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‘Mágico’ do crime se fez de carteiro e motorista para roubar mansões no RJ

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Quem é o chefe de uma quadrilha especializada em assaltar residências de luxo na Barra e na Zona Sul do Rio, que acabou preso pela polícia na última terça (23)

Bem vestida, uma dupla de criminosos desceu de um SUV Hyundai preto fortemente armada e rendeu um caseiro em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, por volta das 15h do último dia 10. Em dezembro passado, na manhã do dia 18, um assaltante vestido de carteiro ingressou em uma casa no Humaitá, na Zona Sul da capital fluminense, após relatar à empregada doméstica que tinha uma encomenda para entregar. Em comum, as ações expõem o modus operandi de um dos maiores especialistas em roubo a residências de luxo no estado, preso na noite da última terça (23).

Heric dos Santos Baltazar, conhecido como Haiti ou Mágico, usava disfarces e armamento pesado na companhia de comparsas para assaltar mansões e apartamentos de alto padrão em bairros de elite nas Zonas Sul e Oeste do Rio, como Gávea, Humaitá, Jardim Botânico e Barra da Tijuca. Apontado como chefe do esquema, o assaltante é ligado à maior organização criminosa do estado e responsável por planejar uma série de roubos dessa natureza.

A última investida, que culminou em sua prisão na última terça, ocorreu em uma residência no Jardim Botânico, onde reside um casal de idosos. Na ocasião, sob posse de informações privilegiadas e um aparato bélico que incluía pistolas de ponta — uma delas com kit rajada —, carregadores sobressalentes e três granadas, Mágico e outros dois comparsas amarraram os moradores e seus cuidadores para saquearem o local. O trio levou joias, laptops da Apple, celulares e mais de dez relógios, além de obrigar a dona da residência a transferir R$ 50 mil para suas contas correntes.

Heric dos Santos Baltazar, o Haiti ou Mágico, disfarçado de motorista de aplicativo Foto: Reprodução

Heric dos Santos Baltazar, o Haiti ou Mágico, disfarçado de motorista de aplicativo.

No mesmo dia, porém, o bando foi surpreendido por policiais da 24ª DP (Piedade) quando passava de carro pela Ponte da Joatinga. Além de Mágico, os agentes prenderam também Andrei Fernando Sorrilha Andrade, o PH, e Marcos da Silva Aires Júnior, conhecido como Jota — todos do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.

De acordo com o delegado Tiago Venturini Antunes, titular da 24ª DP, há pelo menos entre 15 a 20 inquéritos relacionados a ações do grupo capitaneado por Mágico. A detenção inclusive foi comemorada por moradores do bairro Jacarepaguá, um dos principais alvos da quadrilha.

“O Heric era o 01 em toda a articulação desses roubos a residência e tem uma extensa ficha criminal nesse sentido. Eles não iam aleatoriamente em uma residência. Tudo era planejado para êxito da ação criminosa: o perfil da vítima, o melhor dia, o melhor horário. Diante de todos esses elementos que arrecadamos após a captura, pode-se falar que ele, senão o maior, é um dos maiores especialistas em roubo a residência do estado do Rio”, afirmou o delegado.

Quadrilha do Complexo do Alemão presa após assalto no Jardim Botânico; Heric está à direita Foto: Reprodução

Segundo Antunes, além de carteiro, Mágico se passou também por motorista de aplicativo em suas ações. Quando não se disfarça, ele e seu bando já haviam feito uma análise prévia bem detalhada do local. O grupo ainda costumava ameaçar as vítimas e portar armamento de ponta durante os assaltos.

“Ele praticava outros roubos sem disfarce, porém com essa análise prévia de diagnosticar quem é a vítima, o local, por onde entrar, por onde sair. Sempre durante o dia para não alertar, pois geralmente as pessoas estão mais tranquilas em casa. À noite, acaba chamando um pouco mais de atenção”, disse o delegado. “Sempre usando de agressividade, de grave ameaça, até pelo material bélico que utilizam. Implantam o terror por onde eles passam”, acrescentou.

