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Mais de 200 pessoas têm contas de WhatsApp clonadas por dia no ES; saiba como se proteger

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Cibercriminosos estão se passando até por técnicos do Instituto Butantan no Espírito Santo para atrair vítimas e clonar contas

Os casos de clonagem de contas no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp estão cada vez mais comuns. Os golpistas também estão sempre inovando para aplicar as fraudes. Entre as mais recentes no Estado, está a promessa de agendamento para vacinação contra a covid-19, além de ligações com o envio de SMS de golpistas se passando por técnicos do Instituto Butantan, fabricante do imunizante Coronavac no Brasil.

Somente em 2020, foram 73.909 capixabas vítimas de clonagem do WhatsApp, o que resulta, em média, em mais de 200 golpes aplicados por dia. Os dados são de um levantamento realizado pelo dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe. Em todo o país, cerca de 5 milhões de pessoas caíram no “conto do vigário” virtual.

Os golpistas se aproveitam de um assunto em alta para chamar a atenção das vítimas. Uma das formas de abordagem funciona da seguinte maneira: alguém liga para o celular da vítima e pede dados pessoais para agendar a vacinação. Para isso, claro, pede para a pessoa confirmar os dados. É a oportunidade de os criminosos clonarem seus dados e o número do seu aplicativo de mensagens.

A situação fez com que o Ministério da Saúde realizasse um alerta: a pasta esclareceu que não liga e não envia SMS para que os cidadãos se cadastrem para tomar a vacina contra covid-19. As ligações do tipo são golpes com objetivo de clonar aplicativos de mensagem, alertou o ministério, que reiterou que não faz agendamento de vacinação, não solicita dados das pessoas nem envia quaisquer tipos de códigos para usuários do sistema de saúde.

O titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o delegado Breno Andrade, acredita que, só nos primeiros dois meses deste ano, um golpe virtual é realizado por dia no Estado envolvendo clonagem de WhatsApp. 

“Com certeza, deve haver muito mais. Mas esses casos são enumerados como estelionato. Sem contar o grande número de pessoas que não registram boletim de ocorrência”, afirma. Ele, inclusive, foi alvo de um golpe em março do ano passado, quando recebeu um suposto pacote extra de internet pelo aplicativo de mensagens.

O diretor do dfndr lab, Emilio Simoni, explica que os cibercriminosos criam perfis falsos nas redes sociais, se passando por empresas e simulando o visual e a linguagem das marcas originais, inventando promoções e pesquisas. “Os golpistas utilizam de engenharia social para ganhar a confiança da possível vítima e conseguir convencê-la a passar seu código PIN, com o qual o criminoso pode obter acesso a conta do WhatsApp indevidamente”, afirma.

Simoni destaca que com o acesso à conta da vítima, os criminosos observam as conversas para entender o comportamento e a forma de comunicação do usuário, iniciando conversas se passando pelo dono da conta.

 “O golpista também poderá ler tudo que a vítima compartilhou ou foi enviado para ela, como dados pessoais, informações sigilosas da empresa em que trabalha, fotos e documentos. Com esse conteúdo em mãos, abre-se um leque de opções para os cibercriminosos realizarem chantagens e aplicarem outros golpes com os dados da vítima”, explicou.

O delegado Andrade também aconselha sempre desconfiar quando ofertas vantajosas chegam pelo aplicativo de mensagens. “São casos envolvendo promoções e prêmios de viagens, de dinheiro, de voucher e desconto em restaurantes e em faturas de consumo. É ´preciso não clicar ou confirmar dados envolvendo SMS e checar com as empresas sobre a veracidade do que se recebe”, descreve.

O alerta se estende para que as pessoas fiquem atentas a avisos relacionados à vacinação de covid-19. “Essas quadrilhas sempre se aproveitam do assunto do momento e o tema da imunização agora passa a ser explorado. A dinâmica é sempre a de que a vítima forneça os próprios dados, voluntariamente, por meio de um assunto em alta”, desenvolve.

