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Medicina e Saúde

Máscaras liberadas no ES: veja regras para ônibus, escolas, igrejas e comércio

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A portaria que revoga todas as regras anteriores que obrigavam o uso da máscara e do passaporte vacinal foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (07)

O uso de máscaras deixou de ser obrigatório no Espírito Santo desde esta quarta-feira (06), quando um anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande. Nesta quinta-feira (07), uma publicação no Diário Oficial do Estado revoga todas as portarias que exigiam uso de máscaras e passaporte vacinal.

Além disso, uma nova portaria manteve a obrigatoriedade do uso das máscaras em duas situações:

I) unidades assistenciais de saúde;
II) Instituições de Longa Permanência para Idosos.

Durante o pronunciamento, Casagrande retirou a própria máscara ao falar sobre o fim da obrigatoriedade. No entanto, após dois anos usando a proteção contra o coronavírus, muitos se perguntam se a medida vale para todos os estabelecimentos, escolas, supermercados, igrejas e ônibus.

Na coletiva, o chefe do Executivo estadual afirmou que, na prática,não é mais obrigatório o uso do acessório no transporte público, em escolas, igrejas e também em grandes eventos — como o desfile das escolas de samba do Carnaval de Vitória, marcado para começar nesta quinta-feira, no Sambão do Povo.

Nos shoppings do estado, a nova orientação já está sendo seguida e pessoas já estão podendo ingressar nos centros comerciais sem o equipamento de segurança, segundo o coordenador estadual da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Raphael Brotto, que também é diretor-geral do Shopping Vitória.

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“A gente esperava que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde, mas, de certa forma, fomos pegos de surpresa hoje à tarde com esse anúncio. Então cada shopping está tratando da sua forma sobre a liberação do uso de máscara. No Shopping Vitória, assim que saiu o anúncio do governador, eu já determinei que não precisava mais exigir que o cliente usasse máscara”.

Além das máscaras, também deixa de ser obrigatória a apresentação do passaporte vacinal para acessar estabelecimentos como lojas, shoppings e restaurantes.

Casagrande explicou que a decisão foi tomada a partir da diminuição do número de casos, internações e de mortes. Até o momento, abril registra um óbito por covid. Os números da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicam que há 27 leitos ocupados por pacientes com covid.

Março teve 8.600 casos confirmados de covid-19

Os casos da doença que, em março chegaram a 8.600, estão em 273 até o momento. Além disso, a taxa de transmissão está em 0,2 (para cada 100 pessoas, duas são positivas para a doença), sendo a menor desde março.

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“Com base nisso, estamos, a partir deste momento, mudando a forma de gestão da pandemia. Nós não teremos mais, a partir de hoje, o uso da matriz de risco. A pandemia continua. Só a Organização Mundial da Saúde (OMS) pode tirar essa classificação. Agora mudamos o modelo de gestão. A pandemia será cuidada e gerenciada como um outro assunto da área de saúde pública do Espírito Santo, sem as medidas qualificadas. Nesse novo momento, não precisaremos usar máscaras. Estamos desobrigando o uso de máscaras”, reforçou.

Máscaras continuam recomendadas para idosos

O governador enfatizou que, mesmo com o fim da obrigatoriedade, as máscaras continuam recomendadas para algumas pessoas em casos especiais. Ele citou os profissionais da Saúde, idosos acima de 60 anos e também quem tem sintomas gripais.

“Pessoas com sintomas, usem máscaras. Isso pra nós é um passo importante. Também é bom considerar que, tudo aquilo que fizemos, conseguimos salvar muitas vidas”.

A obrigação de usar máscara foi publicada em Diário Oficial em 8 de maio de 2020. 

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Covid-19: com casos em alta, procura por autotestes cresce na Grande Vitória

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Nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128% no Espírito Santo

O Espírito Santo vive uma nova onda da covid-19, com número de novos casos em alta. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), nos últimos 14 dias, o aumento no número de pessoas infectadas foi de quase 128%.

Com mais pessoas com sintomas ou com contato com pacientes que testaram positivo para a covid-19, a procura por autotestes também tem aumentado. A venda desta modalidade de teste para identificar a presença do coronavírus começou em março, mas farmácias da Grande Vitória começaram a registrar um aumento de vendas nos últimos dias.

