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Segurança

Mais de 2 mil estabelecimentos são advertidos por não fecharem as portas no ES

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Somente na Grande Vitória, foram 180 estabelecimentos advertidos de forma verbal no domingo (21)

O decreto de fechamento total, que está em vigor desde a última quinta-feira (18) no Espírito Santo, dispõe regras para o funcionamento de todo o tipo de estabelecimentos. Bares e restaurantes, por exemplo, só podem funcionar no serviço de delivery. Já os supermercados e padarias, não podem abrir aos domingos.

Diante das regras, o Centro de Comando e Controle Covid-19 do Espírito Santo realiza, desde quinta-feira, fiscalizações em bares, restaurantes, comércio, supermercados, locais de cultos, praias, praças, parques, entre outros. Desde o início da operação, um total de 2.143 estabelecimentos foram advertidos verbalmente, notificados ou interditados de forma temporária.

Foram 1.909 advertências verbais aplicadas, sendo 407 somente no domingo (21). No total, 233 estabelecimentos foram notificados em todo o Espírito Santo, sendo a maior parte na Grande Vitória e no sul do estado. Em Dores do Rio Preto, um bar foi interditado temporariamente. Até o momento, não houve cassação de licença ou alvará, autuação ou multa e nem prisões registradas.

Na Grande Vitória, foram 180 estabelecimentos advertidos de forma verbal no domingo (21). No sul, foram 100 estabelecimentos; na região noroeste foram 81; na parte serrana do Espírito Santo, foram 29 advertências do tipo. Já na região norte, foram 17. O número de notificações realizadas foi de 25 na Grande Vitória, 10 na região norte, 4 no noroeste e no sul do Estado.

As fiscalizações são realizadas pelos efetivos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Guardas municipais, Procon Estadual, Vigilância Sanitária Estadual e municipal e agentes de postura municipais. Mais de 2.300 agentes de todos os órgãos trabalham na fiscalização em todo o Espírito Santo. 

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Segurança

Batalhão da PM em Barra de São Francisco recebe novo cão farejador para reativação da unidade K9

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A solenidade de entrega do novo cão farejador que passará a atuar no 11º Batalhão da PM em Barra de São Francisco foi realizada na sede da Companhia Independente de Operações com Cães (Cioc) na manhã desta quinta-feira (15), com a presença do comandante do CPO-E, coronel Pimenta, o comandante da CIOC, major Cardoso e o comandante-geral da PMES, coronel Caus.

Os condutores de cão farejador, subtenente Edi Carlos e o cabo Martins, acompanhados do major Jefeson subcomandante do 11º Batalhão receberam a cadela Kira. Hoje ela é uma das cadelas da PM-ES mais experientes em detecção de faro de drogas e armas e passará a integrar à unidade k9 do 11º Batalhão em substituição ao cão Jason, baixado por problemas de saúde no final do ano passado.

O Programa K9 consiste em uma estratégia de policiamento voltada ao uso do cão policial em operações para detecção de drogas e armas; atualmente 12 unidades operacionais da PM em todo o estado contam com os binômios treinados e especializados.

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Segurança

Pescador sai para catar caranguejo e é encontrado morto em Vitória

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José Mário de Araújo era um dos pescadores mais antigos do bairro Maria Ortiz, na capital

Morreu, aos 70 anos, um dos pescadores mais antigos do bairro Maria Ortiz, em Vitória. O senhor José Mário de Araújo saiu de casa, nesta quinta-feira (16), bem cedo para catar caranguejo. Era uma prática que ele realizava desde os sete anos de idade. Como não retornou cedo, os parentes ficaram preocupados. O corpo do pescador foi encontrado por volta das 19h, pelo Corpo de Bombeiros, em uma área do mangue que fica a cerca de 30 minutos da margem.

A família contou que José Mário tinha o hábito de sair para catar caranguejo e sempre voltava para o almoço. Por volta das nove horas da manhã, uma das filhas do aposentado ligou para saber se estava tudo bem. Esse foi o último contato da família com o pescador.

A família ficou preocupada com o sumiço do idoso, o neto da vítima contou que um tio, que também é pescador, foi ao manguezal para procurá-lo. “Ele saiu à procura e nada de encontrar. Encontrou o barquinho dele a meia hora de remo e a bolsinha boiando, só que a maré estava cheia, já estava entardecendo e ele estava sem lanterna. Meu tio voltou e acionamos os Bombeiros e 19h acharam o meu avô sem vida”, contou Pablo Fernandes dos Santos.

A família contou que o idoso era acostumado com o mangue. Começou na cata do caranguejo ainda menino e era um dos pescadores mais antigos da região. “Meu avô desde os sete anos de idade faz a prática da cata do caranguejo. Era o mais antigo da cidade, 63 anos na cata do caranguejo”, disse o neto.

Os familiares não sabem o que aconteceu com o idoso, mas acreditam que ele pode ter passado mal no barco. O pescador tinha completado 70 anos no início deste mês. No último domingo, a família se reuniu para celebrar a vida de José Mário. Na ocasião, o neto aproveitou para homenagear o avô.

“Ele fez aniversário no dia 05 de abril e fizemos um bolinho para família no domingo, sem nada de aglomeração. Eu fiz uma homenagem para o meu avô, agradecendo pelo homem que foi e a criação que ele deu para a família”, disse Pablo.

José Mário era pai, avô e bisavô. Sempre tirou o sustento da cata do caranguejo. Para a família, agora fica a admiração e a saudade. “O que vale é o legado que ele deixou para nós. Toda criação, honestidade. Então é isso que a gente tem que levar para a vida. É um sentimento de tristeza, mas a gente fica feliz pela forma que ele nos criou. Foi um homem de verdade”, declarou o neto.

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