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Medicina e Saúde

O que os médicos usavam antes de existir anestesia? Era assustador

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Graças a essa invenção, os médicos podem realizar procedimentos invasivos sem que o paciente sinta dor. Mas até que a anestesia fosse criada, como os médicos realizavam as cirurgias?

A cirurgia é um procedimento complexo e que pode durar horas. Para que tudo ocorra bem, além da preparação do médico, é importante que o paciente fique sedado, para, primeiramente, não sentir dor e para possibilitar que os profissionais façam as intervenções necessárias sem nenhuma intercorrência. 

Assim, a anestesia é um procedimento que visa bloquear temporariamente a capacidade do cérebro de reconhecer um estímulo doloroso.

Graças a essa invenção, os médicos podem realizar procedimentos invasivos sem que o paciente sinta dor. Mas até que a anestesia fosse criada, como os médicos realizavam as cirurgias? 

A história da anestesia 

Até que a primeira anestesia efetiva fosse criada, todas as cirurgias, das maiores às menores, eram extremamente radicais e poderiam ser comparadas à tortura. Os procedimentos realizados antes de 1846, quando o uso do éter foi descoberto como uma fonte eficiente para apagar os pacientes, as pessoas permaneciam acordadas ou inebriadas com outras substâncias que não eram tão efetivas. 

Muitas vezes, era necessário que as pessoas permanecessem na sala com o objetivo exclusivo de segurar os pacientes, mesmo que eles gritassem, chorassem e implorassem para que o procedimento acabasse. 

Embora a descoberta fosse uma revolução para a medicina, apenas anos mais tarde a anestesia se tornou norma. Como a descoberta do uso do éter era algo novo e desconhecido, os erros de dosagem que faziam os pacientes acordarem no meio da cirurgia ou morrerem de overdose, fez com que os hospitais proibissem o uso da substância nas cirurgias. Médicos e dentistas de prestígio publicaram artigos condenando o uso e referindo-se à droga como “influência satânica”.

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Até que opções mais eficientes fossem encontradas, os médicos utilizaram o álcool como sedativo, fazendo com que os pacientes ficassem bêbados e dormissem para começar a operação.

O problema é que isso durava pouco tempo, portanto, os médicos realizavam operações curtas nesses casos, como amputações, redução de fraturas, retirada de cálculo renal e circuncisão. Cirurgias do abdômen, por exemplo, eram inviáveis, pois os músculos precisavam estar relaxados e com extrema dor era impossível fazer o paciente relaxar. 

Na realização das cirurgias também foram utilizadas drogas como Laudanum, que era um tipo de ópio, clorofórmio e alcaloides retirados de plantas, como Solanum e outras ervas que tentavam controlar a consciência e a dor durante as cirurgias. Essas tentativas eram comuns na cultura ocidental. 

Na China, por exemplo, os médicos utilizavam a acupuntura para controle da dor, na ausência da anestesia. Outro ponto a ser destacado é que além da falta de anestesia, antes de 1940, quando os antibióticos foram isolados e administrados aos pacientes, havia um enorme risco de o operado morrer de infecção pós-cirurgia. 

Até esse momento, os médicos não entendiam a importância de lavar as mãos e os instrumentos antes da cirurgia e mesmo com o paciente sedado, a infecção ocorria e, grande parte, dos operados morriam de septicemia. Por isso, os médicos avaliavam se os riscos de morrer sem a cirurgia eram maiores que morrer em decorrência dela.

A aceitação plena só ocorreu quando a teoria dos germes foi comprovada, diminuindo as taxas de mortalidade pós-operatória e quando a Food and Drug Administration foi criada, trazendo nova legislação e padrões farmacêuticos para a administração de medicamentos na hora das cirurgias. 

O uso das anestesias na atualidade

Felizmente, as anestesias se desenvolveram e, atualmente, é possível realizar uma cirurgia complexa e que dure horas, sem o paciente acordar ou sentir dor. As opções disponíveis hoje são anestesia geral, regional ou local e utilizam coquetéis de drogas para inibir os sinais de dor. 

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A anestesia geral é indicada para cirurgias complexas e de grande porte, quando anestesias locais não são suficientes, ou seja, o tipo de anestesia necessária para bloquear a dor de um corte na pele é totalmente diferente de uma anestesia capaz de bloquear a dor da retirada de um tumor do abdômen. 

A anestesia regional é utilizada em procedimentos mais simples, em que o paciente pode permanecer acordado. A anestesia bloqueia a dor em determinada região do corpo, como braço, perna ou toda região inferior. Ela se divide em anestesia raquidiana e anestesia peridural. 

A raquidiana é inserida nas costas e aplicada na membrana dura-máter, que envolve a medula. Esse anestésico dentro da coluna espinhal bloqueia os nervos que passam pela coluna lombar, fazendo com que estímulos dolorosos vindos dos membros inferiores e do abdômen não consigam chegar ao cérebro. 

