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Mariano se apresenta no Atlético-MG e define estilo para encaixar no time: “O meu forte é atacar”

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Lateral retorna ao Galo após 12 anos, para reencontrar treinador argentino: “Eu falei para ele: ‘A hora que o senhor me chamar e for possível, irei para trabalharmos juntos novamente'”

Depois de quase uma década no futebol europeu, o lateral-direito Mariano retorna ao futebol brasileiro para dois reencontros. Irá trabalhar novamente com o técnico Jorge Sampaoli, e justamente no Atlético-MG, onde saiu demitido em 2008. Mas, se os 12 anos ajudaram a minimizar a indisciplina do passado, o tempo não mudou o estilo de jogo do lateral. Na Europa, ele aprendeu a defender, mas segue com o jogo ofensivo sendo o ponto forte.

Mariano assina com o Atlético até dezembro de 2022, ficando uma semana sem treinos entre a despedida do Galatasaray (onde o contrato se encerrou) e a chegada ao Brasil. Ainda precisará de um tempo de condicionamento físico, além de ter o nome no BID. Muito provavelmente, não será convocado para o jogo contra o América-MG, nesta quarta-feira. Diante da possível saída de Guga – com proposta do Spartak Moscou -, Mariano chega para ser titular da posição, ainda que deixe a briga em aberto.

– Há laterais muito bons, não à toa estão aqui. Chego para brigar com eles, terei de fazer o meu melhor, treinar bastante. Não tem vaga certa aqui, não tem titular. Não só aqui, mas em todos os clubes. Creio que os laterais que aqui estão tem essa consciência, no futebol é assim. Não pode dar mole que pode chegar outro, ou você acha que está bem e fica acomodado. Vim para ajudar o Atlético a ser campeão.

Velho conhecido de Jorge Sampaoli, com quem trabalhou durante uma temporada no Sevilla (em 2017), Mariano falou sobre o contato próximo que tem com o argentino, tendo trocado mensagens após o vice-campeonato brasileiro do treinador no Santos, em 2019. Sabedor do estilo de jogo do comandante, Mariano elogiou a filosofia e a maneira como Sampaoli conduz os trabalhos.

– Temos que nos adaptar ao estilo de jogo dele. Como já trabalhamos juntos, tenho facilidade de entender mais facilmente o trabalho dele. Vi os últimos jogos do Atlético, acompanhei oj jogo contra o América. Era o estilo que ele fazia no Sevilla. Tivemos que nos adaptar o mais rápido possível. Estilo de jogo mais pegado, agressivo, que necessita estar bem fisicamente.

Lateral Mariano, do Atlético-MG — Foto: Reprodução/TV Galo

“Aprendi muito”

A volta de Mariano ao Atlético-MG tem dois pontos principais de explicação. O primeiro é óbvio e está no fato de trabalhar novamente com Jorge Sampaoli. O técnico argentino, inclusive, sabia que o contrato do jogador na Turquia iria acabar e já fazia sondagens ao lateral. Outro motivo foi a vontade da família em regressar ao Brasil. Mas também há um terceiro elemento, que é apagar a saída do Galo em 2008.

– São 12 anos. Não vou falar que eu esqueci, porque aprendi muito com o que aconteceu em 2008. Depois do que aconteceu, provei não só para mim, mas para muitas pessoas… Claro, principalmente para mim, que eu poderia fazer muito melhor do que eu fiz de errado e passar por cima de tudo aquilo. São 12 anos. Se você olhar, depois desse fato, a minha carreira foi crescendo.

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Entregador de pizza na pandemia, capixaba Esquiva Falcão admite dificuldade

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Com cartel invicto no boxe profissional, lutador precisou de complemento de renda na pandemia: ‘Tive de me reinventar’

Esquiva Falcão é medalhista olímpico e possui uma carreira invicta no boxe profissional, com 28 vitórias consecutivas, sendo 20 delas por nocaute. Isso, porém, não livra o boxeador de lutar contra dificuldades financeiras.

No início de abril, uma postagem do atleta chamou atenção nas redes sociais, com ele anunciando que, para ajudar o restaurante de mini pizzas administrada por sua mulher, no Espírito Santo, ele seria o entregador. Rapidamente a foto viralizou, com muitos se questionando se Esquiva estava realmente passando necessidades.

A verdade é que sim. Até mesmo um atleta com uma carreira de sucesso, medalha de prata nos Jogos Olímpicos Londres 2012, não possui estrutura para desenvolver a sua carreira. Ainda mais em um momento de pandemia.

“Minha esposa criou a empresa de mini pizzas e eu sou o entregador. E quando eu divulguei, isso emocionou muitas pessoas nas redes sociais. Foi uma história de superação, de garra. Durante a pandemia, muita gente que estava acostumado a fazer uma coisa, não podia mais fazer. Aconteceu exatamente isso comigo. Eu passei a vida toda dentro do boxe. E tive que me reinventar. E precisei disso para completar a renda, já que eu estou sem luta. Começaram a aparecer dívidas e eu percebi que meu dinheiro não ia dar”, explicou o boxeador, em entrevista ao Portal R7.

Esquiva detalhou que o coronavírus atrapalhou bastante a sua carreira, com ele ficando praticamente um ano parado: “Eu ia fazer uma luta na China valendo o cinturão e, como a pandemia começou lá, foi cancelada. Então eu fiquei o ano inteiro no Brasil e fiz apenas duas lutas, contra adversários mais fracos, que nem estavam ranqueados. Eu não tenho um salário. Vivo da bolsa das lutas. Se eu luto, ganho um valor, que tenho que ir administrando durante meses para poder pagar minhas dívidas. E, se eu não lutar, não recebo nada.”

Aos 31 anos e sonhando com o cinturão mundial de boxe entre os médios, Esquiva tem as lutas nas “veias”. Isso tudo graças a seu pai, Touro Moreno: “Eu venho de uma família que a luta está no sangue. Meu pai lutou MMA, vale-tudo. Meu irmão Yamaguchi também é medalhista olímpico. Tenho também um sobrindo que está disputando o Mundial de Boxe. É uma família de campeões. E isso é tudo graças ao meu pai. Hoje ele tem 83 anos, mas continua competindo.”

E se atualmente ele não pode fazer o que mais gosta, ao menos a visibilidade das redes sociais o ajudou a conseguir algum tipo de apoio.

“A campanha emocionou muita gente, até mesmo quem não era fã. E muita gente não acreditava. Um medalhista olímpico entregando pizza. Isso atraiu parceiros. Eu consegui uma parceria com a Honda, que me deu uma moto para poder entregar as pizzas, para facilitar o meu trabalho. Chegou também até o Lucas, que é filho do Luciano, dono da Havan. Eu fechei um patrocínio bom, que vai me ajudar a focar nos treinamentos, vai ajudar as mini pizzas da minha esposa, vai ajudar a gente contratar outro motoboy para ajudar nas entregas. O Brasil inteiro quer o cinturão, então como não apoiar o atleta a conquistá-lo? Não é só falar. Tem que apoiar”, ressaltou o vice-campeão olímpico.

Apesar de comemorar o patrocínio, Esquiva sabe que a carreira no boxe não será para sempre e acredita que o empreendimento da esposa pode render um bom futuro para a família: “Eu não vou parar, vou continuar ajudando. Quando encerrar a carreira no boxe, posso trabalhar na pizzaria da minha esposa. Já é um plano para o futuro”, garantiu ele, antes de mandar um recado: “E para quem quiser mini pizza, é só pedir que eu vou pessoalmente entregar.”

A prata que vale ouro

Esquiva foi um dos grandes nomes do Brasil nas Olimpíadas de 2012. Ao longo da campanha, ele derrotou Soltan Migitinov, do Azerbaijão, Zoltán Harcsa, da Hungria, Anthony Ogogo, da Grã-Bretanha e, na final, foi derrotado pelo japonês Ryoto Murata em uma decisão bastante polêmica.

O brasileiro perdeu por apenas um ponto devido a uma punição no último round, que o tirou dois pontos. Terminou com a medalha de prata, o melhor resultado de um brasileiro no boxe olímpico em todos os tempos, até Robson Conceição conquistar o ouro olímpico na Rio 2016.

O que para muitos poderia ser motivo para reclamação, para Esquiva é um orgulho. “Isso não tira mais meu sono. E engraçado que há males que vem para o bem. Eu ganhei a medalha de prata, que pode ter sido roubada, com muita polêmica, mas em qualquer lugar que eu vou, as pessoas lembram. Todo mundo fala que eu merecia o ouro. Então, talvez se eu tivesse conquistado o ouro, as pessoas não lembrariam. Para mim, a medalha que eu tenho vale ouro. E para mim representa muito.”

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Governo do ES negocia com setor de academias para flexibilizar regras de funcionamento

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De acordo com a secretária de Turismo, Lenise Loureiro, as normas de funcionamento estão em constante aperfeiçoamento e podem passar por adaptações nas cidades de risco alto para a covid

As academias de ginástica e musculação podem voltar a funcionar na próxima semana caso os municípios da Grande Vitória deixem o risco extremo de classificação para a covid-19. Atualmente, nos municípios com risco alto para a doença, o funcionamento é permitido, mas com algumas restrições.

Em entrevista à Pan News Vitória, a secretária de Estado de Turismo, Lenise Loureiro, destacou que o governo está conversando com o setor de academias para definir novas regras de funcionamento e flexibilização para as cidades classificadas em risco alto para a covid-19, patamar logo abaixo do risco extremo.

“Semana que vem, com a expectativa de queda de casos, mais municípios serão classificados como risco alto e, então, teremos grande possibilidade do retorno dessas atividades. No risco alto, o atendimento nas academias é possível com a capacidade de um aluno por 15 metros de área”, disse.

Nos municípios com risco alto, as atividades aeróbicas estão proibidas. Mas é permitido treinos de musculação com limite de 20 pessoas por horário de agendamento, respeitando o distanciamento de um aluno por 15m². 

De acordo com a secretária, como as regras estão em constante aperfeiçoamento, elas podem passar por adaptações também para o setor de academias.

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