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Moda e Beleza

Pandemia e home office dão impulso a moda casual

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Conforto e descontração no vestuário devem se manter depois do isolamento social, inclusive nas ruas e no trabalho

Ficar mais tempo dentro de casa proporcionou o surgimento de um paradigma na cabeça de muitas pessoas: eu me visto para mim mesma ou para estar de acordo com as expectativas dos outros? Com a reabertura gradual dos espaços de lazer e o fim do home office para alguns, pode-se começar a projetar qual o impacto ocasionado pelo período de pandemia na maneira de se vestir não só dentro de casa mas, principalmente, fora dela.

Para esquadrinhar esse cenário, Louise Estaniecki, graduada em moda e sócia da Louth Shoes,  faz uma análise do momento.

“Você não precisa estar elegante dentro de casa, mas precisa estar apresentável e confortável para trabalhar o dia inteiro. No entanto, se arrumar aumenta a produtividade e o rendimento, quebrando um pouco a esfera do conforto extremo do lar, dando a sensação do local de trabalho”, comenta. 

A nova noção sobre como gastar o tempo também influencia as decisões ao comprar roupas. Agora, o que não faltam são conjuntos de peças que combinam entre si, uma coordenação prática que evita a perda de tempo demasiada na elaboração do look. 

A expert aponta que a indústria se adaptou muito rapidamente às novas demandas, algo facilmente identificável pelo novo nicho de roupas e sapatos confortáveis com um toque de cuidado e sofisticação. “Atualmente, tanto o formato do sapato, quanto o material, se inspiram nas pantufas. O tecido fofinho estilo carneirinho ou ursinho de pelúcia, que também aparece em casacos, está forte nos pés”, aponta ela.

Tudo isso vem combinado em modelagens amplas e abertas, como mules e flatforms, trazendo versatilidade inclusive para combinar os calçados com meias e usá-los em todas as estações do ano.

O novo-velho normal

Apesar de tudo isso, cada tipo de ofício demanda um código específico de vestimenta. E, em diferentes áreas, são diferentes as pressões exercidas em busca de um visual adequado. Com o modo presencial se restabelecendo pouco a pouco, algumas coisas tendem a voltar a ser como antes, mas Louise acredita que certas configurações podem ter sido modificadas. 

“Muitas empresas estão adotando o estilo de funcionamento híbrido. Com esse ‘novo normal’, penso que haverá também a flexibilização do dress code e, com isso, um alívio da imposição de padrões muito bem alinhados. A busca pelo conforto vai se manter, não tem como regredir”, acredita ela.

“Claro que você não vai poder ir de pijama ou do jeito que ficava em casa, mas a aposta será em acessórios e outros itens de vestuário que mesclem o conforto e a elegância”, completa.

O equilíbrio entre o conforto e uma aparência bem cuidada mora nos detalhes. Sapatos, bolsas, cintos, lenços, brincos e colares podem ser encarados como dispensáveis.

Mas Louise garante que esse é o segredo para dar um up no visual de trabalho, para quem optar por vestimentas com caimento mais largo ou tecidos mais esportivos, como o moletom, nessa nova era que se aproxima. 

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Anos 2000 de volta: cores e tendências da primavera-verão

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O primeiro provável verão sem isolamento revela que as tendências serão baseadas em releituras de looks dos anos 2000

A primavera-verão de 2022 promete! Com os termômetros subindo antes da hora e as restrições de isolamento sendo afrouxadas em todo o mundo, nas ruas e nas redes sociais de fashionistas começam a surgir indícios do que vai bombar nas próximas estações. Acompanhe e já se prepare para o que virá.

Para a tristeza de algumas e conforto de outras, esse tipo de sandália que parece um tamanco e possui tiras largas desponta principalmente no continente europeu. Aqui, os chinelos de dedo nunca saem de moda, mas surgem repaginados com formatos quadrados e solados grossos

Para a tristeza de algumas e conforto de outras, esse tipo de sandália que parece um tamanco e possui tiras largas desponta principalmente no continente europeu. Aqui, os chinelos de dedo nunca saem de moda, mas surgem repaginados com formatos quadrados e solados grossos.

