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Segurança

Operação Caim: megaoperação já realizou 118 detenções no Espírito Santo

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Foi deflagrada, nessa sexta-feira (24), a quarta fase da Operação Caim, em uma ação conjunta das forças de segurança do Espírito Santo. A operação é coordenada pela Polícia Civil e conta com a participação da Polícia Militar, Guardas Municipais de Vitória, Vila Velha e Serra, Força Nacional e Polícia Rodoviária Federal.

Foram efetuadas 12 prisões de adultos e a apreensão de um adolescente, além de três armas, 125 munições, um simulacro de arma de fogo e drogas. Seis prisões ocorreram no interior do Estado e o restante na Região Metropolitana de Vitória.

A Operação Caim tem como principal objetivo direcionar esforços das unidades especializadas e do interior do Estado para a redução dos índices de criminalidade, principalmente o número de homicídios. Mais de 200 policiais civis, militares e da Força Nacional, além dos agentes das Guardas Municipais, foram mobilizados.

O superintendente de Inteligência e Ações Estratégicas, delegado João Calmon, explicou que, nesta etapa, o foco foi cumprir mandados de prisão de traficantes, homicidas e foragidos do sistema prisional, além de apreender drogas e armas.

“O objetivo da Operação Caim é trazer segurança aos cidadãos capixabas. Quando você quebra um elo de uma organização criminosa, você inquieta os indivíduos que estão cometendo crime e traz essa segurança para a população”, afirmou Carlmon.

Pela primeira vez, a equipe da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) participou da Operação Caim, cumprindo 26 mandados de busca e apreensão. “Esses mandados são importantes, pois reunimos informações e provas robustas que darão embasamento para o inquérito que ainda está em andamento na Delegacia”, afirmou o titular da Desarme, delegado Christian Waichert.

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O inquérito citado pelo delegado investiga uma organização criminosa especializada em tráfico de armas e drogas, e em atuação no bairro Itaquari, em Cariacica. Em novembro do ano passado, a Polícia Militar apreendeu três fuzis modelo AK-47 e prendeu um suspeito em flagrante. No dia seguinte, a Desarme prendeu um dos responsáveis pelo armamento e iniciou um levantamento minucioso sobre a origem das armas.

“A partir de então, nosso serviço de inteligência, em parceria com a Desarme da Polícia Civil desenvolveu um trabalho que redundou na operação de hoje. Essa integração é fundamental para que a gente consiga mais tranquilidade e segurança para a população em geral”, afirmou o comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Schulz.

Na ação de hoje, a equipe da Desarme apreendeu três armas de fogo, um simulacro de arma, munições de diversos calibres, além de entorpecentes, prendeu cinco pessoas e apreendeu um adolescente. Entre os detidos, está um homem considerado chefe nesta organização criminosa.

“Durante o cumprimento desses 26 mandados, oito pessoas foram conduzidas para a delegacia e dessas, cinco foram presas em flagrante delito. Entre os detidos está um dos gerentes do tráfico de drogas e, com ele, encontramos uma arma de fogo de alto poder de destruição, que é um revólver calibre 44, um calibre restrito e que demonstra o poder de fogo que esta quadrilha tem”, disse Waichert.

 

Balanço de resultados

A Operação Caim é planejada e coordenada pela Superintendência de Polícia Especializada (SPE) e totalizou 118 detenções em suas quatro fases. Ao todo, 27 armas, 1.127 munições, sete veículos, drogas e mais de R$ 35 mil em dinheiro foram apreendidos. Em todo o Estado, 109 mandados judiciais foram cumpridos. 

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A primeira etapa foi deflagrada no dia 02 de abril, realizada nos municípios de Cariacica e Vila Velha e contou, ao todo, com 94 policiais civis, com 31 viaturas. O resultado foi a prisão de 15 suspeitos, dois adolescentes apreendidos, além de armas, munições e drogas que foram tiradas de circulação. Entre os detidos estava o chefe do tráfico de drogas da região de Zumbi dos Palmares, em Vila Velha.

No dia 08 de abril foi realizada a segunda fase da Operação Caim, que alcançou um resultado positivo de 39 detenções em todo o Estado, apreensão de 10 armas, além de drogas e munições. Entre as prisões, destaca-se a localização de um suspeito de envolvimento na morte da menina Alice, de três anos, ocorrida em fevereiro, em Vila Velha.

A terceira etapa, deflagrada no dia 17 de abril, resultou em 47 suspeitos detidos, dois adolescentes apreendidos, dez armas, 888 munições, 4.440g de maconha, 16 buchas de maconha, 13 papelotes de cocaína, 1.230g de crack, 36 pedras de crack, dois veículos e uma moto apreendidos.

O nome “Operação Caim” faz referência à história bíblica dos irmãos Caim e Abel, e remonta ao primeiro homicídio sobre o qual a sociedade teve conhecimento.

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Segurança

Espírito Santo sedia com sucesso o 4º Encontro Nacional de Aviação de Segurança Pública

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Vitória foi palco, pela primeira vez, do Encontro Nacional de Aviação de Segurança Pública (ENAVSEG). Realizado entre os dias 1º e 4 de agosto de 2022, em Camburi, este 4º ENAVSEG foi organizado pelo Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAER) da Secretaria da Casa Militar do Espírito Santo. O NOTAER está completando 30 anos de fundação.

O primeiro ENAVSEG aconteceu em 2017, em Goiás. O segundo, no ano seguinte, foi em Minas Gerais; e o terceiro, em 2019, no Rio de Janeiro. O evento é destinado aos profissionais que trabalham em Unidades Aéreas Públicas (UAPs), como mecânicos de aeronaves, operadores aerotáticos, tripulantes operacionais, pilotos e aqueles profissionais e empresas que atuam direta ou indiretamente no setor de aviação.

“Neste ano de 2022, em que o NOTAER completou 30 anos de atividades aéreas integradas em prol da sociedade capixaba, estamos tendo a honra de sediar o Encontro Nacional de Aviação de Segurança Pública. O evento foi realizado com muito êxito”, disse o secretário-chefe da Casa Militar do Espírito Santo, coronel da Reserva Remunerada Jocarly Martins de Aguiar Júnior, que recebeu os convidados com um discurso de boas-vindas.

O evento em Vitória contou com a presença de representantes das unidades aéreas de vários Estados,  dos Corpos de Bombeiros Militares, Polícias Militares, Polícias Civis, das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Entre os temas abordados na programação estiveram os ligados à segurança de voo, indicadores de segurança operacional, casos de investigação de acidentes, doutrinamento e uso de equipamentos específicos por algumas UAPs, tais como guincho, operação com OVN; e os mais afetos à gestão, como a visão institucional estratégica da aviação de segurança pública.

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Por serem temas os mais variados possíveis, contando com palestrantes reconhecidos nos assuntos, foi possível ampliar o rol de conhecimentos sobre operações em outras unidades aéreas, compartilhando experiências e boas práticas. Paralelamente às palestras, o evento contou com competições dos operadores aerotáticos, tais como prova de salvamento em altura, prova de resgate aquático, prova de tiro policial e a competição de mecânicos de aviação.

Em sua fala, o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Aguiar, explicou que, “com mais de quatro décadas de existência, a Aviação de Segurança Pública e de Defesa Civil no Brasil engloba órgãos da administração pública federal, estadual e do Distrito Federal, como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militares e Polícias Civis, além dos Corpos de Bombeiros Militares. Já são mais de 200 aeronaves, entre helicópteros e aviões, realizando, diuturnamente, diversas modalidades de operação, do policiamento ao resgate aeromédico”, pontuou o coronel Aguiar.

Segundo ele, desde cedo ficou clara a necessidade de organizar e integrar a aviação de segurança pública dentro de um contexto nacional, tendo entre os esforços pioneiros a realização do 1º Encontro de Aviação Policial do Mercosul, em Porto Alegre (1998), e do 1º Fórum Internacional de Operadores de Helicópteros em Segurança Pública e Defesa Civil, em São Paulo (2001).

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Em 1997, com a criação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, muitas ações de integração foram realizadas, em especial a organização do 1º Fórum Nacional de Aviação de Segurança Pública, em Brasília (2008). Outros eventos neste modelo ocorreram em Florianópolis (2009), em Salvador (2010) e Goiânia (2011).

Em 2014, ocorreu a primeira edição do ENAVSEG em Fortaleza (2014), sendo este o último evento com o apoio da SENASP: “Diante da grandeza e importância da temática, os abnegados integrantes da aviação não se furtaram a realizar esforços inimagináveis para prosseguir com o evento de maneira independente do Governo Federal, capitaneados pelas Organizações de Aviação de Segurança Pública dos Estados, com o apoio do site Piloto Policial e colaboradores”, explicou o coronel Aguiar.

Esses esforços, segundo ele, culminaram na realização das edições do ENAVSEG em Goiânia, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, em 2017; em Belo Horizonte, pela Polícia Militar de Minas Gerais, em 2018; e no Rio, pela PM fluminense, em 2019.

“Agora estamos aqui reunidos em Vitória, como forma de demonstrar todo o comprometimento da aviação de segurança pública do Brasil no processo de integração e de melhoria contínua em prol da sociedade brasileira. Que seja infinita a nossa energia para fazer o bem”, concluiu Aguiar.

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Segurança

Homem encontra R$ 7.800 em notas falsas e entrega para a Polícia Federal

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Ele encontrou as cédulas quando seguia de Cariacica para Vitória; maço continha 78 notas de R$ 100 com a mesma numeração

Um homem encontrou uma quantia de dinheiro falso e entregou na sede da Polícia Federal, em Vila Velha, na tarde desta quinta-feira (04). O maço era de R$ 7.800, contendo 78 cédulas falsas de R$ 100. As informações são da própria PF, que não deu o nome da pessoa e nem onde as notas foram localizadas.

Em depoimento aos policiais, ele disse que seguia do Bairro Santana, em Cariacica, para o Centro de Vitória quando percebeu no acostamento de uma via um maço de dinheiro. Ele, então, parou o veículo, pegou o dinheiro e percebeu que todas as notas tinham a mesma numeração. 

Sem saber o que fazer, buscou informações na internet, que diziam que ele deveria entregar o dinheiro na delegacia mais próxima ou na Polícia Federal. Como estava mais próximo da sede da PF, assim o fez.

O dinheiro foi apreendido e um inquérito foi instaurado para investigar e identificar os responsáveis pela produção das cédulas falsas. A Polícia Federal informa que a conduta adotada pelo cidadão está correta.

“Qualquer pessoa que encontre ou que receba dinheiro falso deve imediatamente entregar as autoridades para que seja possível uma investigação de quem foi que falsificou esse dinheiro”, explica o superintendente da Polícia Federal no Espírito Santo, delegado Eugênio Ricas. 

Também configura crime de moeda falsa quem, percebendo a falsificação, ainda assim introduz as cédulas falsas na economia. Penas para crimes dessa natureza variam entre 3 a 12 anos de prisão.

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