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Noivas acusam empresa de dar golpe em mais de 50 casais

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Empresa afirma que encerrou as atividades devido à pandemia.

Há poucos meses de dizer o tão sonhado ‘sim’, cerca de 50 casais descobriram que a empresa contratada para realizar o casamento abriu falência e que o evento não será realizado. As vítimas alegam que caíram em um golpe ao firmar contrato com um estabelecimento, localizado em Santos, no litoral de São Paulo. A proprietária afirma que entrará em contato com cada um os clientes para resolver a situação.

Segundo as vítimas, a empresa Lírio Eventos oferecia o serviço de buffet, aluguel do espaço, decoração da festa e, para alguns, até DJ. Os valores ofertados pelos pacotes iam de R$ 11 mil a R$ 22 mil, firmados por meio de contratos. Os noivos tinham a opção de pagar a quantia à vista ou em prestações, por meio de cartão de crédito ou cheques.

Esse foi o caso da recepcionista Rebeca Da Silva Medeiros, de 22 anos, que pagou 50% do valor em oito cheques. Ela e o noivo, Anderson Monteiro Lima, 24 anos, encontraram a empresa por meio de um anúncio nas redes sociais e logo marcaram um encontro no escritório da proprietária. No local, eles fecharam o valor de R$ 21.600, que incluía o serviço de buffet, decoração, o aluguel do espaço onde seria realizado o evento e DJ.

Casal firmou contrato de pouco mais de R$ 21 mil por serviço de casamento — Foto: Arquivo pessoal

Casal firmou contrato de pouco mais de R$ 21 mil por serviço de casamento

“Começamos a pagar em janeiro, mas desde que a contratamos, ela [proprietária] nunca nos levou na casa para conhecer. Marcava comigo e no mesmo dia cancelava. Falava que estava alugada”, afirma Rebeca. Por outro fornecedor, Rebeca soube que o imóvel estava disponível para visita. Segundo a jovem, a partir desse dia, o tom da conversa começou a mudar.

“Aí, ela começou a revelar quem ela era. Mandou muitos áudios, sendo grossa e falando para procurar outro fornecedor, porque ela não ia fazer o meu casamento. Perguntei como ia ficar a questão da devolução dos valores, porque foi ela quem rompeu o contrato. Então, ela me disse que, por causa da pandemia, tanto fazia quem havia cancelado, e que não sabia quando me pagaria, mas que ia se esforçar”, conta.

Segundo Rebeca, depois disso, a proprietária informou que teria até um ano, depois da pandemia, para devolver o valor pago. “Descobrimos o contato de outras noivas, que no passado já foram vítimas dela. Descobrimos pelos fornecedores da Baixada Santista que eles já haviam sido orientados que ela vinha praticando golpes. Foi golpe. Durante a pandemia ela fez contratos com outros noivos. Já quebra o argumento que ela não estava firmando novos contratos e que quebrou na pandemia”, afirma a jovem.

Outros casais

A advogada Sarah Lizandra Santana, de 26 anos, moradora de Guarujá, também acredita que caiu em um golpe. Ela relata que firmou contrato com a empresa para fazer seu casamento por R$ 13.500, com casa, decoração e Buffet. O evento estava agendado para ocorrer em janeiro de 2021 e foi confirmado pela dona por meio de uma conversa com o assessor da noiva.

Ao ser questionada pelo homem se havia fechado o aluguel da casa para o casamento, ela diz: “não entendi a sua pergunta. O evento irei realizar em janeiro e estamos em setembro. Fique tranquilo que honro meus compromissos”. Na última semana, a advogada soube por meio das redes que um casal havia recebido uma notificação extrajudicial de que o casamento estava cancelado.

Em conversa, empresária confirmou que honraria os compromissos — Foto: Arquivo pessoal

Em conversa, empresária confirmou que honraria os compromissos

“Foi quando eu vi que ela sumiu e não estava mais respondendo no WhatsApp, e trocou a foto dela por uma decoração de casamento”. A noiva afirma que, neste momento, o sentimento é de desespero. “A situação que a gente se encontra é desesperadora. Se ela sabia, porque no dia 29 de setembro falou que eu podia dar continuidade no meu casamento?”, desabafa.

