conecte-se conosco


Medicina e Saúde

Passageiro será avisado por SMS se viajou com infectado por covid-19 no ES, diz secretário

Publicado

O total de infectados, desde o início da pandemia, chegou a 317.739 e 6.276 pessoas já morreram no estado

Em entrevista coletiva, realizada na manhã desta segunda-feira (22), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário em Vigilância de Saúde, Luis Carlos Reblin, falaram sobre o novo serviço de monitoramento a ser implantado no Espírito Santo. Em breve, quem viajar de avião ou de ônibus para outros estados será monitorado. Caso este seja testado positivo para a covid-19 após a viagem, todos os passageiros que estavam com ele serão comunicados.

De acordo com o secretário, a portaria que vai implantar a estratégia será publicada ainda nesta semana e valerá para o transporte aéreo e para o transporte terrestre intermunicipal e interestadual. “Nós iremos, a partir desse cruzamento de dados, poder identificar passageiros que tiverem resultado positivo para a covid-19 e comunicar, por meio de SMS, aos outros passageiros que viajaram com ele. Nosso objetivo é evitar que as pessoas se contaminem e fazer um diagnóstico oportuno”, disse.

Nésio Fernandes ainda reforçou que a medida vai permitir que o combate à covid-19 esteja presente no cotidiano. Para ele, ainda não é o momento de esquecer que estamos diante de uma pandemia. “Temos relatos de trabalhadores da saúde que se vacinaram e que pegaram a covid-19 poucos dias depois. É preciso aguardar a segunda dose e ainda mais uns dias para que haja efeito. É necessário garantir todas as medidas de segurança e reforçar nossa capacidade de enfrentar a pandemia”, afirmou.

Todas as empresas que operam serviços de transporte de passageiros no Espírito Santo já foram comunicados sobre a medida. Após a publicação da portaria, elas terão um prazo de uma semana a 10 dias, para implantar o sistema e dar início ao acompanhamento. “O Espírito Santo deve ser o primeiro estado do Brasil a implantar um acompanhamento inteligente dos passageiros”, comentou o secret´´ario

O subsecretário Reblin explicou e deu mais detalhes sobre o monitoramento. “Se algum passageiro der positivo, vamos alertar os outros passageiros para que haja a interrupção da transmissão da doença. Não importa de onde o passageiro veio e nem qual a cepa que ele está identificado. Queremos monitorar os passageiros que estavam no mesmo voo. O monitoramento da nossa parte, especialmente, de quem vem de outros estados ou de outro país, é para controlar essa lógica de transmissão de pandemia. Se conseguirmos controlar, vamos reduzir a transmissão da doença até transformar, com nossa força e com as vacinas, numa endemia”, esclareceu Reblin.

Desaceleração

Nésio Fernandes informou que há uma desaceleração de casos no estado. “Há uma desaceleração da queda de casos, internações e óbitos no Espírito Santo. É possível um cenário de nova estabilização nas próximas semanas, num limite superior ao que estabilizou a doença no ano passado. No entanto, diante de qualquer sintoma, por menor que seja, procure o serviço de saúde e faça o teste”, disse.

Reblin destacou que é preciso aguardar as próximas semanas para verificar se, de fato, haverá a estabilização. Ele reforçou que os cuidados devem ser mantidos, mesmo para quem já foi vacinado. “A vacina leva um tempo para produzir seus efeitos e, mesmo assim, é preciso manter os cuidados. A máscara deve ser bem utilizada, cobrindo boca e nariz. Para quem tomou a vacina ou ainda vai tomar, precisa permanecer os mesmos cuidados de sempre”, disse.

Nésio Fernandes falou sobre um novo tipo de teste que se iniciará no estado. “O Espírito Santo recebe, nesta segunda-feira, 62.400 testes rápidos de antígeno, que permite que o resultado possa ocorrer em até 30 minutos da coleta do Swab nasal. Vamos iniciar o treinamento nos municípios. Essa testagem vai permitir que toda dúvida tenha um diagnóstico rápido e oportuno. Essa testagem se inicia nesta semana. Vamos, ainda, licitar 250 mil testes para reforçar a atenção primária”, disse.

Himaba

Nésio falou sobre a intervenção do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba). “A Organização Social Gnosis, contratada para gerir o hospital, passou a incumprir com cláusulas contratuais. Foi identificada a ausência de direção geral neste mês e nosso monitoramento identificou a falta de materiais, como luvas, alguns medicamentos e a instabilidade do serviço obrigou o Espírito Santo a tomar medida de força e intervir no contrato”, disse.

