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Medicina e Saúde

Mais de 100 mil doses de vacinas contra a Covid-19 chegam ao Estado neste sábado (03)

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O mês de julho tem início com a chegada ao Estado de mais doses de vacinas contra a Covid-19 para dar continuidade à imunização da população capixaba. Neste sábado, o Espírito Santo recebe 107.210 doses, sendo 44.460 da Pfizer/BioNTec e 62.750 Covishield (Fiocruz/Oxford). 

As doses serão encaminhadas à Rede Estadual de Frio e serão distribuídas aos municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória e às Regionais de Saúde Central, Norte e Sul, na próxima segunda-feira (05). 

Os municípios que tiverem abaixo dos 80% na taxa de utilização das doses receberão, ainda na segunda-feira (05), 50% das doses destinadas. Os demais 50% ficarão guardados na Rede Regional de Frio para entrega até o município atingir a meta definida. Vale ressaltar que é uma medida que visa a garantir a aplicação das vacinas recebidas em tempo hábil na população.

As vacinas serão destinadas à aplicação de primeiras doses no público geral por faixa etária com doses da Fiocruz e da Pfizer, e à distribuição de vacinas da Fiocruz para complementação dos esquemas vacinais em segunda dose de idosos de 60 a 64 anos, trabalhadores da saúde, Forças de Segurança e Salvamento e trabalhadores da educação.

Vacinação gestantes e puérperas

Há dois meses o Estado deu início à imunização das 47.966 gestantes e puérperas contra a Covid-19. Com mais de 30 mil doses já distribuídas para a aplicação da D1 a este público, a cobertura vacinal, nesta sexta-feira (02), aproxima-se dos 43%. 

As gestantes que receberam a vacina da AstraZeneca antes do período da suspensão por parte do Ministério da Saúde, terá seu esquema completado em duas doses 45 dias após o parto. Para os demais imunizastes como Coronavac e Pfizer, a segunda dose segue o intervalo recomendado por cada fabricante e pelo Ministério, como de 28 dias para segunda dose da Coronavac e 12 semanas (84 dias) para segunda dose da Pfizer.

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Medicina e Saúde

Brasil ultrapassa marca de 130 milhões de vacinas Covid-19 aplicadas

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Campanha de vacinação avança rapidamente, mais de 58% do público-alvo já tomou a primeira dose

O Brasil atingiu a marca de mais de 130 milhões de doses de vacinas Covid-19 aplicadas nesta sexta-feira (23). São mais de 93 milhões de pessoas que já receberam a primeira dose do imunizante. Isso significa que 58% da população-alvo, de mais de 160 milhões de brasileiros maiores de 18 anos, já completou esta etapa da vacinação.

O ritmo acelerado da campanha reflete na situação epidemiológica da pandemia no país: só na última semana, de acordo com o último boletim epidemiológico, o Brasil registrou redução de 14% nas mortes em relação à semana anterior. A média móvel de óbitos registrada na terça-feira (22) – 1,2 mil – é a menor dos últimos quatro meses.

Mais de 600 milhões de doses estão contratadas pelo Ministério da Saúde até o fim de 2021, após acordos com diferentes laboratórios. Somente em agosto, está prevista a chegada de mais de 63 milhões de doses.

Até o momento, mais de 164 milhões de doses foram distribuídas a todos os estados e o Distrito Federal. A imunização no Brasil pode ser acompanhada pela plataforma LocalizaSUS.

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Medicina e Saúde

Estudo: Pfizer é mais eficaz contra Delta com intervalo de 8 semanas

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Bula indica 21 dias entre doses, Brasil e outros países usam 12 semanas de distanciamento; Reino Unido vai mudar para 2 meses

Um intervalo de oito semana entre a primeira e segunda duas doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 proporciona um nível maior de anticorpos do que um intervalo mais curto, concluiu um estudo britânico, embora haja uma queda brusca nos níveis de anticorpos após a primeira dose. 

O estudo pode ajudar a traçar estratégias de vacinação contra a variante Delta, que reduz a eficácia de uma primeira dose da vacina contra a covid-19, ainda que duas doses sejam eficientes na proteção. 

“Para o intervalo mais longo de doses, os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante Delta foram induzidos de maneira fraca após uma única dose, e não se mantiveram durante o intervalo até a segunda dose”, apontaram os autores do estudo, que está sendo conduzido pela Universidade de Oxford. 

“Após duas doses da vacina, os níveis de anticorpos neutralizantes eram duas vezes maiores após o intervalo mais longo de doses se comparado com o intervalo mais curto.”

Os anticorpos neutralizantes são considerados importantes no papel de construir imunidade contra o coronavírus, mas não agem sozinhos, já que as células T também desempenham um papel. 

O estudo descobriu que os níveis gerais de células T eram 1,6 vez menor com um intervalo longo se comparados com o cronograma mais curto de entre 3 a 4 semanas, mas que uma proporção mais alta era de células T “ajudantes”, que fortalecem a memória imunológica.

Os autores enfatizaram que qualquer um dos intervalos produziu uma resposta forte de anticorpos e de células T no estudo feito com 503 profissionais de saúde. 

A bula do imunizante sugere que o intervalo entre as aplicações seja de 21 dias, mas Brasil, Reino Unido, Canadá, França e Alemanha optaram por ampliar esse período para 12 semanas. 

As descobertas, divulgadas em um estudo pre-print, suportam a visão de que embora uma segunda dose seja necessária para garantir a proteção total contra a variante Delta, o distanciamento de oito semana pode providenciar imunidade mais duradoura, mesmo se isso significar uma proteção menor a curto prazo. 

O Reino Unido a partir desta sexta-feira (23) recomenda um intervalo de dois meses entre as duas doses da vacina para que mais pessoas fiquem protegidas contra a variante Delta mais rapidamente, enquanto ainda maximiza as respostas imunológicas no longo prazo.

“A recomendação original de 12 semanas se baseava no conhecimento de outras vacinas, que frequentemente um intervalo mais longo dá ao sistema imunológico a chance de dar a resposta mais alta. A decisão de colocá-lo em oito semanas equilibra todas as questões mais amplas, os prós e os contras, duas doses é melhor do que uma no geral. Além disso, outros fatores precisam ser equilibrados, o suprimento de vacinas, o desejo de se abrir e assim por diante. Acho que oito semanas é o ponto ideal para mim, porque as pessoas querem receber as duas vacinas [doses] e há muito Delta por aí agora. Infelizmente, não consigo ver esse vírus desaparecendo, então você quer equilibrar isso com a obtenção da melhor proteção possível”, disse Susanna Dunachie, pesquisadora da Universidade de Oxfor e coordenadora do estudo.

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