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Medicina e Saúde

Morte de idosos acima de 80 anos cai 33%, diz secretário de Saúde sobre efeitos do fechamento do ES

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Nésio Fernandes pontuou sobre a tendência observada de queda no número de casos, internações e mortes por covid-19

A vacinação contra a covid-19 foi responsável por uma queda de 33% no número de mortes de pacientes com mais de 80 anos que estão internados em hospitais públicos no Espírito Santo. A afirmação foi divulgada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, durante uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (16). Ele estava acompanhado do subsecretário de Saúde, Luiz Carlos Reblin.

Ainda segundo Nésio Fernandes, o fechamento e interrupção das atividades sociais estabelecidos pelo Governo do Estado, no mês passado, tem começado a provocar efeito na pressão hospitalar do Estado. De acordo com o secretário, a tendência é de que haja uma redução na procura por novos leitos para covid-19 nas próximas duas a três semanas. Mais adiantes, isso repercutirá em uma redução do número de mortes pela doença. “Dado a amplitude da quarentena, podemos viver uma queda de número de casos mais rápida e consolidada que anteriormente. Por isso é importante que a população compreenda as restrições impostas a mais de 3/4 da população capixaba”, reforçou.

O subsecretário Reblin apontou que o período de interrupção tem sido de amplos estudos de estratégias a serem utilizadas mais à frente. “Neste momento de quarentena, quando as pessoas ficaram mais reclusas, estamos aprendendo sobre quais os principais aspectos da vida cotidiana que mais transmitem a doença. Aprendemos a como agir no futuro”, anunciou.

De acordo com as observações da Secretaria de Estado da Saúde, nas próximas semanas haverá queda na aceleração do número de óbitos. Porém, o patamar ainda estará elevado. “Estaremos com um número de óbitos acima de 400 por semana o que é um grande luto para a família capixaba”, lamentou o secretário.

Estratégias

A expansão do número de leitos de enfermaria e de UTI para tratamento da covid-19 continuará ao longo de abril e de maio. O que foi feito em São Mateus, no Hospital Roberto Silvares, será levado para outros pontos do Estado. Por lá, a ampliação foi feita por uma instalação de uma unidade acoplada para acolher os novos 60 leitos. 

A vacinação foi reforçada como única forma de proteção ao coronavírus. A tese de imunidade de rebanho, em que parte da população estaria exposta ao vírus e desenvolveria anticorpos naturalmente, não será adotada pela Sesa. “Tampouco existe uma imunidade pela exposição pela doença. Os pacientes infectados no ano passado, segundo estudos recentes apontam que infecções leves e moderadas podem favorecer algum tipo de proteção no período de 5 a 6 meses. Chegaremos no meio do ano quase sem nenhum efeito dessa reinfecção. As reinfecções vem apresentando comportamento mais frequentes do que em 2020. Isso é um alerta: sem as vacinas, teremos que conviver com novo estilo de vida com período de abertura e interrupção das atividades”, alertou Fernandes.

As negociações com os fabricantes de vacinas prosseguem e o Estado irá informar somente quando o processo de aquisição for realmente concluído. Enquanto isso, o Espírito Santo continua a receber as doses enviadas pelo Ministério da Saúde. O subsecretário Reblin pediu que as pessoas não deixem de se vacinar. “Cerca de 20% da população não voltou para tomar a segunda dose. O fato de ter adoecido não é passaporte de que não vai mais adoecer. Se a pessoa adoeceu com uma variante, haverá uma nova variante circulante. A única proteção é a vacina. Quem não tomou a segunda dose, procure a sua unidade de saúde para se vacinar”, frisou. 

O Espírito Santo, segundo análise do secretário Nésio Fernandes, tem feito uma boa performance com a vacinação. “Estamos ocupando o quarto lugar do país em quem recebeu a primeira dose. Estamos também entre os três e quatro Estados do país como os mais velozes em vacinar. E podemos vacinar um milhão de pessoas por mês, temos essa capacidade. Acreditamos que a estratégia montada com os municípios é eficaz”, aponta. 

Essa velocidade e a logística foram responsáveis para o Estado antecipar a imunização de alguns grupos como os profissionais da Segurança e os trabalhadores da Educação. Reblin explicou que imunizando, em primeiro lugar, os professores da educação infantil, haverá um retorno mais rápido das aulas presenciais. “Há uma necessidade em todo o Brasil de que a criança precisa estar na escola. Não há dúvida da importância dessa ação. Para isso, o Espírito Santo irá vacinar inicialmente os professores da educação infantil e depois os demais”, justificou. 

