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Medicina e Saúde

Mais de 130 computadores chegam ao Estado para incrementar o processo de imunização capixaba

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Em incentivo à modernização dos processos de trabalho na imunização capixaba, o Governo do Estado recebeu, na última sexta-feira (25), 137 novos computadores para melhorias nas estruturas da Rede de Frio Estadual, em especial, no cenário da Covid-19.

Os equipamentos serão distribuídos aos municípios, às Centrais estadual e regionais de Rede de Frio, à Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal e ao Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). O investimento para a aquisição faz parte do incentivo financeiro destinado aos Estados e ao Distrito Federal para a estruturação de unidades de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações e para Vigilância Epidemiológica. 

No Espírito Santo, em pactuação entre Estado e os 78 municípios capixabas por meio da Comissão Intergestora Bipartite (CIB) e publicado na Resolução Nº 06/2021, ficou definido os seguintes beneficiários:

A) Salas de vacinas dos municípios com mais de 100 mil habitantes;

B) Centrais de Rede de Frio municipais, regionais e estadual;

C) Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE);

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D) Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal.

Os computadores foram entregues à Secretaria da Saúde e serão doados aos locais definidos após finalização do processo de documentação entre os municípios. Além desse material, ficou definido também pela Resolução a aquisição de câmaras de refrigeração de 400 litros e de 1.500 litros, ar-condicionado e demais materiais que também serão entregues, ao final do processo, aos municípios definidos e às Centrais de Rede de Frio, ao CRIE e à Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal. 

Confira a tabela de distribuição por municípios e locais clicando aqui, na Resolução CIB N°06/2021.

Novos equipamentos para o CRIE

O Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) do Espírito Santo receberá cerca de 15 diferentes equipamentos com pouco mais de 60 itens novos para auxiliar e fortalecer o dia a dia do processo de trabalho.

A unidade, que conta agora com um novo espaço, localizado anexo ao Pronto-Socorro Drª Milena Gottardi, em Bento Ferreira, Vitória, é responsável por facilitar o acesso à população, em especial dos portadores de imunodeficiência congênita ou adquirida e de outras condições especiais de morbidade, ou exposição a situações de risco aos imunobiológicos especiais para a prevenção das doenças que são objeto do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

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Serão adquiridos e destinados exclusivamente ao Centro: câmara refrigeradora, freezer, no break, desfibrilador, maca, ventilador pulmonar para transporte, termômetro digital, termômetro a laser, data logger, mesas, cadeiras, biombo, gerador e ar-condicionado.

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Medicina e Saúde

Jovem fica curada de endometriose após gravidez; um caso sem explicação médica

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Giovana Santos convivia com a doença desde 2015 e também aguardava ser chamada para um tratamento contra a infertilidade quando descobriu a gestação

Uma jovem de 21 anos, moradora de Taubaté, região do Vale do Paraíba de São Paulo, foi totalmente curada da endometriose após uma gravidez não planejada. Foram anos sofrendo com a doença e, para ela, a cura ou uma gestação nunca pareceram realidades possíveis de atingir.

Giovana Santos tinha os sintomas da endometriose desde 2015, mas só recebeu o diagnóstico em meados de 2019, quando procurou um médico para entender o que poderia estar causando as fortes dores, desconfortos, ânsias de vômito e até desmaios que ela tinha durante o ciclo menstrual.

“Ele [o médico] me pediu alguns exames, e deu que eu estava com endometriose, cisto no ovário direito e estava com o volume do útero muito aumentado. Ele me disse que eu não poderia engravidar, que eu teria que fazer um tratamento e, mesmo assim, teria uma chance mínima de eu conseguir engravidar, porque meu útero estava muito fora do normal”, lembra a jovem.

Apesar de não ser um sonho naquele momento, Giovana perdeu um pouco as esperanças depois da notícia. A fim de tentar reverter a situação e possibilitar uma possível gestação no futuro, ela resolveu iniciar um tratamento para controlar a doença.

“Antes de eu fazer o tratamento [para poder engravidar] foram pedidos alguns exames e tinha que ficar na lista de espera. Entrava mês, saía mês, e eu ainda continuava na lista de espera. Quando deu um ano e nove meses de espera, eu descobri que estava grávida, em abril de 2021”, conta Giovana.

Depois de uma gravidez de alto risco, diversas ameaças de aborto, um deslocamento de placenta e idas incessantes ao hospital, a jovem conseguiu ter o bebê e, como ela diz, “pude ver meu milagre nos meus braços”.

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Logo após o nascimento da criança, que foi batizada de Antonella, Giovana decidiu refazer os exames para avaliar o quadro da endometriose e foi surpreendida.

“Quando a minha neném nasceu, eu retornei à médica e pedi novos exames para ver como ia ficar, e para fazer o tratamento para diminuir os sintomas da doença. Foram passados alguns exames e eu fiz um ultrassom, que mostrou que eu estava sem nada, meu útero já estava num tamanho normal, eu já não tinha mais cisto, nada que constou no primeiro exame tinha no segundo”, conta a jovem.

Exames mostram que problemas do passado haviam desaparecido

Giovana não teve a oportunidade de realizar todos os exames que queria para detalhar precisamente as causas de cada problema, mas o tamanho alterado do útero, por exemplo, de acordo com o membro da diretoria da SBE (Sociedade Brasileira de Endometriose) Patrick Bellelis, poderia ser um indício de adenomiose, uma “prima” da endometriose, que é caracterizada pela infiltração do endométrio nas paredes uterinas.