O QUE FAZER SE VOCÊ FOI VÍTIMA

Quem se tornar vítima da clonagem da conta deve tomar algumas atitudes imediatas. O diretor do dfndr lab sugere seguir orientações do próprio aplicativo. “O WhatsApp recomenda que o usuário apague o aplicativo do smartphone, faça o download novamente e tente entrar com seu número, como se estivesse tentando pela primeira vez. O usuário receberá um código de ativação por SMS, que deverá ser informado no aplicativo. Nesse momento, se alguém estiver logado na sua conta será automaticamente desconectado”, recomenda.

Ele ressalta que é importante comunicar o ocorrido ao aplicativo, enviando um e-mail para o suporte ([email protected]) relatando brevemente o que aconteceu e informar o número do celular junto com o código internacional brasileiro e DDD (+55 XX).

“Além disso, é importante avisar aos contatos o que aconteceu. É comum que cibercriminosos enviem mensagens aos familiares e amigos da vítima pedindo transferências bancárias ou depósitos de dinheiro. Isso evitará que eles caiam em possíveis golpes ou passem informações sigilosas. Também é importante solicitar para seus amigos que removam sua conta dos grupos, onde mais pessoas podem ser contatadas pelos criminosos”, destaca.

Registro de ocorrência

Breno Andrade reforça a importância de comunicar o fato para a polícia. O procedimento é que a v´ítima faça um boletim de ocorrência através da Delegacia Online. “Além do registro, é necessário que o caso seja bem detalhado. O cidadão, além de descrever, deve reunir os prints das conversas pois são a comprovação do crime. É importante guardar esse material”, reforça.

Para evitar futuros golpes, além da desconfiança, o delegado aconselha que se utilize os procedimentos de segurança disponíveis. “É preciso ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp. Assim, o aplicativo sempre irá verificar se é você mesmo se sua conta for acessada de um outro telefone”, indica. 

Até técnico do Butantan

Ainda na onda da vacinação contra a covid-19, no Estado houve relatos até de ligações de golpistas se passando por técnicos do Instituto Butantan, responsável pela fabricação do imunizante Coronavac no Brasil. O criminoso geralmente solicita informações para pesquisa da doença e oferece até kits de máscara e álcool em gel. 

Para confirmar o recebimento dos kits, ele pede para a vítima compartilhar um código de confirmação via SMS enviado pelo próprio fraudador. Se a vítima clica no link recebido, isso permite que o cibercriminoso clone a conta do aplicativo. O episódio aconteceu com um aposentado de 61 anos. 

“A pessoa se identificou como técnico do Butantan e fez várias perguntas. Instantes depois que eu passei o código de SMS que recebi, a minha conta de WhatsApp foi clonada. Depois eu soube que pediram dinheiro em meu nome. Foi uma dor de cabeça, mas a sorte é que eu agi rápido e consegui que o aplicativo desativasse a minha conta logo”, contou o morador da Praia do Canto, em Vitória, que preferiu não se identificar.  

Por meio de nota, o Instituto Butantan informou que não entra em contato por meio de ligações ou mensagens e nem faz a oferta dos supostos kits. Esclareceu, também, que informações e orientações podem ser acessadas por meio dos canais oficiais, como o site, por exemplo.

Evite os golpes

Dentre as dicas listadas pela dfndr lab para evitar a clonagem da conta do aplicativo, estão:

:: Instale uma solução de segurança em seu celular capaz de identificar tentativas de clonagem de WhatsApp, que alerta sempre que alguém tentar acessar o seu WhatsApp;

:: Ative a autenticação em dois fatores, dessa forma você poderá criar uma senha que será uma camada extra de segurança para sua conta de WhatsApp;

:: Procure pelo selo de verificação nos perfis das redes sociais das marcas e nunca passe informações pessoais e nenhum código que foi enviado para o seu celular; 

:: Não deixe o celular desbloqueado perto de pessoas desconhecidas, pois é possível que elas se conectem ao WhatsApp Web e tenham acesso às suas mensagens. Para verificar se alguém está acessando sua conta, clique nos três pontinhos no canto superior direito dentro do aplicativo e selecione “WhatsApp Web”. Se alguém estiver ativo, irá aparecer o nome do dispositivo no qual ele está conectado. Para sair basta clicar em “Desconectar de todos os aparelhos”.

