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Medicina e Saúde

Painel Covid-19 no Espírito Santo ganha novo layout

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A partir da segunda-feira (27), o Painel Covid-19 no Espírito Santo ganha novo layout para facilitar o acesso visual às informações dos dados disponibilizados referentes a situação do novo Coronavírus no Estado.

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, as mudanças vão ao encontro do trabalho do Governo do Estado na busca de aprimorar o sistema de visualização dos dados. “Com a importância também de dar transparência às informações sobre a situação da Covid-19 no Espírito Santo, o Governo vem aprimorando a ferramenta do Painel a fim de facilitar o uso pelo cidadão”, explicou o subsecretário.

Nas abas principais foram acrescidas as regiões de saúde e as demais doenças crônicas, como “Pulmão” e “Obesidade”, as quais o Ministério da Saúde considera como população de risco para desenvolver complicações pelo novo Coronavírus (Covid-19). Também será possível checar informações por “raça/cor” e do grupo “gestante”.

No painel com as interfaces gráficas foram disponibilizadas opções para gráficos, mapa e detalhes separadamente, a fim de facilitar a busca por informações. Foi adicionado também o gráfico de “Ativos”, com dados referentes aos pacientes confirmados, mas que ainda estão em processo de cura, aguardando os 14 dias de quarentena.

Além disso, na coluna lateral, onde aparecia os municípios, foram criados dois quadros separando os municípios do Espírito Santo com casos confirmados de outros estados, que são casos que acontecem quando o paciente tem confirmação da doença no território capixaba, mas reside em outro estado ou país.

De acordo com o chefe do Núcleo Especial de Sistemas de Informação em Saúde, da Sesa, Gustavo Teixeira, as alterações estruturais poderão agregar “possibilidades de análises de dados, auxiliando também no acesso às informações e em suas interpretações”.

 

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Baixar dados CSV

No canto superior direito do “Painel Covid-19 – Estado do Espírito Santo” há a opção de download dos dados fornecidos diariamente da situação da doença.

Os dados são disponibilizados em programa de planilha, como o Excel, e contempla indicadores individualizados com variáveis epidemiológicas. “É uma forma de facilitar pesquisas variadas dos casos confirmados da Covid-19 no Estado e também de avaliação de dados”, disse Reblin.

 

Painel Covid-19

Lançado em 15 de abril pelo Governo do Estado, o “Painel Covid-19” é um sistema público para consulta dos dados do novo Coronavírus no Espírito Santo, que disponibiliza as informações sobre a situação da doença no Estado, de forma transparente e diária.

O Painel é atualizado diariamente até às 17 horas, após copilado de dados oriundos de municípios e serviços de saúde públicos e privados de atenção e vigilância em saúde de todo território capixaba, por meio do Sistema de Informação em Saúde e-SUS Vigilância em Saúde (VS). A Secretaria da Saúde (Sesa) lembra que, conforme a Portaria Nº 001-R, de 02 de janeiro de 2020, dispõe sobre tornar oficial o e-SUS VS como sistema de notificação no Espírito Santo.

A ferramenta foi desenvolvida em parceria com o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo (Prodest), a Secretaria de Controle e Transparência (Secont), a Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom) e o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

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Espírito Santo planeja abrir 158 novos leitos para covid-19 até abril. Confira o cronograma!

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As primeiras 70 vagas em hospitais devem ser disponibilizadas a partir do próximo dia 15. Atualmente, Estado tem 694 leitos de UTI

O governo do Estado anunciou nesta segunda-feira (1º) a intenção de abrir 158 novos leitos de hospital, até abril, para atender pacientes infectados com a covid-19. Atualmente, o Espírito Santo conta com 1.343 leitos para atender pacientes com o novo coronavírus, sendo 694 de UTI e 649 de enfermaria.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira. O governo estadual pretende disponibilizar os primeiros 70 leitos a partir do próximo dia 15. Eles serão distribuídos da seguinte forma:

