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Mulher é presa por chamar rapaz de ‘macaco fedorento’ em ônibus

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Uma mulher foi presa em flagrante após fazer ofensas racistas contra um passageiro dentro de um ônibus em Praia Grande, no litoral paulista. Em entrevista ao G1 nesta segunda-feira (12), a vítima, um autônomo de 29 anos, que preferiu não se identificar, relatou que estava conversando com a esposa no transporte coletivo quando foi surpreendido com os insultos.

O caso aconteceu no último sábado (10), na Linha 11, que atravessa Praia Grande até o limite com Mongaguá. Um dos passageiros gravou parte da ação da mulher. No vídeo, é possível ouvir quando ela diz “Macaco. Macaco fedorento. Tu não presta, tu é preto da senzala. Crioulo fedido. Tira os óculos e vai catar papelão vaga***** [sic]”.

Porém, conforme conta o autônomo, ela chegou a desferir diversos outros xingamentos contra ele, além dos flagrados nas imagens. De acordo com ele, quando já estava há cerca de 10 minutos no ônibus e conversava com a esposa, um rapaz o avisou que a mulher estava direcionando os xingamentos a ele. “Eu olhei sem entender e, quando virei para trás, a moça simplesmente, gratuitamente, me olhou e falou ‘é com você que estou falando mesmo seu macaco’ “, relembra.

Em seguida, ele afirma, que ainda sem entender, perguntou “a senhora está falando comigo?”, momento que a mulher reforçou que falava sim com ele e o chamou novamente de macaco. “Sabe quando você não consegue assimilar tudo que está acontecendo? Foi isso que aconteceu. Eu travei. Minha mulher já levantou e a questionou, momento que a moça também a xingou de vaga*****”, afirma.

Depois disso, o autônomo relata que a passageira que o ofendeu queria descer do ônibus e que ele e a esposa não deixaram. “Eu travei a passagem, sem encostar nela, e falei que ela não sairia enquanto a polícia não chegasse”, conta.

Após os insultos, a esposa dele foi até o motorista do ônibus e pediu que ele parasse o veículo imediatamente, pois acionariam a polícia. A solicitação foi atendida pelo condutor, e, como ambos estavam sem celular, pediram ajuda aos passageiros, que solicitaram que a Polícia Militar comparecesse ao local. “Eu só tinha a certeza que aquilo não poderia sair impune e que tínhamos que tomar as atitudes legais”, afirmou a auxiliar de escritório, de 33 anos.

O autônomo ainda relata que enquanto travava a passagem da mulher, ela disse que ele tentava assaltá-la. “Falou que eu era imundo, além dos outros xingamentos. Eu não a ofendi, apenas falei ‘espera a viatura chegar’. Então ela disse ‘quando a viatura chegar você vai preso’, quando perguntei o porquê, ela respondeu ‘porque você é preto, macaco, da senzala e tem que estar na cadeia’ “, relata.

Apesar disse, o rapaz tentou se manter calmo e aguardou a chegada da polícia. “Eu já sofri racismo outra vez, mas dessa vez não poderia deixar de denunciar. Nada justifica um ato racista, é um ódio gratuito. A pessoa te acha menor por você ser diferente. Você se sente impotente. Isso que aconteceu comigo, de certa maneira, acontece todo dia, com muitas pessoas”, desabafa.

Um dos passageiros que viu o ocorrido também lamentou a atitude da mulher. “Quando entrei no ônibus, no bairro Jardim Real, ela já estava o xingando de ‘macaco’, ‘negrinho da senzala’. Ficamos revoltados, ligamos para polícia e a mulher continuou xingando ele. Você via descer lágrimas dos olhos do rapaz, mas ele aguentou firme. Ela chamou ele até de ladrão. Isso não pode ficar impune”, disse o auxiliar de serviços gerais Josafa Almeida, de 35 anos, em entrevista ao G1.

A PM atendeu a ocorrência e o caso foi registrado como injúria racial pelo 1º DP de Praia Grande, onde a mulher foi presa em flagrante. O G1 solicitou posicionamento à Viação Piracicabana sobre o ocorrido, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa da mulher não foi encontrada para comentar o caso.

Fonte: Portal G1.

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Banestes oferece crédito pessoal com taxa a partir de 0,89% ao mês

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A linha de crédito é uma opção para a organização das finanças pessoais. Há ainda a possibilidade de contratação via App Banestes

Para quem está em busca de crédito pessoal, que é uma ajuda e tanto para bancar algumas despesas e também para colocar as contas em dia, pode aproveitar para contratar pelo Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). O banco anunciou condições atrativas para esta modalidade de crédito.  

A linha de crédito pessoal tem taxas a partir de 0,89% ao mês para servidores públicos e prazo de até 60 meses para o pagamento. Conforme destaca o diretor de Negócios do Banestes, Hugo Gaspar, a modalidade de crédito é benéfica para colocar projetos em prática. “A linha tem taxas bastante atrativas, e é ideal para projetos como reformas de residências, despesas educacionais, viagens ou aquisição de bens. O Banestes, o banco dos capixabas, segue firme no propósito de oferecer crédito facilitado a baixo custo para os capixabas”, disse.

