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Medicina e Saúde

Óculos reduzem em 3 vezes chance de contrair covid, afirma estudo

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Pesquisa comprovou que acessório funciona como barreira; médica alerta que uso só deve ser feito se houver necessidade

Pessoas que usam óculos têm três vezes menos chance de serem contaminadas pelo novo coronavírus, de acordo com um estudo realizado na Índia pelo oftalmologista Amit Kumar Saxena e publicado na plataforma medRxiv.

A entrada do SARS-CoV-2 no organismo acontece por meio da secreção contaminada, que pode entrar por meio dos olhos ou quando a região é tocada com as mãos contaminadas, por exemplo, segundo a infectologista Claudia Maekawa Maruyama.

“O uso dos óculos pode sim servir como uma barreira, tanto que é obrigatório o uso de proteção ocular em alguns procedimentos médicos”, afirma a especialista.

A pesquisa, que ainda não foi revisada por outros cientistas, foi realizada entre 26 de agosto e 8 de setembro de 2020 e analisou 304 pacientes de um hospital em Kanpur Dehat, distrito do norte da Índia, que já haviam sido diagnosticados com a covid-19. O risco de contágio foi calculado em relação às pessoas que usavam óculos, bem como às que não usavam. O comportamento de uso do acessório foi avaliado por meio de um questionário.

O resultado mostrou que entre os 58 pacientes que tinham o hábito de usar óculos continuamente durante o dia e sempre em atividades ao ar livre, o risco de contrair o SARS-CoV-2 era de 0,48, e de 1,35 em relação às pessoas que não usavam.

“O risco foi de 2 a 3 vezes menor na população que usa óculos do que na população que não usa. O papel protetor dos óculos foi considerado estatisticamente significativo, se aqueles fossem usados ​​por um longo período do dia (mais de 8 horas)”, diz a publicação.

Apesar disso, Claudia ressalta que o uso do óculos não é obrigatório no dia a dia caso não haja a necessidade para melhorar a visão. “A máscara e o distanciamento já são suficientes para impedir a entrada do vírus”, afirma. 

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Medicina e Saúde

Ministério Público do ES diz que profissional deve mostrar seringa após vacinação contra covid-19

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Em entrevista à rádio Pan News Vitória 90.5 FM, promotora também anunciou que investigará denúncias de “fura-filas” envolvendo prefeitos e vereadores

Nas redes sociais é comum a divulgação de vídeos de pessoas que foram receber a vacina contra a covid-19, mas na verdade receberam “vacina de vento”. O caso mais recente aconteceu com uma idosa de 71 anos, em Vitória. A ação foi filmada pela neta da idosa.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPES), para evitar casos assim, a orientação para os profissionais da saúde que trabalham na imunização é mostrar a seringa com o imunizante antes e depois da aplicação, para garantir que a vacinação foi concluída.

Em entrevista à Pan News Vitória 90.5 FM, a promotora de Justiça da Saúde de Vitória e coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Pandemia (GAP-Covid-19) do MPES, Inês Thomé Poldi, explicou que já existe uma orientação para que os vacinadores mostrem o passo a passo da vacinação.

“O vacinador precisa demonstrar o passo a passo para que a pessoa saia de lá com a plena convicção de que ela foi vacinada. Para que não tenhamos esse tipo de dúvida e até mesmo denúncias de que não houve a aplicação da vacina”, contou.

O MPES também continua recebendo denúncia de pessoas que continuam furando a fila de vacinação. “Estamos apurando denúncias de prefeitos e vereadores que também furaram a fila. Em parceria com o Tribunal de Contas vamos conseguir levantar esses dados de forma mais ágil para tomar as providências necessárias”, explicou.

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Medicina e Saúde

ES pode ter quarta onda de casos de covid-19 a partir de maio

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Secretário de Estado da Saúde Nésio Fernandes aponta que a pandemia só será controlada quando o Estado vacinar 80% da população

O Espírito Santo poderá ter uma quarta onda de covid-19 a partir de maio. A possibilidade para uma nova expansão de casos da doença foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (19). O motivo, segundo ele, seria a lentidão na vacinação. 

“Por não termos alcançado uma imunidade coletiva pela vacinação, é possível que, ao longo do segundo quadrimestre (maio a agosto), o Estado possa viver uma nova expansão na curva de casos”, alertou. 

Fernandes apontou que o momento atual da pandemia é marcado por uma maior taxa de transmissão do vírus pois há a presença de variantes circulando e maior contaminação entre pessoas mais jovens. 

O Espírito Santo, até o momento, aplicou a primeira dose em 593.299 pessoas, equivalente a 14,6% da população capixaba. No ranking nacional, está em terceiro lugar entre os Estados que mais aplicaram. 

Porém, o alcance vacinal ainda não é suficiente para que a pandemia seja considerada controlada no Estado e que as medidas de isolamento social sejam relaxadas. “Por isso temos que preservar até alcançarmos a imunidade coletiva de 80% da população, evitando aglomerações e seguindo as medidas de isolamento social, evitando também interações sociais não essenciais”, alertou.

Atualmente, o Estado contabiliza  416.932 casos confirmados e 8673 mortes.

Histórico

Em fevereiro deste ano, o secretário Nésio Fernandes havia anunciado a terceira onda da doença em suas redes sociais. Na época, ele associou a escalada da covid-19 à chegada do outono, quando, normalmente há um aumento de casos de doenças respiratórias, entre março e abril. Ele aproveitou para criticar o negacionismo e as fake news que, na sua análise, contribuíram para incentivar o avanço da doença pelo país.

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