A noiva Letícia Vilha de Souza Contreras conta que o primeiro problema que teve com a empresa foi a falta de pagamento do espaço alugado para a realização de seu casamento, em São Vicente. “Recebi uma ligação do lugar avisando que ela [dona] tinha fechado o contrato, mas não havia feito o pagamento. Mesmo com eles a cobrando”. Ela conta que a empresária sempre dizia que iria pagar o valor para o locador, mas nunca apresentava o dinheiro.

“Até que chegou o momento em que eles me ligaram falando que iam liberar a data reservada por falta de pagamento. Me disseram que se eu quisesse reservar, teria que pagar e fazer um novo contrato com eles”, explica. O casal fez o novo contrato com o local e, depois de muita insistência, conseguiu receber o dinheiro pago pelo aluguel do espaço à empresária. Na última semana, soube por um conhecido que a proprietária da empresa havia sumido.

“Eu liguei algumas vezes, o celular dela só dá fora de área. No escritório não tem absolutamente ninguém. A gente sabe que mesmo com o dinheiro todo pago, ela sumiu e depois recebemos a confirmação de que estava encerrando as atividades e que não ia fazer nenhum casamento, nem agora e nem o ano que vem. É um sonho que virou pesadelo”, finaliza.

Posicionamento

Em nota, a Lírio Evento afirma que não deixou de cumprir nenhuma festa em 20 anos de atuação, e que encerrou as atividades devido à pandemia. A empresa relata que está enviando um comunicado extrajudicial para cada uma dos clientes que tinham festas programadas nos próximos meses. Além disso, alega que no início do ano buscará recursos para viabilizar os acordos, sem prejudicar qualquer casamento. A Lírio ainda destaca que a proprietária não fugiu e que não praticou golpe contra os clientes.

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Idosos casados há 57 anos morrem de Covid-19 no mesmo dia

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Roberto Küne estava internado com coronavírus e morreu aos 82 anos nesta segunda-feira (30). A esposa, Magally Küne, de 79, que também estava internada com a doença, morreu uma hora depois.

Casados havia 57 anos, Roberto Küne, de 82, e Magally Küne, de 79, morreram de Covid-19 em Taubaté (SP), nesta segunda-feira (30), com apenas uma hora de diferença um do outro. Eles estavam internados fazia 15 dias.

“Minha mãe não conseguia ficar triste de estar internada, porque ela queria ficar com meu pai. Eles não se separavam de forma nenhuma”, conta Patrícia Küne, filha do casal.

Patrícia conta que os pais estavam tomando os cuidados para não se contaminar com o coronavírus, mas a mãe seguia trabalhando. A família gerencia uma casa de massas há mais de 20 anos na avenida Independência. Com a reabertura do comércio, Magally manteve o espaço funcionando, mas com restrições.

Ela e o marido foram diagnosticados em 14 de novembro e hospitalizados juntos, mas a mãe foi liberada horas mais tarde. No dia seguinte, com a piora no quadro, ela teve de retornar ao hospital, onde permaneceu internada.

Patrícia conta que, durante o isolamento no hospital, Magally e Roberto foram deixados juntos e faziam chamadas para a família.

A última mensagem da mãe para a filha foi enviada quando o quadro do pai, que tinha comorbidades, se agravou e ele teve de ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Ela só me disse que queria ir lá com ele, que não queria ficar longe. Depois dessa mensagem, ela piorou e precisou de equipamentos para respirar. E então foi levada com ele para a UTI”, relembra.

Casal morre de Covid-19 em Taubaté; Roberto e Magally estavam juntos há 57anos — Foto: Arquivo Pessoal/Patrícia Küne

A família teve de acompanhar o casal de longe, com as restrições de visita por causa da Covid. Nesta segunda, o hospital chamou a família para comunicar que Roberto havia falecido e que uma hora depois a mãe também não resistiu e morreu.

“Ela não o deixava, e não deixou nem neste momento. Está doendo muito, mas temos consolo em saber que os dois estiveram juntos até o fim”, afirma Patrícia. O casal deixa outros dois filhos e cinco netos.

Neste momento de luto, Patrícia alerta para a importância de se reforçar o cuidado diante da pandemia.

