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Maradona defende Ronaldinho: ‘Não é delinquente; seu erro é ser ídolo’

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Ídolo argentino defendeu ex-atacante presso no Paraguai desde 6 de março, por uso de documentos adulterado: ‘É meu amigo e o apoio até o fim’

Atual técnico do Gimnasia La Plata, da Argentina, o ídolo Diego Armando Maradona está confinado em sua casa, em Buenos Aires, por conta da pandemia do novo coronavírus. Mas o craque não deixa de dar suas opiniões sobre o que acontece no mundo do futebol. Neste sábado, em entrevista ao jornal argentino El Día, comentou mais uma vez sobre a situação do brasileiro Ronaldinho Gaúcho, seu amigo, que está em prisão domiciliar em um hotel de Assunção, no Paraguai.

Maradona, admitindo estar triste com o ocorrido, fez questão de ressaltar que defenderá o ex-jogador até o fim. “Claro que fico triste. Não é um delinquente, ele só foi trabalhar. Seu erro é ser ídolo, parece… é meu amigo e o apoio até a morte”, afirmou sobre o amigo que foi detido depois da polícia local descobrir que ele e o irmão Roberto Assis portavam documentos com conteúdo falso para entrar no país.

Detidos desde o dia 6 de março no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão tiveram que desembolsar R$ 8,37 milhões como garantia para que pudessem deixar o presídio de Assunção, onde ficaram por mais de um mês. Desde então, a dupla está em prisão domiciliar em um hotel na região central da capital paraguaia.

A investigação tributária conduzida por autoridades paraguaias busca determinar em que contexto os documentos falsificados foram emitidos e qual o objetivo de seu uso no país, ambos tendo processado a sua própria documentação brasileira.

Na mesma entrevista, Maradona comentou sobre sua rotina em isolamento social e a relação com o Gimnasia La Plata, que antes da paralisação do futebol por conta da pandemia da covid-19 estava lutando contra o rebaixamento no Campeonato Argentino.

“Com o trabalho que estávamos fazendo, não tinha dúvidas que íamos sair da zona do descenso. Todavia, falta saber que medidas a AFA (Associação de Futebol Argentino) tomará. Nós, da comissão técnica, seguimos planejando com força para estarmos preparados para qualquer cenário possível”, declarou o treinador.

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Quem foi Yuji Ide, piloto banido da Fórmula 1 por deficiência técnica

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Japonês fez 4 GPs pela Super Aguri em 2006 e foi afastado para não colocar colegas em risco

Os erros e os acidentes cometidos pelo russo Nikita Mazepin, piloto da Haas em 2021, têm preocupado os fãs da Fórmula 1 e também toda a mídia especializada. Tudo bem que ele corre pela pior equipe da atualidade na categoria, mas a capacidade do piloto cometer erros é um dos destaques negativos destes dois primeiros GPs da temporada. A primeira corrida dele durou apenas três curvas e acabou no muro em Sakhir. E o desempenho de Mazepin me fez lembrar do caso ocorrido há 15 anos, justamente após uma corrida em Imola: o último piloto a ser banido da F1 por deficiência técnica.

A grande novidade para a temporada 2006 da Fórmula 1 era a estreia de uma equipe 100% japonesa. Comandada pelo ex-piloto Aguri Suzuki, que foi o primeiro piloto do Japão a subir ao pódio na categoria (GP do Japão de 1990, em terceiro), a Super Aguri era bancada pela Honda, que tinha sua equipe oficial na época, com o inglês Jenson Button e o brasileiro Rubens Barrichello de titulares. Mas a montadora queria dar chances para pilotos japoneses chegarem à F1. Era o papel da Super Aguri.

Takuma Sato, então com boa experiência de três temporadas completas na F1 (e posteriormente duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis), foi escolhido para liderar o time. Para a segunda vaga, a Honda foi olhar para o automobilismo interno do Japão. E escolheu um veterano piloto, na época com 30 anos, vice-campeão da Fórmula Nippon, a principal categoria de monopostos do país, em 2005: Yuji Ide. Só que a ideia já se revelava péssima na pré-temporada de 2006.

A primeira experiência de Yuji Ide com um carro de Fórmula 1, nos testes de 2006 em Barcelona — Foto: Bryn Lennon/Getty Images

Antes de seguir, uma contextualização: por ter definido sua estreia em cima da hora, a Super Aguri teve de apelar para um chassi antigo adaptado, o A23 da Arrows usado em 2002, mas equipado com o motor Honda atualizado. Ainda assim, o desempenho de Ide foi abaixo da crítica. Nos testes, andou sempre muito atrás do companheiro Sato – quase cinco segundos mais lento. A estreia oficial foi no GP do Barein, onde toda a dificuldade do japonês ficou exposta já nos treinos livres. Ele simplesmente não conseguia fazer as curvas corretamente e acelerava tardiamente, mesmo com um carro com controle de tração na época.

Um desastre total. Só não largou em último no Barein porque Kimi Raikkonen, então na McLaren, teve problemas. Na corrida, Ide adotou o lema devagar e sempre – vinha em último quando seu motor quebrou. Na segunda prova, o GP da Malásia, melhorou um pouco, ficou a 1s709 do tempo de Sato na classificação, e largou em 18º (David Coulthard, Rubens Barrichello, Felipe Massa e Ralf Schumacher foram punidos com dez posições no grid por troca de motor). Mas Sepang repetiu o enredo de Sakhir: Ide era o último até seu propulsor quebrar.

