conecte-se conosco


Internacional

Pesquisadores alemães detectam coronavírus no leite materno

Publicado

Cientistas explicam que apesar do resultado ainda não é possível afirmar que a transmissão pode causar o desenvolvimento da doença nos bebês

Pesquisadores alemães da Universidade de Ulm, no sul do país, detectaram pela primeira vez a presença do novo coronavírus no leite materno de uma mulher infectada. 

Segundo um comunicado publicado pela universidade, os cientistas analisaram o leite de duas mulheres que desenvolveram sintomas durante a estadia no hospital após terem dado à luz. Tanto elas quanto os recém-nascidos testaram positivo para a doença.

A análise, que teve os resultados publicados na revista inglesa The Lancet revelou que, enquanto a amostra da mãe que se adoentou primeiro não havia traços de RNA viral, a amostra do leite da segunda mãe, que só notou os sintomas após ter tido alta, deu positivo quatro vezes seguidas

Mesmo com a descoberta, não se tem como provar que o bebê tenha sido infectado pelo leite ou pelo contato físico com a mãe. Com a suspeita da infecção, ela passou a utilizar a máscara ao amamentar a criança e a desinfectar as mãos, o peito e a mamadeira que era utilizada em certas ocasiões. 

“Nosso estudo demonstra que o SARS-CoV-2 pode estar presente no leite das mulheres lactantes com infecções agudas. Porém não sabemos com que frequência isso ocorre, nem se o vírus que se encontra é infeccioso e podem ser transmitidos ao bebê”, declarou o professor Jan Münch, do Instituto de Virologia Molecular de Ulm.

O comunicado da universidade apontou que após 14 dias, tanto a mãe quanto o bebê já haviam se recuperado por completo.

A forma habitual de transmissão da covid-19 é pelas gotas de saliva que são expelidas ao falar. A OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda a interrupção da amamentação em caso de infecção, apenas se o caso apresente sintomas severos que a impeçam.

Leia mais:  Cientistas buscam cura da covid-19 com terapia usada contra câncer
publicidade

Internacional

Professora é presa suspeita de dar balas de maconha a alunos com boas notas

Publicado

A escola informou, por meio de nota, que “a segurança dos alunos é a maior prioridade” e que a professora foi demitida

Uma professora do ensino fundamental foi presa após oferecer uma caixa de balas de maconha a alunos como recompensa por bom comportamento. Victoria Farish Weiss, de 27 anos, entregou-se à polícia na última sexta-feira (15), em Lexington, no estado da Carolina do Sul (EUA), após receber um mandado de prisão.

O caso ocorreu em 23 de setembro na Escola Primária Rocky Creek e estava sendo investigado pela polícia local.

O xerife Jay Koon disse ao ABC News que a mulher misturou as balas de maconha em uma caixa com outros doces sem querer.

Apesar de a professora ter o costume de dar as balas como recompensa aos alunos que tirassem notas altas, nenhum estudante chegou a consumir os doces com a droga.

“Os detetives confirmaram durante as entrevistas que um aluno pegou um pacote de comestíveis ilegais, mas que Weiss pediu para ele trocar por outro”, afirmou o xerife.

No dia seguinte à denúncia anônima, os policiais foram até a casa da educadora e encontraram pacotes da bala com cannabis, iguais aos que foram escolhidos pelos alunos na sala de aula.

“Comestíveis de maconha são produtos alimentícios à base de cannabis. Eles vêm em várias formas, mas os itens neste caso eram doces”, acrescentou Koon.

A escola informou, por meio de nota, que “a segurança dos alunos é a maior prioridade” e que a professora foi demitida.

Weiss está presa por posse de droga no Centro de Detenção do Condado de Lexington.

Leia mais:  Israel tem o 1° dia sem mortes por covid em 10 meses
Continue lendo

Internacional

Ex-general diz que Venezuela mandou dinheiro para Lula

Publicado

Partidos da esquerda na América Latina e também na Europa teriam sido financiados ilegalmente por Chávez e Maduro

O ex-chefe do Serviço Secreto da Venezuela, general Hugo Armando Carvajal, conhecido como Pollo Carvajal, enviou uma carta de sete páginas para o juíz espanhol Manuel García-Castellón relatando detalhes de um esquema de financiamento de partidos de esquerda na América Latina e na Europa pelos governos de Hugo Chávez e de Nicolás Maduro. Entre os beneficiados estaria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações foram divulgadas pelo site espanhol Okdiario nesta semana.

“O governo venezuelano financia ilegalmente movimentos políticos de esquerda no mundo há pelo menos 15 anos, incluindo o financiamento da criação do partido político espanhol Podemos”, diz Carvajal. “Enquanto eu era diretor de Inteligência Militar e Contrainteligência da Venezuela, recebi muitos relatórios apontando que esse financiamento internacional estava acontecendo”.

Carvajal  cita como exemplos “concretos” de beneficiados pelo esquema de financiamento: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Néstor Kirchner, na Argentina; Evo Morales, na Bolívia; Fernando Lugo no Paraguai; Ollanta Humala, no Peru; Zelaya em Honduras; Gustavo Petro na Colômbia; Movimento Cinco Estrelas na Itália e o partido Podemos na Espanha.

No documento de sete páginas endereçado à justiça espanhola, ele relata em detalhes como era o envio de dinheiro para a Espanha durante a criação do partido de esquerda Podemos. Segundo Carvajal, os valores foram transportados para a Europa por meio de malas diplomáticas, um sistema oficial de correspondência entre governos e o corpo diplomático no exterior e que não podem ser violadas.

Ele conta que o dinheiro era levado por um homem de confiança do governo venezuelano da embaixada de Cuba, em Caracas, para o Ministérios das Relações Exteriores, onde era recebido por Williams Amaro, secretário de Maduro.

Amaro seria o responsável por enviar as quantias para a embaixada do país na Espanha por meio de malas diplomáticas. Já em território espanhol, o dinheiro era recebido por Ramón Gordils, vice-ministro de Cooperação Econômica da Venezuela e presidente do Bancoex de Comércio Exterior, e entregue para Juan Carlos Monedero, um dos fundadores do Podemos.

Carvajal conta na carta que a última vez que soube desse tipo de operação foi em 7 julho de 2017, quando Ramón Gordils retornou a Caracas em um voo da Iberia.

Ele afirma ter como provar a existência do esquema de financiamento de partidos de esquerda pelo governo da Venezuela. “Tenho informantes que testemunharam diferentes estágios dessa rede. Pedi aos meus advogados que os contatassem enquanto eu estava na prisão para perguntar se eles estariam dispostos a atestar meu testemunho e alguns responderam sim para concordar em testemunhar perante um juiz.” 

Capturado na Espanha

Caravajal foi preso na Espanha em setembro acusado de envolvimento no tráfico de drogas. Ele estava foragido desde novembro de 2019, quando vivia em Madri, um dia antes de sua extradição para os Estados Unidos ser autorizada.

“Estou há dois anos trancado em apartamentos. Mudava a cada três meses, menos nesta ocasião, em que fiquei oito meses no mesmo apartamento”, disse aos policiais no momento em que estava sendo algemado.

A agência antidrogas dos Estados Unidos chegou a oferecer uma recompensa equivalente a R$ 50 milhões por informações que levasse à prisão do ex-chefe do Serviço Secreto da Venezuela.

Leia mais:  Míssil destrói casa de jogador brasileiro em Israel
Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana