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Internacional

Mulheres só reclamam de assédio de homens feios, diz presidente do Equador

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‘Assédio é quando se trata de uma pessoa feia, mas se a pessoa é bem apresentada de acordo com os padrões, ela geralmente não pensa necessariamente que é um assédio’, afirmou Lenín Moreno.

O presidente do Equador, Lenín Moreno, fez declarações machistas durante um encontro com investidores na sexta-feira (31) e depois foi às redes sociais para pedir desculpas.

“Os homens são constantemente sujeitos a acusações de assédio. Vejo que as mulheres frequentemente denunciam assédio, é verdade, é bom que o façam, mas às vezes vejo que estão com raiva dessas pessoas feias”, disse o presidente mais cedo na sexta-feira (31) durante uma reunião com investidores na cidade de Guayaquil.

“Isso quer dizer que o assédio é quando se trata de uma pessoa feia, mas se a pessoa é bem apresentada de acordo com os padrões, ela geralmente não pensa necessariamente que é um assédio”, acrescentou.

Em seu pedido de desculpas uma rede social, ele negou que pretendesse minimizar a violência contra a mulher ou denúncias de abusos.

“No meu comentário sobre assédio, [eu] não pretendia minimizar um assunto tão sério como violência ou abuso. Peço desculpas se foi entendido dessa maneira. Rejeito a violência contra as mulheres em todas as suas formas!”, disse o presidente na noite da própria sexta-feira (31).

Equatorianos criticam o presidente

Moreno enfrenta uma onda de críticas nas redes sociais por causa das declarações.

No sábado (1), a ativista de direitos humanos Lolo Miño rejeitou as expressões de Moreno e questionou sua capacidade de governar.

“É uma questão de saber se uma mulher se sente à vontade com a abordagem, não se o cara é bonito ou não. Às vezes duvido que ele (o presidente) seja capaz de administrar o país. Que vergonha”, afirmou Miño.

A organização Mulheres pela Mudança se manifestou em uma rede social: “Não, não presidente Lenín Moreno, não é que as mulheres agora pareçam assediadas, é que homens como você nunca acharam ruim assediar! Rejeitamos suas declarações violentas”.

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Internacional

Princesa Mako, do Japão, se casa com plebeu e deixa família imperial

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Eles irão morar em Nova York, onde trabalham como advogados, e participaram de entrevista coletiva após a cerimônia. União foi alvo de polêmica por causa de dívida da mãe do noivo

A princesa Mako, sobrinha do imperador Naruhito, do Japão, deixou oficialmente de pertencer à família real nesta terça-feira (26), ao celebrar seu casamento com o plebeu Kei Komuro.

Sem nenhuma cerimônia especial ou pompa, a união foi definida apenas pela assinatura do registro oficial do casamento, por volta das 11 horas (horário local, 23 horas de segunda-feira no Brasil).

Além de confirmar que os dois se tornam marido e mulher legalmente, o documento também definiu o desligamento de Mako da família imperial. Ela agora passa a se chamar Mako Komuro.

Além de não ter uma festa, a princesa também abriu mão do dinheiro que receberia por deixar o título, um dote equivalente a mais de R$ 5 milhões.

Após a assinatura, os noivos concederam uma entrevista coletiva em um hotel em Tóquio.

Mako pediu desculpas por qualquer problema causado por seu casamento e entendeu que as pessoas têm opiniões diferentes sobre o assunto. Kumuro também se desculpou e disse que ama Mako e a apoiaria por toda a vida juntos.

Mako, agora ex-princesa do Japão, e seu marido Kei Komuro — Foto: STR / JIJI PRESS / JAPAN POOL / via AFP Photo

A união, que foi comemorada pelos japoneses quando o casal anunciou o noivado, em 2017, e sua intenção inicial de se casar em 2018, se tornou alvo de protestos, levando inclusive Komuro a deixar o país e ao adiamento da celebração.

Isso aconteceu quando foi descoberto que a mãe do noivo, que é viúva, havia recebido um empréstimo de 4 milhões de ienes (cerca de R$ 200 mil) de um ex-noivo, usados para financiar os estudos do filho, e não devolveu o dinheiro.

