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Medicina e Saúde

Pode beber? Saiba os cuidados necessários antes e depois de tomar a vacina contra covid-19

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De acordo com imunologista as bebidas alcoólicas funcionam como imunossupressores reduzem a capacidade do organismo de se proteger do vírus

Se você já se vacinou ou ainda vai vacinar contra a covid-19, deve ter dúvidas de como se comportar antes e depois da imunização. Questões como parar de tomar bebidas alcoólicas, mudar hábitos da alimentação e interromper medicamento são algumas das dúvidas de diversos capixabas.

O funcionário público Sergio Mulini não dispensa uma cerveja no fim de semana, mas durante o seu período em que tomou a vacina, precisou seguir medidas de prevenção.

“Eu pensei que fosse fazer mal, então eu fiquei meio preocupado em tomar  cerveja depois da vacina e dar alguma reação. Esperei até 72 horas e fiquei tranquilo”, explicou.

Já o professor de Educação Física Paulo Rosa, durante todo período de pós-imunização, tomou todos os cuidados possíveis.

“Não ingeri bebida alcoólica e não tomei remédios que pudessem interferir na eficácia da vacina”, disse o professor.

Estudos científicos apontam que o organismo precisa de pelo menos 14 dias para criar anticorpos que protegem contra a covid-19. Segundo o imunologista Daniel Gomes, as bebidas alcoólicas funcionam como imunossupressores, ou seja, reduzem a capacidade do organismo de se proteger do vírus.

“O álcool inibe o sistema imunológico de certo modo. O consumo exagerado de álcool, tem um impacto grande sobre essas funções supressoras, então antes da vacina e após a vacina é importante que o indivíduo passe por uma quarentena no consumo do álcool”, explicou Daniel.

Na questão de alimentação e medicamentos, o imunologista diz que não há restrições, mas não é recomendado nenhum hábito que não seja saudável.

“É importante que o indivíduo faça o uso adequado dos alimentos e tenha uma alimentação equilibrada. Alguns alimentos podem modular as funções do organismo, mas não existe nenhuma contra indicação contra o consumo de determinados alimentos.” alertou Gomes. 

As medidas de prevenção e cuidados antes e pós  vacinação contra o covid-19, vale para todas vacinas disponíveis para imunização. 

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Medicina e Saúde

Brasil ultrapassa marca de 130 milhões de vacinas Covid-19 aplicadas

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Campanha de vacinação avança rapidamente, mais de 58% do público-alvo já tomou a primeira dose

O Brasil atingiu a marca de mais de 130 milhões de doses de vacinas Covid-19 aplicadas nesta sexta-feira (23). São mais de 93 milhões de pessoas que já receberam a primeira dose do imunizante. Isso significa que 58% da população-alvo, de mais de 160 milhões de brasileiros maiores de 18 anos, já completou esta etapa da vacinação.

O ritmo acelerado da campanha reflete na situação epidemiológica da pandemia no país: só na última semana, de acordo com o último boletim epidemiológico, o Brasil registrou redução de 14% nas mortes em relação à semana anterior. A média móvel de óbitos registrada na terça-feira (22) – 1,2 mil – é a menor dos últimos quatro meses.

Mais de 600 milhões de doses estão contratadas pelo Ministério da Saúde até o fim de 2021, após acordos com diferentes laboratórios. Somente em agosto, está prevista a chegada de mais de 63 milhões de doses.

Até o momento, mais de 164 milhões de doses foram distribuídas a todos os estados e o Distrito Federal. A imunização no Brasil pode ser acompanhada pela plataforma LocalizaSUS.

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Medicina e Saúde

Estudo: Pfizer é mais eficaz contra Delta com intervalo de 8 semanas

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Bula indica 21 dias entre doses, Brasil e outros países usam 12 semanas de distanciamento; Reino Unido vai mudar para 2 meses

Um intervalo de oito semana entre a primeira e segunda duas doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 proporciona um nível maior de anticorpos do que um intervalo mais curto, concluiu um estudo britânico, embora haja uma queda brusca nos níveis de anticorpos após a primeira dose. 

O estudo pode ajudar a traçar estratégias de vacinação contra a variante Delta, que reduz a eficácia de uma primeira dose da vacina contra a covid-19, ainda que duas doses sejam eficientes na proteção. 

“Para o intervalo mais longo de doses, os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante Delta foram induzidos de maneira fraca após uma única dose, e não se mantiveram durante o intervalo até a segunda dose”, apontaram os autores do estudo, que está sendo conduzido pela Universidade de Oxford. 

“Após duas doses da vacina, os níveis de anticorpos neutralizantes eram duas vezes maiores após o intervalo mais longo de doses se comparado com o intervalo mais curto.”

Os anticorpos neutralizantes são considerados importantes no papel de construir imunidade contra o coronavírus, mas não agem sozinhos, já que as células T também desempenham um papel. 

O estudo descobriu que os níveis gerais de células T eram 1,6 vez menor com um intervalo longo se comparados com o cronograma mais curto de entre 3 a 4 semanas, mas que uma proporção mais alta era de células T “ajudantes”, que fortalecem a memória imunológica.

Os autores enfatizaram que qualquer um dos intervalos produziu uma resposta forte de anticorpos e de células T no estudo feito com 503 profissionais de saúde. 

A bula do imunizante sugere que o intervalo entre as aplicações seja de 21 dias, mas Brasil, Reino Unido, Canadá, França e Alemanha optaram por ampliar esse período para 12 semanas. 

As descobertas, divulgadas em um estudo pre-print, suportam a visão de que embora uma segunda dose seja necessária para garantir a proteção total contra a variante Delta, o distanciamento de oito semana pode providenciar imunidade mais duradoura, mesmo se isso significar uma proteção menor a curto prazo. 

O Reino Unido a partir desta sexta-feira (23) recomenda um intervalo de dois meses entre as duas doses da vacina para que mais pessoas fiquem protegidas contra a variante Delta mais rapidamente, enquanto ainda maximiza as respostas imunológicas no longo prazo.

“A recomendação original de 12 semanas se baseava no conhecimento de outras vacinas, que frequentemente um intervalo mais longo dá ao sistema imunológico a chance de dar a resposta mais alta. A decisão de colocá-lo em oito semanas equilibra todas as questões mais amplas, os prós e os contras, duas doses é melhor do que uma no geral. Além disso, outros fatores precisam ser equilibrados, o suprimento de vacinas, o desejo de se abrir e assim por diante. Acho que oito semanas é o ponto ideal para mim, porque as pessoas querem receber as duas vacinas [doses] e há muito Delta por aí agora. Infelizmente, não consigo ver esse vírus desaparecendo, então você quer equilibrar isso com a obtenção da melhor proteção possível”, disse Susanna Dunachie, pesquisadora da Universidade de Oxfor e coordenadora do estudo.

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