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Medicina e Saúde

Novo Painel de Contratos facilita acompanhamento de ações no combate à Covid-19

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As informações sobre os gastos públicos realizados para o enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) ganharam ainda mais transparência, nesta sexta-feira (24), quando entrou no ar o Painel Contratos Covid-19. Com a criação do painel de Business Intelligence (BI), a consulta aos dados ficou mais interativa, apresentando uma visão geral e rápida das principais informações por meio de gráficos.

CLIQUE AQUI para acessar o Painel Contratos Covid-19

Além de facilitar o entendimento, o Painel agregou novas informações. Agora, além dos valores dos contratos e de suas alterações contratuais, estão disponíveis os dados sobre a execução da despesa, com o detalhamento dos valores empenhados, liquidados e pagos. Com isso, todo cidadão pode acompanhar o andamento das ações de combate à Covid-19.

A ferramenta foi desenvolvida por meio de parceria entre a Secretaria de Controle e Transparência (Secont), o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo (Prodest) e a Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom).

O Painel permite diversas formas de filtragem de dados, que também estão disponíveis para download e compartilhamento. Atualizado diariamente, mostra o valor total, por empresas e unitários, gasto pelo Estado. Além disso, conta com a identificação do órgão contratante, da empresa contratada e da modalidade de contratação. Também é possível acessar os termos de referência e os contratos na íntegra.

É possível ainda identificar os órgãos que mais tiveram gastos para o enfrentamento à pandemia e os contratos de maior e menor valor. Todos esses instrumentos têm por objetivo estabelecer um controle efetivo do gasto público, servindo de consulta tanto para o cidadão, que poderá exercer seu papel de fiscalizador, quanto por órgãos de controle, como o Ministério Público, Tribunal de Contas e a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales), que, diariamente, demandam informações mais detalhadas como as que estão exibidas no Painel.

“Entendemos que uma gestão transparente é a porta de entrada para alcançar a confiança da população nas ações que vêm sendo desempenhadas pelo Estado, e uma forma de inibir a corrupção. O Espírito Santo passou a ser um livro aberto, tanto para aquele cidadão que deseja avaliar as medidas de enfrentamento quanto para os órgãos fiscalizadores que obtêm a informação de forma ativa, sem burocracia”, ressalta a subsecretária de Estado da Transparência, Mirian Porto do Sacramento.

A nova ferramenta pode ser consultada no site oficial de informações sobre a pandemia no Estado: www.coronavirus.es.gov.br. No site também estão disponíveis o Painel Covid-19, com informações sobre a doença – número de casos, de mortes, de pacientes curados e outros dados – e o Painel Isolamento Social, que informa o índice de isolamento por região e por dia da semana.

A iniciativa de lançar o Painel faz parte de um conjunto de medidas que o Estado vem adotando desde o início da pandemia e que o consolidaram como referência em transparência dos dados da Covid-19. O Espírito Santo ocupa o 1º lugar no País nos dois rankings nacionais que medem a capacidade do poder público de fornecer informações sobre o novo Coronavírus.

O primeiro, elaborado pela ONG Open Knowledge Brasil, avalia a divulgação de dados relativos à Covid-19, como número de casos e de mortes. O outro estudo, da ONG Transparência Internacional Brasil, mede a transparência quanto aos gastos emergenciais.

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Medicina e Saúde

Por que pessoas com duas doses da vacina da Covid-19 ainda podem contrair a doença?

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Especialistas alertam que não há vacina 100% eficaz e que imunizantes protegem contra formas graves da doença

Estudante do 5º ano de veterinária na cidade de Matão (SP), Giovanni Reggi Bortolani, de 22 anos, tomou a segunda dose da vacina CoronaVac no dia 4 de março. Um mês depois, após um jantar em família em que todos presentes acabariam contraindo a Covid-19 , ele também saiu infectado. Casos como esse — de pessoas que contraíram a doença mesmo após as duas doses da vacina — vêm causando dúvidas acerca da efetividade dos imunizantes contra o novo coronavírus.

Médicos e especialistas alertam que é sim possível contrair e transmitir a doença, mesmo após 14 dias da aplicação da segunda dose, quando se completa o ciclo de imunização. Isso ocorre porque as vacinas atualmente disponíveis protegem principalmente contra o desenvolvimento de formas graves da doença, como explica Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas e do comitê de imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

— Quando falamos da importância da vacinação não é que a pessoa vai estar totalmente livre de pegar a doença. Mas a chance dela ser internada, intubada e ter complicações cai expressivamente e assim combatemos a pandemia — aponta Richtmann.