Kit intubação e oxigênio hospitalar

Nésio Fernandes garantiu que o contexto dos hospitais públicos no que se refere a kit intubação e fornecimento de oxigênio não apresenta problemas. A Sesa fez o dever de casa e se preparou para tempos de provável escassez. “A situação nos hospitais estaduais está em relativa estabilidade. As medidas adotadas pelo Estado têm garantido que os hospitais não sofram crise grave de abastecimento desses medicamentos”, observou. Ele disse que a instabilidade da quantidade dessa medicação para tratamento intensivo é sentida mais entre os hospitais filantrópicos e os da rede privada mas que o Estado está dando todo apoio necessário. 

Quanto ao oxigênio hospitalar, segundo Fernandes, não há crise ou colapso gerido pela Sesa. “No mês de março, alertamos os municípios para adotarem medidas para garantir oxigênio nas unidades municipais”, informou. Ele ainda lembrou que pediu que municípios menores instalassem usinas de gases medicinais para que eles tenham autonomia no fornecimento. 

Testagem deve ser regra

Os secretários recomendam que as pessoas se submetam a testes em caso de sintomas, ainda que leves. “Pusemos mais de 210 mil testes à disposição dos municípios. Esses testes são semelhantes ao RT-PCR. O resultado sai em 15 minutos após a coleta de material feita na narina”, explicou Reblin. Os testes estão disponíveis nas unidades de saúde dos bairros. Para o subsecretário, as testagens serão fundamentais a fim de proporcionar uma maior identificação e isolamento de pessoas infectadas, contribuindo para diminuir a transmissão do coronavírus.

Cirurgias eletivas voltam em maio

As cirurgias eletivas irão retornar em maio. “Em torno de 4 mil cirurgias eletivas são realizadas por mês no Estado. Tivemos que suspender para priorizar os atendimentos aos pacientes de covid. Assim que retornarmos com elas, os pacientes serão comunicados”, anunciou Nésio. 

Reuniões familiares

Evitar aglomerações não significa que está liberado reuniões com poucas pessoas como acontece nos encontros em família. “Eventos familiares não obrigatórios, não essenciais, nesse momento, não são recomendados. Todas as semanas temos relato de infecção entre familiares. Uma única indisciplina de um único membro da família é suficiente para infectar a família inteira. Não podemos delegar a responsabilidade só porque o comércio ou outra atividade está em funcionamento. Podemos contrair a doença em atividades domésticas. Até o final do mês de maio não faça aniversários e nem encontros com seus familiares. Eles podem levar você a um luto pela perda de um ente querido”, pediu o secretário.

Jovens internados: número dobrou

O secretário alertou que já é observado um aumento no número de infecções e internações em jovens. “A participação dos jovens aumentou e está em cerca de 15% ou 16% das internações com pessoas de 18 a 44 anos. Em outros momentos, esse número chegou a 8% ou 9%”, detalhou. Fernandes atribui essa dobra na proporção à circulação da variante inglesa no Estado. 

Pessoas com comorbidades: vacinação em maio 

Para as pessoas com comorbidades, Luiz Carlos Reblin anunciou que a vacinação poderá ser iniciada no final de abril e princípio de maio. “Nossa estimativa é que possamos começar entre o final de abril e o princípio de maio a vacinação de pessoas com comorbidades como hipertensão, diabetes, obesidade, doenças pulmonares. Mas há regras estabelecidas em relação à gravidade dessas doenças. O profissional que atesta que tal pessoa está indicada para tomar a vacina em função da doença tem fé pública e a partir desse instrumento é que será feita a vacinação. Havendo indícios de desvios de laudos, haverá investigação”, explicou o subsecretário. 

Aulas presenciais

O subsecretário explicou que o retorno de aulas presenciais não está vinculado à vacinação de professores. Ele reforçou que continua valendo, para as atividades escolares, a classificação do município no mapa de risco. “Dependendo dor risco de cada cidade, as aulas são presenciais ou remotas. Não é a vacina que vai definir o retorno às aulas”, destacou.