Agendamento oficial

No Espírito Santo, o agendamento oficial para a vacinação do público-alvo é realizado por meio das prefeituras de cada município. Atualmente, grande parte dos municípios já realiza a vacinação dos idosos acima de 80 anos. Em Viana, a idade mínima atual é 78 anos.

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Justiça do CE concede liberdade a DJ Ivis após quatro meses de prisão

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Músico, que já teve alguns pedidos de habeas corpus negados pelo STF, foi indiciado após ter agredido a ex-mulher, Pamella Holanda

O TJ-CE (Tribunal de Justiça do Estado do Ceará) determinou a liberdade de Iverson de Souza Araújo, conhecido como DJ Ivis, na tarde desta sexta-feira (22). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do tribunal. Vale lembrar que o músico foi preso e indiciado pela Polícia Civil após ter agredido a ex-mulher, Pamella Holanda.

“A Vara Única da Comarca do Eusébio proferiu decisão de concessão de liberdade, no fim da tarde desta sexta-feira (22), a favor de Iverson de Souza Araújo”, informou o órgão.  O alvará de soltura foi expedido por volta de 22h. 

Relembre o caso

DJ Ivis foi indiciado pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE) pelos crimes de lesão corporal, ameaça e injúria. Tramita em paralelo outro inquérito contra o artista, aberto pela Delegacia da Mulher, em Fortaleza. Enquanto isso, Iverson de Souza Araújo permanece preso na unidade prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza.

A ida dele para a unidade prisional ocorreu após audiência de custódia, realizada em 16 de julho, na capital cearense. Anteriormente, Ivis estava encarcerado na Delegacia de Capturas e Polinter (Decap). Pamella alega ter sido vítima das agressões do ex-companheiro durante meses, e chegou a dizer que o esposo tentou estrangulá-la no banheiro.

 

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Auxílio Brasil: saiba quem tem direito a receber e como se inscrever

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Famílias já cadastradas no Bolsa Família serão migradas automaticamente. Quem estiver fora do benefício deverá se inscrever no CadÚnico

Anunciado na última quarta-feira (20), o programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, entra em vigor em novembro deste ano. De acordo com o Ministério da Cidadania, o novo benefício terá um aumento de quase 20% em relação aos valores atuais. O programa promete abranger cerca de 17 milhões de brasileiros. 

Ainda de acordo com o ministério, não haverá um cadastro específico para o programa. As famílias que já estão cadastradas no Bolsa Família serão migradas automaticamente. Já aquelas que ainda não têm esse direito, e atendem ao perfil dos beneficiários, deverão se inscrever pelo Cadastro Único (CadÚnico) ou manter esse cadastro atualizado.

Vale ressaltar que estar no CadÚnico não significa a entrada automática para receber o benefício. Entretanto, trata-se do primeiro passo para que a inscrição seja avaliada. 

Quem tem direito ao Auxílio Brasil: 

– Famílias em situação de pobreza: são aquelas que têm renda mensal entre R$ 89,01 e R$ 178,00 por pessoa. As famílias pobres podem participar do programa, desde que tenham, em sua composição, gestantes e crianças ou adolescentes entre 0 e 17 anos.

– Famílias em situação de extrema pobreza: atualmente, para receber o Bolsa Família são consideradas famílias extremamente pobres aquelas que têm renda mensal de até R$ 89,00 por pessoa.

