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Internacional

México supera 200 mil mortes por covid-19

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Com 126 milhões de habitantes, o México é o terceiro país mais afetado pela doença, depois de Estados Unidos e Brasil

O México superou as 200 mil mortes por covid-19, apesar de completar nove semanas com números decrescentes, uma tendência que, entretanto, não afasta o medo de uma nova onda de infecções. 

“São 200.211 pessoas que lamentavelmente faleceram por causa de complicações da doença”, anunciou na quinta-feira à noite José Luis Alomía, diretor de epidemiologia da secretaria de Saúde.

Nas últimas 24 horas foram registradas 584 mortes.

Com 126 milhões de habitantes, o México é o terceiro país mais afetado pela doença, depois de Estados Unidos e Brasil.

A taxa de mortalidade do México é 17 por 100 mil pessoas. As infecções ultrapassam 2,2 milhões.

Longe ficaram as previsões do governo do presidente Andrés Manuel López Obrador, que passou de uma estimativa inicial de 8.000 mortes para 35.000 e depois para 60.000 em um cenário “catastrófico”. 

“Imaginei que seria pior do que estavam supondo (…), mas foi muito mais letal”, comentou à AFP Alejandro Macías, epidemiologista que em 2009 dirigiu a estratégia contra o vírus H1N1.

Segundo as autoridades, o México acumula nove semanas com curva descendente, depois do pesadelo vivido em janeiro, quando recordes de óbitos e infecções foram quebrados e os hospitais, principalmente na capital e sua região metropolitana, colapsaram.

“Estamos numa relativa calma (…), nos hospitais há mais leitos disponíveis, há oxigênio porque já não tem aquelas reuniões e festas” de fim de ano, explica Macías.

Relutante em fazer novas previsões, Hugo López-Gatell, porta-voz da estratégia contra o coronavírus, alerta para o risco de uma nova onda de infecções quando milhões de mexicanos se preparam para a Páscoa.

“Não há certeza, nem no México, nem no mundo, de que uma curva epidêmica cairá progressivamente”, diz o responsável.

Macías também não descarta um novo aumento após o feriado, embora as cerimônias religiosas sejam restritas. Também levanta a possibilidade de que parte da população mexicana tenha desenvolvido alguma imunidade.

“O mundo está em uma terceira onda. Talvez poucos países tenham tido a intensidade que o México teve na segunda, (então) o vírus teria menos pessoas para infectar”, afirma.

Vacinas a conta-gotas

López Obrador, que teve covid-19 no início de fevereiro, enfrenta críticas pelo que alguns consideram medidas relaxadas contra a pandemia e por minimizar a eficácia da máscara.

O presidente de esquerda alega que nada é imposto pela força em seu governo e afirma que o México foi um dos primeiros países da América Latina a iniciar a campanha de vacinação, no dia 24 de dezembro, com os médicos na linha de frente do combate à epidemia.

Seu governo investiu cerca de US$ 3,6 bilhões na luta contra o coronavírus.

“Já vamos para baixo da segunda onda, então temos que aproveitar para vacinar para que se vier uma terceira, já nos pegue protegidos”, comentou dias atrás o presidente, que mantém altos índices de popularidade.

Mas em meio à corrida global por vacinas, estas chegam a conta-gotas. Os profissionais da saúde ainda precisa ser vacinado e a meta de imunizar os idosos antes de maio parece distante. Em três meses, o México recebeu quase 10,7 milhões de doses, das quais foram aplicadas 6,2 milhões.

“Para que haja uma verdadeira vacinação em massa, precisamos de dez milhões de vacinas mensais, como foi estabelecido no início. O programa de vacinação está descarrilado”, enfatiza Macías.

Enquanto isso, a economia, que teve queda histórica de 8,5% em 2020 por conta da pandemia, parece se recuperar. 

Este mês, o Banco Central revisou para cima sua estimativa de crescimento para 2021, passando de 3,3% para 4,8%. 

Apesar da intensidade da segunda onda, as autoridades evitaram uma paralisação quase total como a decretada há um ano. Embora com restrições, muitos setores da economia estão ativos. 

“Com mais da metade dos mexicanos no setor informal, é difícil dizer a eles ‘não saiam’, as pessoas precisam de dinheiro para viver. Mas não devemos baixar a guarda”, diz Macías.

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Internacional

Depois de expulsar Universal, governo de Angola suspende TV Record no país

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O governo de Angola suspendeu a programação da TV Record no país por “inconformidades” em relação aos requisitos legais para o exercício da atividade jornalística em Angola. O ministério alega por exemplo “que a empresa Rede Record de Televisão (Angola), Limitada, que responde pela TV Record África, tem como diretor-executivo um cidadão não nacional”.

A suspensão vem no rastro da expulsão da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) daquele país, após denúncias de pastores e fiéis.

A IURD é comandada por Edir Macedo, brasileiro que se autointitula ‘bispo’. Ele atualmente vive entre Miami (EUA) e São Paulo.

As polêmicas envolvendo a IURD já atingem a Argentina, que também vem estudando a possibilidade de expulsar a igreja e Portugal, onde uma série de reportagens mostrou um escandaloso esquema de adoção ilegal de crianças.

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Internacional

Gato é capturado após tentativa de introduzir drogas em presídio

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Substâncias ilícitas foram amarradas com pano junto ao corpo do felino, para serem distribuídas em centro penitenciário do Panamá

O gatinho acima foi capturado por autoridades panamenhas após tentar introduzir drogas no Centro Penitenciário Nova Esperança, na província de Colón. O “Narcogato”, como ficou conhecido, foi surpreendido por agentes penitenciários e policiais ainda do lado de fora da prisão, que comporta cerca de 1.700 detentos.

As substâncias ilícitas foram amarradas com tiras de pano ao redor do corpo do felino. Em entrevista ao canal Telemetro, o promotor Eduardo Rodríguez disse que gato possivelmente transportava cocaína, crack e maconha.

A engenhosidade dos criminosos fez com que o Ministério Público do Panamá anunciasse nas redes uma força-tarefa, que investigará o uso de animais na transferência de drogas para dentro presídio em questão.

Até o momento, as autoridades suspeitam que os bichos usados nessa modalidade são atraídos por meio de alimentos.

Andrés Gutiérrez, diretor do Sistema Penitenciário do Panamá, afirmou que apreensões do tipo são baseadas nos esforços para evitar que substâncias ilegais e itens proibidos cheguem aos presídios do país.

“Não vamos baixar a guarda”, disse ao jornal Panamá América, “e assim manter um ambiente adequado para o desenvolvimento de programas de ressocialização.”

Quanto ao “Narcogato”, fontes do governo local afirmam que ele foi entregue aos cuidados de uma fundação de defesa dos animais.

Aparentemente, ele não sofreu nenhum ferimento durante a operação de resgate e passa bem.

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