A sogra da princesa alegou que acreditava que a quantia tinha sido um presente, e Komuro se ofereceu para pagar a dívida, mas o estrago na imagem da família já estava feito. Grande parte da opinião pública se voltou contra o relacionamento do jovem com um membro da família imperial, que supostamente deve manter uma reputação imaculada.

Para diminuir a pressão, o noivo se mudou para Nova York, onde continuou os estudos e trabalha como advogado. Após o casamento, Mako irá se mudar para os Estados Unidos, e também vai trabalhar como advogada na cidade.

Os dois, que têm 30 anos de idade, se conheceram na universidade quando estudavam direito, há dez anos.

Enquanto Komuro estava em Nova York, Mako permaneceu no Japão, e eles ficaram três anos sem se ver pessoalmente. Recentemente, quando a data do casamento foi anunciada, a agência da Casa Imperial informou que a princesa estava sofrendo de transtorno de estresse pós-traumático devido à grande cobertura midiática sobre ela.

 O príncipe Akishino e a princesa Kiko, acenam ao lado de sua filha, a princesa Mako, em foto de 2 de janeiro de 2018 — Foto: Kazuhiro Nogi/AFP

O príncipe Akishino e a princesa Kiko, acenam ao lado de sua filha, a princesa Mako, em foto de 2 de janeiro de 2018.

O reencontro aconteceu apenas no mês passado, quando o noivo finalmente retornou para o casamento. Com os cabelos mais compridos e usando um pequeno rabo de cavalo, foi mais uma vez alvo de inúmeras críticas – e logo cortou os fios.

Como mulher, Mako não pertencia à linha de sucessão ao trono imperial, que no Japão só pode ser ocupado por homens. Abaixo de seu tio, o atual imperador Naruhito – que tem apenas uma filha mulher, a princesa Aiko – estão o pai de Mako, o príncipe Akishino, e seu irmão mais novo, Hisahito, de 14 anos.

Antes dela, a última mulher a deixar a família imperial para se casar com um plebeu foi sua tia, a ex-princesa Sayako, irmão de Naruhito, que em 2005 se casou com Yoshiki Kuroda.

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Internacional

China faz novos confinamentos após aumento de casos de Covid

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Medidas ocorrem a apenas 100 dias do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim

As autoridades chinesas determinaram o confinamento de dezenas de milhares de moradores do norte do país e pediram aos habitantes da capital que limitassem os deslocamentos após o aumento de casos de Covid-19, a apenas 100 dias do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.

A China identificou 39 novos casos de Covid-19 nesta segunda-feira (25) e mais de 100 durante a semana passada. Muitos contágios estão relacionados com os deslocamentos de um grupo de turistas.

O governo chinês, que adota uma política de “tolerância zero” em relação ao vírus, reagiu rapidamente com a imposição de restrições e com a organização de campanhas de teste nas regiões afetadas.

Pequim, cidade que receberá os Jogos Olímpicos de Inverno a partir de 4 de fevereiro, adiou por tempo indeterminado a maratona que estava prevista para 31 de outubro e contaria com a participação de quase 30 mil corredores. “A prova foi adiada para evitar o risco de transmissão epidêmica”, anunciaram os organizadores.

Um funcionário do governo da capital chinesa pediu aos moradores que evitassem viagens “desnecessárias” para fora da cidade e encontros com muitas pessoas. 

Qualquer pessoa procedente de uma região onde foram identificados casos de Covid-19 deve apresentar um teste negativo, anunciaram as autoridades. Os novos casos foram detectados em 11 províncias, a maioria na região norte do país. 

Em Ejin, cidade na Mongólia interior, no norte do país, quase 35 mil pessoas ficarão confinadas a partir desta segunda-feira por um período de duas semanas.

Em algumas cidades do norte do país, incluindo Lanzhou, capital da província de Gansu, os serviços de ônibus e táxi foram suspensos. Além disso, os locais turísticos foram fechados.

No domingo, as autoridades já haviam anunciado a suspensão das viagens turísticas organizadas para cinco áreas onde casos de Covid-19 foram registrados, incluindo Pequim.

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