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Operação “Estado Presente”, ocorreu em Barra de São Francisco nesta quarta (14)

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Assassino de Camata o culpava por ter perdido emprego, afirma testemunha de defesa

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O julgamento de Marcos Venício, acusado de matar Gerson Camata, começou nesta terça-feira (03), no Fórum Criminal de Vitória

Minutos antes de começar o julgamento do acusado de assassinar o ex-governador do Espírito Santo, Gerson Camata, uma testemunha da família conversou com o jornal online Folha Vitória na porta do Fórum Criminal de Vitória. 

Convocado para ser testemunha de defesa de Camata, o advogado criminalista e ex-vereador da Capital, Sebastião Pelaes, afirmou que o réu, Marcos Venício, culpava Camata por ter ficado desempregado.

“Eu sou muito amigo do Marquinhos e conhecia muito o Camata. Ele só falava que queria receber algo do Camata porque tinha ficado desempregado. Uma decisão que ele mesmo me contou é que o Camata, dois anos antes de sair do governo, colocou ele no Banestes. Logo depois ele foi exonerado, e acusa o Camata por isso, por  ter perdido o emprego”, contou.

Pelaes afirmou ainda que Marcos Venício nunca demonstrou sentir raiva de Camata, destacando que o ex-governador sempre ajudou o amigo.

Sebastião Pelaes foi convocado para ser testemunha de defesa da família Camata

“O Marcos matou um grande político, uma grande pessoa que nunca fez mal à ninguém. Camata respeitava a todos, então acho que Marcos agiu em uma defesa totalmente errada. O Camata sempre ajudou o Marcos, sempre fez tudo por ele, e ele não passava para as pessoas que tinha essa raiva do Camata. Nós ficamos surpresos com isso, porque ele adorava a família do Camata”, contou.

O julgamento de Venício começou nesta terça-feira (03), no Fórum Criminal de Vitória. Doze testemunhas serão ouvidas: sete de acusação e cinco de defesa. 

A defesa do réu recusou a presença de homens como jurados. Diante disso, o júri é composto exclusivamente por mulheres.

‘Processo doloroso para a família’, diz advogado de defesa

Antes de entrar no Fórum, advogado Ludgero Liberato, que representa a família Camata, conversou com a imprensa. Ele afirmou que o júri é um processo doloroso, mas necessário para a sociedade tenha uma resposta do Estado. 

“Reviver isso em um momento em que a família já tenta seguir a vida, é doloroso, mas necessário para que esse capítulo seja encerrado e a sociedade conheça a resposta que é dada pelo Estado nesses casos de brutalidade”, afirmou. 

“Acreditamos que os cidadãos de Vitória, que hoje estarão aqui representados por esses sete jurados, apreciarão a prova dos autos e dirão a todo o Brasil, em alto e bom som, que nós não toleramos os crimes premeditados e feitos com crueldade à cidadão de bem”, destacou o advogado da família.

Rita Camata: ‘Vou revisitar a maior dor que já tive’

Rita Camata, ex-deputada federal e viúva de Gerson Camata, compareceu ao Fórum Criminal de Vitória na manhã desta terça-feira (3), para o julgamento de Marcos Venício. 

Acompanhada do filho, Bruno David Paste Camata, Rita abraçou alguns familiares e amigos que estavam na porta do Fórum e falou brevemente com a imprensa. 

“É um dia triste. Eu vou revisitar a maior dor que já tive em minha vida, mas acredito que haverá justiça”, afirmou Rita. 

O julgamento, que começou às 09h e pode durar até três dias, acontece dois anos e meio depois do assassinato de Gerson Camata. 

A defesa afirmou que não espera por absolvição, e que vai apresentar a cronologia dos fatos desde 1986, quando Marcos Vinício e Gerson Camata se conheceram.

O réu será julgado por homicídio qualificado e porte ilegal de arma. A pena máxima é de 34 anos de prisão.

Posicionamento da defesa de Marcos Venício

Antes de entrar no Fórum, o advogado Homero Mafra, responsável pela defesa de Marcos Venício, falou sobre a expectativa para o júri.

