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Política Nacional

PL cresce na janela partidária e vira maior bancada da Câmara

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Deputados bolsonaristas migraram em peso para o partido do presidente da República, Jair Bolsonaro; União Brasil tem a maior perda

Terminou nesta sexta-feira (1°) o prazo da janela partidária, período em que deputados federais puderam trocar de partido para concorrer às eleições sem perder o mandato. O processo teve início em 3 de março. Ao longo dos 30 dias que os parlamentares tiveram para escolher uma nova legenda, mais de 100 mudanças foram registradas. O destaque ficou por conta do crescimento do PL, que se tornou o partido com a maior bancada da Câmara, com 73 deputados.

Foram confirmadas 119 mudanças. Este número corresponde a 23% dos 513 deputados federais. As informações foram coletadas nas redes sociais dos parlamentares e por meio das assessorias de imprensa dos deputados, bem como nas páginas oficiais dos partidos e no site da Câmara. 

O ingresso de mais deputados ao PL se deu principalmente por conta da filiação do presidente Jair Bolsonaro à sigla. Boa parte da bancada do antigo PSL — hoje União Brasil, após fusão com o DEM — que se elegeu com o chefe do Executivo em 2018 o acompanhou. Durante a janela partidária, o PL perdeu 12 deputados, mas ganhou 43 novos parlamentares, sendo 27 do União.

Antes do intervalo para que os deputados mudassem de partido, o PL era o terceiro com mais filiados na Câmara, ao lado do PP, com 42 deputados. Agora, lidera com sobra. Em segundo, estão o PT e o próprio PP, ambos com 55.

“Estamos muito felizes com o crescimento fantástico do partido e de estar construindo um dos maiores partidos do Brasil. Na Câmara, a nossa posição passa a ser extremamente importante. Sem dúvidas, isso vai refletir nas urnas. O partido cresce de forma consistente”, analisou o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), líder da sigla na Câmara.

Além do PL, dois partidos que devem apoiar a candidatura de Bolsonaro à reeleição tiveram resultados significativos durante a janela partidária: o PP e o Republicanos. As siglas foram as que mais tiveram adições depois do PL. Enquanto 15 deputados decidiram se filiar ao PP, 16 escolheram o Republicanos.

Além de ver a expansão da sua bancada, o PP teve poucas perdas durante o período de mudanças. Apenas Capitão Derrite (SP) e Ricardo Izar (SP) saíram da legenda. Contudo, eles migraram para PL e Republicanos, respectivamente. O Republicanos se despediu de cinco parlamentares, mas três deles foram para o PL, como o ex-ministro da Cidadania João Roma.

A janela partidária foi bastante negativa para o União Brasil. Antes, o partido tinha 82 deputados e era o maior da Câmara. Ao longo do período de trocas, a legenda perdeu quase metade dos filiados, se despedindo de 36 parlamentares. Agora, tem 46 deputados e é a quarta maior bancada.

Como dito anteriormente, a maioria desses parlamentares foi para o PL. Outros partidos que receberam deputados do União foram Republicanos, PTB, PSD, PSDB, PSC, Pros, PP e MDB.

O PTB também passou por alterações expressivas, vendo a sua bancada diminuir 70%. Antes da janela, o partido contava com 10 deputados. Agora, tem somente três. Nesse intervalo, nove parlamentares deixaram a sigla e apenas dois se filiaram.

As demais siglas não tiveram grandes surpresas, mas partidos tradicionais da política nacional ou perderam filiados ou tiveram um crescimento tímido. O PSDB, por exemplo, tinha 29 deputados, mas terminou a janela partidária com 25. Ao longo do processo, seis saíram e dois entraram.

Já o MDB, que tinha 34 parlamentares, agora tem 39 (perdeu um e ganhou seis). O PT, por sua vez, passou de 54 para 55 (perdeu um e ganhou dois).