Já a anestesia peridural é injetada na região peridural, que fica ao redor do canal espinhal. Diferentemente da raquidiana, que é colocada com agulha, a peridural é injetada com um cateter que fica administrando constantemente a medicação. Essa opção é utilizada no parto normal, por exemplo. 

Por fim, existe a anestesia local, que é utilizada para bloquear dor em pequenas regiões do corpo feita com injeção de lidocaína na pele e nos tecidos subcutâneos. A anestesia local também pode ser feita por meio de gel ou spray, como no caso de endoscopias digestivas e impede que os receptores de dor na pele e nervos mais superficiais enviem sinais dolorosos ao cérebro.

Fonte: Mega Curioso

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Estudantes da rede pública vão receber consulta oftalmológica de graça no ES; saiba como

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Serão contemplados alunos do ensino fundamental matriculados na rede pública de educação. Ao todo, sete municípios serão contemplados pela ação

A partir desta segunda-feira (8), até o próximo dia 19 de agosto, alunos da rede pública de ensino de seis municípios da Região Metropolitana (Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Fundão, Viana e Guarapari) e Aracruz, na Região Norte do Estado, poderão passar por consultas gratuitas com oftalmologistas. 

O programa, chamado “De Olho no Futuro – Dr. Ubirajara Moulin de Moraes”, começou em 2003 e desde então já atendeu mais de 14 mil estudantes com dificuldades visuais. A meta para este ano é atender mais 3.500 alunos

As consultas são realizadas dentro de um ônibus itinerante equipado para fazer os exames. Segundo a coordenadora socioambiental do instituto responsável pelo desenvolvimento do programa, Milene Mello, no mesmo dia do atendimento a criança escolhe a armação dos óculos e são tiradas as medidas necessárias. 

“O material é enviado para o laboratório, que confecciona as lentes adequadas de acordo com a prescrição médica”, disse. Os estudantes recebem os óculos em até 30 dias.

O principal objetivo da ação é melhorar o rendimento escolar e diminuir a evasão, causada muitas vezes por problemas relacionados à visão que não foram diagnosticados. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que cerca de 10% das crianças em idade escolar apresentam algum tipo de deficiência visual e muitas vezes, esse problema acaba passando despercebido pela família e também pela instituição de ensino.

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Acompanhamento

Após passar por todas a etapas, o De Olho no Futuro segue acompanhando o desempenho desses alunos por meio da psicopedagoga do programa. A equipe que faz o cadastro e a triagem dos alunos é voluntária. Ainda de com acordo Milene, à frente da coordenação do Instituto Unimed, idealizador do programa, grande parte das patologias da visão podem ser corrigidas por meio do uso dos óculos. 

“As ações do programa se encaixam nesse contexto para apoiar a redução do número de crianças e adolescentes com problemas de visão e contribuir, dessa forma, para a redução das dificuldades de aprendizado geradas por essas situações”, concluiu. 

Veja os locais e horários de atendimento

Os atendimentos acontecerão de 8 a 19 deste mês, das 7h às 17h, nos municípios de  Aracruz, Cariacica, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória. Confira o cronograma:

8 de agosto/segunda-feira: 
Aracruz: EMEF Paulo Freire Rua Margarida, 32. São Marcos – Aracruz – ES. CEP 29190757
9 de agosto/terça-feira: 
Cariacica: EMEF Celestino De Almeida R. Blumenau, s/n – Bela Vista, Cariacica – ES, 29142-296

10 de agosto/quarta-feira:
Cariacica: EMEF Joana Maria Da Silva R. Joana Maria da Silva, S/N – Castelo Branco, Cariacica – ES, 29140-844

11 de agosto/quinta-feira: 
Viana: EMEF Padre Antunes Siqueira Rua Paris, SN – Nova Viana, Viana – ES, 29135-000

12 de agosto/sexta-feira:
Vila Velha: UMEF João De Medeiros Calmon Rua Sebastião Silveira, SN – Praia das Gaivotas, Vila Velha – ES, 29102-571

15 de agosto/segunda-feira:
Guarapari: EMEIEF Constantino José Vieira R. Projetada – Adalberto Simao Nader, Guarapari – ES, 29214-230

16 de agosto/terça-feira:
Serra: EMEF Altair Siqueira Costa R. Nelcy Lopes Vieira, 804 – Jardim Limoeiro, Serra – ES, 29164-018

17 de agosto/quarta-feira:
Serra: EMEF Aureníria Correa Pimentel R. Inhambu, S/N – Novo Horizonte, Serra – ES, 29163-323

18 de agosto/quinta-feira:
Vitória: EMEF Maria José Costa Moraes Rodovia Serafim Derenzi, 4600 – São José, Vitória – ES, 29030-600

19 de agosto/sexta-feira: 
Vitória: EMEF Ceciliano Abel de Almeida R. Dr. Arlíndo Sodré – Itararé, Vitória – ES, 29047-500

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Um em cada cem nascidos tem cardiopatia congênita no mundo; saiba os sintomas mais comuns

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Diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento adequado, segundo os especialistas

Em todo o mundo, um em cada cem nascidos tem cardiopatia congênita, segundo a American Heart Association, chegando a 1,35 milhão de doentes por ano. 

