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Medicina e Saúde

Mais 84.350 doses de vacinas contra a Covid-19 chegam ao Estado nesta quinta-feira (08)

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O Espírito Santo recebeu, no final da tarde dessa quinta-feira (08), a décima segunda remessa com 84.350 doses para dar continuidade à vacinação contra o novo Coronavírus (Covid-19). Foram recebidas 46.750 mil doses da Covishield (Oxford/Fiocruz) e 37.600 mil doses da Coronavac (Sinovac/Butantan).

O Estado fará o envio aos municípios do quantitativo para iniciar a vacinação do público de 60 a 64 anos, com o envio de 30% de doses da D1 para este público. Ainda para D1, serão encaminhadas doses para os grupos de Forças de Segurança e Salvamento e trabalhadores da saúde.

Além disso, serão encaminhadas aos municípios doses para complementar a D2 dos trabalhadores da saúde, dos idosos de 70 a 79 anos e dos idosos de 70 a 74 anos.

As doses foram encaminhadas à Central Estadual de Rede de Frio para cadastramento. A previsão é de que a distribuição aos municípios da Região Metropolitana ocorra a partir desta sexta-feira (09), bem como o envio às regionais de saúde Norte, Sul e Central.

Espírito Santo é o quarto estado que mais aplicou vacina contra a Covid-19 no Brasil
Até o final da tarde desta quinta-feira (08), o Espírito Santo ocupava a quarta colocação entre os estados que mais aplicaram doses da vacina contra o novo Coronavírus (Covid-19) no País, com 76,3% de doses encaminhadas aos municípios já aplicadas na população-alvo.

Os dados da Rede Nacional de Dados em Saúde do Ministério da Saúde apontam que, das 729.965 doses distribuídas aos 78 municípios capixabas, já haviam sido aplicadas 560.458 doses.

Para acompanhar o ritmo de vacinação no País, acesse https://viz.saude.gov.br/extensions/DEMAS_C19Vacina/DEMAS_C19Vacina.html 

Como funciona o caminho das doses até os municípios
Com a chegada de uma nova remessa de doses de vacinas contra a Covid-19 no Espírito Santo, a Central Estadual de Rede de Frio realiza a entrega às regionais de saúde e aos municípios da região Metropolitana em até 48 horas.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, os estados recebem doses de forma proporcional à sua estimativa populacional do grupo prioritário. O horário de chegada dessas doses, assim como o quantitativo da remessa é passado aos estados horas antes.

“A partir do momento que nos é confirmado o quantitativo de doses que receberemos referentes àquela estimativa, precisamos nos organizar também para fazer a estimativa populacional deste grupo em cada cidade, e assim, definir quantas doses cada município irá receber”, explicou Danielle Grillo.

Entre o processo de detalhamento da população, do cadastro das doses no sistema, a separação para cada município e o envio, o Estado tem realizado todo esse processo em menos de 48 horas.

“A equipe trabalha para otimizar o processo de distribuição das doses. Com a definição tripartite de incorporar todas as doses recebidas nas pautas 8, 9 e 10 como primeiras doses, foi possível ampliar a vacinação dos grupos prioritários, principalmente, decrescer a faixa etária dos idosos”, informou a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis.

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Medicina e Saúde

ES recebe lote a mais da Coronavac e fica perto de zerar fila de espera pela 2ª dose

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Dois voos, um na madrugada e outro na manhã desta sexta-feira, trouxeram os imunizantes. Mais de 80 mil capixabas ficaram com a segunda dose atrasada

O Espírito Santo recebeu uma nova remessa de vacinas da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. O ministério da Saúde enviou 65.200 doses do imunizante – quantitativo maior do que o esperado pela Sesa – que deverá ser aplicado no grupo que aguarda a aplicação da segunda dose.

Na madrugada desta sexta-feira, chegaram 43.800 doses. Já durante esta manhã, por volta das 10h15, um novo voo trouxe mais 21.400 doses da Coronavac. Com as duas remessas, o Estado recebeu um total de 65.200 vacinas do Instituto Butantan. 

