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Segurança

MPES requer condenação de oficial de Justiça que repassava cumprimento de mandados

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O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Pinheiros, denunciou um oficial de Justiça e um homem por falsidade ideológica, usurpação de função pública e violação de sigilo funcional. O oficial de Justiça, ao invés de cumprir a função pública que ocupa, entregava os mandados ao homem para que ele cumprisse as ordens judiciais.

Após receber um mandado de busca e apreensão, a Polícia Militar compareceu à residência de um homem com informações de que lá poderia encontrar drogas e armas de fogo. Os objetos não foram localizados. No entanto, os policiais acharam diversos mandados de intimação em poder do denunciado. A partir das oitivas de testemunhas, ficou comprovado que durante vários meses de 2016 um oficial de Justiça entregava os mandados ao homem para que ele os cumprisse.

O oficial de Justiça alegou durante as investigações que buscava informações com o rapaz, para facilitar o cumprimento dos mandados. Quando não encontrava as pessoas que deveriam ser notificadas, pedia ao homem para cumprir os mandados. Alegou ainda que, às vezes, como forma de ressarcimento, dava R$ 10,00 para o rapaz colocar gasolina na moto dele. De acordo com a denúncia, o oficial de Justiça ainda expedia as certidões dando fé pública às diligências feitas pelo outro denunciado, sem sequer verificar a veracidade das informações.

Desta forma, o MPES requer a condenação do oficial de Justiça à pena de 15 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, e a 2 anos e oito de detenção, em regime inicialmente aberto, além da perda do cargo de oficial de Justiça. Em relação ao homem que cumpria os mandados, o Ministério Público requer a condenação a 10 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.

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Segurança

Homem se passa por mulher, comete estupro virtual e obriga amigo a engolir moeda

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Suspeito finge ser mulher por anos, se relaciona com melhor amigo, exige fotos íntimas e manda ele cumprir “tarefas” como até comer fezes

A Polícia Civil de Fortaleza, no Ceará, indiciou um homem de 27 anos por crimes de estupro virtual, falsa identidade e extorsão contra o próprio amigo. O suspeito conseguiu fotos íntimas do amigo após se passar por mulher na internet e obrigava a vítima a fazer “tarefas”, como engolir moedas.

Segundo a polícia, Ayrton Andrade Pereira da Silva conhecia a vítima há quase dez anos, mas fingiu ser mulher, manteve um relacionamento virtual com o amigo, que tem 24 anos, e, após conseguir fotos íntimas dele, passou a extorqui-lo.

O agressor ameaçava a vítima até com fotos de caixões, dizendo que mataria parentes dele caso não fizesse o que o suspeito queria.

Ayrton obrigava a vítima a fazer algumas “tarefas” que deveriam ser filmadas, além de pedir dinheiro. Para provar que estava fazendo as “atividades”, a vítima era obrigada a gravar as ações, como engolir uma moeda colocada em um copo com água.

A vítima também foi obrigada a colocar um copo de vidro no ânus, que se quebrou e a machucou. Foi por isso que o homem relatou o crime à família, que registrou uma denúncia na polícia. Outras “tarefas” incluía comer as próprias fezes e beber a própria urina retirada do vaso.

O caso foi denunciado pela vítima em 2020 e, desde então, era investigado pelo 5º Distrito Policial, que localizou Ayrton no Maranhão. A Polícia Civil ainda investiga o caso para identificar outras possíveis vítimas do suspeito.

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Segurança

Empresário suspeito de lavagem de dinheiro é preso pela PF em Vitória

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Operação “Masqué”, feita em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, combate crimes contra o sistema financeiro nacional

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quinta-feira (13), em Vitória, um empresário suspeito na participação de um esquema milionário de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. 

O detido foi alvo da terceira fase da “Operação Masqué”, feita para combater crimes contra o sistema financeiro nacional. A PF realiza em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal.

De acordo com a PF, a ação deveria cumprir dois mandados de prisão preventiva. Porém, o outro suspeito não foi encontrado em Vila Velha e foi considerado foragido pela Justiça. O nome do empresário será inscrito na lista de procurados da Interpol, composta por 190 países.

Como se trata de captura e prisão, os nomes não foram divulgados em razão da Lei de Abuso de Autoridade.

A investigação apurou a existência de uma organização criminosa dedicada a lavagem de capitais a partir da aquisição de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros e à evasão de divisas.

Os suspeitos responderão por três crimes: lavagem de dinheiro (prisão de três a dez anos e multa), organização criminosa (prisão de três a oito anos e multa), evasão de divisas (prisão de dois a seis anos e multa). 

Entenda as fases da operação

Na primeira fase, deflagrada ainda em 2019, a investigação apurou um esquema de evasão de divisas com a utilização de empresas que falsificavam e repetiam documentação para enviar dinheiro para o exterior. 

Naquele momento, a Justiça Federal decretou o sequestro de dezenas de imóveis avaliados em cerca de R$ 40 milhões.

Já na segunda fase, o objetivo foi investigar o crime de lavagem de dinheiro praticado pelos envolvidos na primeira fase da operação policial de mesmo nome, em especial, mediante a compra de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros, além de empréstimos feitos fora do mercado formal de crédito.

O nome da operação é uma referência a ação dos investigados que buscava mascarar a real propriedade de vultoso patrimônio adquirido ilegalmente por meio das atividades da organização criminosa.

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