Um levantamento realizado pela reportagem do Folha Vitória constatou que a procura pelo autoteste cresceu na última semana, quando o número de novos casos registrados chegou a cinco mil por dia. O autoteste é encontrado por cerca de R$ 70. 

Em uma farmácia da Rede Drogasil, em Cariacica, eram vendidos, em média, dois testes por dia há cerca de duas semanas. Nos últimos dias, a média de venda diária saltou para dez por dia.

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Na Serra, uma drogaria da Rede Farmes também registrou aumento. Segundo os funcionários, o teste para covid-19 é realizado de forma gratuita no Terminal de Laranjeiras, que fica próximo ao estabelecimento, mas por conta da fila, muitas pessoas preferem comprar o autoteste.

Em uma farmácia da rede Santa Lúcia, em Vitória, a busca pelo autoteste também cresceu. De acordo com os funcionários, a procura é maior durante os fins de semana. No último, foram vendidos cerca de oito testes por dia.

A situação se repete em Vila Velha. Uma farmácia da Rede Pacheco vendeu 60 testes somente entre sexta-feira (01) e domingo (03). No mês de junho inteiro, foram vendidos 32 testes.

Como usar o autoteste do covid-19?

O exame, segundo especialistas, é simples de ser utilizado. Ele se assemelha com o teste rápido de antígeno da farmácia, em que é recolhida uma amostra de secreção nasal ou saliva por meio de um swab — semelhante a uma haste com algodão na ponta. No teste das farmácias, é necessário auxílio de um profissional de saúde.

Já no autoteste, a pessoa pode fazer o exame sozinha em casa, sem a necessidade da presença de um profissional de saúde. A recomendação é que seja feito entre o primeiro e sétimo dia de sintomas. Por isso, é preciso ter muita atenção.

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Como cada fabricante apresenta uma maneira diferente de condução, é fundamental ler a bula com calma. Ao seguir o passo a passo, você evita o risco de fazer o teste de maneira errada e ter um resultado impreciso. 

Com o kit em mãos, é feita a coleta da secreção da boca ou do nariz com um cotonete. Logo em seguida, a haste é introduzida em um recipiente com um líquido químico para a testagem.

Depois, é preciso pingar algumas gotas desse líquido no campo de teste (uma plaquinha retangular) e esperar de 30 a 40 minutos até que o resultado apareça. Caso surjam duas linhas, o teste indica que o paciente positivou para a covid-19.

Quais sintomas podem indicar que estou com covid-19?

O autoteste é recomendado para pessoas com sintomas que apontem para a covid-19. Entre eles:

– Dor de garganta;
– Febre;
– Cansaço;
– Dores no corpo;
– Tosse;
– Perda do paladar ou olfato.

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Beber álcool corta o efeito do remédio: verdade ou mito?

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Tudo depende de onde o medicamento é metabolizado, afirma especialista

Atire a primeira pedra aquele que nunca pensou em curtir um happy hour com os amigos depois de uma semana cansativa de trabalho. Para os que tomam remédios controlados ou até mesmo em casos eventuais, no entanto, há a preocupação de a ingestão de álcool interferir diretamente nos efeitos dos medicamentos no organismo. Mas, afinal, existe mesmo essa relação?

Segundo a psicóloga e nutricionista Thais Araújo, tudo depende de onde o medicamento é metabolizado. Se for no fígado, a possibilidade de ele não surtir efeito é grande.

— O álcool é metabolizado na enzima hepática, a mesma que metaboliza alguns remédios. Nesses casos, a pessoa tende a sofrer com os efeitos colaterais, porque é como se o fígado ficasse “ocupado” com outra substância, não dando espaço para o medicamento agir — explica a especialista.

— Os antidepressivos misturados às bebidas alcoólicas não vão ter a ação esperada. O álcool é um depressor do sistema nervoso central, então vai piorar o quadro de depressão — avisa Thais.

Para Rafael Cangemi, especialista em medicina de família e comunidade, a discussão sobre o álcool vai além das interferências sobre um medicamento. Deve-se considerar os danos que essa substância pode causar no organismo se ingerida em excesso. Entre eles, comprometimento do fígado, órgão responsável pela produção de bile, substância fundamental para a digestão da gordura e detox do corpo.

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