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Política Nacional

Médicos criticam nova Caderneta da Gestante do governo Lula

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O Ministério da Saúde lançou uma versão atualizada da Caderneta da Gestante, que agora conta com acesso virtual pelo aplicativo Meu SUS Digital, além do formato tradicional em papel. Apesar da inovação digital, o conteúdo do documento gerou fortes críticas por parte de médicos do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Para os médicos Raphael Câmara – que é ex-secretário do Ministério da Saúde e criador da versão anterior da caderneta – e Francisco Cardoso, o novo livreto contém falhas técnicas, ideológicas e jurídicas.

Pela primeira vez na história do SUS, um documento sobre o pré-natal tem um capítulo dedicado a orientações sobre o aborto. Além disso, a nova versão adota termos de linguagem neutra, substituindo palavras como “mãe” e “mulher” por expressões como “pessoas que gestam”.

Para especialistas da área, as inovações desvirtuam o propósito original da política pública de maternidade. Raphael Câmara, que também atua como conselheiro do Conselho Federal de Medicina (CFM) pelo Rio de Janeiro, manifestou preocupação.

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– Não faz sentido algum falar de aborto nesse documento! Isso preocupa bastante, porque começa-se a usar o pré-natal como, por exemplo, um momento para se estimular o aborto. Isso seria muito perigoso – alertou Câmara, enfatizando que o material deveria acolher mulheres que já decidiram levar a gestação adiante.

O infectologista Francisco Cardoso, conselheiro do CFM por São Paulo, endossa a crítica e vê na mudança uma tentativa de promover agendas ideológicas.

– Quando o Estado troca “mãe” por uma expressão abstrata, ele não amplia humanidade, ele esvazia a maternidade – argumentou, defendendo que, “embora a medicina deva acolher a todos com respeito, não pode negar a realidade biológica e social da mulher”.

A discussão se torna ainda mais complexa no trecho sobre violência sexual. A nova caderneta diz que a interrupção da gravidez decorrente de estupro pode ser realizada no SUS sem a necessidade de apresentação de boletim de ocorrência ou autorização judicial, baseando-se em uma portaria restabelecida pelo atual governo.

Essa flexibilização é rebatida por Câmara.

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– Nossa portaria obrigava a denunciar o estupro. Ao não obrigar a denunciar, a mulher, mesmo após o aborto, pode continuar na situação de risco de violência, o que acontece com crianças e adolescentes em casa – explicou o ex-secretário.

Questionado, o Ministério da Saúde optou por não responder sobre o tema da interrupção da gravidez. Em nota oficial, a pasta limitou-se a defender o novo material, dizendo que o conteúdo “está direcionado a informações sobre pré-natal, parto, puerpério e os primeiros cuidados com o bebê”.

– Constam ainda informações complementares sobre situações que essas mulheres podem enfrentar, como saúde mental, luto materno e casos de violência – disse a pasta.

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Política Nacional

“Pessoas que gestam”: Carol de Toni critica caderneta do governo Lula

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A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) protocolou um requerimento de informação ao Ministério da Saúde pedindo explicações sobre a nova Caderneta Brasileira da Gestante, lançada pelo governo federal em 2026.

O documento apresentado pela parlamentar reúne 54 perguntas sobre os critérios técnicos, jurídicos e científicos usados na elaboração da caderneta. Ela também questiona os custos de produção do material, a participação de entidades externas e possível influência ideológica no conteúdo distribuído pelo SUS.

Entre os pontos citados por Carol De Toni estão o uso da expressão “pessoa gestante”, além de temas ligados à identidade de gênero, orientação sexual, aborto legal, gestação de homens trans e violência obstétrica.

A deputada ainda questiona se houve consulta pública para elaboração da caderneta e cobra informações sobre a participação de entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

– O governo Lula está usando a saúde pública para empurrar pauta ideológica da esquerda dentro de um documento que deveria tratar exclusivamente da proteção da mãe e do bebê – afirmou a deputada.