O acompanhamento pré-natal e o diagnóstico precoce são fundamentais para o tratamento adequado de bebês com o problema.

Segundo o diretor acadêmico da Escola Brasileira de Medicina (Ebramed), Leonardo Jorge Cordeiro, a cardiopatia congênita é uma malformação ou incompleta formação do coração e do sistema circulatório, que pode ocorrer nas primeiras oito semanas de gestação, fase do desenvolvimento embrionário cardíaco.

“Com a complexidade do sistema cardiocirculatório, as alterações podem ser as mais diversas, pois podem se dar pela formação errática ou mesmo não desenvolvimento tanto de cavidades do coração, como problemas nas válvulas, veias e artérias relacionados com o coração”, explicou.

As cardiopatias congênitas são divididas em cianóticas e acianóticas. Assim como os demais tipos de doenças cardíacas, há diferentes graus de comprometimento. Assim como há diferentes tipos de tratamentos, procedimentos e cirurgias. 

Para descobrir se um bebê já desenvolve o problema, o diagnóstico é feito por um ecocardiograma transtorácico, com doppler colorido, preferencialmente por um médico especializado em patologias congênitas.

O coração de um bebê já está com a formação completa por volta de 20 semanas de gravidez, momento no qual costuma ser realizado o ultrassom morfológico pelo pré-natal. 

De acordo com o cardiologista, sociedades ligadas à obstetrícia e cardiologia pediátrica e congênita são favoráveis a realização de ecocardiograma fetal, ou seja, com a criança dentro do útero, de forma rotineira nas gestações em geral, mesmo quando não há uma suspeita forte de problemas cardíacos durante o ultrassom morfológico.

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Fatores causadores

Segundo Cordeiro, não há um fator específico associado ao desenvolvimento de uma cardiopatia congênita. 

Há fatores que aumentam a chance de problemas de desenvolvimento cardíaco, como doenças crônicas maternas, como diabetes mellitus e lúpus eritematoso sistêmico, assim como a infecção por rubéola, podem afetar o desenvolvimento do coração fetal nessas primeiras oito semanas do feto. Também medicações como o lítio, certos anticonvulsivantes e mesmo drogas ilícitas podem levar a má formação.

Também são considerados fatores de risco a gravidez gemelar e a fertilização in vitro. Além dessas condições, histórico de cardiopatia congênita prévia ou em parentes de primeiro grau, também se mostram como fatores para maior incidência de alterações cardíacas nos bebês.

De acordo com especialista, qualquer doença cardíaca que seja diagnosticada mais tardiamente, e não tenha relação com o desenvolvimento embrionário do coração, recebe o nome de cardiopatia adquirida.

Sintomas e tratamento?

Os sintomas podem ser divididos de acordo com a manifestação da doença no bebê. Em casos de recém-nascidos, há dificuldade de mamar, cansaço, coração acelerado, suor excessivo na cabeça e nos pés. 

No primeiro ano de vida, há dificuldade de ganho de peso, problemas com o crescimento e aparecimento de sopro no coração, cianose (quando a criança fica com aparência roxa), desmaio, dor no peito e palpitações.

Para o tratamento pode não haver a necessidade de intervenção cirúrgica, ou até precisar de três ou mais cirurgias para correção dos fluxos sanguíneos do paciente. Além disso, há possibilidade de as cirurgias serem curativas, ou seja, reestabelecem o sistema cardíaco habitual, levando a cura do indivíduo, ou paliativas.

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“A vida de um cardiopata congênito depende tanto do diagnóstico do tipo de cardiopatia, quanto da precocidade do diagnóstico e do tratamento realizado. 

Existem algumas condições que sequer necessitam de cirurgia, de forma que a vida segue totalmente normal, mas temos também casos de cardiopatias bastante complexas que foram precocemente diagnosticadas e passaram por todos os procedimentos necessários nos momentos adequados”, explicou o cardiologista.

Panorama

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 130 milhões de crianças no mundo têm algum tipo de cardiopatia congênita. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 29 mil crianças nascem com cardiopatia congênita por ano – dessas, cerca de 23 mil precisarão de cirurgia para tratar o problema. 

Nas regiões Sul e Sudeste, aproximadamente 80% das crianças cardiopatas são diagnosticadas e tratadas. O cenário no Norte e Nordeste é o oposto, no qual até 80% dessas crianças não conseguem diagnóstico nem tratamento.

Em muitos casos, as famílias só identificam que o bebê tem algum problema no coração após o nascimento, quando o teste do coraçãozinho é realizado. 

Realizado nos primeiros dias de vida, ainda na maternidade, o exame é feito com um oxímetro, que mede o nível de oxigênio no sangue do bebê e seus batimentos cardíacos. O teste é de baixo custo, rápido, não invasivo, indolor e obrigatório, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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