Será o adeus definitivo aos tons pastel? Ao que tudo indica, quanto mais vibrante a cor, melhor. Além do sol, a previsão é de looks radiantes e chamativos por aí Millenial ou Geração Z? Tanto faz, meme sobre a volta dos anos 90 prova que não há cringe na moda

erá o adeus definitivo aos tons pastel? Ao que tudo indica, quanto mais vibrante a cor, melhor. Além do sol, a previsão é de looks radiantes e chamativos por aí .

Como se já não bastasse o tie dye, que muitos aprenderam a fazer durante a quarentena, neste verão chega a estampa psicodélica. O que parece ser novidade é, na verdade, uma releitura de diversos looks dos anos 2000Veja mais: De volta aos anos 90: veja o novo jeito de usar presilhas de cabelo

Como se já não bastasse o tie dye, que muitos aprenderam a fazer durante a quarentena, neste verão chega a estampa psicodélica. O que parece ser novidade é, na verdade, uma releitura de diversos looks dos anos 2000.

Peças com recortes diferentes e amarrações inusitadas com longas tiras já apareciam no outono e inverno. Croppeds ou vestidos nessa modelagem parece terem vindo para ficarLeia mais: Brincos de argola em versão atualizada para todas as produções

Peças com recortes diferentes e amarrações inusitadas com longas tiras já apareciam no outono e inverno. Croppeds ou vestidos nessa modelagem parece terem vindo para ficar.

Laranja é o novo preto! Em diversas tonalidades, a cor aparece em excesso nos looks. Aqui, nada de minimalismo: vale usar duas peças em diferentes tons vibrantesVeja também: Fã da princesa Diana recria todos os looks dela e faz sucesso nas redes

Laranja é o novo preto! Em diversas tonalidades, a cor aparece em excesso nos looks. Aqui, nada de minimalismo: vale usar duas peças em diferentes tons vibrantes.

O estilo cottagecore, hit do verão passado com xadrezes discretos, sai de cena para dar lugar ao quadriculado vibrante e grande. As peças em crochê seguem fortes, como provou o atleta olímpico que viralizou ao ser flagrado costurandoVeja também: Relembre o biquíni em crochê usado por Flávia Pavanelli

O estilo cottagecore, hit do verão passado com xadrezes discretos, sai de cena para dar lugar ao quadriculado vibrante e grande. As peças em crochê seguem fortes, como provou o atleta olímpico que viralizou ao ser flagrado costurando.

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Explante de silicone: Moda e alarmismo aumentaram a retirada, dizem médicos

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Cirurgiões plásticos destacam o papel das redes sociais na escalada da demanda pelo explante e a importância da orientação médica

A quantidade de mulheres que se submetem à cirurgia para retirada do silicone dos seios, chamada de explante, aumentou muito nos últimos anos. De acordo com especialistas ouvidos, dois fatores influenciam nesse fenômeno: a moda – pois a tendência agora é ter seios pequenos – e o alarmismo diante de complicações de saúde hipoteticamente causadas pela prótese, como fadiga, dores nas articulações e perda de cabelo.

Entretanto, eles destacam que não há comprovação científica da relação entre os implantes mamários e este conjunto de sintomas, chamado popularmente de Breast Implant Illness (doença do implante mamário, em tradução livre).

O cirurgião plástico Wendell Uguetto, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, afirma que percebe o aumento da demanda pelo explante no seu dia a dia profissional, embora não consiga quantificar precisamente a escalada.

“Há três anos, nenhuma mulher queria tirar a prótese. O volume [de retirada] aumentou consideravelmente. Se antes, a gente fazia um explante a cada dois, três anos, hoje fazemos um explante por mês”, exemplifica, de maneira geral. 

A moda mudou

Uguetto afirma que o principal motivo para essa mudança é a moda, que antigamente valorizava mamas grandes e agora faz o oposto. “Nos próximos dois anos, vai aumentar a busca pelo explante e daqui uns cinco anos vai estar todo mundo colocando prótese de novo”, opina.

Em segundo lugar, o cirurgião cita o medo em relação à doença do implante mamário e à Síndrome de ASIA, sigla em inglês para “Síndrome Autoimune Induzida por Adjuvantes”. Segundo ele, esse temor é impulsionado pelo relato de casos na mídia.

