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Cidades

Moradores de Pinheiros pedem por mais segurança durante audiência

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Com pouco mais de 27 mil habitantes, cidade registrou 15 homicídios em 2018 e 14 em 2019. Em audiência, comunidade mais policiais, videomonitoramento e políticas sociais 

Os moradores de Pinheiros relataram para a Comissão de Segurança que o município está longe de ser uma cidadezinha tranquila e segura do interior. Durante a audiência pública realizada na quinta-feira (13), moradores disseram que a sensação de insegurança é constante e pediram, além de maior efetivo policial, sistema de videomonitoramento e investimento em prevenção para os jovens da região.

O município de Pinheiros possui uma delegacia que atende também às cidades de Montanha, Ponto Belo e Mucurici. O efetivo da Polícia Civil é composto por um delegado e quatro servidores. A delegacia possui três viaturas. 

Foram registrados 15 homicídios na cidade em 2018 e 14 em 2019. A cidade tem pouco mais de 27 mil habitantes. Já a Polícia Militar conta com 29 servidores e atende também ao município de Bom Jesus do Norte.

Educação 

O morador do município Lucas Sá reforçou a necessidade de investimento em educação. “Nossos jovens e adolescentes estão indo para o caminho do crime. Nossa briga não é só trazer mais policiais pra Pinheiros. Npssa briga é investir também em prevenção. O índice de evasão escolar na faixa de 13 a 19 anos em Pinheiros é o maior do Estado. Se a gente não cuidar disso, vamos enxugar gelo”, opinou.

A diretora escolar Janete Fávero fortaleceu o pedido. “Está muito difícil viver com a violência no nosso município. Os alunos não podem mais ficar no portão da escola. Precisamos de uma atenção especial para nossa juventude”. 

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Patrulha rural

O empresário Érico Orletti pediu policiamento voltado para a área rural. “A patrulha rural fazia um trabalho preventivo muito importante. Pinheiros é um município essencialmente agrícola e muitas famílias estão deixando o campo por causa da segurança”, registrou.

O vereador de Mucurici Gabriel dos Santos descreveu problemas semelhantes em sua cidade. “Temos uma demanda grande na área da segurança especialmente para a comunidade rural. Precisamos fortalecer o efetivo policial para o município”.

Comércio 

Moradores que trabalham com lojas e restaurantes relataram a necessidade de fortalecer o policiamento para o comércio local. O vereador de Pinheiros Pablo Renan (PV), um dos solicitantes da audiência, reforçou o pedido.

“Os comerciantes estão pagando do bolso para ter uma segurança mais efetiva. É muito importante implantar o sistema de videomonitoramento. Outra coisa importante é que o número 190 tenha atendimento local porque hoje o atendimento é feito em Nova Venécia”, disse o vereador.

O prefeito do município, Arnóbio Pinheiro Silva, destacou as ações do poder municipal e fez um apelo ao colegiado. “Todas as reivindicações já foram encaminhadas ao governador do Estado e ao secretário de Segurança. Infelizmente, pouco ou quase nada conseguimos trazer ao município.

A Comissão de Segurança vai levar nossas demandas mais uma vez. Estamos colaborando com as polícias naquilo que nós podemos, mas não temos condições de atender tudo, em especial aquelas responsabilidades que são do Estado”, registrou o gestor.

O delegado da cidade, Leonardo Ávila, destacou a parceria diária para desenvolver o trabalho na região. “Nós temos muitas parcerias. A prefeitura ajuda em uma capina, em um combustível que acaba no final do mês, em um encanamento que quebrou. A segurança é obrigação do Estado, mas é dever de todos. Nós pedimos que a população denuncie. Eu atendo a todos na delegacia, estamos de portas abertas”, destacou. 

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Uma das demandas apresentadas pelo delegado foi pátio e guincho para o serviço de recolhimento de veículos irregulares.

Na avaliação do promotor de Justiça da comarca de Pinheiros, Pedro Rosário de Souza, houve um sucateamento da segurança nos últimos tempos. 