A especialista ressalta que nenhuma vacina é 100% eficaz. Ela explica que, apesar das diferenças de eficácia das vacinas, todas disponíveis para vacinação atualmente possuem uma proteção para prevenção de casos moderados e graves entre 75-80% com as duas doses.

Um estudo sobre a CoronaVac, por exemplo, feito pelo Ministério da Saúde do Chile, apontou que ela é 67% efetiva na prevenção da infecção sintomática pela doença; 85% para prevenir internações e de 80% na prevenção de mortes pela Covid-19. Já duas doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 podem ter cerca de 85% a 90% de efetividade contra o desenvolvimento da doença, segundo a Public Health England (PHE).

Além do tipo do imunizante, especialistas explicam que o principal fator que irá determinar o nível de proteção é o próprio organismo do paciente — ou seja, varia de pessoa para pessoa. Segundo a infectologista da Unicamp e consultora da SBI Raquel Stucchi, basicamente, há três grupos de reações às vacinas: quem desenvolve uma boa formação da imunidade celular e não adoece; aqueles que criam resposta parcial e podem ter casos leves;  e uma minoria que desenvolve poucas células de defesa e pode ter casos moderados e graves.

— Os pacientes que não desenvolvem imunidade a partir da vacina são na maioria idosos (devido ao processo de envelhecimento natural do sistema imunológico), imunodeprimidos e pessoas com comorbidades como obesidade e diabetes — diz Stucchi.

Faz parte desse grupo, por exemplo, a funcionária do setor de saúde de Franca, no interior de São Paulo, Cacilda Vendramini Ferreira, de 68 anos, que é diabética e hipertensa. Ela havia tomado a segunda dose em 2 de março e começou a se sentir mal em 10 de abril.  Ficou oito dias internada, cinco deles na UTI, mas não precisou ser intubada.

— Se eu não tivesse tomado a vacina poderia ter sido muito pior — afirma Ferreira.

— O vírus não é uma entidade estática. Ele se multiplica, tem seus próprios mecanismos de defesa e vai usar de tudo para continuar se replicando. É uma “corrida armamentista”, e onde tiver menos resistência pode surgir a doença — define Mansur.

Por conta dessa capacidade do vírus de infectar mesmo após a vacinação, a infectologista Raquel Stucchi ressalta que a imunização é também importante para proteger outras pessoas e o próprio sistema de saúde.

— A gente insiste que a vacinação não é um ato individual, mas coletivo. Com muita gente vacinada diminui as internações e tende a diminuir a circulação do vírus. Assim a chance dessas pessoas cujo sistema imunológico não respondeu à vacina adoecerem diminui muito — analisa Stucchi.

Os especialistas alertam ainda para a importância de tomar as duas doses e completar o ciclo de imunização. Atualmente, apenas 11,11% da população brasileira recebeu as duas doses da vacina. Além disso, destaca Rosana Richtmann, se a pessoa se expõe muito a locais aglomerados, a chance dela se infectar mesmo imunizada também será maior.

— No hospital vejo muitas pessoas que, após 4 ou 5 dias da primeira dose já relaxam e acabam se contaminando e desenvolvendo a doença. Por isso é importante completar a imunização com a segunda dose e seguir usando máscara para proteger a si mesmo e aos outros — recomenda a infectologista.

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Medicina e Saúde

ICEPi realiza 1º Fórum de Medicina Hospitalista para compartilhar vivências e resultados

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Acontece na próxima quinta-feira (17), a partir das 14 horas, o 1º Fórum de Medicina Hospitalista do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi). O fórum tem como objetivo discutir as vivências dos participantes do projeto e os resultados alcançados nos últimos seis meses.

O evento, realizado pela Coordenação do Projeto de Qualificação da Rede Hospitalar do ICEPi, ocorrerá no auditório do Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória. O Fórum será destinado aos profissionais dos hospitais participantes do projeto e contará com os cuidados devidos para a organização diante da pandemia da Covid-19.   

O 1º Fórum de Medicina Hospitalista faz parte do Projeto de Qualificação da Rede Hospitalar, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar (Sobramh), que visa a qualificação e o desenvolvimento de ações de aperfeiçoamento da gestão da clínica no âmbito hospitalar, melhorando o atendimento à população, além de reforçar as abordagens em educação, pesquisa e liderança. 

Atualmente, o projeto conta com 21 médicos, três supervisores médicos e 13 enfermeiros atuando nas unidades do Hospital Maternidade Sílvio Ávidos, Hospital Estadual Dório Silva, Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG) e Hospital Estadual de Vila Velha (HESVV). 

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