 “Julgamento tranquilo, com respeito ao acusado, respeito às provas. Um julgamento sereno”, disse.

Gerson Camata foi morto no dia seguinte ao Natal

Gerson Camata foi assassinado com um tiro no pescoço, no dia 26 de dezembro de 2018, aos 77 anos, na Praia do Canto, em Vitória. Marcos Venicio, que já foi assessor de Camata, foi preso no mesmo dia e confessou o crime.

Em julho de 2019, a Justiça decidiu que Marcos Venicio, denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, fosse submetido a júri popular.

Marcos Venício é economista e era o responsável pelas finanças e pelas campanhas políticas de Camata entre os anos de 1986 e 2005.

O ex-governador moveu um processo contra o acusado depois que ele foi a público apontar possíveis irregularidades no governo de Camata. Eles tinham uma briga desde então e o processo teria motivado o crime. 

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Sete primeiros meses do ano acumulam redução de 5,7% nos homicídios no Espírito Santo

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O Espírito Santo registrou, nos sete primeiros meses deste ano, uma redução de 5,7% nos homicídios dolosos, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho foram registrados 627 homicídios dolosos no Estado, contra 665 em 2020. Este é o segundo melhor resultado desde 1996, perdendo apenas para o ano de 2019, quando o período acumulou 568 homicídios.

A Região Metropolitana se destaca, com redução de 23,8%. No acumulado de janeiro a julho foram registrados 301 homicídios, contra 395 no mesmo período de 2020. Apenas no mês de julho, foram 41 homicídios, contra 43 em julho de 2020. 

“Estamos diuturnamente nas ruas, com nossos policiais militares patrulhando e monitorando ostensivamente as áreas de vulnerabilidade. Nossa Polícia Civil atua incansavelmente na investigação dos crimes e prisão qualificada de seus autores. Em conjunto com outras forças de segurança, temos trabalhado para manter a curva de redução”, afirmou o secretário de Estado de  Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho.

A redução nos índices de criminalidade violenta é a principal premissa do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, do Governo do Estado. O Programa integra ações nos eixos social e policial, visando à preservação da vida.
 
Segundo o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, o Governo tem alcançado avanços com a realização de ações do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, em decorrência do engajamento e profissionalismo das forças policiais, no enfrentamento à violência e à criminalidade, e do trabalho preventivo, no eixo social.

 “Mas Segurança Pública, especialmente no nosso país, é um desafio permanente. Requer constante avaliação de cenário e revisão de estratégias, trabalho que realizamos, com gerenciamento intensivo das ações, com as equipes das Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP). É importante ressaltar que o aumento de crimes de proximidade, como tem sido observado em nosso Estado, exige um maior esforço para preveni-los, tendo em vista as suas características específicas”, explica Álvaro Duboc, que atua como coordenador-executivo do Programa Estado Presente em Defesa da Vida.

Uma das ações são as Operações Estado Presente, realizadas pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) nas regiões do Estado.  Em 2021, já ocorreram oito edições, que somam mais de 110 prisões.

Julho foi o segundo melhor mês do ano
 
No mês de julho de 2021, foram registrados 82 homicídios no Estado,  sendo este o segundo melhor resultado do ano. O mês com menor registro foi maio, com 81.  Infelizmente, o dado ainda conta com um elevado percentual de crimes de proximidade, dificilmente evitado por ações policiais. Ao todo, 39% dos casos tinham tais características. Alguns exemplos são o duplo homicídio ocorrido em Muqui, cuja investigação aponta que o ex-marido teria matado a ex-esposa e o atual companheiro. Outro caso foi em Castelo, onde a mulher abraçou o marido para que o amante o matasse. Já em Piúma, vítima e algoz morreram depois de uma confusão em um bar.
 
“As polícias estão nas ruas, trabalhando para que os capixabas tenham mais segurança.  No entanto, cada indivíduo é responsável pelos seus atos. Ciúmes, intrigas, discussões banais são motivações que não podem ser evitadas pela polícia, mas são investigadas, elucidadas e seus autores presos.  Será que vale a pena perder a liberdade por estes motivos?”, disse Ramalho.

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