“As pessoas precisam se cuidar, por elas e pelos demais. Ao menor dos sintomas, não saiam de casa. Às vezes, pensamos que com a gente não vai acontecer, mas acontece.”

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Polícia de SP prende mulher suspeita de participação em assalto a agência bancária de Criciúma

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Auxiliar de limpeza tinha malotes do Banco do Brasil, banco alvo dos criminosos em Santa Catarina. Com ela foram apreendidas munições de fuzis, armas, rádio-comunicadores e drogas. Presa é investigada por organização logística de assaltos como o de Criciúma.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira (2) uma auxiliar de limpeza de 31 anos suspeita de participação no mega-assalto a uma agência bancária em Criciúma (SC) na madrugada de terça-feira (1).

Ela foi localizada, após uma denúncia, no Jardim Reimberg, Zona Sul da capital paulista. Com a mulher os policiais encontraram malotes de dinheiro do Banco do Brasil, que serão periciados.

A suspeita é que a mulher atue na organização logística de assaltos como o que ocorreu em Criciúma, transportando munição, celulares e dando apoio operacional à quadrilha. Ela é casada com um homem que também é suspeito de ter participado de vários assaltos a banco no país, cuja prisão preventiva a Polícia Civil paulistana pediu também.

Com a mulher foram apreendidos munições de fuzil 7.62mm, rádios transmissões, malotes bancários do Banco do Brasil vazios e armas de fogo de uso proibido. Ela foi presa em flagrante por porte ilegal de armas e tráfico de drogas.

Celulares, armas e um carro foram localizados com a suspeita de participar da logística do crime — Foto: Polícia Civil/divulgação

Investigação

Segundo o boletim de ocorrência registrado no 25º Distrito Policial (Parelheiros), os investigadores chegaram até ela após receberam denúncias de que uma pessoa envolvida no crime em Criciúma estaria escondida na Zona Sul de São Paulo.

No local da prisão da suspeita, os policiais também encontraram seis tijolos de cocaína, dez telefones celulares e uma caixa contendo espoletas de acionamento de explosivos.

Um carro Fox vermelho também foi apreendido. A polícia apura se o veículo foi utilizado na fuga dos criminosos do assalto em Santa Catarina.

A investigação está sendo conduzida pela 6ª Seccional da Polícia Civil, na Zona Sul de São Paulo.

Mega-assalto

O mega-assalto ocorreu no início da madrugada de terça-feira (1º), quando uma quadrilha sitiou o Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, para assaltar um banco —  O grupo fortemente armado invadiu a tesouraria regional de um banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, usou reféns como escudos e atirou várias vezes.

A polícia encontrou 10 carros utilizados pelos criminosos. Os veículos estavam em um milharal em Nova Veneza, cidade vizinha, e eram de “alta potência e grande valor comercial”, segundo o delegado Vitor Bianco.

Resumo:

  • Cerca de 30 pessoas encapuzadas assaltaram uma agência do Banco do Brasil no Centro de Criciúma às 23h50 de segunda-feira (30). A ação durou 1 hora e 45 minutos.
  • Pessoas foram feitas reféns e cercadas por criminosos; houve bloqueios e barreiras para conter a chegada da polícia.
  • Um PM e um vigilante ficaram feridos. Ninguém morreu. O PM precisou passar por três cirurgias.
  • Criminosos fugiram e parte do dinheiro ficou espalhada pelas ruas. Valor levado e abandonado não foi informado.
  • Quatro moradores foram detidos após recolherem R$ 810 mil que ficaram jogados no chão devido a explosão durante o assalto.
  • Criminosos também deixaram 30 quilos de explosivos para trás.
  • 10 carros usados no assalto foram apreendidos em um milharal
  • A PM acredita que pelo menos dois criminosos tenham se ferido.
  • Em nota, o Banco do Brasil disse que funcionários não foram feridos, que não há previsão para reabertura da agência e que não informa “valores subtraídos durante ataque às suas dependências”.

Criciúma tem cerca de 217 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e fica 200 km ao sul da capital catarinense, Florianópolis, e 285 km ao norte da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. A economia do município se baseia, principalmente, em exploração de carvão, indústria, agricultura e pecuária.

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