Além de anotações criminais por roubo, Mágico tem passagens na polícia por tráfico de drogas. Também é tido como homem de confiança do traficante Luiz Claudio Machado, o Marreta. Preso em 2011, Heric foi condenado a mais de 11 anos de reclusão em 2017. Conforme dados consultados por ÉPOCA, ele teria sido solto no ano passado. Procurada, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) não confirmou a informação até a publicação desta reportagem.

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Prazo para contestar auxílio emergencial negado termina neste sábado

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Saiba como proceder e quem tem direito a fazer a solicitação, realizada por meio do site do Ministério da Cidadania

O prazo para a contestar os pedidos de auxílio emergencial negados termina neste sábado (24), às 23h59. A data limite se aplica aos trabalhadores que se inscreveram pelos meios digitais e que tiveram a solicitação recusada na revisão mensal de julho.

Mensalmente, governo federal analisa os CPFs dos beneficiários para conferir se eles ainda se enquadram nos critérios para receber o auxílio.

De acordo com o Ministério da Cidadania, a contestação vai permitir uma nova análise com bases mais atualizadas dos dados da pessoa. O requerimento com o pedido de revisão deve ser feito pelo site da pasta (https://consultaauxilio.cidadania.gov.br).

“Após ingressar com os dados de identificação e clicar na aba correspondente ao auxílio emergencial 2021, a pessoa deve clicar no botão: contestar. A partir daí, precisa aguardar até que seja realizada uma nova análise da situação do seu benefício”, informou o ministério.

Após a contestação, o pedido será reanalisado pela Dataprev. A partir daí, é preciso aguardar até que a nova análise da situação do benefício seja concluída.

Se a razão que motivou o cancelamento permitir contestação, o trabalhador poderá voltar a receber o benefício.

O ministério disse que, caso não ocorra a aprovação por algum motivo de indeferimento definitivo, não será possível apresentar contestação, pois a situação que motivou o indeferimento não vai se alterar.

Pessoas que já tenham ficado inelegíveis para receber o auxílio antes e já tenham realizado a contestação não poderão submeter nova contestação.

Já os bloqueios feitos a pedido dos órgãos de controle não podem ser contestados ainda, pois estão sob análise do Ministério da Cidadania e da Dataprev. Esse tipo e bloqueio é feito de forma preventiva.

“Posteriormente, é definido pela liberação ou cancelamento do benefício em definitivo. Não há prazo definido para divulgação do resultado”, disse o ministério.

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Concluída a implantação da restauração florestal em áreas afetadas pelos rejeitos de Fundão (MG)

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A Fundação Renova concluiu a implantação da restauração florestal de 550 hectares de florestas e Áreas de Preservação Permanente (APPs) localizadas em Mariana, Barra Longa, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Ponte Nova, municípios que sofreram o primeiro impacto ambiental do rompimento da barragem de Fundão (MG).

Para o trabalho de restauração foram destinados R$ 356 milhões e o processo envolveu 202 propriedades rurais afetadas diretamente pelos rejeitos, com adesão e autorização dos produtores rurais. No total, essas áreas receberam cerca de 300 mil mudas de 96 espécies nativas. Todos os hectares agora estão protegidos e serão monitorados para avaliar a efetividade da restauração e dos métodos usados. A Fundação Renova ficará ainda encarregada pelas manutenções até 2026, como roçadas, adubações, combates a formigas e replantios caso seja necessário.

Veja os resultados obtidos com a restauração florestal nas áreas impactadas pelos rejeitos da barragem de Fundão (MG):

Os resultados da restauração florestal nas APPs são visíveis. Nas áreas implantadas, foram observados indicadores como cobertura vegetal acima de 80%, índices satisfatórios de massa vegetal acima do solo, índice de solo exposto comparado ao período pré-rompimento e aumento de regenerantes de diversidade de espécies nas áreas.

Com o término da implantação da restauração florestal em áreas diretamente impactadas, a Fundação Renova protocolou os resultados na Câmara Técnica de Restauração Florestal e Produção de Água (CTflor) e no Comitê Interfederativo (CIF).