Yuji Ide em sua estreia na Fórmula 1 com a Super Aguri, no GP do Barein de 2006 — Foto: Divulgação/Bridgestone

O mau desempenho de Ide começou a atrair atenções negativas das equipes rivais e da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). E o desempenho na terceira prova do ano, na Austrália, só piorou a situação. Ide chegou a cometer três erros em uma mesma volta nos treinos livres. No Q1, a primeira parte da classificação, atrapalhou Rubens Barrichello, que foi eliminado, e ficou em último, a 3s385 de Sato. Pelo menos conseguiu completar a corrida, que teve três entradas do safety car, em 13º e último, a três voltas do vencedor Fernando Alonso, da Renault.

Pressionado, Ide foi para sua quarta corrida na Fórmula 1, o GP de San Marino, em Imola. Na classificação, uma evolução: ficou a apenas 1s673 de Sato. Mas estragou tudo na corrida, logo na primeira volta: na Variante Villeneuve, a quinta curva do circuito, tentou uma manobra desastrada e fez o holandês Christijan Albers, da Midland, capotar. Foi a pá de cal na carreira do japonês na Fórmula 1. A FIA repreendeu o piloto e, posteriormente, cassou sua superlicença. Ide perdeu a vaga para o francês Franck Montagny, e ficou como piloto de testes da Super Aguri.

Yuji Ide dá mais uma escapada em sua curta passagem pela F1, em 2006 — Foto: Getty Images

Depois do fiasco, Yuji Ide nunca mais voltou a pilotar um carro de Fórmula 1. Voltou para o Japão e retomou sua carreira no automobilismo doméstico. Correu na Fórmula Nippon e na Super GT, com resultados discretos – apenas uma vitória na categoria de turismo em Suzuka-2010. E o piloto japonês entrou para a história da F1 como um dos piores pilotos de todos os tempos, até hoje lembrado pelos fãs de automobilismo por suas barbeiragens em apenas 4 GPs disputados.

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Atlético-GO flerta com Michael e aguarda o aval do Flamengo

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Presidente do Dragão confirma interesse em contratar o atacante por empréstimo e afirma que liberação depende do técnico Rogério Ceni: “Aqui ele pode voltar a jogar em alto nível”

O Atlético-GO tem conversado com o Flamengo e intensificou nos últimos dias a tentativa de contratar o atacante Michael. De acordo com o presidente do Dragão, Adson Batista, há o interesse em fechar por empréstimo com o jogador de 25 anos, que não vem tendo muitos minutos em campo no clube carioca.

O ponto decisivo para viabilizar a transferência, afirma Adson, será o técnico Rogério Ceni. A diretoria do Flamengo, porém, afirma não estar disposta a emprestar Michael neste momento. O interesse do Dragão foi divulgado pelo jornal O Dia e confirmado pelo ge.

– Todo bom jogador interessa, e o Michel é um bom jogador. Há alguns dias tive uma conversa com o Flamengo e vai depender do Rogério Ceni. Se ele vai querer usar ou não o jogador. Nós temos o interesse.

– Nosso objetivo é que ele venha e aqui volte a jogar em alto nível. Que aqui ele consiga se recuperar – completa Adson, referindo-se à temporada discreta que Michael teve em 2020 após ser eleito a revelação do Campeonato Brasileiro de 2019.

Adson tem bom relacionamento com a diretoria do Flamengo e o empresário Eduardo Maluf — Foto: Paulo Marcos

Adson tem bom relacionamento com a diretoria do Flamengo e o empresário Eduardo Maluf.

O fato de Michael ter se destacado com a camisa do rival Goiás antes de se transferir para o Flamengo não preocupa o presidente do Atlético-GO. Segundo ele, o próprio jogador também já teria sinalizado positivamente com a possibilidade de empréstimo ao Dragão.

– O empresário do jogador (Eduardo Maluf) nos conhece, respeita muito o Atlético-GO, e o jogador já manifestou que não teria problema nenhum. A questão é mesmo se o Rogério Ceni e os diretores do Flamengo possam ver isso com bons olhos e aceitem essa liberação – disse o dirigente rubro-negro à Rádio Sagres.

Não ao mundo árabe

O que pode dificultar o sonho do Atlético-GO é o desejo do Flamengo de recuperar pelo menos parte do investimento feito em Michael. Em janeiro, o clube carioca recusou oferta de R$ 8 milhões pelo atacante. A negociação seria por empréstimo de apenas seis meses. Na ocasião, porém, diretoria e jogador entenderam que ele poderia ajudar na reta final da campanha que resultou no título do Brasileirão.

Michael foi comprado pelo Flamengo junto ao Goiás em janeiro de 2020 por 7,5 milhões de euros. O pagamento foi dividido em três parcelas de 2,5 milhões de euros, mas as duas últimas precisaram ser renegociadas por conta de dificuldades econômicas impostas pela pandemia. O Goiás ainda tem cerca de 2,2 milhões de euros a receber.

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