sem luta. Começaram a aparecer dívidas e eu percebi que meu dinheiro não ia dar”, explicou o boxeador, em entrevista ao Portal R7.

Esquiva detalhou que o coronavírus atrapalhou bastante a sua carreira, com ele ficando praticamente um ano parado: “Eu ia fazer uma luta na China valendo o cinturão e, como a pandemia começou lá, foi cancelada. Então eu fiquei o ano inteiro no Brasil e fiz apenas duas lutas, contra adversários mais fracos, que nem estavam ranqueados. Eu não tenho um salário. Vivo da bolsa das lutas. Se eu luto, ganho um valor, que tenho que ir administrando durante meses para poder pagar minhas dívidas. E, se eu não lutar, não recebo nada.”

Aos 31 anos e sonhando com o cinturão mundial de boxe entre os médios, Esquiva tem as lutas nas “veias”. Isso tudo graças a seu pai, Touro Moreno: “Eu venho de uma família que a luta está no sangue. Meu pai lutou MMA, vale-tudo. Meu irmão Yamaguchi também é medalhista olímpico. Tenho também um sobrindo que está disputando o Mundial de Boxe. É uma família de campeões. E isso é tudo graças ao meu pai. Hoje ele tem 83 anos, mas continua competindo.”

E se atualmente ele não pode fazer o que mais gosta, ao menos a visibilidade das redes sociais o ajudou a conseguir algum tipo de apoio.

“A campanha emocionou muita gente, até mesmo quem não era fã. E muita gente não acreditava. Um medalhista olímpico entregando pizza. Isso atraiu parceiros. Eu consegui uma parceria com a Honda, que me deu uma moto para poder entregar as pizzas, para facilitar o meu trabalho. Chegou também até o Lucas, que é filho do Luciano, dono da Havan. Eu fechei um patrocínio bom, que vai me ajudar a focar nos treinamentos, vai ajudar as mini pizzas da minha esposa, vai ajudar a gente contratar outro motoboy para ajudar nas entregas. O Brasil inteiro quer o cinturão, então como não apoiar o atleta a conquistá-lo? Não é só falar. Tem que apoiar”, ressaltou o vice-campeão olímpico.

Apesar de comemorar o patrocínio, Esquiva sabe que a carreira no boxe não será para sempre e acredita que o empreendimento da esposa pode render um bom futuro para a família: “Eu não vou parar, vou continuar ajudando. Quando encerrar a carreira no boxe, posso trabalhar na pizzaria da minha esposa. Já é um plano para o futuro”, garantiu ele, antes de mandar um recado: “E para quem quiser mini pizza, é só pedir que eu vou pessoalmente entregar.”

A prata que vale ouro

Esquiva foi um dos grandes nomes do Brasil nas Olimpíadas de 2012. Ao longo da campanha, ele derrotou Soltan Migitinov, do Azerbaijão, Zoltán Harcsa, da Hungria, Anthony Ogogo, da Grã-Bretanha e, na final, foi derrotado pelo japonês Ryoto Murata em uma decisão bastante polêmica.

O brasileiro perdeu por apenas um ponto devido a uma punição no último round, que o tirou dois pontos. Terminou com a medalha de prata, o melhor resultado de um brasileiro no boxe olímpico em todos os tempos, até Robson Conceição conquistar o ouro olímpico na Rio 2016.

O que para muitos poderia ser motivo para reclamação, para Esquiva é um orgulho. “Isso não tira mais meu sono. E engraçado que há males que vem para o bem. Eu ganhei a medalha de prata, que pode ter sido roubada, com muita polêmica, mas em qualquer lugar que eu vou, as pessoas lembram. Todo mundo fala que eu merecia o ouro. Então, talvez se eu tivesse conquistado o ouro, as pessoas não lembrariam. Para mim, a medalha que eu tenho vale ouro. E para mim representa muito.”

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Governo do ES negocia com setor de academias para flexibilizar regras de funcionamento

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De acordo com a secretária de Turismo, Lenise Loureiro, as normas de funcionamento estão em constante aperfeiçoamento e podem passar por adaptações nas cidades de risco alto para a covid

As academias de ginástica e musculação podem voltar a funcionar na próxima semana caso os municípios da Grande Vitória deixem o risco extremo de classificação para a covid-19. Atualmente, nos municípios com risco alto para a doença, o funcionamento é permitido, mas com algumas restrições.

Em entrevista à Pan News Vitória, a secretária de Estado de Turismo, Lenise Loureiro, destacou que o governo está conversando com o setor de academias para definir novas regras de funcionamento e flexibilização para as cidades classificadas em risco alto para a covid-19, patamar logo abaixo do risco extremo.

“Semana que vem, com a expectativa de queda de casos, mais municípios serão classificados como risco alto e, então, teremos grande possibilidade do retorno dessas atividades. No risco alto, o atendimento nas academias é possível com a capacidade de um aluno por 15 metros de área”, disse.

Nos municípios com risco alto, as atividades aeróbicas estão proibidas. Mas é permitido treinos de musculação com limite de 20 pessoas por horário de agendamento, respeitando o distanciamento de um aluno por 15m². 

De acordo com a secretária, como as regras estão em constante aperfeiçoamento, elas podem passar por adaptações também para o setor de academias.

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