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Medicina e Saúde

Máscaras duplas ou apertadas reforçam proteção, diz estudo

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Sobreposição bloqueia até 92,3% dos aerossóis expelidos pela tosse de uma pessoa contaminada com covid-19

Usar duas máscaras sobrepostas ou uma máscara cirúrgica justa oferece proteção aprimorada contra a propagação do coronavírus pelo ar, de acordo com um estudo das autoridades de saúde dos EUA publicado na quarta-feira (10).

A máscara reduz significativamente a exalação de pequenas gotículas por pessoas infectadas e reduz a exposição a essas partículas para pessoas não contaminadas, lembra o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) neste estudo. Mas as de pano e as máscaras cirúrgicas tendem a ficar mais soltas do que a KN95 (ou FFP2), aumentando o risco de escape de ar pelas laterais.

Em janeiro, o CDC realizou simulações de laboratório para testar a redução de vazamentos com uma máscara de tecido sobreposta a uma máscara cirúrgica e, em seguida, uma máscara cirúrgica com elásticos amarrados perto das bordas que se dobravam para dentro.

Enquanto a máscara sem nós e a máscara de tecido bloquearam apenas 42% e 44,3%, respectivamente dos aerossóis expelidos pela tosse, a combinação de ambas aumentou a proporção para 92,5%.

Em outro experimento, verificou-se que a exposição a uma pessoa infectada que não usa máscara é reduzida em 83% com uma máscara dupla e em 64,5% com uma máscara facial ou de plástico, ou com um protetor de nylon sobre uma máscara cirúrgica.

“Isso significa que essas máscaras funcionam e que funcionam melhor quando são ajustadas e usadas corretamente”, afirmou Rochelle Walensky, diretora do CDC, durante uma coletiva de imprensa.

O CDC atualizará suas informações públicas sobre máscaras com essas novas opções.

Em um momento em que novas variantes mais contagiosas do coronavírus estão se espalhando pelos Estados Unidos, esses experimentos vêm para apoiar estudos anteriores sobre a necessidade de usar máscaras de melhor qualidade ou sobrepostas, respeitando padrões mais rígidos.

A comunidade científica concorda que o vírus se espalha principalmente pelo ar e há evidências crescentes de que quando alguém fala ou respira, eles projetam gotículas muito finas que podem viajar até vários metros.

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Medicina e Saúde

ES recebe lote a mais da Coronavac e fica perto de zerar fila de espera pela 2ª dose

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Dois voos, um na madrugada e outro na manhã desta sexta-feira, trouxeram os imunizantes. Mais de 80 mil capixabas ficaram com a segunda dose atrasada

O Espírito Santo recebeu uma nova remessa de vacinas da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. O ministério da Saúde enviou 65.200 doses do imunizante – quantitativo maior do que o esperado pela Sesa – que deverá ser aplicado no grupo que aguarda a aplicação da segunda dose.

Na madrugada desta sexta-feira, chegaram 43.800 doses. Já durante esta manhã, por volta das 10h15, um novo voo trouxe mais 21.400 doses da Coronavac. Com as duas remessas, o Estado recebeu um total de 65.200 vacinas do Instituto Butantan. 

O quantitativo se aproxima do total de doses necessárias divulgadas pela Secretaria de Saúde para finalizar a vacinação da população que aguarda há mais de 28 dias a aplicação da segunda dose. Na última semana, o Estado também recebeu 20 mil doses da vacina. 

Com a soma dos lotes, o Estado fica perto de zerar a fila de espera pelo imunizantes, já que 87 mil pessoas, dos grupos de 70 a 74 anos, 65 a 69 anos e trabalhadores da saúde, aguardavam para concluir o esquema de vacinação.

Mais doses de Astrazeneca

Na mesma remessa que chegou ao Estado durante a madrugada, o Ministério da Saúde também enviou doses da vacina Covishield (Oxford/Fiocruz). O novo lote, com 52.250 doses, será aplicado na continuidade da vacinação do grupo de forças de segurança e salvamento, dos trabalhadores da educação e do grupo de comorbidades, com exceção da administração deste imunizante em grávidas. 

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Medicina e Saúde

Covid-19 pode ser mais grave do que efeitos colaterais da vacina em grávidas

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Eles recomendam que as gestantes tomem o imunizante, mesmo que, em nenhum deles, a bula recomende o uso nesse grupo

Registros de efeitos adversos levaram Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a recomendar, nesta terça-feira (11), a suspensão da aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca em gestantes. A agência destacou ainda que a bula não recomenda o uso do imunizante durante a gestação.

Com a recomendação da Anvisa, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) decidiu suspender a vacinação em grávidas com a vacina da AstraZeneca em todas as cidades do Espírito Santo. A Sesa, no entanto, anunciou que esse grupo agora será imunizado com as vacinas da Pfizer, que, a princípio, seriam destinadas apenas para a cidade de Vitória.

Mesmo com a possibilidade de reações adversas causadas pela vacina nas gestantes, especialistas recomendam que essas mulheres devem tomar o imunizante, já que, segundo eles, a covid-19 pode ser mais grave do que os possíveis efeitos colaterais.

“Se nós formos olhar, em nenhuma das vacinas autorizadas no Brasil está escrito em bulas que ela pode ser usada em gestante. Na verdade, agora está sendo testado o uso das vacinas durante a gestação. O benefício de se vacinar a paciente gestante, para que ela não agrave e que não necessite, por exemplo, de um leito de UTI, é muito mais importante frente às coisas que se espera que a vacina poderia provocar numa grávida”, destacou o ginecologista e obstetra Fernando Guedes da Cunha.

O médico ressaltou ainda que algumas reações são esperadas nos dois primeiros dias após a vacinação. “A gestante que já tomou a primeira dose da vacina deve ter um sinal de alerta nas primeiras 48 horas. É comum que essa gestante sinta dor no corpo, que ela tenha febre baixa, de 38 graus. Isso são reações esperadas da vacina. O que a gente deve se preocupar? Às vezes com dor localizada nos membros inferiores, vermelhidão aguda, de uma hora para outra aparece uma vermelhidão. Isso deve ser avisado. Após as 48 horas da vacinação, é provável que os sintomas não apareçam”.

Já a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e doutora em epidemiologia, Ethel Maciel, afirma que casos graves de reação às vacinas são raros diante da quantidade de pessoas já imunizadas. Ethel também reforça a importância delas para o combate à covid-19, mesmo entre as gestantes.

“Esse é o primeiro evento adverso que nós temos. Então é preciso analisar entre risco e benefício, para a Anvisa liberar novamente para esse grupo. Hoje é muito importante as gestantes tomarem a vacina, porque a gente está sob muito risco. O vírus está circulando de forma muito acelerada”, frisou.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin, a Sesa agora aguarda orientações do Ministério da Saúde para saber se as gestantes devem ou não tomar a segunda dose da mesma vacina.

“A maioria delas vai tomar a vacina em julho, não é imediatamente. Até lá, a gente acredita que a própria Anvisa terá finalizado a avaliação dessa situação que ocorreu e nos indicar a continuidade da vacina”, disse Reblin.

Fonte: Folha Vitória.

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