Segundo a portaria, publicada na noite deste domingo (21), fica nomeada como interventora a diretora-geral do Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória, Thais Regado, que passará a acumular a função de diretora geral do Himaba.

Segundo Fernandes, o contrato com a se encerra no dia 2 de março. O processo para escolher uma nova organização já está finalizando, mas será preciso de uns 20 dias de transição. Neste período, o local será administrado diretamente pela rede pública de Saúde.

Sobre o modelo de Organizações Sociais, como a que estava responsável pelo Himaba, o secretário disse que há a necessidade de uma atualização na legislação estadual sobre o tema. “Nós entendemos que o modelo de gestão sobre as Organizações Sociais no Brasil enfrenta uma grave crise há muitos anos. O Espírito Santo trabalhará para atualizar a legislação do modelo. Estamos avaliando atualizações da lei estadual, pois, de fato, com o atual merco legal e a forma como se opera os contartos pelas organizações sociais, implica um alto risco para o Estado e para as OSs”, afirmou.

Nésio também destacou que mais hospitais serão incorporados ao sistema público de Saúde do Estado. “Estaremos implementando a migração dos hospitais do estado para a Fundação Inova, que já administra o Hospital Central, que era administrado por uma OS. Ao longo deste ano, mais sete hospitais serão migrados para a fundação Inova. Outras unidades não irão migrar para a fundação”, afirmou o secretário de Saúde.

Vacinas

Reblin afirma que novas doses da vacina contra a covid-19 serão entregues ao Espírito Santo ainda neste mês ou no início de março. A quantidade ainda não foi divulgada. Ele também reforçou que os imunizantes necessários para aplicação da segunda dose já estão separados e garantidos. “Aguardamos a orientação do Ministério da Saúde para que todas as doses entregues sejam utilizadas para a aplicação da primeira dose. Dependemos dessa informação para ampliar o público-alvo e inserir novos grupos”, disse.

O secretário comentou, ainda, sobre a inclusão das vacinas Covaxin e Sputinik V na lista prevista para aquisição no Brasil, pelo Ministério da Saúde. “Essas vacinas vão reforçar a imunização da população. Temos interesse na compra e a União poderá reforçar o contato com o laboratório. A decisão no ministério foi acertada. O país tem pressa e precisamos imunizar a população o mais rápido possível. A decisão de incorporar essas vacinas foi acertado e é o mesmo procedimento que deveria ter sido realizado no ano passado”, disse.

Novas variantes

Nésio Fernandes: “Todos os casos identificados no Espírito Santo são isolados. Não há confirmação de transmissão comunitária no Espírito Santo. Acreditamos que, em breve, vamos confirmar que a P-1 tem a transmissão confirmada no estado, o que não tem nada a ver com o recebimento de pacientes de Manaus no estado. Todos eles foram isolados e foram submetidos a exames e todos os trabalhadores que tiveram contato com eles também foram testados.

O secretário ainda afirmou que o Espírito Santo fará, ainda, o sequenciamento genético. Segundo ele, já foi autorizado a aquisição de equimapentos necessários e deve haver um prazo de 120 dias para a instalação.

Números no Espírito Santo

O Espírito Santo contabilizou, em 24 horas, aproximadamente 1.200 novos casos de coronavírus. Segundo informações mais recentes do Painel Covid-19, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), atualizadas na tarde deste domingo (21), foram 1.175 novos registros. Com isso, o total de infectados, desde o início da pandemia, chegou a 317.739 em todo o estado.

Além disso, mais sete mortes em decorrência da doença foram registradas entre esta sábado e domingo, elevando o total de óbitos por covid-19 para 6.276 no Espírito Santo. Por outro lado, 299.664 pessoas já se recuperaram da covid-19 no estado.

Leia mais:  Saiba como o clima interfere cada vez mais na sua saúde
publicidade

Medicina e Saúde

Covid-19 pode ser mais grave do que efeitos colaterais da vacina em grávidas

Publicado

Eles recomendam que as gestantes tomem o imunizante, mesmo que, em nenhum deles, a bula recomende o uso nesse grupo

Registros de efeitos adversos levaram Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a recomendar, nesta terça-feira (11), a suspensão da aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca em gestantes. A agência destacou ainda que a bula não recomenda o uso do imunizante durante a gestação.