“São doenças que comumente podem estar juntas. Existem trabalhos mostrando que até 90% das pacientes com endometriose possuem algum grau de adenomiose”, afirma Bellelis. 

Os principais sintomas dessa condição são cólicas menstruais, dores pélvicas sem relação com a menstruação, dificuldade para engravidar e aumento do fluxo menstrual. Assim como a endometriose, a adenomiose prejudica uma tentativa de gravidez e não é curada do dia para a noite.

“A gravidez iria funcionar como um bloqueio hormonal durante o momento em que ela estivesse grávida e no puerpério, enquanto estivesse amamentando, mas a doença continuaria lá”, esclarece o médico.

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Independentemente da presença ou não da adenomiose, Bellelis alega que as chances de um quadro de endometriose se curar de forma natural são, em tese, nulas. 

“Espontaneamente, nenhuma [chance]. A endometriose não regride espontaneamente nem com medicações. Quando a gente trata quimicamente a doença, nós temos por objetivo a melhora da qualidade de vida daquela paciente, ou seja, diminuir as dores e tentar estabilizar a endometriose”, explica Bellelis.

E acrescenta: “De jeito nenhum [há uma explicação para a cura]. Na verdade, a gravidez funciona como ‘o uso de um anticoncepcional por nove meses’ — deixaria aquela endometriose ‘adormecida’, mas não curaria. De maneira alguma a gravidez é considerada a cura da endometriose”.

Mesmo sem explicações científicas, para Giovana a sensação é de alívio.

“Eu me senti liberta, porque era uma coisa que me prendia — todo mês ter que ir para o hospital tomar medicamento na veia e ter aquelas dores fortes. Depois da gestação, quando eu tive, novamente, o ciclo menstrual, eu não tive mais nenhum sintoma, nenhum sangramento fora do normal, não senti nada. Hoje, eu tenho uma vida normal.”

Segundo a jovem, sua filha, agora com 8 meses, está superbem, tranquila e é uma criança sorridente.

“Além de ela ser meu milagre, trouxe outro milagre na minha vida, que foi a cura”, comemora.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) caracteriza a endometriose como uma doença crônica que afeta cerca de 10% da população feminina brasileira.

“Apesar de ser considerada benigna, porque não é um câncer, a endometriose é uma doença de comportamento bastante agressivo e que pode comprometer muito a qualidade de vida das mulheres”, diz Bellelis. 

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Johnson & Johnson encerra venda de talco infantil após casos de câncer; Veja os riscos

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O pó é extraído da terra em camadas próximas às do amianto, um material conhecido por causar câncer

O famoso talco para bebês da Johnson & Johnson irá sumir das prateleiras dos mercados de todo o mundo em 2023. Em comunicado nessa sexta-feira (12), a empresa anuncia a descontinuação da fabricação e venda do produto, alvo de milhares de ações judiciais.

O pó à base de talco já não é vendido nos Estados Unidos e Canadá desde 2020. A J&J enfrenta milhares de processos de mulheres que relatam ter desenvolvido câncer de ovário após uso regular do produto, que contém amianto.

O pó é extraído da terra em camadas próximas às do amianto, um material conhecido por causar câncer. Em 2018, um júri da cidade de St. Louis (EUA) multou a Johnson & Johnson em US$ 4,7 bilhões, acusando a empresa de negligência por não alertar os consumidores sobre os possíveis riscos à saúde causados pelo produto.

Mesmo após decidir pelo encerramento de vendas, a empresa reafirma acreditar na segurança do talco. No comunicado desta sexta, a companhia disse que “a posição sobre a segurança do talco permanece inalterada”.

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“Estamos firmemente por trás das décadas de análises científicas independentes por especialistas médicos de todo o mundo que confirmam que o talco Johnson’s Baby Powder é seguro”, publicou.

Por que o amianto oferece riscos à saúde

O amianto é um mineral que está presente na natureza.

Uma variedade da substância, o amianto branco, é usada na indústria da construção civil nos países em desenvolvimento, mas é proibida na maioria dos países industrializados, devido aos riscos para a saúde.

O amianto é resistente ao calor e ao fogo. Além disso, o material é resistente e barato, por isso pode ser usado de diversas formas. Ele pode ser misturado ao cimento para fabricação de tetos e pisos. Também é utilizado em canos, tetos, freios de veículos, entre outros.

Fragmentos microscópicos de fibras de amianto são potencialmente perigosos quando inalados e podem provocar doenças respiratórias:

O amianto branco, conhecido como crisótilo, é a única forma de amianto usada hoje. A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que a variação também é associada ao mesotelioma e outros tipos de câncer, mas seus produtores dizem que a substância é segura se manejada com cuidado.

Alguns especialistas afirmam que o amianto branco traz menos risco à saúde do que os amiantos azul e marrom, mas mesmo empresas que vendem a substância dizem que os trabalhadores devem evitar inalar o ar com o produto.

A substância é amplamente produzida e usada no Brasil, apesar de alguns esforços isolados para se bani-la. O Brasil é o terceiro maior produtor e exportador de amianto, que é vendido para países como Colômbia e México. O país também é o quinto maior consumidor do produto.

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