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MP denuncia ex-presidente do Fla por incêndio no Ninho do Urubu

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Além de Bandeira de Mello, outras 10 pessoas são acusadas pela prática de ‘condutas delituosas’ na tragédia que matou 10 atletas

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou, nesta sexta-feira (15), o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello e mais 10 pessoas pelo crime de incêndio culposo resultando em morte na investigação sobre o a tragédia no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu.

“Havia o conhecimento de uma série de precariedades na instalação. O CT foi autuado pela prefeitura. O Ministério Público do Rio de Janeiro tentou fazer um termo de ajustamento de conduta para melhorar as inatalações, mas foi rejeitado pelo então diretor”, disse o promotor Décio Alonso.

Incêndio no Ninho matou 10 jovens jogadoresA tragédia, ocorrida em fevereiro de 2019, tirou a vida de 10 jogadores das categorias de base do clube. Todos dormiam no momento em que o fogo tomou conta das instalações.

Além de Bandeira de Mello, presidente do Flamengo entre 2013-2015 e entre 2016-2018, também foram denunciados Antonio Marcio Mongelli Garotti, Carlos Renato Mamede Noval, Claudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Edson Colman da Silva, Fabio Hilario da Silva, Luiz Felipe de Almeida Pondé, Marcelo Maia de Sá, Marcus Vinícius Medeiros e Weslley Gimenes.

Com base na investigação do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor) o MP-RJ argumenta que “de 2015 até fevereiro do ano de 2019 [data do incêndio], os denunciados, consciente e voluntariamente, praticaram condutas comissivas e/ou omissivas, isolada e/ou conjuntamente, por imperícia, negligência e/ou imprudência penalmente relevantes”.

Em seguida, a Promotoria destaca que “as condutas dos denunciados ao longo do tempo foram a causa única e eficiente para a ocorrência do incêndio de grandes proporções que resultou direta e consequentemente na morte dos dez adolescentes e ferimentos graves em outros três, todos atletas da categoria de base do futebol da referida Agremiação Esportiva, não tendo concorrido para o evento nenhuma condição de caso fortuito ou força maior a afastar a responsabilidade penal na hipótese”.

Ainda segundo o MP, o Flamengo descumpriu sanções administrativas e normas técnicas regulamentares para a fiscalização correta do Corpo de Bombeiros Militar do Rio. Mais do que isso, a contratação de contêineres para dormitório de atletas das categorias de base vai contra as regras de engenharia e arquitetura. “A estrutura de contêiner nunca foi comunicada a nenhum órgão de fiscalização e controle”, afirma Alonso.

O incêndio no Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro de 2019, fez dez vítimas fatais. Os atletas Arthur Vinicius de Barros Silva (14 anos), Athila de Souza Paixão (14), Bernardo Augusto Manzke Pisetta (14), Christian Esmerio Candido (15), Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos (14), Jorge Eduardo Santos Pereira Dias Sacramento (15), Pablo Henrique da Silva Matos (14), Rykelmo de Souza Viana (16), Samuel Thomas de Souza Rosa (15) e Vitor Isaias Coelho da Silva (15), que dormiam nas instalações improvisadas, morreram

O incêndio no Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro de 2019, fez dez vítimas fatais. Os atletas Arthur Vinicius de Barros Silva (14 anos), Athila de Souza Paixão (14), Bernardo Augusto Manzke Pisetta (14), Christian Esmerio Candido (15), Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos (14), Jorge Eduardo Santos Pereira Dias Sacramento (15), Pablo Henrique da Silva Matos (14), Rykelmo de Souza Viana (16), Samuel Thomas de Souza Rosa (15) e Vitor Isaias Coelho da Silva (15), que dormiam nas instalações improvisadas, morreram

Histórico do processo

No final de 2020, a investigação sobre o incêndio mudou de mãos. O promotor Luiz Ayres se licenciou do cargo por motivos de saúde e Décio Luiz Alonso Gomes assumiu a denúncia. O novo promotor de Justiça, membro do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor), já tinha em mãos os últimos relatórios da Polícia Civil do Rio.