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Medicina e Saúde

Força e massa muscular diminuem risco de covid grave, aponta estudo

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Pesquisa da USP mostra que infectados com boa saúde muscular tendem a não ficar grave e tempo de internação pode ser menor

Pesquisadores da USP desenvolveram um estudo para avaliar qual a relação entre força e massa muscular com a evolução da covid-19 nos infectados. Os resultados indicaram que uma pessoa com boa saúde muscular tende a ficar menos tempo internada, no caso de doença moderada ou grave.

O pesquisador Hamilton Roschel, coordenador do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) e da FMUSP, explica que foram usadas referências da literatura médica.

“A condição muscular ou condição de vulnerabilidade está relacionada com desfechos desfavoráveis em uma série de situações. Por exemplo, um paciente idoso que vai para cirurgia e tem pouca massa muscular, está muito mais exposto”, conta Roschel.

“Essa lógica se mantém na covid. Conseguimos perceber que aqueles que chegavam com melhor saúde muscular ao hospital, ou seja, com mais força e massa muscular, ficavam menos tempo internados do que aqueles que chegavam com menos força e massa muscular”, completa.

A explicação para essa relação vem das funções exercidas pelos músculos no corpo, que vão muito além do suporte ao movimento. O pesquisador explica que eles funcionam como um reservatório de energia e são usados nos momentos de estresse e maior necessidade.

“O músculo tem um papel no metabolismo e na função imune do indivíduo. Todos os tecidos do nosso corpo passam por etapas de degradação e renovação constantes. Numa situação de estresse, cirugia ou internação, diminui o aporte nutricional ao paciente e o corpo busca nos músculos os aminoácidos para manter o funcionamento do resto do organismo. Você passa ‘a se consumir’. Por isso, a perda muscular é tão grande, após longos períodos de internação”, explica Roschel.

A pesquisa foi feita com 186 pacientes internados no Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, que não chegaram ao pronto-socorro com indicação direta de UTI (unidade de terapia intensiva). “Se o paciente ia direto para a emergência, não conseguíamos avaliá-lo antes. Assim que os doentes foram internados na enfermaria, fizemos testes de força para ver como seria a evolução do paciente e verificar a relação entre saúde muscular e a covid”, conta o pesquisador.

A avaliação foi feita com homens e mulheres, com idades de 44 a 74 anos. Os dados de força muscular foram corrigidos por idade, comorbidades e sexo. O ensaio dos pesquisadores brasileiros foi publicado no site MedRxiv, plataforma ligada à Universidade de Yale, nos Estados Unidos, de pré-publicação de artigos científicos sobre ciências da saúde, e ainda precisa ser revisto por outros cientistas.

Hamilton observa que “mesmo com todas as correções necessárias, os pacientes com mais força ficaram menos tempo internados”. “Quando juntamos peças da literatura com os resultados da nossa análise, é possível dizermos que estar com saúde muscular boa pode prevenir a covid grave”, afirma.

Mas, o pesquisador deixa claro: “Não significa que as pessoas mais fortes não vão pegar covid, mas pode significar que não vão ficar mais graves”, ressalta.

O que é uma pessoa ativa?

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), para ser considerada ativa, uma pessoa deve fazer de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada (caminhada mais rápida ou andar de bicicleta); ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa (correr ou pular corda), por semana.

Além disso, são necessárias atividades de fortalecimento muscular, que envolvam todos os grupos musculares dois ou mais dias por semana. 

Só fazer os minutos de exercícios e se manter totalmente parado no restante do dia também não é indicado pela OMS.

“O ideal é atingir os níveis de atividade física e tentar diminuir o tempo contínuo em atividades sedentárias. Por exemplo, quem trabalha muito sentado, de tempos em tempos tem de levantar, beber água. Trabalhar por um tempo em pé. Ajuda a manter a saúde muscular”, garante o coordenador do estudo.

As atividades físicas são importantes não só para se manter saudável, como também para evitar estados graves de doenças.

Em um período em que as vacinas contra a covid-19 ainda são escassas e as medidas de distanciamento social não têm a eficácia necessária, tornar-se uma pessoa ativa pode ajudar também na pandemia. 

