conecte-se conosco


Internacional

Pesquisadores alemães detectam coronavírus no leite materno

Publicado

Cientistas explicam que apesar do resultado ainda não é possível afirmar que a transmissão pode causar o desenvolvimento da doença nos bebês

Pesquisadores alemães da Universidade de Ulm, no sul do país, detectaram pela primeira vez a presença do novo coronavírus no leite materno de uma mulher infectada. 

Segundo um comunicado publicado pela universidade, os cientistas analisaram o leite de duas mulheres que desenvolveram sintomas durante a estadia no hospital após terem dado à luz. Tanto elas quanto os recém-nascidos testaram positivo para a doença.

A análise, que teve os resultados publicados na revista inglesa The Lancet revelou que, enquanto a amostra da mãe que se adoentou primeiro não havia traços de RNA viral, a amostra do leite da segunda mãe, que só notou os sintomas após ter tido alta, deu positivo quatro vezes seguidas

Mesmo com a descoberta, não se tem como provar que o bebê tenha sido infectado pelo leite ou pelo contato físico com a mãe. Com a suspeita da infecção, ela passou a utilizar a máscara ao amamentar a criança e a desinfectar as mãos, o peito e a mamadeira que era utilizada em certas ocasiões. 

Leia mais:  Morre o príncipe Philip, militar que se adaptou ao papel de coadjuvante da rainha da Inglaterra

“Nosso estudo demonstra que o SARS-CoV-2 pode estar presente no leite das mulheres lactantes com infecções agudas. Porém não sabemos com que frequência isso ocorre, nem se o vírus que se encontra é infeccioso e podem ser transmitidos ao bebê”, declarou o professor Jan Münch, do Instituto de Virologia Molecular de Ulm.

O comunicado da universidade apontou que após 14 dias, tanto a mãe quanto o bebê já haviam se recuperado por completo.

A forma habitual de transmissão da covid-19 é pelas gotas de saliva que são expelidas ao falar. A OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda a interrupção da amamentação em caso de infecção, apenas se o caso apresente sintomas severos que a impeçam.

publicidade

Internacional

Escola é construída em semanas a partir de impressora 3D na África

Publicado

Projetos sem fins lucrativos se juntaram para criar colégio na ilha de Madagascar que pode receber até 30 alunos

Um projeto feito na ilha de Madagascar, no continente da África, construiu a primeira escola com auxílio de uma impressora 3D no país, na cidade de Fianarantsoa.

Uma parceria entre a organização sem fins lucrativos Thinking Huts, a Ecole de Management et d’Innovation Technologique e a universidade local de Fianarantsoa busca mudar a realidade dos jovens da ilha, na África subsaariana.

Com o nome de Bougainvillea, a escola, antes da chegada das entidades, passava por uma construção que já durava sete anos. Com a ajuda desses parceiros, as paredes do colégio foram impressas em 18 horas e três semanas depois a estrutura do local estava finalizada.

O espaço, de 65 m², foi projetado para acomodar até 30 estudantes ao mesmo tempo. A escola receberá desde alunos do primário até estudantes do ensino médio.

As portas, o teto e a janela da escola foram fabricados com materiais locais, e as paredes, construídas com cimento, com auxílio da tecnologia 3D. Além disso, a estrutura do colégio tem formato de uma colmeia de abelha, simbolizando a união.

Leia mais:  Alunos e professor são mortos em ataque a tiros em escola na Rússia

Impressora 3D auxilia na construção das paredes do colégio

“Nós nos inspiramos na colmeia, que simboliza a reunião de pessoas para formar uma comunidade que só vai prosperar se todos trabalharem para uma missão compartilhada”, afirma Maggie Grout, empreendedora que criou a Thinking Huts. “A impressão 3D permite reduzir o desperdício e o tempo de construção”, completa.

Segundo estimativa da Unesco, para melhorar os índices educacionais em Madagascar, seria necessária a criação de cerca de 22 mil escolas no país.

Com os números atuais, uma em cada três crianças na ilha não completou sequer o primário e 97% das crianças de até 10 anos não conseguem ler uma frase com poucas sentenças.

A iniciativa pode ser uma virada de chave para melhorar o sistema educacional e afetaria positivamente outros tantos setores do país, que atualmente ocupa a 164ª posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), com pontuação de apenas 0,528 em um índice que vai até 1.

Continue lendo

Internacional

Homem é enterrado vivo após beber e desmaiar durante festival na Bolívia

Publicado

Victor Alvarez, de 30 anos, conseguiu escapar do caixão, que estava a 80 km de distância da festa; linha de apuração aponta para ritual

Um jovem de 30 anos afirmou que foi enterrado vivo depois de consumir bebidas alcoólicas com um amigo e ficar bêbado durante um tradicional festival em homenagem à Mãe Terra em El Alto, na Bolívia. 

Victor Hugo Mica Alvarez conseguiu escapar do caixão em que foi colocado, em Achacachi, a cerca de 80 km de distância do local do evento.

As autoridades investigam a possibilidade de o rapaz ter sido vítima de um ritual. O caso ocorreu na última sexta-feira (5), de acordo com o jornal britânico Daily Mail. 

“Ontem à noite foi a pré-entrada [da Villa Victoria], fomos dançar, sou guia, e não lembro mais. A única coisa que lembro é que pensei que estava na minha cama e me levantei para ir ao banheiro, mas não conseguia mais me mexer. Foi quando empurrei o caixão, que tinha um vidro, que se quebrou. A terra começou a entrar pelo vidro, e então eu consegui sair. Eles me enterraram”, declarou o rapaz ao diário Página Siete, de La Paz, capital boliviana.

Leia mais:  Alunos e professor são mortos em ataque a tiros em escola na Rússia

O Festival Madre Tierra conta com oferendas para Pachamama, a deusa da terra e da fertilidade na cultura dos povos indígenas dos Andes Centrais. Os bolivianos indígenas acreditam que a divindade “abre a boca” em agosto. Por isso, há quem ofereça a ela desde animais até doces. Existe a suspeita na região de que anciãos ainda oferecem seres humanos em segredo.

O jovem afirmou que havia uma estrutura montada no local em que foi enterrado. Assim que escapou, ele pediu ajuda a outro rapaz, que o levou a uma delegacia de polícia. No entanto, os agentes não acreditaram na versão de Álvarez, que procurou o jornal boliviano para fazer a denúncia e pedir ajuda com a investigação.

Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana