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Medicina e Saúde

Nova resolução amplia grupo de trabalhadores da saúde contemplados com a imunização contra a Covid-19

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A Secretaria da Saúde publicou no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (03), uma nova resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) relacionada à priorização de grupos dos trabalhadores da saúde capixaba para a imunização da Campanha de Vacinação contra a Covid-19 no Espírito Santo.

Com a Resolução Nº011/2021, pactuada entre Estado e municípios, há o acréscimo da priorização de trabalhadores acima dos 60 anos de idade, como forma de se prevenir situações de agravamento e morte deste público. Já estão contemplados os profissionais vacinadores envolvidos na Campanha de Vacinação contra a Covid-19; trabalhadores das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI’s); trabalhadores das instituições das pessoas com deficiência (residências inclusivas); trabalhadores dos hospitais e maternidades; trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192) e equipes de remoção de pacientes com suspeita de Covid-19; trabalhadores das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs e PAs); trabalhadores da Atenção Primária em Saúde (APS); trabalhadores dos laboratórios: LACEN, laboratórios que fazem RT-PCR Covid-19 e demais laboratórios; trabalhadores da Vigilância em Saúde e outras áreas envolvidas em investigações de campo, relacionadas à Covid.

“O Estado vem trabalhando com priorizações de grupos dentro da população de trabalhadores da saúde, uma vez que ainda não recebemos doses suficientes para imunizar 100% deste público. Num primeiro momento, foram priorizados os trabalhadores da linha de frente ao atendimento de casos da Covid-19, e com disponibilidade de novas doses, iremos, por meio de pactuações, ampliar este quantitativo, assim como trabalhadores da saúde da iniciativa privada, de consultórios, até complementar 100%”, destacou a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria da Saúde (Sesa), Danielle Grillo.

Em relação à execução da imunização, Danielle Grillo ressalta que a ação é realizada pelos municípios, mas que o Estado tem trabalhado em parceria na coordenação das estratégias, com orientações e recomendações, como ações extramuros e, em caso de ações dentro dos serviços de vacinação, que sejam realizadas estratégias como agendamento on-line ou telefônico, além de outras estratégias previstas no Plano Estadual de Operacionalização da Vacinação Covid-19.

Além disso, os trabalhadores da saúde para receber a vacina nos serviços de vacinação devem levar documento comprobatório de que pertencem ao grupo prioritário, tais como: crachá do serviço de saúde, contracheque, carteira de trabalho, carteira do conselho de classe ou contrato de trabalho.

Para acessar à nova Resolução CIB Nº011/2021, Clique aqui

Novas doses de vacina contra a Covid-19

A Secretaria da Saúde ainda não recebeu oficialmente por parte do Ministério da Saúde informações em relação a data de envio e quantitativo de doses do novo lote de vacinas a serem encaminhados ao Estado.  Entretanto, o órgão federal pactuou com os estados brasileiros que o envio da próxima remessa de imunizantes será destinado a atender 100% da população acima dos 90 anos e mais 8% de doses para dar continuidade à imunização dos trabalhadores da saúde.

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Medicina e Saúde

Espírito Santo planeja abrir 158 novos leitos para covid-19 até abril. Confira o cronograma!

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As primeiras 70 vagas em hospitais devem ser disponibilizadas a partir do próximo dia 15. Atualmente, Estado tem 694 leitos de UTI

O governo do Estado anunciou nesta segunda-feira (1º) a intenção de abrir 158 novos leitos de hospital, até abril, para atender pacientes infectados com a covid-19. Atualmente, o Espírito Santo conta com 1.343 leitos para atender pacientes com o novo coronavírus, sendo 694 de UTI e 649 de enfermaria.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira. O governo estadual pretende disponibilizar os primeiros 70 leitos a partir do próximo dia 15. Eles serão distribuídos da seguinte forma:

– 20 no Hospital Santa Mônica (privado)
– 10 no Hospital Vitória (privado)
– 18 no Hospital Estadual Dório Silva (novos leitos)
– 22 no Hospital Estadual em São José do calçado (novos leitos)

Até o final do mês, outros 48 leitos serão ofertados, sendo:

– 30 no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual Roberto Silvares – Linhares (adequação de semi-intensivos para UTI)
– 8 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

E até o final do mês de abril, os 40 restantes estarão abertos. Serão:

– 20 no Hospital Materno Infantil da Serra (novos leitos)
– 10 no Hospital Geral de Linhares (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, há uma preocupação de que o Espírito Santo apresente um novo crescimento de casos de covid-19 entre os meses de março e abril. O secretário destacou que, nesse período, é comum o crescimento de doenças respiratórias agudas graves.

“Nós temos alguns riscos que, se de fato se confirmarem, da sazonalidade dessas doenças de todos os anos, nós devemos sim ter uma terceira fase de aceleração da curva de casos nos meses de março e abril. Por isso, nós defendemos uma estratégia de expansão de leitos”, destacou o secretário.

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Medicina e Saúde

Coronavírus: máscara transparente ou ‘M85’; o produto de vinil que não funciona

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Produto vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, por preços em torno de R$ 25 e R$ 30, sob o argumento de que é inquebrável, não impacta na sua beleza e dá “liberdade para respirar”. Mas especialistas alertam que ele não protege contra o coronavírus

Se você buscar o termo M85 no Google, talvez encontre um tipo de metralhadora. Ou imagem de uma galáxia lenticular descoberta em 1781 que tem este nome. Ou até o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) referente a “outros transtornos especificados da densidade e da estrutura ósseas”.

Especialistas apontam que máscaras transparentes como estas da imagem não protegem contra a covid — Foto: Reprodução/Máscara Cristal

Mas esse também é o nome dado por vendedores brasileiros a um modelo de “máscara” transparente feita com policarbonato. Esse tipo de produto, com preço em torno de R$ 25 a R$ 30, vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, sob o argumento de que é inquebrável, não atrapalha a beleza e dá “liberdade para respirar”.

O problema é: esse produto e similares não são eficazes para reduzir os riscos de transmissão do coronavírus, segundo os especialistas em infectologia e saúde coletiva ouvidos pela BBC News Brasil.

A explicação, segundo eles, está em dois pontos: o primeiro é que o material não é capaz de filtrar o ar inspirado ou expirado. O segundo é que não há uma boa adesão ao rosto — característica essencial para aumentar a proteção.

Nesse produto, os espaços grandes entre o rosto e a máscara permitem a entrada e saída de ar sem nenhum tipo de filtragem. Por isso, assim como os escudos protetores (face shield), esse produto não deveria ser usado sozinho, sem uma máscara de fato por baixo.

“Essa máscara de vinil, transparente, isso não tem função nenhuma de máscara, não tem elemento filtrante absolutamente nenhum. Isso não deveria nem se chamar de máscara, e sim protetor facial. Máscaras mesmo, que temos hoje disponíveis, são de tecido, cirúrgica e PFF2 ou N95”, diz o infectologista Antonio Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Ao mesmo tempo em que é muito claro para o infectologista que a máscara não funciona no contexto da pandemia, ele conta que tem visto o produto em uso.

“Um dia desses entrou na academia em que faço exercício físico uma pessoa com isso, eu fui lá dizer para o dono da academia que não se pode permitir que alguém faça atividade física com um negócio desse. É gritante o vácuo de informação nessa área. Muita confusão.”

A professora da Unicamp Raquel Stucchi, que é infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, também avaliou modelos de máscaras transparentes disponíveis para venda encaminhados pela reportagem e disse que nenhum deles é adequado.

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