O incêndio no Centro de Treinamento George Helal, conhecido como Ninho do Urubu, aconteceu em 8 de fevereiro de 2019, por volta das 5h. Na ocasião, 22 garotos dormiam em instalações improvisadas dentro dos muros do Flamengo. Uma curto-circuito no ar-condicionado teria sido a causa do incêndio que matou 10 jogadores.

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Após título, Gabigol se empolga: ‘Flamengo é Real Madrid do Brasil’

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Artilheiro rubro-negro no Brasileirão rasgou elogios ao clube: ‘Você acha que os jogadores do São Paulo não queriam estar aqui?’

Um dos principais destaques do Flamengo na campanha no Brasileirão, Gabigol não poupou elogios ao clube. Após conquistar mais um título com a camisa rubro-negra, o atacante ressaltou a força do elenco e descreveu o Fla como o “Real Madrid do Brasil”.

“Independentemente do jogador, se joga muito ou não, a torcida deve confiar. Chegar no Flamengo não é muito fácil. O Flamengo é o Real Madrid do Brasil. É onde todos jogadores querem estar. Ou você acha que os jogadores do São Paulo não querem estar no Flamengo. Ou do Grêmio não querem estar no Flamengo? Todo mundo quer estar aqui, mas para estar aqui, tem que ganhar”, disse ele, em entrevista ao canal Paparazzo Rubro-Negro.

Apesar de passar em branco contra o São Paulo, Gabigol foi o artilheiro do time na competição, com 14 gols. Nas seis rodadas anteriores, ele havia marcado em todos os jogos e se tornou peça-chave na arrancada rubro-negra na reta final.

Diferentemente de 2019, o título do Brasileirão 2020 foi no sufoco. O Flamengo perdeu por 2 a 1 para o São Paulo na noite desta quinta-feira, e só se sagrou campeão porque o Internacional não conseguiu vencer o Corinthians – empatou em 0 a 0. Dessa forma, o Flamengo terminou com 71 pontos, enquanto o Colorado ficou com 70.

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Após ameaça de boicote, Catar libera uso de biquínis em etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia

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Doha receberá disputa entre mulheres pela primeira vez. no dia 8 de março. Melhor dupla da Alemanha, porém, havia ameaçado não participar caso houvesse restrição

O Catar voltou atrás e não vai impor nenhuma restrição contra o uso de biquínis durante etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia. Doha, capital do país, receberá a disputa pela primeira vez a partir do dia 8 de março. O possível veto às peças, porém, gerou uma ameaça de boicote pela principal dupla da Alemanha, Karla Borger e Julia Sude. A etapa vale pontos no ranking olímpico.

O órgão regulador do esporte no Catar, porém, afirmou que não haverá restrições ao uso da vestimenta. Em nota, a FIVB disse que consultou a Associação de Voleibol do Catar antes da mudança da definição local.

– Após novas discussões, o QVA confirmou que não há restrições para jogadoras vestindo uniformes padrão durante o evento em Doha, se assim o desejarem – afirmou.

A FIVB, que rege as normas do vôlei, disse ter consultado as jogadoras em janeiro, antes de definir a disputa do evento em Doha. As atletas, porém, lembraram do forte calor da capital do Catar para exigir o uso de biquínis.

– A FIVB acredita firmemente que o vôlei de praia feminino, como todo esporte, deve ser julgado pelo desempenho e esforço, e não pelo uniforme. Portanto, durante a competição em Doha, caso os jogadores solicitem o uso do uniforme padrão, eles estarão livres para fazê-lo. A FIVB e o QVA estão unidos no compromisso de sediar um evento acolhedor, seguro e inclusivo que permita aos atletas competir em o seu melhor.

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