Com a recomendação da Anvisa, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) decidiu suspender a vacinação em grávidas com a vacina da AstraZeneca em todas as cidades do Espírito Santo. A Sesa, no entanto, anunciou que esse grupo agora será imunizado com as vacinas da Pfizer, que, a princípio, seriam destinadas apenas para a cidade de Vitória.

Mesmo com a possibilidade de reações adversas causadas pela vacina nas gestantes, especialistas recomendam que essas mulheres devem tomar o imunizante, já que, segundo eles, a covid-19 pode ser mais grave do que os possíveis efeitos colaterais.

“Se nós formos olhar, em nenhuma das vacinas autorizadas no Brasil está escrito em bulas que ela pode ser usada em gestante. Na verdade, agora está sendo testado o uso das vacinas durante a gestação. O benefício de se vacinar a paciente gestante, para que ela não agrave e que não necessite, por exemplo, de um leito de UTI, é muito mais importante frente às coisas que se espera que a vacina poderia provocar numa grávida”, destacou o ginecologista e obstetra Fernando Guedes da Cunha.

O médico ressaltou ainda que algumas reações são esperadas nos dois primeiros dias após a vacinação. “A gestante que já tomou a primeira dose da vacina deve ter um sinal de alerta nas primeiras 48 horas. É comum que essa gestante sinta dor no corpo, que ela tenha febre baixa, de 38 graus. Isso são reações esperadas da vacina. O que a gente deve se preocupar? Às vezes com dor localizada nos membros inferiores, vermelhidão aguda, de uma hora para outra aparece uma vermelhidão. Isso deve ser avisado. Após as 48 horas da vacinação, é provável que os sintomas não apareçam”.

Já a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e doutora em epidemiologia, Ethel Maciel, afirma que casos graves de reação às vacinas são raros diante da quantidade de pessoas já imunizadas. Ethel também reforça a importância delas para o combate à covid-19, mesmo entre as gestantes.

“Esse é o primeiro evento adverso que nós temos. Então é preciso analisar entre risco e benefício, para a Anvisa liberar novamente para esse grupo. Hoje é muito importante as gestantes tomarem a vacina, porque a gente está sob muito risco. O vírus está circulando de forma muito acelerada”, frisou.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin, a Sesa agora aguarda orientações do Ministério da Saúde para saber se as gestantes devem ou não tomar a segunda dose da mesma vacina.

“A maioria delas vai tomar a vacina em julho, não é imediatamente. Até lá, a gente acredita que a própria Anvisa terá finalizado a avaliação dessa situação que ocorreu e nos indicar a continuidade da vacina”, disse Reblin.

Fonte: Folha Vitória.

Leia mais:  Veja 7 sinais de que você está exagerando na bebida alcoólica
Continue lendo

Medicina e Saúde

Estado suspende vacinação de gestantes com doses da AstraZeneca/Fiocruz

Publicado

O Governo do Espírito Santo acata a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e suspende a partir desta terça-feira (11) a aplicação em todo Estado da vacina Covishield (Oxford/Fiocruz), conhecida como AstraZeneca.  A suspensão será mantida até que ocorra uma nova orientação por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, diante deste cenário de suspensão, junto ao incremento de doses da Pfizer/BioNTech na Campanha de Vacinação e o recebimento de mais de 23 mil doses nessa segunda-feira (10), o Governo decide pela organização da vacinação macrorregional das gestantes capixabas que ainda não foram vacinadas com imunizantes da Pfizer.

“Estamos organizando, junto aos municípios, como se dará a operacionalização e aplicação da vacina da Pfizer em gestantes que ainda não receberam imunizante”, informou.

O secretário orientou que as grávidas que receberam a primeira dose da Astrazeneca, devem observar a ocorrência de eventos adversos pós-vacinais, e tendo quaisquer sintomas, procurar um serviço de saúde. “No entanto, o Estado não registrou nenhum evento adverso grave com a vacina da Astrazeneca em gestantes”, garantiu.

Clique aqui para assistir ao vídeo da Sesa sobre o assunto. 

Recomendação Anvisa

Leia mais:  Hospital Central realiza primeira captação de múltiplos órgãos do ano

Nessa segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão da vacinação da Covishield (Oxford/Fiocruz), conhecida como AstraZeneca, em gestantes no Brasil.

A decisão é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma contínua das vacinas contra a Covid-19 em uso no País. A recomendação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca/Fiocruz seja seguida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A Anvisa ressalta em Nota que o uso das vacinas em situações não previstas na bula só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional médico que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz não recomenda o uso da vacina sem orientação médica.

Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana