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Medicina e Saúde

Ministério Público do ES diz que profissional deve mostrar seringa após vacinação contra covid-19

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Em entrevista à rádio Pan News Vitória 90.5 FM, promotora também anunciou que investigará denúncias de “fura-filas” envolvendo prefeitos e vereadores

Nas redes sociais é comum a divulgação de vídeos de pessoas que foram receber a vacina contra a covid-19, mas na verdade receberam “vacina de vento”. O caso mais recente aconteceu com uma idosa de 71 anos, em Vitória. A ação foi filmada pela neta da idosa.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPES), para evitar casos assim, a orientação para os profissionais da saúde que trabalham na imunização é mostrar a seringa com o imunizante antes e depois da aplicação, para garantir que a vacinação foi concluída.

Em entrevista à Pan News Vitória 90.5 FM, a promotora de Justiça da Saúde de Vitória e coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Pandemia (GAP-Covid-19) do MPES, Inês Thomé Poldi, explicou que já existe uma orientação para que os vacinadores mostrem o passo a passo da vacinação.

“O vacinador precisa demonstrar o passo a passo para que a pessoa saia de lá com a plena convicção de que ela foi vacinada. Para que não tenhamos esse tipo de dúvida e até mesmo denúncias de que não houve a aplicação da vacina”, contou.

O MPES também continua recebendo denúncia de pessoas que continuam furando a fila de vacinação. “Estamos apurando denúncias de prefeitos e vereadores que também furaram a fila. Em parceria com o Tribunal de Contas vamos conseguir levantar esses dados de forma mais ágil para tomar as providências necessárias”, explicou.

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Medicina e Saúde

Estudo: Pfizer é mais eficaz contra Delta com intervalo de 8 semanas

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Bula indica 21 dias entre doses, Brasil e outros países usam 12 semanas de distanciamento; Reino Unido vai mudar para 2 meses

Um intervalo de oito semana entre a primeira e segunda duas doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 proporciona um nível maior de anticorpos do que um intervalo mais curto, concluiu um estudo britânico, embora haja uma queda brusca nos níveis de anticorpos após a primeira dose. 

O estudo pode ajudar a traçar estratégias de vacinação contra a variante Delta, que reduz a eficácia de uma primeira dose da vacina contra a covid-19, ainda que duas doses sejam eficientes na proteção. 

“Para o intervalo mais longo de doses, os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante Delta foram induzidos de maneira fraca após uma única dose, e não se mantiveram durante o intervalo até a segunda dose”, apontaram os autores do estudo, que está sendo conduzido pela Universidade de Oxford. 

“Após duas doses da vacina, os níveis de anticorpos neutralizantes eram duas vezes maiores após o intervalo mais longo de doses se comparado com o intervalo mais curto.”

Os anticorpos neutralizantes são considerados importantes no papel de construir imunidade contra o coronavírus, mas não agem sozinhos, já que as células T também desempenham um papel. 

O estudo descobriu que os níveis gerais de células T eram 1,6 vez menor com um intervalo longo se comparados com o cronograma mais curto de entre 3 a 4 semanas, mas que uma proporção mais alta era de células T “ajudantes”, que fortalecem a memória imunológica.

Os autores enfatizaram que qualquer um dos intervalos produziu uma resposta forte de anticorpos e de células T no estudo feito com 503 profissionais de saúde. 

A bula do imunizante sugere que o intervalo entre as aplicações seja de 21 dias, mas Brasil, Reino Unido, Canadá, França e Alemanha optaram por ampliar esse período para 12 semanas. 

As descobertas, divulgadas em um estudo pre-print, suportam a visão de que embora uma segunda dose seja necessária para garantir a proteção total contra a variante Delta, o distanciamento de oito semana pode providenciar imunidade mais duradoura, mesmo se isso significar uma proteção menor a curto prazo. 

O Reino Unido a partir desta sexta-feira (23) recomenda um intervalo de dois meses entre as duas doses da vacina para que mais pessoas fiquem protegidas contra a variante Delta mais rapidamente, enquanto ainda maximiza as respostas imunológicas no longo prazo.

“A recomendação original de 12 semanas se baseava no conhecimento de outras vacinas, que frequentemente um intervalo mais longo dá ao sistema imunológico a chance de dar a resposta mais alta. A decisão de colocá-lo em oito semanas equilibra todas as questões mais amplas, os prós e os contras, duas doses é melhor do que uma no geral. Além disso, outros fatores precisam ser equilibrados, o suprimento de vacinas, o desejo de se abrir e assim por diante. Acho que oito semanas é o ponto ideal para mim, porque as pessoas querem receber as duas vacinas [doses] e há muito Delta por aí agora. Infelizmente, não consigo ver esse vírus desaparecendo, então você quer equilibrar isso com a obtenção da melhor proteção possível”, disse Susanna Dunachie, pesquisadora da Universidade de Oxfor e coordenadora do estudo.

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Medicina e Saúde

Famílias poderão se reunir sem máscara no fim do ano no ES, diz secretário

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A expectativa é começar o ano de 2022 com grande parte da populção completamete vacinada. Nésio explica que isso não representa o fim da pandemia, mas um controle da doença

Até o fim do ano, todo o público com mais de 18 anos deve estar vacinado com pelo menos uma dose da vacina contra covid-19 no Espírito Santo. Essa é a expectativa do secretário estadual de saúde, Nésio Fernandes. 

Diante dessa perspectiva, Nésio afirmou em uma entrevista que, se os capixabas continuarem se vacinando – e respeitando a determinação de duas doses para os imunizantes – o natal deste ano será diferente do que passou. 

“Nós entendemos que adesão às vacinas é um passo importante para viver esse novo momento. Para ter um Natal sem máscaras, entre a família, nós precisamos ter toda a família com duas doses de vacina até o final do ano”, afirmou o secretário.

A expectativa é começar o ano de 2022 com grande parte da populção completamete vacinada. Ainda segundo Nésio, isso não representa o fim da pandemia, mas um controle da doença. 

Maioria da população do ES pode estar completamente imunizada até o fim do ano

Caso o prazo de intervalo entre doses da vacina Pfizer seja mantido em 12 semanas, segundo o secretário estadual de saúde, há a possibilidade de que o Espírito Santo consiga imunizar a ampla maioria da população vacinável até o fim de 2021.

“Entre setembro e dezembro a gente pode alcançar até 80% de cobertura de D2 na população já alcançada com a D1. Desde que o Ministério da Saúde não decida pela antecipação da Pfizer para 21 dias de prazo”, afirmou.

Estado quer imunizar adolescentes e crianças

Além do público contemplado no PNI, adolescentes e crianças, de acordo com Nésio, também devem estar na lista de prioridades. “Nós consideramos ser fundamental vacinar a população abaixo de 18 anos com as vacinas autorizadas. Nós já temos a Pfizer autorizada, a CoronaVac já solicitou à Anvisa autorização”, disse.

A intenção do Governo do Estado é chegar no próximo ano com a pandemia sob controle e adolescentes vacinados.

“Se nós tivermos essas duas vacinas disponíveis, nós poderemos avançar na vacinação dos adolescentes e, inclusive, das crianças. Nós temos uma esperança que se incrementa, porque 2022 poderá chegar com grande parte dos adolescentes comtemplados com a primeira dose da vacina”

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