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Medicina e Saúde

Após duas doses, vacina da Pfizer previne mais de 95% dos casos graves

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Imunizante se mostrou altamente eficaz contra infecções, hospitalizações e mortes pela Covid-19 — inclusive entre idosos e em relação à variante britânica

Duas doses da vacina da Pfizer/BioNTech são capazes de fornecer mais de 95% de proteção contra casos de infecção, hospitalização e morte por Covid-19, segundo o primeiro estudo a avaliar a efetividade da dose dupla do imunizante em um contexto de vacinação em massa. Publicada no periódico The Lancet nesta quarta-feira (5), a análise utilizou dados do Ministério da Saúde de Israel, país onde mais de metade da população já foi completamente imunizada contra o novo coronavírus.

Com cerca de 9 milhões de habitantes, Israel foi um dos primeiros países do mundo a iniciar uma campanha de vacinação contra a Covid-19, que teve início no dia 20 de dezembro de 2020. Até o dia 3 de abril de 2021, período-limite considerado pela análise, 72% das pessoas com mais de 16 anos e 90% dos maiores de 65 anos já haviam recebido as duas injeções da Pfizer/BioNTech – a única administrada no Estado judeu –, o que equivale a mais de 5 milhões de habitantes.

Durante o período da investigação, de 24 de janeiro a 3 de abril de 2021, a cepa mais prevalente entre os casos da doença no país foi a B.1.1.7, também conhecida como variante do Reino Unido. Considerada mais transmissível, ela representava 94,5% das amostras coletadas por meio de exames de PCR em Israel. Mas, segundo o estudo observacional, a cepa não impediu que o imunizante fornecesse proteção de 95,3% contra a infecção pelo novo coronavírus e reduzisse em 96,7% o risco de morte pelo patógeno no intervalo de sete dias após a segunda dose.

A vacina também se mostrou altamente eficaz em proteger contra a evolução da doença: reduziu em 97,2% a hospitalização em geral e em 97,5% as internações por casos graves – inclusive entre os idosos. Em pessoas com mais de 85 anos, passados sete dias da administração da segunda dose, o imunizante forneceu 96,9% de proteção contra hospitalização, além de reduzir em 97% o risco de morrer e em 94,1% a possibilidade de contágio.

Na faixa etária dos 16 aos 44 anos, o produto evitou o óbito em 100%, reduziu a hospitalização em 98,1% e diminuiu em 96,1% os casos de infecção. O imunizante também evitou infecções sintomáticas e assintomáticas em 97,0% e 91,5%, respectivamente.

De acordo com o estudo, ainda, os níveis de proteção observados entre sete e 14 dias após o recebimento da primeira dose, apesar de relativamente altos, foram consideravelmente menores em comparação à segurança conferida pelas duas injeções: 57,7% contra infecções, 75,7% contra hospitalizações e 77% contra morte. “É possível que uma única dose do imunizante forneça uma janela de proteção mais curta do que duas doses, principalmente em um ambiente onde novas variantes do Sars-CoV-2 continuam surgindo”, alerta o documento. 

As correlações observadas entre a queda de casos de Covid-19 em Israel e os períodos onde se observou alta taxa de vacinação para cada faixa etária também sugerem que o programa de imunização em massa – e não só o lockdown iniciado em 27 de dezembro de 2020 – foi fundamental para o controle da pandemia a nível nacional, especialmente entre os idosos.

Isso porque, até meados de janeiro de 2021, o número de infecções pelo novo coronavírus entre pessoas com mais de 65 anos continuou a aumentar, até que, à medida em que a segunda dose começou a ser administrada no país, os casos diários caíram de 55 para cerca de 30 a cada 100 mil em 7 de fevereiro, data que corresponde à primeira fase de reabertura no país. Conforme mais cidadãos recebiam as duas injeções do imunizante, padrões semelhantes também foram identificados em todas as faixas etárias. 

Esperança

O estudo considera que pesquisas futuras com foco na eficácia da vacina da Pfizer-BioNTech a longo prazo terão um papel vital para a maior compreensão de seu potencial no combate à Covid-19. Além disso, considerando os diferentes cenários da pandemia observados mundo afora, os autores alertam para que os países tenham cuidado ao generalizar os dados observados em Israel e sugerem a realização de análises semelhantes em outras regiões.

Mas os dados relatados no Estado Judeu não deixam de trazer esperança – e reforçam o papel central da vacinação em massa no enfrentamento da Covid-19. “Tomados em conjunto, essas descobertas sugerem que a alta absorção da vacina pode conter significativamente a pandemia e oferecer esperança para o eventual controle do surto de Sars-CoV-2 à medida em que os programas de vacinação aumentam no resto do mundo”, conclui a pesquisa.

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