A próxima etapa consiste no monitoramento ecológico da região para avaliar a efetividade da restauração e dos métodos usados. A partir do levantamento de dados, será analisada a necessidade de ações para aumentar a densidade e diversidade de espécies nas áreas, além de possíveis ações corretivas. A previsão é destinar R$ 81 milhões para esta próxima etapa de monitoramento e a continuidade das manutenções.

A linha do tempo acima apresenta a evolução ao longo do tempo do período antes do rompimento até os dias atuais. Isto é possível evidenciar por meio de imagens de satélites e ortofotos de drones georreferenciais.

Produtores rurais: papel fundamental no processo da restauração

Para engajar 202 proprietários na restauração ambiental, primeiro foi necessária a retificação ou a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) – registro público eletrônico e obrigatório para obtenção da regularidade ambiental do imóvel – das propriedades rurais.

O trabalho só teve início após a assinatura do termo de adesão à adequação ambiental por parte do dono do terreno e a apresentação do projeto específico da propriedade. Com a autorização, a Fundação Renova iniciou o cercamento para proteger e delimitar a área de APP. Em seguida, com o preparo de solo, a equipe em campo realizou o combate a formigas, adubação e o plantio das mudas nativas.

A demarcação das faixas de APPs a serem recuperadas se dá por meio do dimensionamento exigido na legislação florestal. Alguns proprietários não só autorizaram e aderiram à adequação ambiental, como, também, realizaram atividades como o plantio e a manutenção do que foi plantado.

“Nesse processo, o produtor efetua a atividade e recebe por essa mão de obra, e os insumos são fornecidos pela Renova. É uma forma de parceria que cria um sentimento de pertencimento da área reflorestada e gera uma receita a mais para o atingido”.

Giorgio Peixoto,

Gerente do Uso Sustentável da Terra da Fundação Renova

Processo de revegetação começou em 2015

Todo o processo de restauração começou nos anos de 2015 e de 2016. À época, foi feito um plantio emergencial de 800 hectares com gramíneas e leguminosas de rápido crescimento para controle de erosão. Paralelo a isso, calhas, margens e planícies foram regularizadas e receberam revegetação. Para completar, ocorreu a recomposição da mata ciliar, que é fundamental à saúde dos cursos d’água.

O resultado positivo de um plantio florestal piloto com espécies nativas para testes de restauração florestal sobre rejeitos, feito em 2017, foi o respaldo para definição da metodologia de preparo inicial do solo afetado e sobrevivência de espécies.

2018: estudos comprovaram que reflorestamento era viável

Estudos no solo afetado feitos por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (MG), em 2018, foram determinantes para assegurar se o reflorestamento nessa região seria viável. Um deles foi desenvolvido por Maria Catarina Kasuya, especialista em microbiologia do solo.

Analisou-se amostras de mudas que receberam substrato à base de tipos de fungos e bactérias para repovoar áreas afetadas e permitir um crescimento com qualidade e eficácia. A pesquisa indicou também que o processo de revegetação emergencial auxiliou na repovoação da biomassa microbiana dos solos onde houve deposição de rejeitos. Com os microrganismos, foi possível cultivar mudas resistentes a solos críticos, como trechos onde há rejeitos.

Mapeamento definiu qual região seria reflorestada

O Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), acordo que instituiu a Fundação Renova em 2016, previa o reflorestamento de dois mil hectares, a partir do mapeamento da região a ser reflorestada. Mas, após estudos detalhados, concluiu-se que, dessa área, os cerca de 550 hectares eram passíveis de reflorestamento.

O restante (em torno de 1.450 hectares) corresponde a corpos d’água, construções civis, rochas, estradas consolidadas, áreas agrícolas, áreas íngremes, areal, vilas (Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo), cidades (sede de Barra Longa), faixa de servidão (rede elétrica, mineroduto, gasoduto e rodovia), passagem para dessedentação animal e áreas de inundação, que são áreas não passíveis de restauração florestal.

 

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