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Outro ponto levantado pela parlamentar envolve as orientações do Ministério da Saúde sobre violência sexual e aborto legal, especialmente a informação de que não seria necessário boletim de ocorrência para atendimento no SUS.

– Precisamos proteger vítimas de violência, mas também garantir segurança jurídica, combate aos abusadores e proteção integral de crianças e adolescentes. É absurdo transformar uma caderneta da gestante, que deveria representar cuidado com a vida, em espaço para relativizar aborto e inserir conceitos ideológicos – declarou.

A deputada também mencionou manifestações do Conselho Federal de Medicina e de entidades da área da saúde que demonstraram preocupação com possível insegurança jurídica e interferência ideológica na autonomia médica.

O QUE DIZ A CADERNETA

A Caderneta Brasileira da Gestante é um guia do Ministério da Saúde voltado ao acompanhamento da gravidez, parto, pós-parto e amamentação. O material passou a usar a expressão “pessoas que gestam” com o objetivo de ampliar a inclusão de minorias de gênero e casais transexuais no atendimento do SUS.

O documento também traz orientações sobre direitos da gestante, plano de parto, combate à violência obstétrica, saúde mental e apoio à amamentação. A versão digital pode ser acessada pelo aplicativo Meu SUS Digital, com login Gov.br, enquanto a edição física está sendo distribuída gradualmente em postos de saúde.

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Política Nacional

Pesquisa Futura: Michelle tem rejeição menor do que Lula e Flávio Bolsonaro

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Michelle Bolsonaro (PL) tem menor rejeição que os dois pré-candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), aponta a nova pesquisa eleitoral da Futura Inteligência, divulgada nesta sexta-feira (22), para as Eleições 2026.

De acordo com a pesquisa, a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitada por 33,1% dos eleitores. Seu enteado, Flávio Bolsonaro, aparece com 44,7% de rejeição, empatado tecnicamente com Lula, que tem 44,3%, como os dois mais rejeitados.

Os eleitores foram perguntados em quem não votariam em hipótese alguma. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais e para menos.

Apesar da menor rejeição em relação à dupla, Michelle é a terceira mais rejeitada. Depois dela, aparecem Cabo Daciolo (Mobiliza), 15,6%; Romeu Zema (Novo), 14,3%; Ronaldo Caiado (PSD), 13,6%; Renan Santos (Missão), 11,5%; Aldo Rebelo (DC), 11,2%; Augusto Cury (Avante), 10,7%.

Os dados ainda mostram que 3,6% rejeitam todos e 1,7% não rejeita ninguém. Outros 3,2% não souberam responder.

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Veja a rejeição dos candidatos

Cenário coloca Michelle indo para 2º turno

Esta é a primeira vez que Michelle aparece na série de pesquisas da Futura para a presidência. Ela foi incluída como a candidata do PL em um dos cenários de primeiro turno, no lugar de Flávio, recebendo 27,4% das intenções de voto.

Neste cenário, Michelle fica somente atrás de Lula, com 40% das intenções, portanto, indo para o segundo turno.

No segundo turno contra o petista, ela perderia por 6,3 pontos percentuais (47,9% x 41,6%), segundo a pesquisa.

Evolução das rejeições

Sobre as rejeições, a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (22) consolida a tendência de alta rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro.

Em março, o atual presidente liderava o índice com 47,8%, seguido pelo senador, com 41,6%. Em abril, o petista era rejeitado por 46,4% e o bolsonarista por 44,4%, em empate técnico. No início de maio, Lula tinha 47,4% e Flávio 43,8%, novamente empatados.

A nova pesquisa é a primeira que coloca Flávio Bolsonaro com rejeição levemente maior que Lula, mas ainda dentro da margem de erro, com diferença de apenas 0,4 pontos percentuais.

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A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06529/2026. Ela foi realizada por telefone com 2 mil eleitores com 16 anos ou mais, de 878 cidades, de todas as regiões do Brasil, entre 15 e 20 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O índice de confiança é de 95%.

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