Mudanças da janela partidária
Chart

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Política Nacional

Estados aprovam convênio e aplicam média que reduz preço do diesel

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Os Estados da Federação aprovaram, nesta quinta-feira (30), o convênio que regulamenta a Lei Complementar 192/2022 e aplica a média móvel de 60 meses do diesel. A expectativa é que, no Espírito Santo, o preço do diesel caia, em média R$ 0,10 por litro – considerando que as outras variáveis permaneçam estáveis.

A decisão foi tomada na reunião do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), que está sendo realizado em Vitória. 

“É muito satisfatório anunciar esse convênio durante a reunião do Comsefaz que estamos realizando aqui em Vitória. Isso mostra bem como os secretários da Fazenda de todo o Brasil estão unidos e debatendo propostas que resultem em melhorias para a população”, disse o secretário de Estado da Fazenda, Marcelo Altoé.

A medida valerá até 31 de dezembro de 2022. Dessa forma, os Estados e o Distrito Federal seguirão nas operações ao consumidor final para o diesel, a base de cálculo de ICMS explicitada abaixo:

 

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Os Estados brasileiros vêm se mostrando sempre abertos ao diálogo e não têm medido esforços para solucionar a crise dos combustíveis no país.

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Política Nacional

‘Não temos corrupção endêmica, tem casos isolados’, diz Bolsonaro

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Declaração foi feita pelo presidente em meio a denúncias de tráfico de influência e assédio sexual que envolvem o alto escalão

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (29), que não há corrupção endêmica em sua gestão, e sim casos isolados. A fala acontece em meio às denúncias de tráfico de influência e de assédio sexual contra mulheres que envolvem integrantes do alto escalão do governo federal. 

“Bem como o combate à corrupção: nisso nós estamos muito bem no governo. Não temos nenhuma corrupção endêmica no governo. Tem casos isolados, que pipocam, mas a gente busca solução para isso”, disse Bolsonaro, durante evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Mas, além da escolha dos ministros, além de conversar com eles sobre qual é a real função, em cada ministério temos uma selva composta por servidores da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União, da Advocacia-Geral da União e até mesmo do Tribunal de Contas da União para analisar aquilo que é mais caro para nós, de modo que ataca a possível corrupção na origem. Não interessa descobrir quem é o corrupto, temos que evitar que apareça a figura do corrupto”, prosseguiu.

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Recentemente, o ex-ministro Milton Ribeiro passou um dia preso sob suspeita de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. O ex-titular é investigado por participar de suposto esquema de tráfico de influência envolvendo pastores para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação.

Nesta semana, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, foi acusado de assédio sexual por funcionárias do banco e é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF). O economista conversou sobre as denúncias com Bolsonaro na noite desta terça-feira (28). Ele deve deixar o posto para a secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques.

Durante discurso na cerimônia desta quarta-feira, de quase 30 minutos, Bolsonaro não mencionou o caso Guimarães. Mais cedo, em um evento do banco, sua primeira aparição pública após as denúncias, o economista afirmou que sua vida é pautada pela ética.

“Tenho muito orgulho do trabalho de todos vocês e da maneira como sempre me pautei em toda a minha vida. Quero agradecer a presença de todos vocês, da minha esposa. São quase 20 anos juntos, dois filhos e uma vida inteira pautada pela ética”, disse Guimarães.

Após senadores protocolarem um pedido de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) que apure irregularidades no Ministério da Educação sob a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro, que chegou a ser preso por um dia, o presidente avalia que o assunto aparentemente está “enterrado”.

“Paguei e pago um preço altíssimo por isso. Olha uma CPI quase saindo aí de um assunto que parece que está enterrado, parece. Mas quando se abre uma CPI abre-se um mar de oportunidades para os oportunistas fazerem campanha contra a gente no caso”, destacou.

O pedido de abertura da CPI foi protocolado por senadores da oposição nesta terça-feira (28). A criação, contudo, depende do aval do presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Caso seja aberta, será a segunda comissão sob a gestão de Bolsonaro — a primeira foi a CPI da Covid-19, também no Senado. 

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