Quem pode se inscrever no CadÚnico:

– Famílias com renda mensal de até R$ 550 por pessoa;

– Famílias com renda mensal total de até R$ 3.300;

– Famílias com renda maior que três salários mínimos, desde que o cadastramento esteja vinculado à inclusão em programas sociais nas três esferas do governo;

– Pessoas que moram sozinhas; 

– Pessoas que vivem em situação de rua (sozinhas ou com a família).

Onde se inscrever:

A pessoa ou a família deve procurar um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em seu município e solicitar o cadastro. Saiba como encontrar o CRAS mais próximo de sua casa

Como se inscrever:

– A pessoa responsável pela família deverá responder às perguntas do cadastro, deve morar na mesma casa e ter pelo menos 16 anos. 

– É necessário que ela leve CPF ou título de eleitor e também apresente pelo menos um dos seguintes documentos para cada pessoa da família: Certidão de Nascimento; Certidão de Casamento; CPF; Carteira de Identidade – RG; Carteira de Trabalho; Título de Eleitor; Registro Administrativo de Nascimento Indígena (somente se a pessoa for indígena).

– Os responsáveis por famílias indígenas ou quilombolas não precisam apresentar o CPF ou título de eleitor caso não tenham, mas devem levar outro documento de identificação entre os listados acima.

– Pessoas sem documentação ou registro civil podem se inscrever no Cadastro Único, mas não poderão ter acesso a programas sociais até que possuam a documentação necessária.

– Além da documentação, para facilitar a inscrição, é pedido que a responsável familiar leve um comprovante de endereço (água ou luz).

Após a inscrição:

A entrevista do Cadastro Único é a parte mais importante do atendimento do CRAS. Um entrevistador social, que é um funcionário da prefeitura, fará perguntas sobre vários aspectos da realidade da família: 

– Quem faz parte da família;

– Características do domicílio;

– Despesas;

– Se há pessoas com deficiência na família;

– Grau de escolaridade dos integrantes; 

– Características de trabalho e remuneração dos integrantes da família;

– Se a família é indígena ou quilombola.

Essa entrevista pode ser registrada em um formulário específico, em papel, ou no Sistema de Cadastro Único, diretamente no computador. 

Confirmação de cadastramento no CadÚnico:

Ao inserir os dados da família no Sistema de Cadastro Único pela primeira vez, o sistema fará checagens para verificar se as pessoas da família já possuem um NIS. Se não tiverem, será atribuído um NIS a elas.

O NIS é o Número de Identificação Social. Esse processo pode demorar até 48 horas e tem como objetivo garantir que cada pessoa cadastrada é única. Apenas pessoas que têm o NIS atribuído podem participar de programas sociais.

Aplicativo Meu CadÚnico:

O aplicativo, disponível nas versões Android e iOS, é a ferramenta para saber se a família está cadastrada ou não e se precisa atualizar o cadastro. 

Além do aplicativo, os cadastrados podem acessar suas informações por meio do site Meu CadÚnico.

Aqueles sem acesso à internet podem se informar pelo telefone 0800 707 2003, das 7h às 19h, em dias úteis, e das 10h às 16h, nos fins de semana e feriados.

Atualização cadastral:

Os beneficiários devem fazer a atualização cadastral do CadÚnico a cada dois anos no máximo, mesmo que não haja alterações de dados.

O governo recomenda ainda que a atualização cadastral seja contínua, sempre que houver alteração nas informações específicas da família, como composição familiar (nascimento, morte ou saída de alguém da casa), endereço, renda, documentação do responsável familiar ou mudança de escola das crianças e adolescentes.

Anualmente, o governo federal realiza a ação de revisão cadastral, no qual as famílias com dados desatualizados são chamadas para atualizar seus cadastros. Caso as famílias fiquem mais de quatro anos sem atualizar os dados, seus registros podem ser excluídos do Cadastro Único.

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