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Internacional

Para FMI, novas ondas da covid-19 são risco e tornam perspectiva muito incerta

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O porta-voz lembrou que o FMI elevou recentemente o montante anual permitido que os países podem ter de financiamento

Porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice afirmou nesta quinta-feira, 23, que a possibilidade de novas ondas de surtos da covid-19 é um risco importante “em toda parte”, tornando a perspectiva econômica “altamente incerta”. A declaração foi dada durante entrevista coletiva virtual, na qual Rice elogiou o fato de que a União Europeia chegou a um acordo por um Fundo de Recuperação de 750 bilhões de euros para apoiar a retomada econômica, em meio a uma crise global “sem precedentes”.

Rice fez o comentário quando tratava do caso da Espanha, que foi “particularmente atingida pela pandemia”. Ele notou que as projeções atuais do Fundo para o país já levam em conta a possibilidade de surtos da doença e potenciais limitações em áreas de “contato intensivo”.

O FMI projeta uma contração de 12,8% neste ano na Espanha, com crescimento de 6,3% em 2021 – o porta-voz lembrou que o FMI atualizará suas projeções para os países em outubro. Rice comentou que, nesse contexto, o fundo da UE será uma “contribuição importante” para garantir uma retomada mais resistente na região.

O porta-voz lembrou que o FMI elevou recentemente o montante anual permitido que os países podem ter de financiamento. “Elevar o limite permite que esses países que pediram auxílio recebam níveis maiores de financiamento neste ano, dando a eles acesso de curto prazo a esses fundos”, comentou.

Segundo ele, a intenção da entidade é criar mais espaço fiscal para as nações, nesse contexto de crise atual.

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Internacional

Após vencerem eleições, agora democratas ficam contra lockdown

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Andrew Cuomo propõe relaxar o fechamento de Nova York: “Não teremos mais nada para abrir”

Sinal de esgotamento ou oportunismo, governadores e prefeitos estão mostrando pouca vontade de impor novas restrições às empresas e à economia

Após a posse de Joe Biden, importantes políticos democratas estão dando sinais de que um alicerce do discurso que os levou à presidência da República não se sustenta. Não são poucos os analistas que consideram decisivos para a derrota de Trump os efeitos maléficos da pandemia na sociedade americana – e o contraponto de seus opositores ao defender ferrenhamente uma política de responsabilidade com duras restrições e isolamento social. Parece que a história mudou.

Agora, garantido o retorno à Casa Branca, a defesa intransigente de lockdown está dando lugar a um conveniente abrandamento das restrições – ainda mais se considerarmos que os EUA passam pela fase mais letal da pandemia que já matou 400 mil americanos.  Sinal de esgotamento ou oportunismo, o fato é que governadores como o de Nova York, o democrata Andrew Cuomo, estão mostrando pouca vontade de impor novas restrições às empresas e à economia.

Cuomo promoveu uma dura paralisação já no primeiro semestre de 2020, quando o estado se tornou o epicentro do surto americano. Em maio, na sétima semana de fechamento, o governador foi categórico: “Feche tudo, feche a economia, se tranque em casa”. Agora, afirma, singelo: “Simplesmente não podemos ficar fechados até que a vacina atinja a massa crítica. O custo é muito alto. Não teremos mais nada para abrir.”

A prefeita de Chicago, Lori Lightfoot , foi outra voz a impor um duro confinamento. Em outubro passado, veio dela a ordem do toque de recolher às 22h nos bares, restaurantes e negócios não essenciais da cidade. “Este é um aviso”, disse Lightfoot, à época. “Não hesitarei em impor restrições”, completou, em tom de ameaça.

Já esta semana, a prefeita “avisou” em entrevista coletiva que planeja falar com o governador de Illinois, JB Pritzker, sobre as maneiras de reverter as restrições do COVID-19 a restaurantes e bares para permitir que reabram “o mais rápido possível”. Foi duramente criticada pela evidente contradição.

Os republicanos se referem a essa mudança de postura como “hipocrisia democrática”. Seja o que for, para continuar sendo a maior potência do planeta, os EUA precisam apontar para o mundo que caminho a economia americana tomará em 2021. E como pretendem enfrentar a pandemia que já põe de joelhos seus (até agora há pouco) combatentes mais empedernidos.

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Internacional

Incêndio em fabricante de vacinas na Índia deixa pelo menos 5 mortos

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De acordo com o Portal Uol, a direção da instituição afirmou que as vacinas contra a covid-19 não foram atingidos durante o incêndio

O incêndio no Instituto Serum, fabricante da vacina contra covid-19 desenvolvida pela Oxford e pela AstraZeneca, na Índia, deixou pelo menos 5 mortos, segundo informações do jornal local Times of India.

Segundo a publicação, ainda não se sabe o que causou o fogo que atingiu o prédio. As chamas atingiram dois andares, mas não os locais onde é fabricada a vacina.

De acordo com o Portal Uol, a direção da instituição afirmou que as vacinas contra a covid-19 não foram atingidos durante o incêndio.

As vítimas ainda não tiveram suas identidades confirmadas, mas acredita-se que são pessoas estavam trabalhando em uma obra no local e não funcionários do Instituto Serum.

O CEO da Serum, Adar Poonawalla, lamentou o acidente e prestou homenagem aos mortos em um tweet.

“Nós recebemos notícias tristes. Depois de mais investigações, descobrimos que infelizmente houveram mortes durante o incidente. Estamos profundamente tristes e oferecemos as nossas sinceras condolências aos familiares daqueles que partiram”, postou Poonawalla.

Recentemente, o Brasil anunciou que compraria 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca produzidas pela empresa indiana, mas a exportação ainda não foi autorizada pelo governo do país asiático.

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