“A área da segurança passa por um sucateamento e é óbvio que os servidores vão ter dificuldade de entregar um trabalho conforme a necessidade local. Mas é importante dizer que o índice de resolução dos crimes é alta. O videomonitoramento e o pátio para apreensão de veículos são fundamentais para a região”, destacou.

Relatório 

A partir do debate, o colegiado vai elaborar um relatório e dialogar com o Executivo. A audiência abre o ciclo de encontros da comissão para este ano. 

“Pretendemos, até o final do mandato, visitar todos os municípios capixabas. No ano passado, o colegiado fez 13 audiências públicas para compreender a realidade das regiões. Assinamos um protocolo de intenções que convoca os municípios a debaterem esse tema. Segurança é um assunto de todos”, destacou o presidente do colegiado, deputado delegado Danilo Bahiense (PSL).

A audiência pública em Pinheiros foi um pedido dos vereadores do município. O deputado Alexandre Xambinho (Rede) também acompanhou a reunião. 

“Além da questão dos homicídios, os moradores têm registrado aumento na sensação de insegurança, com frequentes assaltos e tiroteios. Vamos dialogar com o Executivo Estadual”, contou Xambinho.

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Cidades

Plataforma Recoloca Rio Doce tem vagas de emprego em Linhares e Baixo Guandu 

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Vagas são direcionadas às empresas contratadas que atuam nas ações de reparação e compensação executadas na região

Interessados em participar de processos seletivos e conquistar uma vaga de trabalho em Linhares, Baixo Guandu e região têm a plataforma Recoloca Rio Doce para cadastrar seus currículos. A ferramenta faz parte de iniciativa da Fundação Renova para reparar e compensar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão (MG). Com o foco em recolocar a população no mercado de trabalho, o Recoloca visa também levar desenvolvimento humano aliado ao objetivo de estimular a retomada do desenvolvimento econômico na região atingida.

Nesta semana, estão abertas quatro oportunidades de emprego para atuação nas ações de reparação e compensação executadas pela Fundação Renova. Dessas, duas vagas são disponíveis em Linhares e oferecidas pela empresa Palma Construtora e Incorporadora para a função de pedreiro. As outras duas vagas são em Baixo Guandu, na empresa Gênese Consultoria Ambiental, Planejamento e Construções para Técnico em Segurança do Trabalho.

As vagas e os requisitos podem ser conferidos na plataforma Recoloca Rio Doce, onde os profissionais interessados devem cadastrar seus currículos, e nos Sine locais dos municípios.

A ferramenta on-line e gratuita, desenvolvida pela Fundação Renova em parceria com a Kienbaum Consultoria, é um canal disponibilizado para as pessoas das comunidades atingidas que buscam inserção no mercado de trabalho.

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“O objetivo é formar um banco de currículos qualificado, no qual as empresas encontram profissionais conforme suas demandas. As empresas também anunciam as suas vagas”, diz Jucilene Junia Martins, analista do Programa de Estímulo à Contratação Local da Fundação Renova.

Com o uso da plataforma, os currículos impressos não serão mais considerados nos processos seletivos de fornecedores e parceiros da Fundação Renova. O cadastramento do currículo não garante a contratação, mas é requisito para concorrer às vagas. Os documentos digitais, unificados na plataforma, possibilitam um maior alcance e acesso às vagas, já que as necessidades das empresas são mapeadas e os candidatos, direcionados de acordo com as demandas de cada empreendimento. 

Capacitações de mão de obra

O Recoloca Rio Doce também oferece capacitações para o mercado de trabalho, como treinamentos e videoaulas sobre elaboração de currículos, o que possibilita o aprimoramento das habilidades dos profissionais dos profissionais das regiões impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão. A iniciativa amplia as possibilidades de os profissionais atingidos retornarem ao mercado de trabalho no município.