Ao contrário da chamada doença do implante mamário, a Síndrome de ASIA é reconhecida pela comunidade científica e pode estar relacionada a diversos fatores, dentre eles o silicone, como explica a cirurgiã plástica Juliana Sales, que também é membro da SBCP.

“Você tem várias tem várias situações que podem estar contribuindo [para a ASIA], o silicone pode ser uma delas. Mas tem uma série de sintomas que precisam ser preenchidos para dar esse diagnóstico. É uma síndrome mais vasta em termos de sintomas e pode estar relacionada com artrite reumatoide”, exemplifica.

Ela concorda com Uguetto em relação ao papel dos meios de comunicação no aumento da procura pela cirurgia de retirada do silicone.

“Isso tomou uma proporção grande nas redes sociais, onde começaram a se criar grupos a favor do explante e há pessoas relacionando vários sintomas ao implante mamário e relatando que [após o explante] esses sintomas haviam passado”, afirma. “Porém, essas pessoas se autodiagnosticam. A SBCP relata casos de pacientes que melhoraram, mas ainda é cedo para ter uma conclusão fato-causal”, acrescenta.

Retirada deve ter indicação médica

atriz Fiorella Mattheis está entre as mulheres que relataram alívio de sintomas após a retirada do silicone, feita em fevereiro deste ano. “Foi a melhor decisão da minha vida, todas as dores e mastite [inflamação nas mamas] sumiram”, contou nas redes sociais. Porém, ela orientou suas seguidoras a recorrerem ao procedimento “apenas por motivos de saúde, se o seu médico aconselhar.”

Juliana corrobora esse conselho. “Tem que ter indicação para colocar e retirar. Como em toda cirurgia, não devemos recorrer a modismos. Não é por causa de qualquer sintoma ou porque ‘ciclana’ tirou que vamos tirar. É preciso ter bom-senso.”

Ambos os profissionais reforçam que o implante e o uso do silicone são seguros, mas, em qualquer situação, o diálogo entre médico e paciente é essencial antes de tomar alguma decisão.

“É preciso entender se realmente a queixa dela [paciente] faz sentido, eventualmente encaminhar para o reumatologista e, se não for diagnosticada a ASIA, averiguar o quanto tem uma questão psicológica e quanto  tem de sintomas reais. A relação médico-paciente precisa ser muito boa”, afirma Juliana.

Resultado estético pode decepcionar

Uguetto lembra que os resultados estéticos da retirada do silicone podem não ser satisfatórios, uma vez que a mama fica flácida e com um formato diferente daquele que tinha com a prótese. Ele lembra que cabe ao médico informar sobre essas possibilidades.

De acordo com a SBPC, uma pesquisa feita entre setembro e outubro de 2020 pelo cirurgião plástico Ricardo Votto, de Santa Catarina, mostrou que cerca de 25% dos médicos tiveram pacientes que solicitaram o reimplante nas mamas após o explante, a despeito dos sintomas, por não aceitarem sua imagem sem eles.

“A gente explica antes de fazer o explante e mostra fotos para a paciente entender como é uma cirurgia dessa, ela tem que estar bem orientada”, enfatiza.

Como é feita a cirurgia

Os especialistas explicam que a cirurgia de explante segue o mesmo processo do implante. “A gente faz na mesma incisão onde foi colocado o implante e pode ou não ser retirada a cápsula que é feita pelo organismo em volta da prótese”, descreve Uguetto.

“A paciente fica internada, leva uma anestesia, que na maioria das vezes é geral, fica internada por um dia e recebe alta no dia seguinte”, completa.

Ele acrescenta que, assim como o implante, a retirada da prótese é uma cirurgia de baixo risco, pois não envolve órgãos vitais, como o coração e o pulmão. Juliana afirma que podem ocorrer complicações como infecção e hematomas, mas a principal preocupação é estética, por causa da flacidez.

Os cuidados no pós-operatório incluem ficar 21 dias sem dirigir e 45 dias sem fazer exercícios físicos, de acordo com Uguetto. Mas Juliana afirma que esse tempo varia conforme cada cirurgião.

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