– 20 no Hospital Santa Mônica (privado)
– 10 no Hospital Vitória (privado)
– 18 no Hospital Estadual Dório Silva (novos leitos)
– 22 no Hospital Estadual em São José do calçado (novos leitos)

Até o final do mês, outros 48 leitos serão ofertados, sendo:

– 30 no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual Roberto Silvares – Linhares (adequação de semi-intensivos para UTI)
– 8 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

E até o final do mês de abril, os 40 restantes estarão abertos. Serão:

– 20 no Hospital Materno Infantil da Serra (novos leitos)
– 10 no Hospital Geral de Linhares (novos leitos)
– 10 no Hospital Estadual de Vila Velha (novos leitos)

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, há uma preocupação de que o Espírito Santo apresente um novo crescimento de casos de covid-19 entre os meses de março e abril. O secretário destacou que, nesse período, é comum o crescimento de doenças respiratórias agudas graves.

“Nós temos alguns riscos que, se de fato se confirmarem, da sazonalidade dessas doenças de todos os anos, nós devemos sim ter uma terceira fase de aceleração da curva de casos nos meses de março e abril. Por isso, nós defendemos uma estratégia de expansão de leitos”, destacou o secretário.

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Coronavírus: máscara transparente ou ‘M85’; o produto de vinil que não funciona

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Produto vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, por preços em torno de R$ 25 e R$ 30, sob o argumento de que é inquebrável, não impacta na sua beleza e dá “liberdade para respirar”. Mas especialistas alertam que ele não protege contra o coronavírus

Se você buscar o termo M85 no Google, talvez encontre um tipo de metralhadora. Ou imagem de uma galáxia lenticular descoberta em 1781 que tem este nome. Ou até o código da Classificação Internacional de Doenças (CID) referente a “outros transtornos especificados da densidade e da estrutura ósseas”.

Especialistas apontam que máscaras transparentes como estas da imagem não protegem contra a covid — Foto: Reprodução/Máscara Cristal

Mas esse também é o nome dado por vendedores brasileiros a um modelo de “máscara” transparente feita com policarbonato. Esse tipo de produto, com preço em torno de R$ 25 a R$ 30, vem sendo vendido para todas as regiões do Brasil, sob o argumento de que é inquebrável, não atrapalha a beleza e dá “liberdade para respirar”.

O problema é: esse produto e similares não são eficazes para reduzir os riscos de transmissão do coronavírus, segundo os especialistas em infectologia e saúde coletiva ouvidos pela BBC News Brasil.

A explicação, segundo eles, está em dois pontos: o primeiro é que o material não é capaz de filtrar o ar inspirado ou expirado. O segundo é que não há uma boa adesão ao rosto — característica essencial para aumentar a proteção.

Nesse produto, os espaços grandes entre o rosto e a máscara permitem a entrada e saída de ar sem nenhum tipo de filtragem. Por isso, assim como os escudos protetores (face shield), esse produto não deveria ser usado sozinho, sem uma máscara de fato por baixo.

“Essa máscara de vinil, transparente, isso não tem função nenhuma de máscara, não tem elemento filtrante absolutamente nenhum. Isso não deveria nem se chamar de máscara, e sim protetor facial. Máscaras mesmo, que temos hoje disponíveis, são de tecido, cirúrgica e PFF2 ou N95”, diz o infectologista Antonio Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Ao mesmo tempo em que é muito claro para o infectologista que a máscara não funciona no contexto da pandemia, ele conta que tem visto o produto em uso.

“Um dia desses entrou na academia em que faço exercício físico uma pessoa com isso, eu fui lá dizer para o dono da academia que não se pode permitir que alguém faça atividade física com um negócio desse. É gritante o vácuo de informação nessa área. Muita confusão.”

A professora da Unicamp Raquel Stucchi, que é infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, também avaliou modelos de máscaras transparentes disponíveis para venda encaminhados pela reportagem e disse que nenhum deles é adequado.

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