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Mão de obra local

A valorização da mão de obra local é um dos compromissos da Fundação Renova para execução das atividades de reparação, conforme previsto no Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) e no Termo de Acordo de Mariana. Fornecedores da Fundação Renova também consideram a priorização da contratação local para execução dos seus trabalhos.

Sobre a Fundação Renova

A Fundação Renova é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, constituída com o exclusivo propósito de gerir e executar os programas e ações de reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão.

A Fundação foi instituída por meio de um Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado entre Samarco, suas acionistas Vale e BHP, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de uma série de autarquias, fundações e institutos (como Ibama, Instituto Chico Mendes, Agência Nacional de Águas, Instituto Estadual de Florestas, Funai, Secretarias de Meio Ambiente, dentre outros), em março de 2016.

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Cidades

“Caixaça Econômica”: distribuidora do ES faz sucesso com nome, mas Caixa pede alteração

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A distribuidora de bebidas fica no bairro Nova Rosa da Penha, em Cariacica, e viralizou nas redes sociais

Uma distribuidora de bebidas bombou nas redes sociais após adotar um nome fazendo alusão à Caixa Econômica Federal. A criatividade do proprietário do estabelecimento, que fica no bairro Nova Rosa da Penha, em Cariacica, deu o que falar e a “Caixaça Econômica” ganhou destaque nacional. 

A brincadeira, mesmo sendo positiva para o estabelecimento, chamou a atenção até da diretoria da Caixa, que solicitou que o nome da distribuidora fosse alterado, inclusive as cores e a fonte usadas. 

Antes de se tornar uma distribuidora de bebidas, o local funcionava como uma loja de conveniência, que vendia utensílios para o lar. Os proprietários, Adilson Ramos Júnior e Francini Moreira Alves, resolveram mudar o ramo de atuação e colocaram um nome diferenciado para chamar a atenção de clientes e tentar aumentar as vendas.

“Aqui funcionava uma loja de conveniência, mas o negócio não estava dando muito certo. Nessa região, o comércio muito forte é de bebidas. Como atuo nesse negócio há muitos anos, resolvi mudar para uma distribuidora. Eu e minha esposa pensamos juntos e chegamos neste nome para chamar a atenção”, afirmou o proprietário.

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Em julho, um pastor, do Rio de Janeiro, estava no Espírito Santo a passeio. Quando esteve em Cariacica, pediu ajuda para encontrar um banco da Caixa, pois precisava realizar uma transação.

Foi quando os moradores deram o endereço da distribuidora do Adilson, conhecido também como “Bil”. Quando o homem chegou no local, ficou impressionado, gravou um vídeo contando a história e publicou em uma rede social.

O que Bil e Francini não imaginavam era que o vídeo daria tanta repercussão. Depois de três dias nas redes sociais, a gravação já passava de 2 milhões de visualizações.

O nome continuou chamando a atenção. Diversos moradores da região contaram que gostaram da criatividade com a escolha do nome da distribuidora. Muitos, inclusive, gravaram vídeos no local, que acabou virando “ponto turístico”.

Por ter viralizado, a história chegou ao conhecimento da Caixa Econômica Federal que, segundo o proprietário da distribuidora, teria notificado ele e a esposa, pedindo que eles retirassem referências à instituição da placa.

“A Caixa me procurou no quinto dia e pediu para tirarmos a identidade deles, que é o X. Já tiramos e já estamos com outra placa para fugir disso”, contou.

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Procurado pela reportagem, o banco confirmou que encaminhou notificação para a retirada das marcas de qualquer anúncio publicitário, ação promocional, fachada ou referência visual na internet.

A Caixa disse ainda que é a titular exclusiva dos direitos de utilização das marcas institucionais e que a utilização indevida constitui crime contra a propriedade intelectual.

Os empresários fizeram uma alteração na marca e substituíram o “X” nas cores branco e laranja, característico do banco, pelas letras “CH”. O azul-escuro e a tipografia que lembra a mesma utilizada pela instituição foram mantidas. A placa com a nova marca da distribuidora deve ser instalada até o final da semana.

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