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Otimista para reação no sábado, Aldo diz que não volta aos penas

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Antes de luta no sábado, Aldo garante permanência nos galos: “Estou muito bem na categoria”

José Aldo estará em ação no próximo sábado para sua 36ª luta na carreira, mas apenas a terceira na categoria peso-galo. O ex-campeão peso-pena do UFC enfrentará Marlon Vera no último card de 2020, no UFC Apex, em Las Vegas, e já avisou que, independentemente do resultado, seu futuro é mesmo na categoria até 61kg. Em duas lutas, foram duas derrotas.

O “Campeão do Povo” estreou na categoria em dezembro de 2019, quando perdeu para o também brasileiro Marlon Moraes, numa decisão dividida em Las Vegas. Depois, mesmo vindo de derrota, enfrentou o russo Petr Yan pelo cinturão vago dos galos e foi nocauteado no último round, em julho, na Ilha da Luta.

José Aldo enfrentará Marlon Vera no UFC deste sábado — Foto: Evelyn Rodrigues

– Sobre a primeira luta que fiz (nos galos), ganhei claramente, não tem nem discussão. Levei a luta para todo mundo julgar e todo mundo deu a minha vitória. No Sherdog aparece “derrota”, mas não vejo assim. E a última acabei lutando pelo título, almejei grande e acertei grande, isso faz parte, fiz uma grande luta com Petr. Hoje em dia não me vejo voltando aos penas. Com tudo que possa acontecer, estou muito bem na categoria, me sentindo forte para essa categoria, então não passa pela minha cabeça hoje mudar de novo e subir para os penas – disse o lutador.

Mas, vindo de derrota numa luta pelo cinturão, José Aldo dessa vez entrará no octógono sem ter o título fixamente em mente. Ele sabe que não terá essa chance de novo imediatamente. Agora, ainda que a meta seja essa, o foco é apenas no próximo passo.

José Aldo vem de derrota para Petr Yan, em luta pelo cinturão no UFC 251, em julho, na Ilha da Luta — Foto: Getty Images

– Não me vejo ganhando e falando em disputar cinturão ou algo do tipo, isso nem está na minha mente. Tenho é que vencer, fiz minha carreira em cima de vitórias, e é isso que busco sempre, sempre estar vencendo. Desde que entrei no esporte sempre vou procurar isso (…). Não faço nenhuma expectativa de pensar no cinturão. Primeiramente tenho que vencer, vencer, vencer, e lá na frente ver o que vou conseguir. Sábado tenho o Marlon e tenho que vencê-lo, e depois vai chamar outro, e outro, e depois disso vejo o que acontece.

Se hoje lutasse no peso-pena um duelo sem cinturão, José Aldo poderia bater até 66,2kg. Agora, no peso-galo, seu limite para o confronto no sábado é 61,7kg. A diferença é de 4,5kg. Conhecido por sempre sofrer para chegar ao peso-galo quando lutava na categoria mais pesada onde foi dominante por muitos anos, Aldo garante que a decisão mais acertada foi ter descido de peso. O sofrimento, segundo ele, diminuiu.

– Para a minha saúde foi ótimo ter baixado, a alimentação fica mais sadia, como coisas boas, isso te dá uma energia boa para treinar melhor, fazer grandes performances. Foi uma coisa que só me ajudou, diferente do que todo mundo imaginava, que seria uma coisa bem difícil, que ia sofrer pra caraca, mas não, pelo contrário, tive muito mais facilidade de bater o peso nos galos que nos penas.

Aldo também assumiu a culpa por fazer do corte de peso sempre um suplício para ele e para quem lhe acompanhava nas lutas.

– Era muito mais culpa minha, nem tanto do treinador, da médica, de todo mundo, era muito mais minha mesmo, de não querer perder peso e manter como sempre fiz. Estava ótimo também (ganhando títulos), então não via como baixar de peso. Mas logo que comecei a me alimentar melhor, que fui à nutricionista e ela passou toda a dieta, tive muito mais qualidade de vida.

José Aldo, 34 anos, garante que a dieta é baseada em coisas que já gosta de comer, sem nenhum grande sacrifício. Há apenas algumas limitações no dia a dia, como comer massa à noite.

– Como de tudo, a dieta é baseada naquilo que gosto, que sempre comi. Apenas quando fecha uma luta começo a fazer uma dieta mais rigorosa, mas continuo comendo coisas boas, que sempre comi. Eu comia massa todo dia, mas tive que evitar um pouco mais. Durante o dia, no almoço, posso almoçar minha massa normalmente, mas à noite não, dou uma segurada.

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Valdívia recebe teste positivo para covid no intervalo e é substituído

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Meio-campista estava atuando pelo Avaí na partida diante do CSA. Após saber do resultado de teste, técnico o trocou por Renato

Valdivia testou positivo para covid enquanto estava jogando pelo Avaí

O meio-campista Valdívia foi substituído na partida entre CSA e Avaí pela Série B do Brasileirão. Até aí, sem problemas. O estranho é que ele deixou a partida após receber o diagnóstico positivo para covid-19.

O resultado teria chegado ao conhecimento do clube através de informação repassada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante o confronto disputado na cidade de Maceió, momento em que o jogador estava em campo.

Com isso, a atitude do clube foi de, no intervalo do compromisso, substituir o jogador que deu lugar ao também meio-campista Renato. Até o presente momento, o clube ou mesmo a CBF não se pronunciou em caráter oficial.

Desde que chegou ao Avaí por empréstimo do Internacional, Valdívia participou de 45 partidas. Ele fez sete gols em uma passagem marcada por altos e baixos.

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MP denuncia ex-presidente do Fla por incêndio no Ninho do Urubu

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Além de Bandeira de Mello, outras 10 pessoas são acusadas pela prática de ‘condutas delituosas’ na tragédia que matou 10 atletas

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou, nesta sexta-feira (15), o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello e mais 10 pessoas pelo crime de incêndio culposo resultando em morte na investigação sobre o a tragédia no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu.

“Havia o conhecimento de uma série de precariedades na instalação. O CT foi autuado pela prefeitura. O Ministério Público do Rio de Janeiro tentou fazer um termo de ajustamento de conduta para melhorar as inatalações, mas foi rejeitado pelo então diretor”, disse o promotor Décio Alonso.

Incêndio no Ninho matou 10 jovens jogadoresA tragédia, ocorrida em fevereiro de 2019, tirou a vida de 10 jogadores das categorias de base do clube. Todos dormiam no momento em que o fogo tomou conta das instalações.

Além de Bandeira de Mello, presidente do Flamengo entre 2013-2015 e entre 2016-2018, também foram denunciados Antonio Marcio Mongelli Garotti, Carlos Renato Mamede Noval, Claudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Edson Colman da Silva, Fabio Hilario da Silva, Luiz Felipe de Almeida Pondé, Marcelo Maia de Sá, Marcus Vinícius Medeiros e Weslley Gimenes.

Com base na investigação do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor) o MP-RJ argumenta que “de 2015 até fevereiro do ano de 2019 [data do incêndio], os denunciados, consciente e voluntariamente, praticaram condutas comissivas e/ou omissivas, isolada e/ou conjuntamente, por imperícia, negligência e/ou imprudência penalmente relevantes”.

Em seguida, a Promotoria destaca que “as condutas dos denunciados ao longo do tempo foram a causa única e eficiente para a ocorrência do incêndio de grandes proporções que resultou direta e consequentemente na morte dos dez adolescentes e ferimentos graves em outros três, todos atletas da categoria de base do futebol da referida Agremiação Esportiva, não tendo concorrido para o evento nenhuma condição de caso fortuito ou força maior a afastar a responsabilidade penal na hipótese”.

Ainda segundo o MP, o Flamengo descumpriu sanções administrativas e normas técnicas regulamentares para a fiscalização correta do Corpo de Bombeiros Militar do Rio. Mais do que isso, a contratação de contêineres para dormitório de atletas das categorias de base vai contra as regras de engenharia e arquitetura. “A estrutura de contêiner nunca foi comunicada a nenhum órgão de fiscalização e controle”, afirma Alonso.

O incêndio no Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro de 2019, fez dez vítimas fatais. Os atletas Arthur Vinicius de Barros Silva (14 anos), Athila de Souza Paixão (14), Bernardo Augusto Manzke Pisetta (14), Christian Esmerio Candido (15), Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos (14), Jorge Eduardo Santos Pereira Dias Sacramento (15), Pablo Henrique da Silva Matos (14), Rykelmo de Souza Viana (16), Samuel Thomas de Souza Rosa (15) e Vitor Isaias Coelho da Silva (15), que dormiam nas instalações improvisadas, morreram

O incêndio no Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro de 2019, fez dez vítimas fatais. Os atletas Arthur Vinicius de Barros Silva (14 anos), Athila de Souza Paixão (14), Bernardo Augusto Manzke Pisetta (14), Christian Esmerio Candido (15), Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos (14), Jorge Eduardo Santos Pereira Dias Sacramento (15), Pablo Henrique da Silva Matos (14), Rykelmo de Souza Viana (16), Samuel Thomas de Souza Rosa (15) e Vitor Isaias Coelho da Silva (15), que dormiam nas instalações improvisadas, morreram

Histórico do processo

No final de 2020, a investigação sobre o incêndio mudou de mãos. O promotor Luiz Ayres se licenciou do cargo por motivos de saúde e Décio Luiz Alonso Gomes assumiu a denúncia. O novo promotor de Justiça, membro do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor), já tinha em mãos os últimos relatórios da Polícia Civil do Rio.

O incêndio no Centro de Treinamento George Helal, conhecido como Ninho do Urubu, aconteceu em 8 de fevereiro de 2019, por volta das 5h. Na ocasião, 22 garotos dormiam em instalações improvisadas dentro dos muros do Flamengo. Uma curto-circuito no ar-condicionado teria sido a causa do incêndio que matou 10 jogadores.

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