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Internacional

Nicolás Maduro oferece ‘petróleo por vacinas’ na Venezuela

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País aguarda imunizantes da iniciativa Covax, mas doses que chegariam seria de vacina ainda não aprovada pelo governo venezuelano, e ainda em número insuficiente para vacinar a população.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu neste domingo (28) trocar “petróleo por vacinas” contra a Covid-19, em meio à nova onda da pandemia no país petroleiro e às sanções financeiras aplicadas pelos Estados Unidos.

“A Venezuela tem os navios petroleiros, tem clientes prontos para comprar petróleo de nós. Dedicaria parte da sua produção para garantir as vacinas de que precisa. Petróleo por vacinas!”, proclamou Maduro na TV pública.

A Venezuela enfrenta sanções impostas por Washington contra a estatal petroleira PDVSA com o objetivo de tirar Maduro do poder. “Estamos preparados, mas não iremos mendigar junto a ninguém”, afirmou o presidente socialista, referindo-se implicitamente a um anúncio feito pelo líder opositor Juan Guaidó de acordos para a liberação de fundos do país bloqueados no exterior para pagar vacinas do sistema Covax.

Em um primeiro momento, Maduro insistiu em pedir à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que cuidasse de que fundos congelados pudessem ser usados para pagar cerca de 2 milhões de doses reservadas ao país por meio do Covax.

Se não fossem desbloqueados, explicou, entraria em jogo a opção “petróleo por vacinas”. Além disso, assinalou o presidente, o mecanismo cobre apenas 20% das vacinas de que o país precisa.

Essas doses, no entanto, eram do laboratório AstraZeneca, que não foram autorizadas na Venezuela por temor de supostos efeitos colaterais — muito embora essa vacina seja segura e eficaz para combater o coronavírus. Mas Maduro disse que há conversas em andamento para que a Opas faça chegar ao país “as vacinas selecionadas e aprovadas”.

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Internacional

“Militarismo não combaterá a covid”, diz Biden na ONU

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Presidente dos EUA exaltou a união das nações, ao defender que o desafio do século 21 é a unidade global 

Em discuro na Assembleia Geral da ONU, nesta nesta terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que o militarismo não combaterá a covid-19. “A resposta militar não será a solução para todos os problemas do mundo. Veja, por exemplo, a covid-19, que está sendo combatida pela ciência”, pontuou. Este foi o primeiro discurso do democrata no evento.

O presidente norte-americano ressaltou que as nações precisam criar um conselho para tratar sobre as ameaças à saúde e exaltou as doações que os EUA fizeram de vacinas contra a covid-19. “Estamos em um momento de grande dor e ao mesmo tempo de grandes possibilidades”, disse sobre a pandemia.

Biden fez um discurso exaltando a união das nações. “Este é o desafio do século 21: a unidade global. Iremos garantir a segurança dos nossos alidados hoje e amanhã. (…) Usaremos de todos os meios para que isso ocorra”, e ressaltou que trabalha para fortalecer as alianças dos Estados Unidos. 

“Precisamos estar profundamente engajados com o resto do mundo para garantir nosso futuro. Nossa seguridade, prosperidade e liberdade estão interconectadas e, na minha visão, como nunca antes”, completou.

“Em vez de lutar pelas guerras do passado, estamos direcionando nossos recursos, nossos olhos, para as ações que trazem resultados coletivos”.

Para ele, os EUA precisam aumentar a diplomacia e a defesa à democacia. Citou a retirada das tropas americanas do Afeganistão, após 20 anos, e disse que o país não é o mesmo em comparação ao que era quando sofreu os ataques de 11 de setembro de 2001. Segundo ele, os EUA estão melhor equipados para detectar ameaças terrotirtas e previni-las, e são mais resilientes em combatê-las. 

O presidente também disse que Washington não busca “uma nova Guerra Fria”, em uma clara alusão ao confronto com a China.

As mudanças climáticas também foram parte importante da fala. “O mundo precisa combater as ameaças climáticas, que hoje não encontram fronteiras”. Em abril, Biden pediu para que os EUA perticipassem do acordo de Paris novamente.

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Internacional

EUA vão liberar em novembro entrada de brasileiros vacinados

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Viajantes precisarão apresentar um teste negativo para a covid-19 feito três dias antes de embarcarem

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (20) que permitirá, a partir do início de novembro, a entrada de viajantes internacionais ao país, inclusive quem chega do Brasil, China, Reino Unido e União Europeia, desde que estejam completamente vacinados contra a covid-19.

“As viagens internacionais são essenciais para conectar famílias e amigos, para abastecer pequenas e grandes empresas, para promover o intercâmbio aberto de ideias e cultura”, disse Jeff Zients, coordenador de pandemia da Casa Branca, nesta segunda-feira (20).

“É por isso que, com a ciência e a saúde pública como nosso guia, desenvolvemos um novo sistema de viagens aéreas internacionais, que aumenta a segurança dos americanos que estão no país e das viagens aéreas internacionais”, completou.

Em junho do ano passado, o governo americano havia limitado a entrada de estrangeiros de um grupo de países europeus, do Irã e da China. Viajantes totalmente vacinados também precisarão apresentar um teste negativo para o coronavírus três dias antes de embarcarem para os Estados Unidos, disse Zients.

Americanos não vacinados que estão no exterior e que querem voltar ao país terão que passar por testes mais rígidos. Eles precisarão de um teste negativo para o coronavírus um dia antes de embarcarem para os Estados Unidos e deverão ser testados novamente após a chegada.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças também emitirão em breve uma ordem direcionando às companhias aéreas, para que coletem números de telefone e endereços de e-mail de viajantes para um novo sistema de rastreamento de contatos. As autoridades acompanharão os viajantes após a chegada para perguntar se eles estão apresentando sintomas do vírus.

A ação do governo veio na véspera de uma visita do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que deveria pressionar Biden para suspender as restrições. As autoridades britânicas esperavam que o presidente americano anunciasse um relaxamento das medidas quando ele foi em junho à Cornualha, na Inglaterra, para a reunião da cúpula do G7, mas as mudanças não aconteceram.

As autoridades britânicas observam que os Estados Unidos não impuseram uma proibição semelhante aos cidadãos de países caribenhos, que apresentavam um índice maior de infecção em relação à Grã-Bretanha, ou aos turistas da Argentina, que tinha uma menor porcentagem de sua população vacinada. Cerca de 82% das pessoas na Grã-Bretanha com mais de 16 anos já tomaram as duas doses da vacina.

A União Europeia e a Grã-Bretanha permitiram que pessoas totalmente vacinadas dos Estados Unidos viajassem sem quarentena. As autoridades locais ficaram incomodadas quando os Estados Unidos não fizeram o mesmo com os europeus.

Segundo autoridades europeias, a proibição manteve famílias separadas desde março de 2020, quando o ex-presidente Donald Trump a anunciou pela primeira vez, quando o coronavírus estava em erupção em toda a Europa.  Os países europeus resistiram a uma terceira onda de infecções impulsionadas pela variante Delta.  Mas em vários países, incluindo a Grã-Bretanha, as taxas de infecção começaram a se estabilizar e até diminuíram. 

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