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Internacional

Médicos alertam para riscos de desafio que viralizou nos EUA

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Brincadeira perigosa consiste em caminhar sobre uma pirâmide formada por caixas de plástico e costuma terminar com uma queda

Médicos alertaram para os riscos do “desafio da caixa de leite”, que viralizou nos Estados Unidos.

A brincadeira perigosa consiste em caminhar sobre uma pirâmide formada por caixas de plástico para transportar galões de leite.

Centenas de vídeos foram publicados nos últimos dias no Twitter, Instagram e Tik Tok acompanhados da hashtag #milkcratechallenge, nos quais homens e mulheres tentam subir e descer uma escada formada por caixas instáveis.

A maioria acaba caindo, ao som dos gritos daqueles que filmam as tentativas.

“Você corre o risco de cair e bater com a cabeça, quebrar o pescoço e ficar paralisado. Pode quebrar o pulso”, afirmou no Facebook Chad Cannon, médico do sistema de saúde da Universidade do Kansas.

“Com as hospitalizações por covid-19 aumentando no país, verifique se o hospital mais próximo tem leitos disponíveis antes de tentar o #milkcratechallenge”, tuitou o Departamento de Saúde da cidade de Baltimore.

A hashtag foi removida do TikTok. No Twitter e Instagram, centenas de vídeos circulavam mostrando as quedas. “Acho que é apenas algo bobo que as pessoas estão fazendo porque parece estúpido”, comentou Chad Cannon.

Outros recorreram às redes sociais para ironizar o desafio. “Você vai tentar o desafio, mas não vai se vacinar. Entendi”, publicou o astro de “Jornada nas Estrelas” George Takei na quarta-feira (25). Apenas metade da população americana se vacinou contra a covid, apesar de o imunizante estar disponível ampla e gratuitamente.

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Internacional

Candidato à presidência da França quer proibir a Nutella

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Jen-Luc Melenchon afirma que o doce italiano de chocolate e avelãs “não é saudável para as crianças”

Muito está em jogo na próxima eleição presidencial francesa, marcada para abril de 2022. O pleito pode consagrar Emmanuel Macron, caso reeleito, como principal nome da política europeia após a aposentadoria da alemã Angela Merkel. Temas como desenvolvimento verde, imigração e segurança nacional devem dar o tom dos próximos meses. Mas um dos principais nomes na disputa escolheu um alvo inusitado em sua campanha: a Nutella.

O doce italiano de chocolate e avelãs fabricado pela gigante Ferrero virou alvo do deputado Jean-Luc Mélenchon, experiente político que concorre pela terceira vez ao Palácio do Eliseu. Em 2017, o candidato, que tem como bandeira a redução da jornada de trabalho e a ampliação de programas de seguridade social, levou 19,6% dos votos.

Seu programa para as eleições de 2022 será revelado apenas em 16 de outubro, mas o jornal La Depeche adiantou que “insegurança alimentar” deve ser uma das bandeiras. Segundo Mélenchon, a Nutella “não é boa para as crianças, não é boa para as florestas e nem para os animais que lá vivem”.

A perseguição do candidato à Nutella começou em 2018, quando uma promoção de 70% levou a empurra-empurra em uma rede de supermercados. Ele defende ainda restringir propagandas de alimentos infantis e racionar sal, açúcar e corantes nos alimentos industrializados.

Perseguida por Mélenchon, a Ferrero, dona da Nutella, investe para ganhar terreno em mercados como o americano. Além da Nutella, a companhia é dona de marcas como Ferrero Rocher, Kinder e Tic Tac. A receita da Nutella foi alterada há três anos — para ampliar o percentual de açúcar de 55,9% para 56,3%, segundo a Bloomberg. A ação levou a uma campanha nas redes socials com a hashtag #boycottNutella.

 A companhia sempre afirmou que está comprometida em reduzir embalagens e o impacto de seus produtos — e que a receita da Nutella segue a mesma. Após denúncias, também se comprometeu em eliminar o trabalho infantil na colheita de avelãs em países como a Turquia. No último ano a companhia cresceu 7,8% e faturou 12,3 bilhões de euros.

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Internacional

Lituânia manda população jogar fora celulares da Xiaomi; entenda

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Um relatório do governo indica que a empresa teria tecnologia para censurar pesquisas feitas em smartphones da marca; a Xiaomi nega

Por acusações de censura, o Ministério da Defesa da Lituânia recomendou que a população não compre e até jogue fora celulares de marcas chinesas, como a Xiaomi.

Um relatório do órgão de segurança digital do governo local aponta que os aparelhos tinham funções de detecção e censura de termos como “Tibete Livre”, “movimento pela democracia” e “Vida longa à independência de Taiwan”.

“Nossa recomendação é não comprar novos telefones chineses e nos livrar dos já comprados o mais rápido possível”, disse o vice-ministro da Defesa da Lituânia, Margiris Abukevicius, segundo o jornal South China Morning Post.

Um dos aparelhos indicados no relatório é o Mi 10T 5G, da Xiaomi. O relatório aponta que a função pode ser ativada remotamente pela empresa a qualquer momento e que estava desativada na União Europeia.

A Xiaomi negou o caso. “A Xiaomi nunca restringiu ou bloqueará qualquer comportamento pessoal de nossos usuários de smartphones, como pesquisa, ligação, navegação na web ou o uso de software de comunicação de terceiros”, informou a empresa, em comunicado. A companhia reforçou estar comprometida com os direitos legais dos usuários de smartphones e disse estar em conformidade com a lei geral de proteção de dados pessoais da União Europeia, cuja infração pode acarretar multa às empresas.

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