O quantitativo se aproxima do total de doses necessárias divulgadas pela Secretaria de Saúde para finalizar a vacinação da população que aguarda há mais de 28 dias a aplicação da segunda dose. Na última semana, o Estado também recebeu 20 mil doses da vacina. 

Com a soma dos lotes, o Estado fica perto de zerar a fila de espera pelo imunizantes, já que 87 mil pessoas, dos grupos de 70 a 74 anos, 65 a 69 anos e trabalhadores da saúde, aguardavam para concluir o esquema de vacinação.

Mais doses de Astrazeneca

Na mesma remessa que chegou ao Estado durante a madrugada, o Ministério da Saúde também enviou doses da vacina Covishield (Oxford/Fiocruz). O novo lote, com 52.250 doses, será aplicado na continuidade da vacinação do grupo de forças de segurança e salvamento, dos trabalhadores da educação e do grupo de comorbidades, com exceção da administração deste imunizante em grávidas. 

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Medicina e Saúde

Covid-19 pode ser mais grave do que efeitos colaterais da vacina em grávidas

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Eles recomendam que as gestantes tomem o imunizante, mesmo que, em nenhum deles, a bula recomende o uso nesse grupo

Registros de efeitos adversos levaram Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a recomendar, nesta terça-feira (11), a suspensão da aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca em gestantes. A agência destacou ainda que a bula não recomenda o uso do imunizante durante a gestação.

Com a recomendação da Anvisa, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) decidiu suspender a vacinação em grávidas com a vacina da AstraZeneca em todas as cidades do Espírito Santo. A Sesa, no entanto, anunciou que esse grupo agora será imunizado com as vacinas da Pfizer, que, a princípio, seriam destinadas apenas para a cidade de Vitória.

Mesmo com a possibilidade de reações adversas causadas pela vacina nas gestantes, especialistas recomendam que essas mulheres devem tomar o imunizante, já que, segundo eles, a covid-19 pode ser mais grave do que os possíveis efeitos colaterais.

“Se nós formos olhar, em nenhuma das vacinas autorizadas no Brasil está escrito em bulas que ela pode ser usada em gestante. Na verdade, agora está sendo testado o uso das vacinas durante a gestação. O benefício de se vacinar a paciente gestante, para que ela não agrave e que não necessite, por exemplo, de um leito de UTI, é muito mais importante frente às coisas que se espera que a vacina poderia provocar numa grávida”, destacou o ginecologista e obstetra Fernando Guedes da Cunha.

O médico ressaltou ainda que algumas reações são esperadas nos dois primeiros dias após a vacinação. “A gestante que já tomou a primeira dose da vacina deve ter um sinal de alerta nas primeiras 48 horas. É comum que essa gestante sinta dor no corpo, que ela tenha febre baixa, de 38 graus. Isso são reações esperadas da vacina. O que a gente deve se preocupar? Às vezes com dor localizada nos membros inferiores, vermelhidão aguda, de uma hora para outra aparece uma vermelhidão. Isso deve ser avisado. Após as 48 horas da vacinação, é provável que os sintomas não apareçam”.

Já a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e doutora em epidemiologia, Ethel Maciel, afirma que casos graves de reação às vacinas são raros diante da quantidade de pessoas já imunizadas. Ethel também reforça a importância delas para o combate à covid-19, mesmo entre as gestantes.

“Esse é o primeiro evento adverso que nós temos. Então é preciso analisar entre risco e benefício, para a Anvisa liberar novamente para esse grupo. Hoje é muito importante as gestantes tomarem a vacina, porque a gente está sob muito risco. O vírus está circulando de forma muito acelerada”, frisou.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin, a Sesa agora aguarda orientações do Ministério da Saúde para saber se as gestantes devem ou não tomar a segunda dose da mesma vacina.

“A maioria delas vai tomar a vacina em julho, não é imediatamente. Até lá, a gente acredita que a própria Anvisa terá finalizado a avaliação dessa situação que ocorreu e nos indicar a continuidade da vacina”, disse Reblin.

Fonte: Folha Vitória.

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