Os clientes interessados em contratar o crédito devem entrar em contato com uma das agências do Banestes ou registrar uma solicitação pela opção “Fale com o Gerente”, disponível no Aplicativo Banestes. Como toda operação financeira, a contratação está sujeita às análises de crédito e cadastro.

Crédito fácil pelo App

O crédito pessoal do Banestes também pode ser contratado de forma automática, rápida e sem burocracia por meio do Aplicativo Banestes. O banco disponibiliza a modalidade de crédito com contratação 100% digital, diretamente do App.

Para isso, basta que o correntista acesse o aplicativo e clique na opção “Empréstimos”, disponível no menu. Em seguida, selecione a opção “Empréstimo Pessoal”, e siga o passo a passo.

Cada cliente tem um limite de crédito pré-aprovado, de acordo com o seu perfil, e condições de taxas de juros e de parcelamento.

Informações completas estão disponíveis no site oficial do Banestes: www.banestes.com.br.

Saiba mais – Crédito Pessoal Banestes:

  • Taxas a partir de 0,89% ao mês.
  • Prazo de até 60 meses para pagamento.
  • Possibilidade de contratação 100% digital, via Aplicativo Banestes.
  • Condições variam de acordo com análise de crédito e perfil do cliente.

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Selo de Indicação Geográfica é concedido ao Café Montanhas do Espírito Santo

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O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) concedeu o selo de Indicação Geográfica (IG) ao Café Montanhas do Espírito Santo, na categoria de Denominação de Origem (DO). A conquista foi registrada na revista do Inpi, publicada nesta terça-feira (04). O pedido da IG foi realizado em dezembro de 2019 pela Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo (Acemes).

A conquista da IG possibilita promover a sustentabilidade e a competitividade da atividade cafeeira, além de fortalecer o território e levar benefícios econômicos para os habitantes da região. A IG de Denominação de Origem contempla os cafés produzidos nos municípios de Afonso Cláudio, Alfredo Chaves, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Santa Leopoldina, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.

A documentação apresentada para a concessão da IG foi baseada em trabalhos científicos realizados na região de sua abrangência e conclui que as temperaturas amenas das Montanhas do Espírito Santo permitem que o amadurecimento dos frutos do café ocorra de forma mais gradativa.

Temperaturas médias anuais de 18 a 22ºC, altitudes entre 500 a 1.400 metros e pluviosidade média anual entre 1.000 e 1.600 milímetros possibilitam melhores condições para que a planta sintetize substâncias importantes para maior expressão dos aromas e sabores dos cafés específicos da região. A IG constata ainda que os fatores humanos ligados à herança familiar e cultural diversa, bem como características de cultivo e pós-colheita do café influenciam nas características sensoriais do café produzido nas Montanhas do Estado. 

O presidente da Acemes e produtor de café, Rodrigo da Silva Dias, destacou que a conquista da IG agrega valor ao produto e reconhecimento dos agricultores e da região. “O selo garante a produção com rastreabilidade e origem controlada. Também assegura que o café foi produzido de acordo com as normas do Caderno de Especificações Técnicas elaborado pelas instituições parceiras, o que confere ainda maior segurança para o consumidor. Certamente vamos alavancar o agroturismo dos 16 municípios que fazem parte da região da IG”, completou.

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), desenvolve trabalhos de melhoria da qualidade e da produtividade do café arábica na região das Montanhas do Espírito Santo há mais de 20 anos. Entre as atuações estão: o desenvolvimento de técnicas para o cultivo com sustentabilidade e para o processamento de pós-colheita; caracterização dos diferentes aromas, sabores e nuances dos cafés da região; e o desenvolvimento de cultivares de café selecionados ou que passaram por melhoramento genético.

“Importante conquista para a cafeicultura capixaba. Sem dúvidas, esse reconhecimento vai contribuir para a promoção e valorização do Espírito Santo no cenário nacional e internacional. É qualidade no campo e na xícara”, ressaltou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Paulo Foletto. 

Para o pesquisador do Incaper, Maurício Fornazier, a riqueza de atributos do Café Montanhas do Espírito Santo e o sistema produtivo consideravelmente artesanal, apresentam condições de Denominação de Origem que certamente irão contribuir para a valorização do café da região.

“Espera-se que com a Indicação Geográfica, na modalidade Denominação de Origem, exista a possibilidade de promover a região das Montanhas do Espírito Santo, conduzindo-a no rumo da trajetória da sustentabilidade socioeconômica de toda a população, fundamentada na cafeicultura ecologicamente adequada aos estratos ambientais, fazendo com que suas relações comerciais sejam de muita prosperidade”, frisou Fornazier.

Mobilização para implantação da IG

A mobilização para construção do projeto de implantação da IG Café Montanhas do Espírito Santo foi iniciada em 2016 e contou com a coparticipação de diversos atores sociais e organizações. O Incaper, representado por diversos servidores, atuou diretamente para a conquista da IG, junto à Acemes; o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes); o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); o Instituto de Inovação e Tecnologias Sustentáveis (Inovates); e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

O grupo buscou retratar o cenário histórico e contemporâneo das Montanhas do Espírito Santo como abordagem orientadora, bem como auxiliar à solicitação de reconhecimento formal de ser um território potencial para produção de cafés diferenciados e com valor econômico e cultural agregados.

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